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sexta-feira, 5 de abril de 2013

A Verdade Por Trás das Aparências





Por Maurício A Costa*



"Destacar-se em meio à multidão não é tarefa das mais fáceis. Exige algumas vezes ir além dos próprios limites. Implica criar diferenciais, que tornem você, ou a sua marca, reconhecida pelos demais" (O Mentor Virtual - Pág.  231 - Editora. Komedi - Campinas-SP - 2008).
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Nos últimos tempos tenho refletido profundamente sobre os motivos que costumam levar algumas pessoas a ter mais sucesso que outras, e essa análise quase sempre conduz a dois tipos de resposta: a primeira é a do êxito como consequência da construção de diferenciais que tornam alguém uma marca especial. A segunda, quiçá a mais frequente, é a do uso da mentira ou engodo como ferramenta de manipulação de incautos, parvos, e desesperados.

Como ensina meu inseparável mentor virtual: ‘não há certo ou errado em nossas escolhas; existe sim, um preço a pagar por cada uma de nossas decisões’, portanto, a meu ver, não há o que se discriminar essa ou aquela conduta de quem quer que seja; afinal, ela é uma escolha pessoal, que, no entanto, implica consequências; previsíveis ou não. Construir uma marca forte não é tarefa das mais simples e impõe decisões cruciais, muitas das quais podem gerar eventuais arrependimentos futuros, por haverem sido tomadas, no calor das emoções, ou motivadas por instintos.

Isentos, portanto, de qualquer ideia de puritanismo hipócrita, ou falso moralismo, sugiro uma reflexão sobre mentiras e verdades focados na teoria das consequências, que como seres humanos nos cabe estar atentos. Como sabemos, verdades e mentiras formam a trama de histórias sem roteiros definidos ou finais previsíveis, refletindo uma sequência de atitudes que consciente ou inconscientemente vão sendo tomadas a cada momento. A mente, em sua ânsia por assegurar ao corpo uma situação confortável ou segura, instiga muitas vezes a camuflagem como um comportamento recomendável, alheia em algumas situações a questões éticas ou morais. Ela simplesmente impele um agir imediato, impetuoso e oportunista, cuidando unicamente da satisfação pessoal do indivíduo, cujas decisões vão se formando a partir de fantasias projetadas em mundo imaginário, com um cenário de um devir ininterrupto, carregado de expectativas e ilusões. Por conta disso, um sem número de decisões emerge de maneira quase impulsiva, sem a mínima noção de consequências; até que um belo dia... a fatura começa a ser cobrada de forma impiedosa.

Alguns dias atrás, enquanto cabisbaixo eu lia um livro em determinado café, escutei uma animada conversa entre amigos numa mesa ao lado, que faziam sem qualquer reserva o seguinte comentário para qualquer um escutar: ‘Esse negócio de ir para essas reuniões da fraternidade tal não tá com nada... Esses encontros só servem para a gente arranjar desculpa para dar umas escapulidas’... A risada que se seguiu foi total. Naquele momento pensei em silêncio com meus botões: ‘Acho que vocês não estão calculando bem o preço dessa mentirinha’... Quantas consequências podem advir de atitudes como essas, refleti. Casamento, família, emprego, credibilidade, reputação, e assim por diante. Histórias sendo escritas pela mão invisível do imponderável, mas originadas em verdades escondidas por trás da enganação.

No mundo empresarial, não são poucas as empresas que camuflam ou adulteram informações para beneficiar-se financeiramente e levar vantagem indevida. Instigam suas equipes a serem coniventes com sua ganância desmesurada, tornando-os cúmplices de perigosas armações que podem colocar em risco o empreendimento e todo seu time gerencial. O preço a pagar pode ser muito caro, mas ao tempo em que agem dessa forma ignoram tal custo, pois apenas os resultados imediatos são levados em conta. Essas posturas costumam desencadear a falta de ética de forma generalizada em todos os níveis da empresa, produzindo significativos aumentos de custo, a gerar perda de competitividade, e como consequência, produzir eventuais turbulências que podem levar ao enfraquecimento e até mesmo insolvência do negócio; num previsível suicídio coletivo.
Não queremos, como já dissemos, ser apologista do conceito de certo ou errado, trata-se apenas de analisar com frieza o preço da nossas escolhas. Não se iludam aqueles que acreditam que existe o delito perfeito; a mentira é como erva daninha que se esparrama sorrateiramente entre a plantação, e quando não cuidada pode comprometer toda a colheita. “Mentir é maldade absoluta. Não é possível mentir pouco ou muito; quem mente, mente. A mentira é a própria face do demônio” dizia Victor Hugo. Demônio esse que eu prefiro chamar de ‘inimigo íntimo’, porque habita dentro de cada ser humano e com ele caminha e dorme. Inimigo, porque será um poderoso adversário a produzir corrosões que só serão identificadas com o passar do tempo.

‘Verdades e mentiras são meras ilusões do caminho’, ensina o mentor virtual. ‘A mesma paisagem vista de janelas diferentes’, da mesma forma que ‘certo e errado são visões complementares de um único fato’. No entanto, é bom levar em conta que a mentira costuma ser a ferramenta com a qual o tolo constrói sua própria armadilha. Distorcer a realidade pode gerar uma ilusão momentânea, mas como tudo no universo retorna à sua condição original, não há porque acreditar ser possível iludir ou iludir-se para sempre. ‘É preciso duvidar de tudo’ ensina Soren Kierkegaard, porque a verdade pode estar sutilmente escondida por trás de enganosas aparências.



*Maurício A Costa é estrategista; focado na análise de alternativas, e no valor agregado. Foi executivo de empresas como a Kimberly Clark, o Grupo Gerdau, e o Grupo Grendene/Vulcabrás. Está disponível para empresas de qualquer segmento ou porte, interessadas na alavancagem de receita e rentabilidade de seu negócio. 
Como livre pensador não tem vínculos com partidos políticos ou religiões. É o idealizador do Projeto Mentor Virtual; um empreendimento focado no despertar da consciência humana, visando encorajar transformações e valorizar a vida. Está disponível também para palestras, conferências e workshop (presenciais ou por vídeo conferência) que podem mudar a sua visão do mundo e alavancar o potencial de sua equipe. 


Um comentário:

  1. ‘não há certo ou errado em nossas escolhas; existe sim, um preço a pagar por cada uma de nossas decisões’. A meu ver algumas pessoas tem medo de ariscar, consequentemente acabam não pagando nenhum preço. O que é ruim, poderiam poderiam ter criado asas para voar sem medo de ser feliz.

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