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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Visão, Coragem e Paixão.





Por Maurício A Costa*


“O caminho é feito de opções. Escolhas aleatórias, em um universo marcado pela imponderabilidade, onde a vida se desdobra de maneira surpreendente. Uma imagem, uma palavra, ou um simples gesto tem poder para gerar transformações extraordinárias. É esse imponderável que nos coloca diante do inusitado e nos leva a conhecer o sentido da palavra encantamento”. (Fragmentos do Mentor Virtual).

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Conheci certa vez um jovem empresário que me despertou muita atenção por conta de sua paixão pelo que fazia. Trabalhava em média entre doze e dezesseis horas por dia para realizar o sonho que carregava de ser um empreendedor de sucesso. Entendia muito do que fazia e procurava estar atento ao que fazia seis concorrentes, e para completar era muito admirado por sua equipe, o que gerava uma enorme sinergia no grupo, por conta do entusiasmo contagiante que como líder desencadeava. Tudo parecia perfeito para aquele precoce guerreiro, menos por uma coisa: sentia-se despreparado para enfrentar as batalhas que pressentia pela frente.

Nosso relacionamento nasceu logo após uma palestra que proferi para um grupo de empresários da sua região. Para ser mais preciso, o evento era mais que uma palestra, tratava-se de um workshop, onde costumo provocar a participação dos presentes de forma proativa. Por conta disso, já durante o evento, aquele moço me chamou a atenção. Com perguntas objetivas e determinadas, mostrava mais interesse no assunto que a maioria dos presentes, que sutilmente desfilavam posturas vaidosas de quem já sabe tudo e não precisa mais nada, quando, na verdade, suas empresas estavam vivendo momentos de fortes turbulências. Ao final do encontro, percebi que muitos se sentiam incomodados pela postura questionadora daquele dinâmico jovem, e como se ainda não estivesse satisfeito com tudo que ouvira, ele veio direto ao meu encontro antes dos demais, com uma pergunta direta: ‘o senhor presta consultoria para empresas pequenas, ou somente para empresas grandes?’... Antes mesmo que eu respondesse sua pergunta, disparou a falar, dizendo: ‘Olha, mestre, eu acabo de descobri que não sei nada... Hoje aqui, escutando o senhor falar, eu me dei conta de que ainda preciso aprender muito para me tornar um empresário... Confesso que antes de entrar aqui eu achava que já sabia o suficiente para tocar o meu negócio, mas pra dizer a verdade, estou me sentindo pequenininho’. Antes que ele prosseguisse com sua sincera e comovente confissão, o interrompi, dizendo: ‘Sua humildade e coragem para se expor dessa forma me faz admirá-lo antes mesmo de conhece-lo, e posso afirmar que já é um empresário de sucesso antes mesmo de qualquer coisa. Lembre-se de que, como diz o dito popular, ‘tamanho não é documento’, portanto, o crescimento é apenas uma questão de tempo quando se está na direção certa... O que conta é a sua disposição para investir em você mesmo, antes de investir em sua empresa... Coisa que poucos fazem’. - Por conta do número de pessoas que me cercava naquele momento, entreguei-lhe um cartão pessoal e sugeri que falássemos posteriormente.

No dia seguinte àquele workshop, recebi um telefonema daquele jovem, com uma voz mais entusiasmada que no dia anterior, e após me cumprimentar e parabenizar pelo evento, foi logo declarando, em tom de quem está convencido do que vai falar: ‘Não sei quanto custa seu trabalho, mas decidi que quero contratar sua assessoria para meu negócio, por achar que isso vai ser mais importante do que investir loucamente em máquinas ou instalações, como venho fazendo’. E com uma voz de quem sabe perfeitamente o que quer, e com grande naturalidade, ele me contou da reflexão que havia tido na noite anterior: ‘Eu fiz um comparação muito simples: 'Seguir investindo em máquinas e instalações sem investir na minha preparação seria como ter um belo navio nas mãos, mas não conhecer a rota e a previsão do tempo o suficiente para atravessar grandes oceanos com segurança’. Não foi preciso nem mesmo de uma reunião formal para acertar os detalhes daquela assessoria. Eu sequer precisava ‘vender’ qualquer ideia para aquele aprendiz de empreendedor. Ele estava sedento para escutar, para aprender, e para aplicar. E assim começamos quase que imediatamente a nos envolver em seu projeto. Para aquele jovem, o futuro não era algo distante, e sim o presente com todos os seus desafios. Era o próprio navegar. Ele não estava imaginando apenas um porto qualquer onde chegar, mas queria também ‘curtir’ cada minuto da viagem, e para ser honesto, aquilo me fascinava.

