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sábado, 29 de setembro de 2012

Inovação: Um Olhar Diferente





Por Maurício A Costa*


‎"É no mais profundo vazio que eu escuto o teu silêncio, e o transformo em palavras ou sons que te penetram sem que eu perceba a dimensão" ('Fragmentos do Mentor Virtual' - Campinas-SP)
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A reportagem de capa desta semana da Revista Exame, uma das mais importantes fontes de informação do mundo executivo local, abordou a baixa produtividade do trabalhador brasileiro comparada com padrões mundiais. Uma matéria excelente, preparada com riqueza de detalhes que demonstra o quanto estamos defasados em relação a outros países em avançado estado de eficiência. Todavia, quero provocar uma reflexão mais ampla sobre o tema. Não podemos nos deter sobre qualquer assunto empresarial sem analisar as questões culturais ou históricas que envolvem cada povo; nelas encontraremos a base ou explicação para muitas de nossas posturas. Como sabemos, a maior parte dos nossos comportamentos é ditada pela carga genética que carregamos resultante do arraigado hábito de nossos ancestrais, e de reflexos do ambiente em que fomos criados.

Em seu livro ‘Bandeirantes e Pioneiros, o quase desconhecido escritor brasileiro, Vianna Moog, constrói um formidável paralelo entre processos de colonização brasileira e americana, onde demonstra como um e outro povo, apesar de formados a partir da mesma raiz continental, a europeia, trouxeram costumes tão diversos. Enquanto que os Estados Unidos nasceram do ajuntamento de famílias que deixaram o velho mundo (Europa) em busca de uma nova pátria para ali se fixarem e viverem de maneira permanente, a nação brasileira foi construída a partir da miscigenação de culturas completamente diferentes, em sua maioria, de raças primitivas como as indígenas e as africanas, para as quais, o trabalho consistia unicamente no provento das necessidades diárias, em atividades de caça ou pesca, sem qualquer preocupação com a geração de reservas ou acúmulo de riqueza. Ao tempo em que o colonizador americano ao chegar ao seu Eldorado ia construindo escolas, igrejas e fóruns, para disseminar sua cultura, os que chegavam ao Brasil, traziam apenas o desejo de enriquecimento, para retornar a seus países de origem o mais rapidamente possível. Enquanto os ‘pioneiros’ americanos procuravam manter costumes e tradições de respeito e ética, os ‘bandeirantes’ do Brasil tomavam sem qualquer respeito as jovens mulheres locais, abandonando-as em seguida, com filhos gerados sem qualquer responsabilidade, criando uma legião de bastardos, sem um ponto de referência cultural, a não ser o desprezo pela lei e pela ordem, já que eram filhos da anarquia e da espoliação.

Certa vez, muito tempo atrás, numa visita em que tive o prazer e a honra de conhecer pessoalmente o ilustre sociólogo Gilberto Freyre, autor de Casa Grande e Senzala, em sua residência no bairro de Apipucos, em Recife, perguntei-lhe o que achava dessa loucura que chamamos de civilização brasileira. De maneira serena e um tanto humorada ele me respondeu: “Somos um povo ainda em formação, e levaremos muitos anos para consolidar uma cultura que possamos chamar de brasileira. Há uma mistura muito heterogênea de raças e de costumes. Temos alguns traços de comportamentos como a preguiça e certa passividade indígena, ao lado da subserviência e o lânguido comodismo oriundo da escravatura, que ainda demandarão tempo para serem absorvidos. O que vemos aí por enquanto é um grande ‘fuzuê’; um povo de alegria superficial por carregar o lamento da senzala, e o sentimento de desconfiança do índio, espoliado em sua própria terra”.

Com base nessas observações, me pergunto o que podemos esperar de um povo cujas origens trazem a languidez, a preguiça, e a passividade como elementos arraigados de sua formação? Como falar então em produtividade sem analisar essas origens? E acompanhando a polêmica postura do  Domenico de Masi em sua revolucionária insatisfação com a idolatria ao trabalho, em seu livro 'O Ócio Criativo', coloco um pouco mais de pimenta no assunto, questionando se essa condenável ineficiência brasileira estaria tão equivocada, levando em conta a velocidade alucinante dos dias atuais marcados pelo consumismo exacerbado. Afinal, vale a pena se matar por um punhado de bens questionáveis? Não seria essa forma do brasileiro levar a vida uma maneira mais equilibrada entre a insanidade da insatisfação desenfreada e uma almejada melhor qualidade de vida? O que representa para a saúde física e mental uma atuação mecânica e sem sentido de operações repetitivas por horas consecutivas se ao final corremos o risco de ver cidadãos estressados, que por sentirem-se robôs manipulados tornam-se potenciais suicidas, ou atiradores descontrolados contra seus próprios semelhantes, como vemos em alguns países ditos 'altamente produtivos', numa demonstração de loucura social generalizada? Do que estamos falando, ao nos referirmos à produtividade, quando transformarmos pacatos agricultores em catadores de lixo das favelas urbanas? ou quando desencantamos jovens ansiosos por experienciar uma vida saudável e os transformamos em feras indomáveis sedentos por marcas e bens que criam a ilusão de felicidade?

