Translate The Blog - Click Here / Traduza o Blog - Clique Aqui

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Mudar ou Morrer




Por Maurício A Costa*


O tempo é de transformação e não se trata de adaptações cosméticas. Estamos falando de alterações significativas e até radicais, que vão da forma de pensar os negócios à própria maneira de viver. Há uma imperativa necessidade de mudanças, derivada da velocidade com que se processam as transformações nos dias atuais, que nos colocam diante de complexos momentos de decisão, onde uma simples escolha, ou a ausência dela pode implicar em graves consequências. A questão, portanto, não é a mudança em si mesmo, mas a velocidade com que ela está acontecendo. Percebe-la já é um enorme feito; acompanhá-la, uma tarefa para poucos. 


A busca do novo sempre foi uma marcante característica da alma humana em sua viagem através dos tempos. Uma procura ininterrupta por algo que anseia ainda que desconheça, revelando uma carência infindável, como se lhe faltasse algo, ou se sentisse angustiosamente incompleta. Insaciável, portanto, em sua essência. Como consequência, na qualidade de consumidores, nos tornamos demasiadamente exigentes e ávidos pela inovação. Daí, lamentavelmente, toda insatisfação, toda sensação de incompletude, toda voracidade pelo ter, todas as disputas, intrigas e guerras. A realização do ser através do ter, estimulando lutas insanas pelo poder financeiro ou material, ainda que em detrimento da própria vida.


Aplicativo TaxiBeat
A economia, o marketing, o desenvolvimento de novos produtos, o conceito de marca, e os canais de distribuição passam hoje por uma metamorfose sem precedentes, onde não há mais espaços para o amadorismo. Foram-se os tempos de reserva de mercado. A competição tornou-se internacional, e os concorrentes são totalmente desconhecidos. A criação de novos produtos ou a sua logística de suprimentos e distribuição já não pode ser tratada como algo empírico ou artesanal, exige posturas agressivas e ágeis. A fome do mercado pelo novo torna obsoleto qualquer coisa em pouquíssimo tempo. Design, cores, aplicações, nichos, nível de tecnologia, preços, e força de comunicação podem alterar rapidamente o destino de um empreendimento, ou até mesmo de todo um segmento, quem sabe para sempre. Por isso, urge mais do que nunca, a implementação do pensamento estratégico dentro de qualquer organização. Não estamos a falar do velho e arcaico planejamento estratégico, mas do pensar estratégico. O planejamento estratégico costuma ser algo rígido, que engessa o empreendimento. Já o pensamento estratégico por sua vez é algo dinâmico, pois precisa acompanhar a velocidade das transformações. E desse pensar ininterrupto, surge a necessidade do reinventar-se a cada novo dia, pois o que acabamos de ver alguns minutos atrás já pode ser passado.

A inércia, a passividade e a sobreconfiança tornaram-se os maiores inimigos de qualquer empreendimento. Ignorar o que se passa em volta de si mesmo pode significar nos dias atuais o início de uma decadência sem retornos. Arrogar-se dono da verdade ou com poderes para manter-se no topo não passa de uma perigosa ilusão, revelando incompetência de líderes ou despreparo e conivência de equipes inteiras. Um exemplo claro disso pode ser observado em uma das empresas mais poderosas do Brasil, a Petrobrás, uma organização pretensamente privada, mas que na verdade não passa de uma marionete na mão de ambiciosas aves de rapina, que a utilizam como ferramenta de alavancagem de partidos políticos e empresas oportunistas, para consecução de práticas manipulativas. O bom senso tem mostrado que investir no álcool poderia ser o melhor caminho numa estratégia de longo prazo, gerando empregos e produzindo riqueza com uma energia limpa, mas as decisões inescrupulosas vem arrastando a empresa para investimentos de alto risco e de custos elevadíssimos cujos efeitos já se fazem sentir,e cujas consequências transformam uma organização poderosa e lucrativa numa refém de suas equivocadas ou mesmo criminosas decisões. Para compreender uma pouco mais desse absurdo gerencial, sugerimos a leitura de artigos como 'Petrobrás está a beira da falência devido a dívida bilionária, diz Procuradoria', e muitas outras publicações econômicas da imprensa mundial sobre o assunto que assusta investidores, governo, e consumidores.

