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domingo, 29 de janeiro de 2012

Vencer, Em Um Mundo de Transformações.




Por Maurício A Costa*


“A consciência ao operar suas escolhas gera um poder extraordinário que transcende qualquer aspecto meramente material. É ela que o leva a construir pensamentos, arquitetar idéias, planejar alternativas e definir caminhos. Isso faz de você senhor ou senhora do próprio destino”. (O Mentor Virtual - Pág. 69 - Ed. Komedi -Campinas-SP - 2008).

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Quero provocar com este artigo, uma rápida reflexão sobre um dos temas que mais me preocupam na atualidade: Nosso angustiante despreparo frente às constantes mudanças a que somos submetidos diariamente. Alheios à velocidade das transformações à nossa volta, agimos ingenuamente quando ignoramos a realidade e nos colocamos como vítimas, perigosamente passivos em relação à imperativa necessidade de reciclagem constante de todas as coisas do universo. Lembro-me de uma frase de Richard Bach, um dos meus autores favoritos, onde ele diz: ‘Se você defender suas limitações jamais se livrará delas’. Uma expressão de alerta para o nosso frequente comodismo diante daquilo que nos desafia: A preguiçosa tendência de procurarmos encarar o novo usando ferramentas velhas.

Há muitas empresas gastando rios de dinheiro no treinamento de suas equipes, sem se dar conta de que de nada adiantará preparar ‘tecnicamente’ sua gente, se não houver simultaneamente, um profundo trabalho de reestruturação pessoal no tocante aos aspectos 'humanos', e até mesmo espirituais no 'ser' por trás de cada profissional, do mais simples colaborador ao mais alto executivo. E quando menciono aqui o lado ‘espiritual’ não estou me referindo ao sentido religioso em si, mas sim, à capacidade de interação desse ser humano com a essência do todo que lhe envolve e permeia; porque é nesse ‘todo’ à nossa volta que está contida a sabedoria universal, que evolui a cada fração de segundo. Há uma enorme diferença entre se estar preparado para atividades rotineiras, e conhecer as próprias limitações emocionais. Há um enorme fosso entre preparo técnico e relacionamento humano. Muitos sabem disso, poucos assumem.

Conhecer-se a si mesmo é algo difícil, estressante e delicado. Implica coragem para enfrentar os próprios demônios; os inimigos íntimos que habitam a caverna do nosso inconsciente milenar, atrapalhando sem que percebamos nossos passos, nas mais simples atitudes. Por conta de uma irritação repentina, colocamos a perder projetos inteiros. Uma momentânea falta de paciência ou tolerância pode nos levar a decisões equivocadas para o resto da vida. Uma postura insegura diante de desafios pode ser bastante para jogarmos fora oportunidades há muito aguardadas, e pela qual lutamos durante muito tempo. Uma atitude falsa, uma pequena 'enrolação', ou um gesto egoísta, podem ser suficientes para abalar a credibilidade e romper relacionamentos para sempre.

Muitos não se dão conta que o comportamento humano está se modificando a cada dia, devido ao avanço da tecnologia, que dissemina informação de forma caótica, aleatória, e irresponsável. Crianças, adolescentes e adultos estão sendo expostos a todo tipo de violência. Violência física, violência mental, violência emocional, violência espiritual. 
Em um simples clicar podemos estar diante de fatos, propagandas, notícias, imagens ou músicas que afetam sobremaneira nossas reações, que podem ir da alegria esfuziante à frustração extenuante em poucos segundos. O que para alguns poderá ser visto como algo estimulador para muitos poderá se converter em motivo de indignação, revolta ou depressão. Não há como negar, a informação tornou-se uma ‘commodity’; algo sem rótulo, sem identificação de origem, e sem final previsível, mas carregando sempre um poder de destruição muito maior do que se imagina, para aqueles que não estão prontos para recebê-la. 

Urge preparar, portanto, as pessoas para esse momento que vivemos. Como ensina Paul Stoltz em sua obra ‘Desafios e Oportunidades’: “Quando encaramos uma adversidade, as limitações do nosso sistema operacional tornam-se mais evidentes. É muito mais fácil tornar-se corajoso ao encarar um tornado iminente do que continuar impassível diante das investidas diárias de exigências, dificuldades, desafios, obstáculos e aborrecimentos”. Em outras palavras, mais do que nunca, tornou-se imperativo entender que para transformar dificuldades em oportunidades será preciso um predomínio do espírito sobre a matéria. A consciência da energia que flui através do emocional, sobre a aparência das imagens projetadas pela mente. Sem isso, corremos o risco de sermos poderosos em alguns aspectos como a técnica ou o dinheiro, mas, fragilizados no tocante ao nosso controle emocional. E como diz mais uma vez Stoltz: “Aqueles a quem falta ‘controle’ têm saúde mais fraca, maior tendência à depressão e maior probabilidade de tornarem-se violentos... A capacidade percebida de exercer influência positiva sobre pelo menos uma parte da situação é o que mantém certas pessoas fortes, e também lúcidas, nas circunstâncias mais horríveis”.