Hoje, tanto tempo depois desse evento, ainda guardo comigo esse exemplo tão simples do navio, e às vezes até o utilizo em minhas palestras, quando o assunto é o pensamento estratégico. Especialmente quando percebo na plateia algum tipo de 'ceticismo'; aquela atitude de pé atrás de quem acha que sua empresa vai bem só porque tem as máquinas mais modernas, ou porque tem alguma reserva financeira para aguentar tempestades por mares desconhecidos. Um perigoso pressuposto, de consequências imprevisíveis. 

Acredito fortemente na importância da paixão pelo que se faz para o sucesso de um empreendimento; todavia, o que faz um sonho ou ideal se transformar em realidade é, antes de tudo, a visão de longo prazo. O pensamento estratégico que desenha caminhos e roteiros hipotéticos, para sobre eles construir rotas seguras. Da mesma maneira, de nada servirá muita preparação se não houver o desejo ardente que impulsiona a paixão em direção à meta. É dessa combinação que surgem empreendimentos bem sucedidos. Mesmo que durante o percurso se torne necessário correções de rota, que sugerem refazer a estratégia original, uma vez que o ambiente, como já disse certa vez, é caótico, e modifica-se a cada minuto. Muda o tempo, mudam os personagens, mudam até mesmo as prioridades ao longo da viagem. Por isso, é imperativo um realimentar de ideias contínuo, flexível e corajoso para encarar eventuais e necessárias mudanças.

Quando estimulamos o pensamento estratégico, construímos caminhos alternativos, porque saímos do pensar convencional, viciado, e às vezes já superado, diante das transformações constantes do ambiente. Aprendemos com sucessos, mas aprendemos também com fracassos, pois nossa mente é preparada para nos proteger dos perigos, muito mais do que imaginamos. Assim, cada fracasso torna-se um importante balizamento, por conta da experiência produzida, a nos impulsionar na direção de novas experiências. Entretanto, se não temos coragem ou ousadia para pensar o ‘novo’, com a visão que vem de fora, como uma possibilidade, e 'congelamos' diante do desafio, corremos o risco de jogar fora nosso sonho, ou projeto original, sem mesmo haver tentado todos os caminhos possíveis, por medo, covardia ou vaidade.

Como ensina meu inseparável guru pessoal: “O extraordinário só pode ser percebido quando se voa além do convencional” (O Mentor Virtual, pág. 22 – Ed. Komedi – Campinas-SP -2008). Não é possível enxergar à distância sem sairmos do chão, como também é impossível atingir metas ousadas sem um plano de voo que incorpore uma percepção mais ampla do ambiente por onde se pretende voar.
Lamentavelmente, no entanto, tenho visto muitas empresas de médio ou grande porte sucumbir em meio à jornada, por conta da vaidade do empreendedor, que se acha dono da verdade absoluta, e fecha coração e mente a qualquer informação estratégica que venha de fora, bloqueando toda possiblidade de uma navegação tranquila para seus navios, diante de inesperadas (ou até mesmo previsíveis) tempestades. Como ensina Charles Darwin, o pai da teoria da evolução: “as espécies que sobreviverão não serão as mais fortes ou as mais inteligentes, mas aquelas com maior agilidade na adaptação às mudanças”. E adaptação tornou-se crucial nos dias atuais, por conta da velocidade das mudanças.

Por tudo isso, recomendo que não vejam a ajuda, ou assessoria externa como um ‘custo’ ou ‘despesa’ para seu negócio, por menor que ele possa ser. Vejam antes como um investimento, da mesma forma como quando analisam a aquisição de máquinas ou instalações, tal como pensava aquele jovem empresário a quem me referi no início deste artigo. Especialmente nos dias atuais, conhecimento e informação podem ser o maior patrimônio de um empreendimento. A visão de longo prazo exige percepções que vão além da convencionalidade, e uma marca forte é a somatória de valores intangíveis, formados a partir dessa percepção; lembrando que, a visão de fora, não será maior, nem melhor, tampouco a salvadora da pátria, mas apenas e tão somente um olhar diferente e complementar capaz de produzir mudanças significativas. 

Parodiando Darwin, nos tempos atuais as empresas que sobreviverão serão aquelas com visão, coragem e paixão, para se adaptarem com 'agilidade' aos novos ambientes. As que não levarem este conselho a sério, mais cedo ou mais tarde provavelmente encerrarão suas atividades, ou serão incorporadas por espécies mais ágeis. Aposte nisso.
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*Maurício A Costa -  Campinas, São Paulo, Brazil
Um obcecado por resultados, focado em pessoas, no pensamento estratégico e no valor agregado. Executivo/Diretor de empresas como a Kimberly Clark, Grupo Gerdau, Grupo Grendene/Vulcabrás e o Grupo Tecnol (Atual Luxottica). Disponível para participar de Empresas sérias, que estejam interessadas em melhorar resultados e aumentar rentabilidade. Em termos pessoais, o idealizador do Projeto Mentor Virtual; um empreendimento em fase de gestação, focado no despertar da consciência humana, visando encorajar transformações e valorizar a vida. Como autor e palestrante, disponível para, conferências e workshop que poderão mudar a sua visão do mundo, e alavancar o potencial de sua equipe. Disponível também para atuar como 'Coaching' de Empresários ou Executivos que buscam harmonia entre o ser humano que são, e o guerreiro que necessitam incorporar diariamente. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O Desafio de Navegar no Caos




