Translate The Blog - Click Here / Traduza o Blog - Clique Aqui

sábado, 16 de março de 2013

As Origens de Nossos Medos





Por Maurício A Costa*



"Viajamos em busca de certezas sem perceber que é no vazio absoluto que voamos" (‘Fragmentos do Mentor Virtual' – Campinas-SP - Em Gestação). 
_________________________________


Como ensina o meu inseparável personagem virtual, ‘nossos medos são importantes defesas naturais a nos avisar de que a qualquer momento algo pode dar errado. Por isso, não devemos tentar nos livrar deles, mas, procurar aprender com eles... O medo, diz ele, resulta da inquietude de uma mente cuja única função é proteger o corpo. Não subestime seus avisos, mas não se torne um prisioneiro das insanas ameaças que ela projeta’. A vida, como sabemos, é uma incrível jornada por ambientes inóspitos, quase sempre desconhecidos, onde viajamos perdidos entre ilusões construídas pela mente e uma realidade que às vezes assusta por conta de sua imponderabilidade. Flutuamos entre um passado que se esvai e um futuro imprevisível, em um presente atordoante, a nos colocar diante de angustiantes encruzilhadas, impondo escolhas decisivas que podem mudar nossos destinos em fração de segundos.

Em recente pesquisa que fiz com mais de trezentos amigos virtuais do Facebook, sobre o medo, todas as respostas revelavam de uma forma ou outra, uma enorme inquietude em relação ao futuro. Medo da morte, medo de tomar decisões, e especialmente, o medo provocado pelas incertezas. Ocorre que, como sugere mais uma vez meu ‘mentor virtual’: 'Não há padrões definitivos para nada no universo. Tudo é relativo. Tudo está interligado por um tênue fio de múltiplas possibilidades... Somos dúvidas, incertezas, indecisões, imprecisões e obscuridades. Somos multiplicidade de sentidos, equívocos e hesitação. Vivemos a diversidade de infinitos significados. Somos, enfim, o paradoxo da ambiguidade’... Vivendo um permanente processo de evolução, estaremos invariavelmente regidos pelo improvável. Mesmo nos momentos em que acreditamos estar no controle da situação, seremos como simples alga a flutuar em um oceano de infinitas possibilidades.

Por tudo isso, vivemos em permanente estado de ansiedade. Nessa ânsia pelo novo, desencadeamos inócuos e angustiantes questionamentos, a produzir incômodos conflitos interiores, a nos colocar em permanente inquietude e estresse. Em busca de respostas, muitas vezes nos sentimos perdidos diante da multiplicidade de alternativas. Ao mergulhar para dentro de nós mesmos, descobrimos atônitos que tudo isso não passa de um obcecado fascínio por aquilo que não conhecemos. Na imensidão do nosso inconsciente adormecido, nos damos conta de que viajamos como náufragos, sem roteiros, sem mapas, sem bússola, e sem destino; flutuando ao saber das marés. E é esse 'imponderável' que nos submete impiedosamente ao capricho das circunstâncias, nos tornando reféns do desconhecido. Daí a eterna dependência humana em relação ao sagrado; daí seu sentimento de inferioridade, daí todo seu medo, daí toda sua angústia.



O ser humano, em seu momento primordial, ao tomar consciência de si mesmo, seu primeiro esboço foi o medo. A noção de bem e do mal o colocava diante de escolhas. Escolhas cruciais que poderiam custar-lhe a própria existência. E esse medo o acompanhou em toda sua evolução. Por conta do medo construiu mitos e deuses. Para aplacar esses deuses desenvolveu os mais estranhos e complexos rituais. Por desconhecer o futuro e o ‘livro da vida’, a possibilidade de ‘vida eterna’ tornou-se para alguns uma obsessão, para outros uma paranoia, para muitos, uma tábua de salvação em meio às trevas de um desconhecido mar bravio. A sensação de medo impregnada de forma consistente, implacável e avassaladora, passou a ser amenizada unicamente pela ilusória ideia de vida após a morte. Como metaforicamente ensina ‘o mentor virtual’: "o ser humano é capaz de criar tantas realidades quantas queira, a partir do nada".

Muro de Condomínio
Entre os medos derivados, um deles está relacionado diretamente com a ideia de posse. O sentimento de posse gera enorme ansiedade decorrente do medo da perda de algo, ou alguém. A posse, paradoxalmente, torna prisioneiro aquele que possui, invertendo posições. ‘Livre é aquele que não se prende a nada’, diz o mentor virtual. Outro importante medo derivado é o medo causado pelas expectativas. Ao colocar nossa confiança em algo ‘fora de nós’, nos tornamos vulneráveis e expostos sobremaneira a imprevisíveis circunstâncias, e a imprevisibilidade como já falamos está na essência do medo. Na maior parte de nossa caminhada, vagamos como nômades perdidos entre milhões de alternativas, em meio a tempestades que não fomos capazes de prever; açoitados pelo medo das consequências, vamos nos tornando reféns de nossas próprias escolhas.