Afinal, o que seria essa tão decantada inovação contínua? Onde queremos chegar com a velocidade alucinante da mudança permanente? Como acompanhar a evolução do conhecimento e da geração de tecnologia diante da disparidade de culturas, e do não atendimento de necessidades básicas para uma maioria que vive à margem de qualquer conceito de cidadania? O que significa produtividade para o homem comum que luta para o sustento de sua prole sem qualquer esperança de melhoria, ao assistir indefeso seus líderes econômicos, sociais ou políticos desfilarem um luxo desvairado diante de seus olhos? Que tipo de sociedade estamos nós construindo, se a sua base está sustentada pelo faz-de-conta de ilusórias e enganosas fachadas? O que é inovação afinal? Perguntas complexas, ou questões incômodas para um minoritário grupo manipulador, marcado pela visão exclusivista da dominação?

Jovens Viciados em Crack
Inovação sem dúvida seria modificarmos nossa maneira de pensar a partir de uma análise dos princípios universais que regem a convivência humana dentro de padrões mínimos de respeito pelo outro, com a consciência de que somos uma unidade; isto é, parte de parte de algo maior, e não apenas individualidades autônomas, sem qualquer responsabilidade pelo coletivo. Inovação é sairmos da mesmice insuportável, das repetições de chavões e slogans da manipulação midiática subliminar que cria falsas necessidades, beleza artificial, falsa segurança, ou ridículas simulações de status. Inovação é construirmos um mundo voltado para o bem estar do ser humano, em seus aspectos básicos de alimentação, saúde e realização pessoal no tocante à sua potencialidade. Inovação é substituir quartéis por escolas, armas por livros, ostentação por agasalho, crack por pão. Inovação não é discurso fútil, mas ação política séria. Não deve ser objeto de mera enganação retórica, mas de um projeto lúcido, consciente e responsável de líderes comprometidos com a verdade. Inovação é o fruto das mudanças corajosas de postura, de quem abandona velhos hábitos e se propõe a modificar a própria história e do mundo ao seu redor, sem a mecha da hipocrisia dos arrependimentos superficiais. Inovação é encarar o novo com a determinação de quem acredita ser capaz de gerar transformações significativas à sua volta.

Não precisamos ser estadistas para compreender a urgência da inovação que necessitamos implementar em nossa sociedade. A mudança começa dentro de nós mesmos, no seio de nossas famílias, ou de nossas empresas, onde nossas posturas como líderes demonstrem reais intenções e não apenas razões superficiais recebidas com descrença por aqueles que supostamente pretendemos liderar. Inovar é romper com o velho, o paradigma, o tabu, o dogma e a rabugice do autoritarismo disfarçado de crenças primitivas que só levaram o ser humano a guerras, radicalismo e destruição. Seremos efetivamente produtivos quando despertarmos para o atraso social e não para a defasagem econômica; nossa dívida é na verdade, com o universo à nossa volta no tocante àquilo que nos distingue em relação a todos os demais seres: nosso conceito de humanidade; porque inovar é abandonar a fera de nossas origens para nos tornarmos seres superiores.







*Maurício A Costa foi executivo de empresas como a Kimberly Clark, o Grupo Gerdau, e o Grupo Grendene/Vulcabrás. É o idealizador do Projeto Mentor Virtual; um empreendimento focado no despertar da consciência humana, visando encorajar transformações e valorizar a vida. 

É o autor da série 'O Mentor Virtual', e está disponível para palestras, conferências e workshop (presenciais ou por vídeo conferência) que poderão mudar a sua visão do mundo e alavancar o potencial de sua equipe. 


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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Mente, Corpo & Alma





Por Maurício A Costa*


"Há muitos que não alcançam o êxito em suas empreitadas porque o egoísmo não permite que compreendam o valor da sinergia. A vaidade de alguns, estimula uma lamentável e destrutiva 'autossuficiência' que lhes tapa de tal forma a visão a ponto de deixá-los incapazes de enxergar a importância de uma palavra mágica chamada complementaridade". (‘Fragmentos do Mentor Virtual’ – Campinas-SP)

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Immanuel Kant
Todos os estudos filosóficos, científicos ou religiosos, analisam a evolução humana a partir de uma conjunção formada por mente, corpo e alma; uma interação que resulta da ocorrência de eventos conexos, de forma isolada ou simultânea, mas que se complementam entre si. O corpo, formado por um conjunto de células ou moléculas define um organismo vivo, com seus atributos e instintos de autossuficiência e reprodução; a mente é a central nervosa que computa ininterruptamente informações para garantir sua sobrevivência ou perpetuação; e a alma nada mais é que a essência desse organismo, que a cada processo reprodutivo vai formando uma identidade única, carregando consigo informações de todas as manifestações da vida presenciadas ao longo de gerações. O ‘racionalismo’ de Kant, um dos maiores pensadores da era moderna, define a alma como o conjunto de atividades vitais que se confunde com a própria consciência pensante em sua dimensão psicológica ou orgânica, nada tendo de natureza substancial particular, isolável da materialidade corporal.