Por Maurício A Costa*

"Viajamos em busca de certezas sem perceber que é no vazio absoluto que voamos" (Fragmentos do Mentor Virtual Campinas-SP).


Como meu hobby durante muitos anos foi pilotar pequenos aviões, guardo comigo grandes experiências de vida de momentos que serviram como extraordinárias lições, tanto pessoal como profissional. Posso dizer que aprendi viver voando; ‘experienciando’ o novo, o desconhecido. Algumas vezes, voando com um instrutor ao lado, em muitas outras, no entanto, estava por conta própria, contando apenas comigo mesmo; valendo-me do que aprendera, ou descobrindo sozinho em meio ao caos, porque nem sempre teremos uma mão amiga por perto para nos conduzir com segurança nos momentos mais críticos de nossas jornadas.

Lembro-me quando certa vez, ainda bem jovem, decidi convidar uma amiga recém-conhecida para conhecer ‘de cima’, parte do litoral norte de São Paulo. A ideia sugerida era decolar do Campo de Marte, onde está o Aeroclube de São Paulo, sobrevoar o litoral, ‘curtindo’ a beleza de belas praias como Santos, Guarujá, e São Sebastião; pousar no pequeno Aeroclube de Ubatuba onde almoçaríamos, e em seguida retornar a São Paulo, de onde havíamos partido. Combinamos nossa aventura para o final de semana e nos encontramos no Aeroclube. A minha amiga empolgada com a ideia desse passeio diferente, após ter me consultado havia convidado mais duas amigas. Partimos por volta das dez horas da manhã, sob um céu de brigadeiro, como dizemos quando o tempo está perfeito para se voar. Céu azul, poucas nuvens, vento calmo e visibilidade total.

Cerca de vinte minutos depois, já estávamos voando sobre uma ensolarada costa formada por belas enseadas de praias tranquilas, e uma esfuziante alegria tomava conta daquele grupo que voava comigo. Era gratificante poder compartilhar com elas a beleza de um voo rasante sobre aquelas águas de um verde quase azulado, por conta do efeito dos raios de sol a produzir um daqueles dias em que o tudo se mostra magnífico.

Depois de algum tempo sobrevoando praias e ilhas da região, comecei a ganhar altura com aquele ‘Corisco’ Turbo, um monomotor leve, de excelente desempenho, produzido pela Embraer. Uma aeronave com motor de 200 HP e seis cilindros, turbo-comprimido e injetado, equipada com trem retrátil, asa baixa, e cauda em ‘T’; hélice de passo automático além de outros refinamentos. Já se aproximava do meio dia e a temperatura estava muito quente, produzindo um calor desconfortável dentro da cabine, e subir para níveis mais altos com certeza iria propiciar uma boa ‘refrescada’. Durante aquele tempo de voo, algumas nuvens do tipo altos-cúmulos haviam se formado acima de nós e eu decidi voar acima delas visando reduzir a temperatura interna. As nuvens eram esparsas e permitiam manter razoável visibilidade do solo.

Não havia ainda naquela época, os moderníssimos GPS e outros equipamentos auxiliares de voo da atualidade, e, voar implicava em usar equipamentos mais rudimentares, como o ADF (Automatic Direction Finder); um sintonizador de frequências de rádios convencionais, onde um sinal magnético por meio de um ponteiro indica a direção a seguir sobre uma bússola. Confiado naquele equipamento e em minha presumida sagacidade sensorial, voamos em direção a Ubatuba, subestimando de certa forma regras de bom senso, para um voo VFR (regras do voo visual). Os olhares atônitos daquelas jovens, ignorando qualquer eventual perigo, deliciavam-se com a visão extraordinária daquelas nuvens vistas de cima para baixo. Havia quase um êxtase em suas expressões.