Outro tipo de medo muito comum nos dias atuais é o medo do outro ser humano. O engodo e a violência se tornaram tão comuns nos comportamentos humanos, que se tornou imperativo agir com prudência a maior parte do tempo. Nunca sabemos quando algo inesperado e tremendamente destrutivo estará vindo em nossa direção, em rota de colisão. Não se pode subestimar a força negativa que orbita em volta de cada um de nós, escondida sob os mais difusos interesses. O inimigo não é mais algo visível e destrutível com quem guerrear; ele está na sutileza dos disfarces, nas entrelinhas dos discursos maquiavélicos, e nos enigmáticos diálogos das supérfluas relações. Navegamos no caos, suscetíveis aos humores e interpretações de cada um que nos cerca, sem a mínima noção daquilo que eventualmente pensa o outro à nossa frente. Nossas palavras são distorcidas, adulteradas e manipuladas a qualquer momento sem qualquer pudor por pessoas nas quais colocamos nossa confiança, deixando-nos sem qualquer controle sobre possíveis desdobramentos. E aqui novamente o medo. O apavorante medo do desconhecido. A incerteza do amanhã por conta da lamentável degeneração humana.

Como lidar com essa tormentosa sensação impregnada em nossas vidas? – É o que deve a essa altura estar perguntando o caro leitor. A resposta mais natural seria: Não se deixe conduzir pelos fantasmas criados pela mente, cuja função é proteger o corpo de eventuais perigos. Não subestime os alertas, mas também não se deixe intimidar por inócuas ameaças. Não se submeta ao terrorismo apregoado por instituições, seitas, corporações ou partidos que apregoam o inferno fora de suas organizações. ‘Não se perturbe quando tudo parecer confuso. Deixe a alma escolher com serenidade aquilo que lhe apraz. Com o tempo, você descobrirá que muito do que vemos é mera futilidade’. Confie em si mesmo, e experimente fazer uma varredura de todo lixo mental que acumulou ao longo de milhões de anos, como dogmas, paradigmas, tabus, doutrinas e rituais. Livre-se dos mitos, químicas, conceitos e deuses que lhe causam dependência. Você foi feito à imagem e semelhança de algo grandioso. Há um enorme poder real que opera em você todo querer e todo realizar; basta que acione essa estupenda energia dentro de você para descobrir que o medo desaparece quando entendemos que a verdade está no vazio absoluto que só a nossa alma conhece.

Para finalizar, deixo com você um singelo fragmento do ‘mentor virtual’ para sua reflexão: ‘A consciência ao operar suas escolhas gera um poder extraordinário que transcende qualquer aspecto meramente material. É ela que o leva a construir pensamentos, arquitetar idéias, planejar alternativas e definir caminhos. Isso faz de você senhor ou senhora do próprio destino... A beleza da vida está em sua imprevisibilidade. Superar aquilo que nos desafia é o que nos concede o gratificante sentimento da vitória. A cada tentativa, nos tornamos mais fortes’.



*Maurício A Costa é estrategista; focado na análise de alternativas, e no valor agregado. Foi executivo de empresas como a Kimberly Clark, o Grupo Gerdau, e o Grupo Grendene/Vulcabrás. Está disponível para empresas de qualquer segmento ou porte, interessadas na alavancagem de receita e rentabilidade de seu negócio. 
Como livre pensador não tem vínculos com partidos políticos ou religiões. É o idealizador do Projeto Mentor Virtual; um empreendimento focado no despertar da consciência humana, visando encorajar transformações e valorizar a vida. Está disponível também para palestras, conferências e workshop (presenciais ou por vídeo conferência) que podem mudar a sua visão do mundo e alavancar o potencial de sua equipe. 

2 comentários:

  1. O medo ja nascemos com ele e morreremos com ele.Devemos aprender como conviver com ele e maneja-lo.Como vc sabe tudo isso envolve o tal do dinheiro.Se o dinheiro nao existisse...........nao existiria o medo.Bom,essa e minha opiniao.nao significa que seja a verdade.Um grande abraco amigo.xoxoxox

    ResponderExcluir
  2. Para complementar o Artigo anterior "As várias faces do medo"... apenas me ocorre dizer: Sentimos medo perante o desconhecido, não sabemos o que nos espera, o risco que vamos correr.... e assim a incapacidade de nos precavermos das suas consequências. Comentários mais completos têm que ficar para os especialistas... Este é um comentário de um simples mortal.
    Aquele abraço afetuoso...ALICE LOPES

    ResponderExcluir

Não esqueça de deixar aqui as marcas de sua passagem...
Seus comentários serão sempre bem vindos.