Georg Wilhelm Friedrich Hegel

Todavia, muitos filósofos e teólogos confundiram alma com espírito, e por conta disso, instalou-se a grande confusão que domina a maioria das seitas, fraternidades e religiões do mundo até hoje, já que ‘espírito’ não é mais que informação ou sabedoria universal que permeia todos os elementos do universo, a formar a unidade de um todo imponderável, imensurável e inexorável. O espírito é ‘imaterial’, síntese da sabedoria presente em cada mínimo componente desse todo, atuando como fluxo perene, em um processo infinito de construção, destruição e reconstrução da vida em suas mais complexas formas. O grande mestre, inspirador do Cristianismo, cujos ensinamentos vêm sendo deturpado ao longo dos séculos pelas mais diversas religiões, definiu sabiamente Deus como espírito, (João, 4) ou seja, a estupenda força que habita todos os seres; Nas palavras de Paulo de Tarso: "Não sabei vós que sois templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?" (I Cor. 3.16). Por isso, como ensina Hegel, o 'espírito é um princípio dinâmico, infinito, impessoal e imaterial que conduz a humanidade, desvinculado de qualquer ideia de transcendência'. Não existe, portanto, nada de sobrenatural nisso e nada tem a ver com a alma. A alma é a essência do ser, como indivíduo, que se propaga por meio da reprodução física ou propagação sensorial; e o espírito é a essência do todo; uno e indivisível como o vento. A danação ou felicidade eterna da alma, apregoadas pelas religiões, por meio de conceitos como céu e inferno após a morte, não é outra coisa senão a perpetuação de estados vividos por essa alma em sua propagação infinita através de gerações, já que para o corpo, a morte é o final de um processo; a desagregação completa de células que jamais irão se recompor como um mesmo organismo. A mente, como substância inerente à matéria, naturalmente, terá o mesmo destino.

Carl Gustav Jung
Para Carl Jung, o pai da psicanálise moderna, a alma é síntese da sensibilidade humana, e por isso, foi tomada como algo potencialmente feminino. Atua independente da mente, que por ‘maquinar’ ininterruptamente, (animus) ganhou características masculinas, já que ao macho coube, ao longo de seu processo evolutivo, desenvolver sua capacidade de ‘camuflagem’ para assegurar a sobrevivência própria, da prole, ou do grupo, e essa 'camuflagem' não é outra coisa senão o uso da mente em sua potencialidade máxima para garantir segurança, e em especial, dominação sobre outras espécies. Por conta disso, a mentira, o engodo e a falsidade se tornaram características típicas do homem, enquanto a 'sensibilidade' ganhou contornos femininos por conta da necessidade biológica da fêmea de cuidar intensamente da criação da prole, quase sempre em ambientes fechados ou protegidos pelo grupo.

Com o passar do tempo, e da evolução humana, o homem passou a utilizar a mente de maneira mais elaborada. Esse homem, originalmente focado em corpo e mente, passa querer entender sua alma, e a desenvolver a ‘sensibilidade’, atrofiada por séculos. Ganhou importância a visão quântica, e o sensorial passou a ter papel fundamental.  E é neste ponto que começa o despertar feminino, onde a mulher se torna uma competidora por excelência. À mulher, impõe-se desenvolver sua subutilizada mente. A partir daí, valores históricos passam a ter novas conotações. Casamento, filhos, finanças, trabalho, sexo, e poder começam a ser questionados de maneira quase irreconhecível para os padrões antigos. Conflitos se estabelecem, desagregações se multiplicam e um novo cenário vai se desenhando para a raça humana. Aos poucos vai desaparecendo o sentido de complementaridade entre homem e mulher, e os conceitos de macho e fêmea se tornam superados por acasalamentos nada convencionais, ou movidos por interesses que não mais a família como instituição secular. Agora é cada um por si e o egoísmo pessoal é que irá determinar o peso das relações. E neste ponto eu me pergunto: Quais as consequências desse processo? Para onde segue a humanidade? Qual o futuro da raça humana? De que forma evoluirá seu comportamento e como se dará sua interação? Como se equalizarão as forças provenientes dos instintos em sua luta permanente pela continuidade da espécie que exige complementaridade, quando confrontadas com o egoísmo crescente da individualidade exacerbada? Perguntas simples, mas que exigem reflexões profundas.