Não tardou muito para que eu me desse conta de que estava voando quase sem visibilidade do solo. A agulha do ADF já sinalizava que estávamos ‘sobre’ Ubatuba, mas eu não conseguia enxergar a cidade, portanto, não tinha a mínima condição de iniciar qualquer procedimento para pouso naquele local. Uma momentânea inquietude foi aos poucos se apossando de mim; algo que não poderia jamais deixar transparecer em minha fisionomia ou atitudes, sob o risco de colocar aquelas mulheres em pânico; o que não ajudaria nada na delicadeza daqueles momentos, em que eu e aquele 'Corisco' voávamos num ambiente caótico para nossas condições. O céu era de brigadeiro acima de nós, mas embaixo de nós, ou melhor, abaixo daquelas nuvens, escondiam-se montanhas com mais de dois mil metros de altura bordeando aquele litoral, onde é perigoso voar até mesmo quando se pode enxerga-las...

Como já havia gasto boa parte do combustível da aeronave durante o voo até ali, teria que pensar alguma coisa rapidamente, pois não parecia recomendável retornar à origem, àquela altura dos acontecimentos. Pensei então, como alternativa naquele momento, voar em direção ao mar, onde meu bom senso indicava que as nuvens poderiam estar menos adensadas. Durante alguns minutos, que parecerem horas, voei em silêncio, completamente desligado do que falavam minhas amigas de aventura. Escutava o matraquear típico das mulheres quando falam todas ao mesmo tempo, entremeado de gargalhadas, mas não distinguia o que falavam. Minha atenção estava totalmente concentrada em cada detalhe à nossa volta. A formação das nuvens, o céu, o vento, o nível dos tanques de gasolina, o barulho do motor, a velocidade e a direção do vento, a bússola, mas acima de tudo, prestava atenção em mim mesmo, para manter o máximo nível de serenidade. Apesar de voar sem qualquer turbulência, eu navegava no caos. O pior de todos os voos. Vivenciando o momentâneo inferno de quem não sabe o que virá pela frente, mesmo viajando em ambiente de profunda calma e indescritível beleza.

Como conselheiro empresarial, costumo ver de fora esse mesmo cenário envolvendo empreendedores de grandes, médias e pequenas empresas; navegando em ambientes de calma aparente, mas conscientes de que algo terrível os aguarda. Tudo em volta parece estar bem, mas ele sabe a dimensão do perigo que envolve o empreendimento. Todos riem, na presumida certeza de que tudo está sob controle, desconhecendo a possibilidade de um desastre iminente, mas só o comandante tem noção do grau de incertezas que os cerca. Tranquilidade superficial, sobre um perigoso mar de consequências imprevisíveis, resultante de decisões equivocadas do passado, provocadas quase sempre pela vaidade ou pelo excesso de confiança, a colocar em risco o empreendimento e toda equipe que compartilhou com ele da viagem. Uma temeridade sobre a qual costumo refletir nos dias atuais, para ajudar com mais assertividade executivos e empreendedores na travessia de momentos delicados, sobre nuvens que escondem indesejáveis perigos. 

Lições como essa, servem também para nossas vidas pessoais. Há momentos em que muitos à nossa volta, amigos ou familiares não se dão conta do grau de ansiedade ou angústia em que mergulhamos, por conta de nossas inseguranças ou temeridades diante de algo que apenas nós percebemos. Pilotamos nossas vidas em determinados momentos sem a visão confortável de um campo de pouso, sabedores de que nosso combustível pode estar no limite, e isso nos deixa angustiados. Navegando no caos, buscamos por certezas sem a noção de imprevisibilidade. Flutuando ao sabor do imponderável nos tornamos vulneráveis ao mínimo erro. Vagamos ao ermo, sem a consciência do quanto somos frágeis diante de um universo de múltiplas possibilidades que se revela a cada curva do caminho, e sobre o qual não temos o mínimo controle; onde nos resta tão somente proceder escolhas com base em nossas intuições mais profundas, por pressentirmos, ainda que involuntariamente, que o universo inteiro reside em nosso inconsciente.

Os tempos atuais nos revelam momentos de significativas mudanças, e nos colocam diante do inusitado em frações de segundos, porque somos também impelidos a escolhas compulsórias por conta de decisões alheias que nos afetam direta ou indiretamente. Muito do que somos resulta da ação dessa multiplicidade de atores que nos cerca. Por essa razão, estar no controle nem sempre decorre de uma iniciativa pessoal, há momentos em que somos  impelidos pelas circunstâncias. Como diz Lloyd Tupper, “Quando você estabelece um contato mais intenso consigo mesmo, percebe que não é você que conduz os movimentos e que não foi você quem escreveu a sinfonia. Descobre então que não a está regendo. Você é parte do movimento. Você está apenas tocando o oboé”. Só a plena consciência de nós mesmos pode alterar significativamente nossas decisões.

