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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Mudança de Paradigma




Por Mauricio A Costa*


“O vasto inconsciente provavelmente faz parte do processo de organização da vida há muito tempo, e o curioso é que ainda continua conosco, como o grande subterrâneo sob a nossa limitada existência consciente” (Damásio, António R., em ‘E o cérebro criou o Homem’ – Pág. 219 – Editora Cia. das Letras – São Paulo – 2011)


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Vivenciei nos últimos anos um período de intensa turbulência pessoal, provocado simultaneamente por fatores externos, representado pelas mudanças significativas no ambiente deste novo século, e por um reboliço interior sem precedente, a desencadear surpreendentes transformações no modo de pensar a mim mesmo, e inevitavelmente, no mundo à minha volta. 



Tenho experimentado uma crescente preocupação com aquele a quem convencionamos chamar de ‘humano’; personagem que está gradativamente se tornando cada vez menos humano e mais robótico; zumbis cibernéticos, manipulados por um incompreensível sistema de valores artificiais, que vai contra qualquer bom senso, e onde não há limites para a expansão do desejo, da individualidade e de uma enganosa liberdade. 

O resultado desse artificialismo contemporâneo é um estresse sem precedente na história da humanidade, quase sempre desaguando em preocupantes estados depressivos, a originar enfermidades no corpo e na alma de seres de todas as classes sociais, sem exceção; e ninguém tem dúvida de que, o pano de fundo dessa epidemia que se alastra sorrateiramente é a voracidade pelo ‘ter’, na busca por atender uma falsa necessidade de segurança, conforto ou prazer. 

Toda essa artificialidade, como sabemos, traz consigo comportamentos pautados essencialmente pela mentira, sob a forma de camuflagem, traição, deslealdade, engodo, infidelidade, fraude, fingimento, dissimulação e simulacro. E é desse emaranhado de hipocrisia generalizada que nasce a desconfiança institucionalizada, que se dissemina como vírus silencioso e destrutivo, a corroer relações pessoais, familiares, empresariais, políticas e religiosas. 

Esse teatro do real é o habitat onde germina o demônio da insegurança; fonte do estresse e da angústia que produz desequilíbrio hormonal, descontrole emocional, depressão e agressividade. Por conta disso, uma quantidade cada vez maior de indivíduos neuróticos, desconfiados de tudo e de todos, solitários (ainda que em meio à multidão), céticos e apáticos, ou até mesmo psicóticos, convive em ambientes caóticos, confinados à própria sorte no curral da desesperança, reféns de imaginários fantasmas. 

A soma dessas inquietudes, acumuladas durante milhares de gerações é o que forma, a meu ver, aquilo que alguns chamam de inconsciente. Um denso e profundo oceano onde bilhões de informações sob a forma de símbolos ou imagens que vagam ao sabor de angustiantes calmarias ou assustadoras tempestades, desconhecendo espaço e tempo. Mergulhar nesse ‘mar de imprecisão’ como diz a delicada poesia de Gabi Milino, em seu ‘Fotograma’, (https://youtu.be/hVZGGGZqXqg) é um imperativo; uma mudança de paradigma, para descobrir em meio a tanta ambiguidade, aquilo que somos e que nos torna especiais; algo único, diferente dessa massa cinzenta, representada pela mesmice e o modismo de todas as futilidades. 

Abandonar gradualmente a fantasia do mundo empresarial para mergulhar no universo da psique humana foi a resposta que encontrei para consolidar um projeto pessoal que contemplasse uma visão para além do superficial, com o propósito despertar seres humanos para sua real vocação e uma melhor qualidade de vida, sem abrir mão da construção de suas marcas pessoais; porque como diz meu inseparável ‘mentor virtual’: "A verdadeira alquimia é o ápice da consciência humana em relação ao seu próprio potencial. É o momento mágico da sublimação em que nos damos conta do paradoxo de sermos infinitamente pequenos e ao mesmo tempo imensuravelmente grandiosos; capazes de produzir qualquer milagre que assim desejar ardentemente nossas mentes e corações. Não importa que tipo de milagre. Se a simples cura de uma célula desorganizada, a recomposição de um relacionamento decadente, ou a construção de um empreendimento de sucesso."

Descubra-se você também, Permita que o universo que permeia você aflore de maneira surpreendente. Isso é inovar; é ir além do que outros foram, para que a vida tenha significado. 

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*Maurício A Costa é escritor, palestrante e mentor. É o idealizador do Projeto Mentor Virtual 





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