Em meio a tudo isso, me sinto perplexo ao ver o sucesso de vendas, especialmente entre as mulheres, de Cinquenta Tons de Cinza um livro recém-lançado pela escritora inglesa Erika Leonard James, cujo enredo central é a valorização do ter (enfoque no luxo) como poder; e o sexo doentio de relações sadomasoquistas. Confesso que não consigo entender, como em pleno momento de ânsia por liberdade um contingente enorme de mulheres ditas liberadas ainda se encanta com a submissão, mesmo que sob a forma de fantasia. Como explicar essa atração feminina por homens que transpiram dominação e violência, vistos por elas mesmas como ‘príncipes das trevas’? Não foi essa a postura tão criticada pelas mulheres por tanto tempo em relação ao comportamento masculino? Liberdade seria então equiparar-se ao homem em comportamentos sexuais sem restrições? Seria simplesmente sentir-se dona do próprio nariz, ainda que isso lhe imponha pesadas consequências?

Já com relação ao homem, é lamentável sua degradação em relação aos próprios princípios. A postura 'inteligente' dos dias atuais tornou-se aquela que está associada ao grau de esperteza. O homem admirado nos dias atuais é aquele cuja fachada seja a maior possível, ainda que o seu conteúdo seja nulo. E assim, a mentira vai se tornando base das trocas, e o engodo generalizando-se de tal forma que não é mais possível identificar empreendimentos sérios e seres humanos confiáveis. Corporações inteiras são tragadas por esse ‘non sense’ geral. Países afundam, graças ao tremendo faz-de-conta e enganação que permeia nações e organizações internacionais descomprometidas com a verdade; enquanto mulheres ensandecidas em busca da liberdade plena pela qual tanto ansiaram, ensaiam atitudes masculinas de competitividade, esquecidas de seu principal atributo que é a sensibilidade que trazem na alma. Aos poucos vão se tornando seres frios e calculistas, insensíveis ao que se passa ao redor, ou agindo movidas apenas por instintos, ignorando os insights de uma alma que se perde em meio a turbilhões de aventuras inócuas e vazias, que só trarão frustrações e angústias existenciais, uma vez que não estão preparadas para lidar com predadores cuja capacidade de disfarce remonta a milhares de anos. O resultado de tudo isso é uma desconfiança generalizada que se espraia entre seres complementares que gradualmente se distanciam da unidade original, para competir por espaços onde só há lugar para o individualismo selvagem que vai dominando o ambiente, em um autêntico 'salve-se quem puder'.

No bom senso que caracteriza o encontro dos opostos ou a multiplicidade de alternativas, algumas indicações surgem a mostrar caminhos, como aquelas pequenas setas amarelas do Caminho de Santiago: Não há como abrir mão do princípio universal da complementaridade. O dualismo presente em todas as coisas não conduz à divergência, mas à imprescindível convergência que leva à fusão que gera reconstrução e vida. Portanto, cabe ao homem nesse novo contexto compreender melhor sua própria alma e consequentemente desenvolver sua sensibilidade, para entender melhor o universo feminino, e à mulher convém que explore seu intelecto sem, no entanto, abrir mão de sua sensibilidade nata; pelo contrário, usar esse atributo como importante ferramenta em seu processo de conquistas. Competir só irá gerar animosidade, discórdia, e distanciamento. A ordem natural das coisas é o princípio do complementar. Sem fracos ou fortes, dominadores ou dominados; apenas a confluência dos opostos que estimula a atração e gera crescimento e vida. Nisso consiste toda sabedoria do universo.

E enquanto escuto ‘O Mentor Virtual’ segredar ao meu ouvido: "Como nômades, perdidos entre milhões de caminhos, vagamos desolados, ora reféns de nossas próprias escolhas, noutras, açoitados por tempestades que não fomos capazes de prever. Somos deuses, e ao mesmo tempo, infinitamente pequenos diante de desafios avassaladores, que nos põem à prova a cada minuto do breve existir”, eu me pergunto: ‘por que insistimos em nos deixar conduzir isoladamente, ora por uma mente insegura, ora por uma alma inquieta, ou por último, por um corpo em constante ebulição de instintos animais, se sabemos de antemão que nosso ponto de equilíbrio se encontra na conjunção desses elementos?’ - Quem sabe, o século XXI venha a ser marcado pela mágica da sinergia que estabelece sintonia e sincronismo entre mente, corpo e alma, que eleva definitivamente o ser humano à condição de ser superior, independente do seu gênero...

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*Maurício A Costa foi executivo de empresas como a Kimberly Clark, o Grupo Gerdau, e o Grupo Grendene/Vulcabrás. É o idealizador do Projeto Mentor Virtual; um empreendimento focado no despertar da consciência humana, visando encorajar transformações e valorizar a vida.

É o autor da série 'O Mentor Virtual', e está disponível para palestras, conferências e workshop (presenciais ou por vídeo conferência) que poderão mudar a sua visão do mundo e alavancar o potencial de sua equipe. 