Naquele inesquecível voo, bem ao estilo de um Richard Bach, aprendi que para alcançar o belo, ou atender os desejos da alma, algumas vezes esquecemos o bom senso e nos aventuramos por caminhos para além daquilo que nossa mente possa tentar nos prevenir, esquecendo de que há sempre um preço a pagar por cada gesto, cada escolha, cada mínima decisão. Quando  naquela tarde de um domingo ensolarado encontrei um simples ‘buraco’ entre as nuvens que me permitiu descer com aquele pássaro de  metal para níveis de completa visibilidade e pousar com segurança no Aeroclube de Ubatuba, aprendi a importância de buscar sempre que possível, a sintonia entre o racional e o emocional em nossas decisões, e proceder escolhas conscientes do seu grau de risco. Ao concluir aquela etapa, minhas pernas tremiam, mas o meu coração batia calmo, feliz por haver aprendido que não há nada tão confortante após um voo emocionante como o momento sagrado do pouso em terra firme.

Não se trata aqui da busca do equilíbrio. Não gosto muito dessa palavra, por ela implicar algumas vezes em um 'meio termo', algo como ficar em cima do muro, escolhendo de acordo com a conveniência. Como ensina João, no livro do Apocalipse, ‘sejas frio ou sejas quente, porque se fores morno eu te devoro’, uma sábia expressão de incitamento à tomada de decisões, e à coragem diante das escolhas que invariavelmente nos aguardam ao longo da caminhada. Equilíbrio pode significar ser morno. Cinzento. Algo covarde; receoso frente a uma definição. Por isso, prefiro a expressão 'harmonia’;  ela tem a ver com levar em conta os riscos de cada escolha ao tomar-se decisões em meio caos que nos envolve, com base na sabedoria que sugere o prazer sem, contudo, abandonar o bom senso. 

Quase sempre, essa sinalização vem por meio daquilo que chamamos de intuição. Insights poderosos que podem produzir sensíveis mudanças em nosso destino. Para tanto, basta aprender a escutar à nossa volta e através de nós mesmos. É por aí que o universo fala conosco, e nos faz encontrar respostas nos locais e momentos mais improváveis. 


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*Maurício A Costa é estrategista; focado na análise de alternativas, e no valor agregado. Foi executivo de empresas como a Kimberly Clark, o Grupo Gerdau, e o Grupo Grendene/Vulcabrás. Está disponível para empresas de qualquer segmento ou porte, interessadas na alavancagem de receita e rentabilidade de seu negócio. 
Como livre pensador não tem vínculos com partidos políticos ou religiões. É o idealizador do Projeto Mentor Virtual; um empreendimento focado no despertar da consciência humana, visando encorajar transformações e valorizar a vida. Está disponível também para palestras, conferências e workshop (presenciais ou por vídeo conferência) que podem mudar a sua visão do mundo e alavancar o potencial de sua equipe. 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

E o Homem Se Deu Conta de Que Estava Nu




Por Maurício A Costa*


Em seu delicioso livro ‘Variações Sobre o Prazer’, o incomparável Rubem Alves inicia seu prefácio com um magnífico texto de Hermann Hesse, citado pelo personagem Magister Ludi, em ‘O Jogo das Contas de Vidro’, o qual reflete com irrepreensível clareza meu estado de espírito na maioria das vezes em que me recolho para escrever: “E agora, que estou livre de todas as obrigações oficiais, sinto-me atraído pela ideia de usar meu tempo e bom humor para, num desses dias, escrever um livro – ou antes, um livrinho, uma coisinha para os amigos e aqueles que partilham dos meus pontos de vista. O assunto não terá a menor importância. Será apenas um pretexto para que eu me isole a fim de gozar a felicidade de ter tempo de lazer. O importante mesmo será o tom, que deverá estar entre o solene e o íntimo, entre o sério e o brinquedo, um tom que não seja de instrução, mas de conversa amigável sobre as várias coisas que aprendi”.

Quando criei o personagem que dá título ao meu livro ‘O Mentor Virtual’ meu único desejo era esse, resumido por Hesse: ‘partilhar o que aprendi’. Queria, de uma maneira simples, não professoral, transmitir a sabedoria e solenidade do que apreendera de tantos grandes mestres que passaram pela minha vida. Assim, ‘O Mentor Virtual’ vem sendo gerado, como uma despretensiosa colcha de retalhos, formada por todos os mentores que iluminaram minha caminhada. Uma ousada tentativa de produzir algo que não represente um ponto de vista exclusivo, isolado e egoísta, mas a somatória ou interligação de muitas ideias. Um amálgama de milhares de conceitos, reflexões e princípios sintetizados em metáforas que possam ser absorvidas facilmente por qualquer ser humano independente do seu nível cultural. Mais que ousadia, uma jornada de consequências imprevisíveis.  