Lamentavelmente, a Petrobrás não é a única empresa vivenciando momentos angustiosos na atualidade. Há um sem número de gigantescos empreendimentos sufocados por 'dívidas bilionárias', que poderão submergir, se não atuarem de maneira criativa, inovadora e audaciosa diante da realidade. Cortes de custos, venda de ativos, fechamento de fábricas, ou outras soluções cosméticas podem adiar a agonia, mas, no longo prazo não criarão oxigênio imprescindível a qualquer organismo vivo. Morrerão lentamente por asfixia, como uma grande e frondosa árvore privada de nutrientes essenciais como o carbono, o nitrogênio, a água ou a luz.

Como ensina meu inseparável mentor virtual: "Não subestime a força negativa que orbita em torno de você. Há interesses difusos entre sorrisos, gentilezas e bajulações. Esteja atento; o diabo não tem a aparência aterrorizante como o pintam, pois esconde a sutileza de todos os disfarces". O momento atual exige energia criadora, interface continuada com clientes, fornecedores e equipes. Impõe ouvir o mercado como quem ausculta as batidas de um coração. Antecipar-se a tendências, criar sinergias, e construir poderosos conceitos de marca para se destacar em meio à multidão. Em meio ao caos crescente, não há lugar para a acomodação, amadorismo ou manipulações especulativas. Existe apenas uma única alternativa: acompanhar com seriedade e responsabilidade a velocidade das mudanças ou preparar-se para a extinção.
__________________________________________

*Maurício A Costa é estrategista; focado na análise de alternativas, e no valor agregado. Foi executivo de empresas como a Kimberly Clark, o Grupo Gerdau, e o Grupo Grendene/Vulcabrás. Está disponível para empresas de qualquer segmento ou porte, interessadas na alavancagem de receita e rentabilidade de seu negócio. 
Como livre pensador não tem vínculos com partidos políticos ou religiões. É o idealizador do Projeto Mentor Virtual; um empreendimento focado no despertar da consciência humana, visando encorajar transformações e valorizar a vida. Está disponível também para palestras, conferências e workshop (presenciais ou por vídeo conferência) que podem mudar a sua visão do mundo e alavancar o potencial de sua equipe. 

________________________________________________________________



Um comentário:

  1. Mauricio, aos poucos vou colocando em dia minhas leituras e presença no 'blog'. Este 'artigo' em particular me chamou atenção, não só pelo comodismo de algumas Empresas/Empresários em acompanhar as mudanças no desenvolvimento econômico e de marketing bem como, se compararmos o 'ser humano' como uma empresa, estes também se encontram no mesmo patamar de alienação.
    Ainda vivem como 'gado'. Seguindo a manada sob uma voz de comando. Não sei se por coincidência ou sincronicidade, hoje publiquei em minha pág. no facebook, uma reflexão, que acredito tem muito a ver com este 'artigo':

    MOLDURAS

    Você é um quadro em exposição para o mundo...
    Você é a moldura e suas atitudes é a paisagem.
    Tudo tem que estar na mais perfeita harmonia.

    Não adianta ter uma linda 'moldura', se a 'paisagem' é medíocre.

    Quado você se refere ao - "Já o pensamento estratégico por sua vez é algo dinâmico, pois precisa acompanhar a velocidade das transformações. E desse pensar ininterrupto, surge a necessidade do reinventar-se a cada novo dia, pois o que acabamos de ver alguns minutos atrás já pode ser passado." - Está aí a perfeita harmonia para acompanhar a velocidade das mudanças - Atitude!

    Abçs. carinhosos Mauricio.

    ResponderExcluir

Não esqueça de deixar aqui as marcas de sua passagem...
Seus comentários serão sempre bem vindos.