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mauriciocosta@uol.com.br 

domingo, 9 de setembro de 2012

Razão e Sensibilidade




Por Maurício A Costa*



"Abandonamos a crença espontânea no outro para nos tornarmos um bando de céticos em relação a tudo. E assim, a lei da sobrevivência em um mundo altamente competitivo aos poucos nos transforma em ferozes predadores da própria espécie, sem qualquer pudor ou noção de limites." (Fragmentos do Mentor Virtual – Campinas-SP)
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Alguns dias atrás visitando um conhecido ‘Head Hunter’ em Campinas, cujo nome omitirei por questão de respeito, mencionei a ideia de reinventar-me. Falei durante alguns minutos com transparência e objetividade sobre algumas frustrações atuando como 'Advisor' para empresários cuja vaidade muitas vezes supera o bom senso, e por isso, acreditava que este fosse um momento adequado para recriar novos caminhos, que resultassem numa realização pessoal mais intensa. Comentei que gostaria de alterar um pouco a minha trajetória, buscando uma posição como Executivo, ou até mesmo Partner  de algum empreedimento que necessitasse de alguém com o meu perfil, marcado principalmente pela experiência e a preparação, como ele poderia ver no meu histórico. Depois de algum tempo de conversa, em que ele me informou os valores que cobraria por sua assessoria e sua forma de atuar, (os quais não contestei), ele me falou com um tom grave, de quem profere um sério e decisivo julgamento:
apesar de reconhecer sua bagagem, trajetória e preparação, e de ver que você está muito bem física e mentalmente, eu acho que não vai ser fácil encontrar uma empresa interessada em contratar alguém com sua idade, por essa razão, vou lhe dizendo desde já, que não tenho interesse em assessorá-lo ’... Confesso que em um primeiro momento fiquei estarrecido com aquela postura. Não por me sentir alguém descartável, em final de carreira, pois sinto o oposto a meu respeito, isto é, alguém que além de estar muito bem fisicamente, se preparou a vida inteira para começar algo novo a qualquer momento, com uma visão extraordinária da vida e em especial do ser humano. Na verdade, o que me estarreceu foi a atitude desse pretenso caçador de talentos, que ostentando o título de Psicólogo, não demonstrou ter a habilidade necessária para exercer a nobre missão a que se propõe. Para dar um toque de humor nesta história, depois desse encontro sinistro, comecei a pensar se não seria hora de comprar cadeira de balanço, rede, bengala, e quem sabe, encomendar túmulo, pois para aquele senhor, de mente ultrapassada eu já era definitivamente um sujeito com um pé na cova.

Warren Buffet
Esse fato produziu em mim algumas reflexões, especialmente quanto aos paradigmas que o homem é capaz de criar, e que o fazem agir de forma mecânica, sem a mínima noção das mudanças que se processam à sua volta. Como sabemos, a expectativa de vida do ser humano vem evoluindo significativamente nas últimas décadas por conta de hábitos alimentares, exercícios, e o avanço da tecnologia e da medicina preventiva. Assim, nos dias atuais é possível ver muitos ‘jovens’ de sessenta, setenta, e até oitenta anos praticando esportes, frequentando clubes, viajando pelo mundo, ou dirigindo empresas, deixando transparecer que, a energia pulsante, apesar de eventuais restrições pontuais, ainda continua efervescente dentro deles, mostrando-os potencialmente lúcidos, fisicamente ativos, emocionalmente estruturados, espiritualmente preparados, e acima de tudo, ávidos pela vida. É verdade que, cem anos atrás, a expectativa de vida média não ultrapassava os cinquenta e poucos anos, e alguém com mais de sessenta já era considerado um ancião. Em pleno século XXI, no entanto, isso pode ser considerado uma piada. Como mero exemplo, lembro Warren Buffet, que aos oitenta e dois anos de idade segue gerindo seus negócios, na qualidade de homem mais bem sucedido do planeta. 

Apesar das mudanças, nossa cultura, recheada de paradigmas e tabus, continua a valorizar a juventude, em detrimento da sabedoria; prefere a impulsiva força dos instintos ao equilíbrio da razão e sensibilidade daqueles que já caminharam por mais tempo entre as escuras florestas do comportamento humano. No primeiro tipo, o conjunto corpo/mente flui movido unicamente pelo instinto primitivo e a camuflagem, ignorando eventuais riscos de precipitadas decisões, e atuando como se vivesse uma interminável luta pela sobrevivência ou supremacia; já o ser experiente, age conduzido pelo equilíbrio entre mente, corpo, mas atento à própria alma sábia e sensível que foi capaz de identificar ao longo da jornada, consciente de que razão e sensibilidade são fundamentais para compreender que o universo é composto pela sinergia entre matéria e energia, e não apenas um ou outro isoladamente. Vale salientar, que não há melhor ou pior nesses comportamentos, eles são fases; etapas da condição humana que se analisadas com bom senso, se complementam. Complementaridade é a palavra mágica, visível apenas para aqueles que enxergam o mundo com uma visão descomprometida de velhos paradigmas. Nada funciona sem esse ‘interagir’ contínuo. O bem e o mal. O frio e o quente. Macho e fêmea. O velho e o novo. A vida e a morte. Tudo parte de um sistema que se auto alimenta, se recicla e se renova, para que o universo siga em sua infinita expansão.