Essa inesperada odisseia a que me propus, vem produzindo, no entanto, um interessante efeito colateral: o executivo, ambicioso e destemido guerreiro das grandes corporações vem, gradativamente, ‘despertando’ dentro de si um novo e curioso tipo de guerreiro, ao estilo Yoda, aquela desajeitada criatura intergaláctica de Guerra nas Estrelas (Star Wars), que carregamos em cada um de nós, como reflexo da tomada de consciência de sermos parte de algo muito maior. Um guerreiro que se dá conta de que a maior de todas as suas batalhas não será travada em um planeta qualquer, ou outra distante galáxia, mas acontece dentro de si mesmo. Uma guerra feroz, sem tréguas, sem aliados e sem hora marcada, travada contra inimigos invisíveis, sorrateiros e incansáveis, que renascem das cinzas como ferozes hidras quando menos se espera.

Nessa luta insana e angustiante, o guerreiro se debate desesperadamente por um mínimo de paz, enfrentando inesperados ardis de inimigos, que se revezam numa sequência descontrolada, por conta das múltiplas facetas que carregam, produzindo ambiguidade e confusão. Um combate entre forças díspares que se desenrola em um cenário desolador que só o próprio guerreiro conhece. O inexpugnável inferno de todas as almas, preconizado por Dante, onde as perspectivas de saída se tornam cada vez mais complexas.

Como nos ensina o grande mestre da psicanálise: “Algumas vezes falham todas as tentativas para entender-se as mensagens do inconsciente, e diante desta dificuldade só resta o recurso de se ter a coragem para fazer o que nos parece melhor, apesar de prontos para mudar o rumo das nossas decisões quando o inconsciente indicar ou sugerir, subitamente, uma outra direção... Qualquer um de nós pode facilmente verificar que existe em nossas vidas um conflito entre aventura e disciplina, mal e virtude, ou liberdade e segurança. Mas são apenas frases que utilizamos para descrever uma ambivalência que nos atormenta e para a qual parecemos nunca encontrar resposta”. (Jung, Carl Gustav – O Homem e Seus Símbolos – Editora Nova Fronteira – Págs. 176/157 Rio de Janeiro-RJ – 2002). E é neste ponto que reside toda angústia daquele que decide sair da superficialidade para mergulhos na alma, em busca de si mesmo. Uma epopeia iniciada nos primórdios de uma raça que ousou ir além de todas as demais espécies para descobrir no vazio absoluto a origem de todos os seus medos, o maior deles: a sua finitude. Lembrando meu inseparável mentor: "A alma é a síntese da evolução do ser, através de infindáveis gerações. Sedenta por livrar-se da escuridão da matéria da qual se originou, viajando em busca de respostas para coisas que se sequer sabe perguntar" (O Mentor Virtual - Pág. 194 - Ed. Komedi - Campinas-SP -2008). 

Para muitos empresários ou executivos com os quais me relaciono na atualidade, vou me tornando uma espécie de alienígena. Alguém com uma percepção incompatível com os propósitos impostos pela loucura desenfreada que aos poucos vai tomando conta do ambiente macroeconômico a produzir uma nova raça humana, marcada pela apatia ou insegurança, e pela angústia do despreparo. Só alguns parecem ter sabedoria para compreender o que espera a humanidade nas próximas décadas. Só uns poucos estão se movimentando para adaptarem-se a este milênio, marcado pela velocidade das mudanças, a complexidade dos relacionamentos, e a imprevisibilidade dos desdobramentos provocados por um simples bater de asas de uma borboleta. A conexão (interface) generalizada, produzida pela cibernética, vai criando um imperceptível tsunami, de proporções gigantescas, cujas consequências muitos subestimam, por conta do imediatismo generalizado que se instalou; por conta disso. ignorar o fator humano nestes novos tempos, ou tratar o assunto com o mesmo figurino de anos atrás pode ser um mergulho fatal no desconhecido.


Há uma multidão aflita acreditando que o mundo acabará fisicamente no crepúsculo de 2012. Eu, no entanto, prefiro pensar que, o mundo como conhecemos, já iniciou sua autodestruição; e que já estamos em um processo de fantásticas transformações. A destruição não será do planeta, muito menos de seus insignificantes habitantes; o aniquilamento será dos paradigmas que sustentaram primitivas crenças e superadas convenções que limitaram por séculos a evolução humana, para patamares de uma consciência mais elevada. Com certeza, já está em curso uma estupenda metamorfose, que exigirá de todos uma nova postura, frente ao universo, ao outro, e a si mesmo. A disseminação do conhecimento e da informação se encarregará disso. Um extraordinário ‘elo invisível’ já está se formando, conectando seres de todas as partes numa dimensão muito acima daquela que conheceram, produzindo uma imensurável onda de energia capaz de gerar mudanças espetaculares. Já é possível ver em muitas parte do mundo o resultado dessa força. E numa perplexa atitude de símio diante daquilo que desconhece, ‘o homem se dará conta de que está nu’ e, mais uma vez, parodiando Dante Alighieri, em sua ‘Divina Comédia’, muitos terão que ‘abandonar todas as suas esperanças’.