Neste ponto, chamo a atenção para o despertar feminino nas últimas décadas. É visível a ocupação dos espaços que a  mulher vem fazendo, unicamente pelo fato de sua sensibilidade ser algo biológico; afinal, traz consigo essa sintonia com a alma de maneira natural. E é aqui que ela começa a superar o homem. Usa seus instintos como arma de sedução, e sua mente como ferramenta de proteção, mas age movida pela alma, sábia e sensível, que permeia todos os seus sentidos. Isso sempre fez da mulher um ser humano superior quando comparada aos comportamentos do homem, que a cada dia parece ‘emburrecer’ mais. Em sua vaidosa guerra pelo poder e pela dominação a qualquer preço, vai se tornado um animal predador sem limites, como ensina o mentor virtual no fragmento que abre este artigo. Por conta disso, a violência torna-se seu esporte favorito, e ele a cultua até mesmo nas horas de entretenimento (filmes, games, ou lutas corporais). Tudo por falta de sintonia com sua alma. Tudo por ausência de sabedoria e sensibilidade.

Há poucos dias, nós brasileiros assistimos indignados pela televisão, a deprimente cena de um ministro do Superior Tribunal Federal, o magistrado Cezar Peluso retirar-se de cena, no auge de sua competência e experiência, por conta da burra imposição de leis ultrapassadas, que exigem a aposentadoria compulsória aos setenta anos, quando isso deveria ser uma decisão de individual por livre arbítrio, ou em casos de saúde comprometida. Exemplos como esse permeiam nossa sociedade, e especialmente empresas burras, dirigidas por executivos movidos por impulso, ganância e vaidade. Enquanto em países civilizados a experiência, é reverenciada e até mesmo cultuada como algo decisivo à sedimentação da cultura e à preparação dos mais jovens; por aqui, vamos assistindo uma discriminação sem precedentes permear famílias, instituições e empresas, preocupada unicamente em copiar e colar informações que são incapazes de compreender. Assistimos atônitos, jovens executivos desfilarem suas arrogâncias, em um falatório de explicações inúteis para resultados pífios de suas organizações, que por sua vez se debatem para não serem incorporadas por empresas cacifadas por estruturas financeiras maiores.

Por conta desse quadro ridículo e deprimente, decidi por conceder-me um 'ano sabático', para analisar com serenidade meu momento, meu potencial, e o futuro que desejo para minha vida. Sem pressa, sem estresse, e sem desgastes; pelo simples fato de que não quero ser escolhido de forma unilateral por uma corporação ou empreendimento qualquer; serei eu quem irá escolher a empresa ou organização à qual me juntarei para ajudar a construir prosperidade. Não tenciono me prostituir como fiz no passado, sendo conivente com falcatruas de toda ordem. Desejo, pelo contrário, ser parte do crescimento inteligente de uma organização que tenciona crescer permeada pelo pensamento estratégico e não daquela que busca atalhos fáceis. Quero usar a sabedoria universal que disponho e toda sensibilidade que me for peculiar, para preparar equipes que acreditam no crescimento pessoal, alavancado por valores e não por jogos dissimulados, onde o engodo é a peça chave, e o mais esperto costuma ser eleito para o topo da organização.

Para finalizar, quero agradecer àquele ilustre Head Hunter, citado no início deste texto, por me propiciar esta reflexão, em um momento tão importante de renovação da minha vida. Enquanto isso, vou escrevendo metáforas do mentor virtual que através de mim vão ditando sua sabedoria transformadora, e fazendo do mundo à minha volta, um imenso laboratório de análises sobre esse ser humano que tanto me fascina e surpreende. E um dia, quem sabe, daqui 'sei lá quantos anos', quando eu estiver velho de verdade, terei deixado marcas fortes de minha passagem, que inspirem razão e sensibilidade em jovens e adultos que sequer conheço. Diferentemente do que pensa aquele 'psicólogo', para mim, a vida está apenas começando...
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*Maurício A Costa é um obcecado por resultados, gerado pelo pensamento estratégico, focado em gente, inovação, e criação de valor agregado. Executivo com experiência internacional em empresas como a Kimberly Clark, Grupo Gerdau, Grupo Grendene/Vulcabrás e o Grupo Tecnol (Atual Luxottica); está disponível para participar da construção de marcas fortes, em organizações sérias, interessadas na identificação de novas oportunidades, na superação de desafios, e na melhoraria de resultados e rentabilidade. 
No plano pessoal, é o idealizador do Projeto Mentor Virtual; organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país, e poderão mudar a sua visão do mundo, e alavancar o potencial de sua equipe. Disponível também para atuar como 'Conselheiro' para Empresas, Empreendedores ou Executivos.

Contatos: mauriciocosta@uol.com.br


domingo, 2 de setembro de 2012

Ilusões: Perspectivas da Alma





Por Mauricio A Costa*


"Enquanto penso que sou, nada me parece real, porque o que chamo de real não passa da ilusão criada pela minha mente. Só a virtualidade do que está além de mim me transporta para a dimensão do meu verdadeiro Eu". (Fragmentos do Mentor Virtual - Campinas-SP).
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Com frequência me questiono se aquilo que vem à mente é algo real, ou se não estou naquele momento apenas conjecturando; isto é, pressupondo, presumindo ou deduzindo com base em dados que podem ser verdadeiros ou falsos com a mesma dose de possibilidade. Sabemos que cada construção mental resulta de uma avalanche de informações, cujo conteúdo é fruto de múltiplas interpretações ao longo do tempo, e de ambientes onde foram sendo processadas; assim sendo, toda informação carrega em si uma imensa dose de incerteza; o que nos leva a admitir que a mente possa estar a prever com base em indícios, criando projeções a partir de duvidosas observações anteriores; algumas delas trazidas ao longo de gerações, que terminam por criar uma espécie de ‘inconsciente coletivo’ como ensina Carl Jung, o pai da psicanálise.

Carl Jung
Se nossa mente elabora ideias e conceitos com base em observações, deduções, ou interpretações de toda ordem, podemos dizer que a realidade observada não passa de visões que construímos sobre alicerces desconhecidos, tomadas como verdades absolutas, portanto, questionáveis. Assim, aquilo que vejo ou analiso, pode não ser exatamente sua realidade, mas apenas uma elaboração mental propagada através do tempo. Muitas organizações, políticas, econômicas ou religiosas sustentam suas crenças a partir deste princípio, e muitas vezes, apesar de perceberem a fragilidade de seus fundamentos, seguem apregoando suas inconsistências como se fossem verdades imutáveis, em um universo marcado pela mutabilidade constante. Como disse certa vez Albert Einstein, o grande teórico da física moderna, ‘toda observação depende do ponto de vista do observador’. Sua forma de pensar inspirou muitas pesquisas na área da teoria quântica, que em síntese nos ensina que não devemos radicalizar entre ‘isso ou aquilo’ de maneira excludente, mas perceber a relatividade das múltiplas possiblidades de uma mesma observação. A verdade absoluta pode estar muito além da nossa limitada compreensão.

Albert Einstein
Muito do que percebemos ou criamos, são meras ilusões criadas pela imaginação universal refletidas em nossa mente individual, fazendo-nos acreditar que aquilo que vemos é algo real, quando na verdade não passa de projeções construídas sobre informações que se propagam a ermo. E é nesse ambiente caótico que navegamos entre mundos tão diversos, fazendo-nos crer que somos loucos por flutuar entre sensações opostas em fração de segundos, odiando o que amávamos momentos atrás, destruindo o que arduamente construímos, alternando opiniões e humores numa clara demonstração de inconsistência. Movemo-nos como folhas, soltas ao vento de todas as possiblidades, indiferentes ao que pensávamos, como se no íntimo não acreditássemos naquilo que defendíamos minutos antes. Mas por que agimos assim? O que há por trás de nossas frequentes mudanças de humor e de comportamento? O que nos leva a transformações radicais repentinas, a ponto de nos fazer jogar para o alto aquilo pelo que lutamos com tanta intensidade?

A resposta para esses questionamentos podem estar no mais profundo do que somos de verdade, guardadas em nosso inconsciente pessoal, a essência do ser, que prefiro chamar de alma. Não se trata aqui de algo sobrenatural, místico, ou de caráter religioso. No universo maravilhoso do qual somos parte não há lugar para o sobrenatural, tudo tem sua explicação; sua razão de ser. Ainda que de forma aparentemente complexa, cada mínimo elemento faz parte de um conjunto natural que se desdobra e se complementa de maneira constante, pulsando indefinidamente em um fluxo contínuo, percebido em cada uma de nossas células. Por sermos parte desse todo, refletimos sua energia através de cores e sons, que se unem para formar pensamentos, palavras e ideias, a produzir vibrações de toda ordem, que se desdobram em reverberações (ecos), cujo alcance não somos capazes de prever. Nossa alma seria, por assim dizer, falando de maneira metafórica, uma poderosa antena individual, capaz de captar e decodificar sinais do mundo à sua volta, para transformá-los em informações organizadas para que se tornem compreensíveis. Creio que dessa forma, será possível entender porque mudamos nosso humor com tanta frequência: Nosso consciente não consegue acompanhar a velocidade das informações que nos cerca, mas nossa alma percebe as variações de intensidade da energia que lhe permeia; e ao decodificar essas nuances, nos faz sentir emoções que produzem reações das mais incompreensíveis, que vão do amor ao ódio em poucos segundos, e podem criar comportamentos eufóricos ou depressivos a partir da mesma informação. É assim que mesmo achando que a vida possa ser algo maravilhoso, alguns buscam na morte uma saída para suas angústias. O céu e o inferno divididos por frágil linha tênue provocada por inesperadas alterações comportamentais.