O momento exige reflexão, serenidade e coragem para desencadear posturas magnânimas. O tempo atual, clama por Lideranças livres de hipocrisias; Empreendedores com visão do todo (holística); Equipes conscientes da responsabilidade definida pelo próprio potencial. Enfim, Pessoas preparadas e competências multidisciplinares, onde a ciência, a filosofia e a teologia se fundam; não como meta para meros títulos acadêmicos a fim de atender vaidades pessoais, mas, como poderoso combustível a impulsionar a evolução humana, para produzir a alquimia sagrada que sublima matéria bruta, transformando larvas em deuses.

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*Mauricio A Costa, é Estrategista. Sócio Fundador da SUPPORT BRANDS, empresa de projetos e assessoria para alavancagem de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, sob consulta, para atuar como Executivo, Estrategista, ou Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte.

Idealizador do 'Projeto Mentor Virtual', empreendimento comprometido com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país. 

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Reciclagem. A Essência do Fluxo






Por Maurício A Costa*

"A vida é um constante reciclar. O que ontem eram assustadoras expectativas de tempestades, amanhã serão vistas apenas como perenes fluxos de energia transportando magníficas oportunidades de transformação. Não se deixe afligir pela momentânea aparência das coisas. Simplesmente permita-se fluir com elas". ('Fragmentos do Mentor Virtual' - Campinas-SP - Jan/2012).

Certa vez, fui questionado por uma amiga virtual no Facebook com uma instigante pergunta: “Como um homem como você, com características tão marcantes do mundo empresarial/capitalista, pode ser ao mesmo tempo um ser humano com tamanha sensibilidade?”. O interessante, é que esse mesmo tipo de questionamento tem se repetido com frequência por muitos que passam a conhecer um pouco mais de perto o meu trabalho. Numa dessas ocasiões, em tom de brincadeira citei que eu havia saído das páginas do livro de James Hunter, ‘O Monge e o Executivo’, cuja história poderia resumir-se numa frase do autor: “auto realizar-se é tornar-se o melhor que você pode ser ou é capaz de ser; é alcançar a própria excelência”. Máxima que eu interpreto como, a capacidade que desenvolvemos de compreender a realidade que nos cerca, para encarar a adversidade como parte do jogo, e tornar-se resiliente às variações do ambiente, ao compatibilizar o aspecto racional da materialidade com a postura altruísta de quem sabe pertencer a um todo maior, onde a complementaridade é o segredo da realização pessoal.

Estou certo de que nos tornamos melhores como profissionais quando entendemos o ‘humano’ de nossa essência. Assim, desenvolver nosso lado humanista é um imprescindível aprimoramento como executivos, líderes, ou empreendedores. Como ensina Hunter, a liderança autêntica é aquela que se coloca a serviço do outro e não para ser servido pelo outro. O verdadeiro líder é o que entende seu papel como a responsabilidade do conduzir e não o de apenas usufruir da posição para levar vantagem. E é por compreender isso de maneira muito bem definida que eu procuro penetrar cada vez mais na alma humana para buscar entender cada mínima atitude, ou comportamento diante de determinadas situações, e recomendar esse ou aquele caminho para empresários e executivos envolvidos até o pescoço com as turbulências inerentes à batalha diária pela sobrevivência e crescimento de suas empresas. Como ensina a filósofa Márcia Tiburi, em ‘Filosofia em Comum’: “O outro é quem me leva a pensar ao negar o meu lugar, ao duvidar do que sou, ao me colocar referido a mim mesmo. O que ele consegue simplesmente ao ser ele mesmo, ao refletir minha ignorância ou meu saber, por estar do outro lado mostrando-me o que não sou, o que não sei, que sou eu ao não ser ele, que não sou nada sem ele”.

Nas últimas semanas, tive a oportunidade de muito aprender em dois momentos e situações distintas, sobre o comportamento humano diante da adversidade. O primeiro, com a leitura de um pequeno, mas intenso livro, ‘Anjo Desgarrado’, escrito por Denise Bondan, descrevendo sob a forma de um diário, fragmentos da inesquecível caminhada com um filho ‘autista’, que passou por sua vida como uma lufada de luz, a revelar a leveza de uma alma que sem a exata noção de seus gestos deixa como herança, um rastro de ensinamentos para muitos que sequer conheceu, através da incrível mãe que o gerou, amou e cuidou à exaustão. A beleza e a força de suas palavras pode ser sintetizada no poema que escreveu para o filho, Léo, por ocasião de sua despedida aos vinte e oito anos: “Tu estarás em mim e eu contigo lá onde fores. Não serás menos meu do que já eras antes. Deixarás teu melhor em mim, e levarás o que não me presta... Rompe a película que te aprisiona e segue ao lugar que te entende e merece, onde teu canto consiga sair de tua garganta e tuas bênçãos possam ainda assim me alcançar... E quando o fogo queimar tua maciez, minha dor voará com tuas cinzas. Ela então será de todos, todos nos possuirão um pouco: Cinza e dor, céu e carne”.

O outro momento, de grande aprendizagem me veio por conta da observação de uma comovente citação de José Ruy Gandra, em sua página no Facebook, referindo-se à perda inesperada do filho, Paulo Gandra, coincidentemente, com também vinte e oito anos; onde se despede com palavras de quem faz da vida um grande filme: “Adeus, meu filho querido. Prometo que a câmera das minhas saudades registrará apenas a alegria e o orgulho de ter sido seu pai”. Um texto breve, mas de grande intensidade, a refletir a postura frente a instantes que exigem um desnudar-se por completo de toda e qualquer inútil futilidade para ater-se exclusivamente ao fluxo do amor que caracteriza o comportamento humano sintetizado naquilo que tem valor autêntico.

Em ambas as situações, uma clara demonstração de que para o ser humano nada tem mais importância que os valores que carrega como parte de sua própria identidade, revelados nos momentos de grandes turbulências. Entretanto, quase sempre nos esquecemos, que esses instantes, apesar de se apresentarem como avassaladoras tempestades, são na verdade, inesperadas ‘lufadas de luz’, que chegam para despertar a consciência da própria vida. Ou seja, um incompreensível paradoxo a nos fazer entender a morte como elemento intrínseco da vida, porque viver exige morrer e renascer repetidas vezes, até que se compreenda que o único propósito da alma é tornar-se eterna através dos tempos. Fluir como água que em seu ciclo contínuo, evapora, condensa, congela-se, evapora, dissolve-se, precipita-se, penetra, e escorre até tornar-se o próprio oceano e voltar a repetir todo o ciclo. E neste sentido, como ensina a famosa psicóloga junguiana Clarissa Pínkola Estés, em sua obra ‘Mulheres Que Correm Com Lobos’: “Três aspectos diferenciam a vida a partir da alma, da vida a partir do ego apenas. Eles são a capacidade de pressentir novos caminhos e de aprendê-los, a tenacidade necessária para atravessar uma fase difícil e a paciência para aprender o amor profundo com o tempo”. E como diz o texto no início deste artigo, é preciso deixar-se fluir, sem afligir-se pela visão momentânea das percepções construídas pela mente, pois a tempestade não é mais que uma etapa desse fluxo infindável de transformações, a produzir a reciclagem contínua de cada mínima partícula do universo para que o ‘todo’ se reorganize e se realize por meio de seus ínfimos componentes.

A finitude de nossa efêmera existência não passa da ilusão criada por uma fração de segundos, de um sagrado momento de passagem. A transição de um portal que separa estágios de um único comboio viajando através do espaço sem noção de tempo. Como ensina as sagradas escrituras, ‘vós sois deuses’, e como tais, me sinto à vontade para complementar taxativamente: ‘portanto, sois eternos’. E como diz meu inseparável ‘Mentor Virtual’: “Somos todos personagens de uma lenda que não termina jamais. Não há antes nem haverá depois. Apenas um agora que se eterniza através dos tempos".

Transformar empreendedores em seres humanos e seres humanos em empreendedores tem sido nosso grande desafio e propósito ao longo dos últimos anos. A começar por mim mesmo. Uma tarefa árdua, penosa, desgastante, e às vezes alvo de desdém. Um processo de mudanças, que exige de cada um de nós, coragem, determinação e humildade. Postura de alquimista, com empenho e ousadia para transformar chumbo em ouro; lama em beleza; instinto em sabedoria. 

O empreendedor do século XXI deverá se tornar um guerreiro multidisciplinar, com capacitação para conhecer não apenas técnicas de engenharia, produção, finanças ou marketing, mas principalmente para entender o potencial humano escondido, disfarçado, ou aprisionado dentro de cada singular colaborador ou parceiro à sua volta. Ignorar a importância do outro em nossas vidas pode tornar o voo uma turbulenta e perigosa jornada em meio ao ambiente caótico de todas as possibilidades, onde o imprevisível é a única certeza.

Aposte nisso. 
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*Mauricio A Costa, é Estrategista. Um Designer Thinker para assessoria em projetos de alavancagem de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, sob consulta, para atuar como Advisor, Estrategista, ou Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte. É o idealizador do 'Projeto Mentor Virtual', empreendimento comprometido com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país.