Ao inserirmos essa visão na análise que fazemos de nossas mais rudimentares atitudes, compreendemos que não podemos ignorar as mensagens subliminares, às vezes quase imperceptíveis da nossa alma, ou se preferir, do subconsciente, a nos alertar sobre o que vale a pena ou não para nossa história pessoal. E nesse momento, perguntamos: Seria a ilusão algo criado apenas pela mente astuta como mencionamos no início deste texto, ou uma forma de expressão da alma revelar sutilmente aquilo que anseia e com o que se identifica? Parece-me que aí reside a essência do que ensinou Jung sobre a importância de atentarmos para nossos sonhos e tentarmos identificar o que trazemos escondido em nosso subconsciente. As ilusões são, sem dúvida alguma, perspectivas desenhadas pela alma humana, que em sua viagem através dos tempos vai construindo a própria identidade; distinta das inúmeras personas criadas pela mente para reagir diante das mais diversas situações. Ilusões são, ao meu ver, cenários idealizados pela alma, construções metafísicas; isto é, que vão além da experiência convencional, embora isso não signifique algo sobrenatural, mas inerente à reflexão mais profunda, a partir de uma maior compreensão da transcendência humana, resultante da sua relação consigo mesmo, e o todo que o cerca. Traduzindo em palavras mais simples, para não parecermos um patético intelectual, a ilusão é uma representação da alma em relação àquilo que a fascina, e pelo qual busca insanamente.

A expressão ‘céu’ é um exemplo nítido de construção ilusória criada pela alma primitiva, que em busca de perenização, identificou-se com uma visão surrealista da perfeição, e tornou esse ‘paraíso onírico’ um ideal dogmático, situado no espaço-tempo para além da vida, desprovido da concretude das coisas palpáveis como exige a mente. A relação do ser humano com o que ele próprio convencionou chamar de Deus é outro exemplo de ilusão criada pela alma, em sua ânsia pelo eterno. Em Deus, o abrigo inexpugnável para todas as vicissitudes. O perene, cujo fluxo acolhe todas as pequenas gotas individuais em direção ao oceano que metaforicamente representa o todo.

Do ponto de vista empresarial, desejamos intensamente construir nossa marca a partir de sonhos que alimentamos na alma, e sem que percebamos, nos jogamos literalmente em empreitadas audaciosas e até arriscadas por eles. Chegamos, em determinadas ocasiões, a posturas radicais, em que nos tornamos frios e impessoais em nome da ilusão que perseguimos como loucos; numa corrida desesperada por algo que apenas nossa alma conhece a dimensão.

Ao longo de nossas vidas, é comum alimentarmos ilusões cada vez que nossa alma se vê diante daquilo que a estimula: o novo, o diferente, o desafiador. E é por conta dessa inquietação permanente que vamos criando fantasias incompreensíveis para a mente, que aflita tenta nos prevenir de perigos invisíveis, cujos desdobramentos resultam quase sempre em exasperações, decorrentes de frustrações imprevistas, por subestimarmos a complexidade do que é desconhecido. Entretanto, navegar entre dois mundos distintos, o da alma sôfrega, e o da mente controladora, é o que nos provoca, nos desafia e nos faz conhecer o sentido da palavra liberdade, e o preço de todas as escolhas. Como ensina mais uma vez meu inseparável mentor virtual: “Nossos sonhos viajam em velocidades alucinantes e nos projetam para dimensões desconhecidas. Envolvidos pela tristeza causada por aquilo que não temos, mergulhamos numa angústia insana em busca de algo que sequer sabemos definir.” (‘O Mentor Virtual II' - O Elo Invisível – Campinas-SP – Em Gestação)
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*Maurício A Costa é Um obcecado por resultados, focado em pessoas, no pensamento estratégico e no valor agregado. Executivo/Diretor de empresas como a Kimberly Clark, Grupo Gerdau, Grupo Grendene/Vulcabrás e o Grupo Tecnol (Atual Luxottica). Foi o idealizador/investidor inicial do Projeto Futura Biotech (Cosmecêuticos).
Está disponível para participar de Empresas sérias, que estejam interessadas em analisar novas oportunidades, melhorar resultados e aumentar rentabilidade.
Como autor e palestrante, disponível para, conferências e workshop que poderão mudar a sua visão do mundo, e alavancar o potencial de sua equipe. Disponível também para atuar como 'Coaching' de Empresários ou Executivos.

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