Para superar desafios em mundo em constante modificação, não há como fugir da necessidade de reinventar-se a cada dia. Todavia, isso não é algo simples, tampouco para ser feito sozinho. Precisamos todos de uma constante reciclagem. Do aprendizado constante. Da ajuda externa, que vem com a visão de fora, ampliando nossa perspectiva e consequentemente, minimizando nossas limitações. O que impõe uma mente aberta para ir além das fronteiras do convencional, e nos permite avançar com segurança, em direção ao nosso propósito.

Tempos atrás, atuando como consultor para uma empresa de pequeno/médio porte, ao apresentar uma rápida palestra para sua equipe, senti uma enorme frustração, e até desmotivação para continuar o trabalho de assessoria àquela empresa quando percebi o enorme abismo entre as pretensões do seu  empreendedor, um grande guerreiro, embora desorientado, em meio ao caos do empreendedorismo brasileiro, e aquela equipe tão despreparada para suas pretensões. A grande maioria me olhava como se estivesse perdida em um nevoeiro, navegando em barcos distintos, sem qualquer orientação que lhes permitisse ao menos saber para onde estavam indo. 
Por sentirem-se órfãos de informações e preparação, sentiam-se inseguros. Em decorrência da insegurança, sobrevinha um temor reverencial da equipe em relação ao líder, que às vezes aos berros, tentava manter a situação sob uma calma aparente. Estava claro de que não era de informação técnica que aquela empresa necessitava, mas de uma visão ampliada do seu líder no que diz respeito a valores; com posturas que embasassem o belo discurso ufanista, mas sem credibilidade, imprescindível para transferir a confiança necessária a um time que necessita saber para onde está indo e tem exata noção de como chegar lá.

Estou convencido de que, para vencer em mundo em constante transformação, é decisivo investirmos numa atualização ininterrupta, em nós mesmos e nas pessoas que nos cercam, de forma corajosa e determinada; com humildade para entender que nada sabemos. Que precisamos nos reciclar o tempo inteiro como se nada soubéssemos, porque na verdade, não sabemos nada, pois aquilo que julgávamos que sabíamos, já não vale mais. Qualquer informação ou conhecimento pode se tornar obsoleto em fração de segundos. Tudo se renova num piscar de olhos. E isso, pode afetar de maneira imprevisível nossa percepção do  mundo e como consequência, nossas decisões e resultados.

Se você é um pequeno empreendedor, ou um grande empresário, não subestime esta reflexão. Invista na preparação técnica de sua equipe, mas não se esqueça de preparar o ser humano por trás de cada personagem que lhe acompanha. Isso com certeza será decisivo para seu êxito pessoal e profissional, e como consequência, para o sucesso do seu empreendimento, em meio a ambientes turbulentos e de grandes desafios que nos aguardam. Aposte nisso.

"É sempre difícil diagnosticar o futuro, no ambiente turbulento que cerca as coisas materiais. Há uma enorme imprevisibilidade por conta das inúmeras possibilidades que se sucedem, causada pela diversidade de atores e pelas múltiplas alternativas que causam alteração constante do ambiente"...

“O extraordinário consiste em construir algo que atravesse o tempo e o espaço convencionais". (O Mentor Virtual - Ed. Komedi-Campinas-SP - 2008).
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*Mauricio A Costa, é Estrategista. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, sob consulta, para atuar como Executivo, Estrategista ou Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte.

É o idealizador do Projeto Mentor Virtual, organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Deuses e Alces.





Por Maurício A Costa*

"A consciência do próprio potencial gera a energia que libera a força interior em cada um de nós. E nisso consiste o conceito de liberdade que permite escrever a própria história". (O Mentor Virtual - Pág. 8 - Editora Komedi - Campinas-SP - 2008)
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Por conta das muitas palestras e workshop que apresentei nos últimos anos, tive a oportunidade de conversar com muitos jovens em fase de conclusão de curso universitário ou já iniciando carreira em algumas empresas; uns como estagiários, outros, como colaboradores diretos. Mas, o que sempre me chamou a atenção, é que só alguns deles, tinham propósitos bem definidos, revelando uma postura empreendedora, às vezes já pensando em abrir o próprio negócio, mesmo sem contar com recursos financeiros. Dispostos a apostar no próprio taco com ousadia. 

Em todos esses eventos, percebo que há sempre um pequeno grupo muito atento, destacando-se da grande maioria. Enquanto muitos se encontram ali apenas de corpo presente, eu vejo que uns poucos estão de corpo, mente, e alma. Estão ali por inteiro. Sedentos por escutar direcionamentos que possam balizar suas decolagens para voos rumo ao desconhecido. Afinal, aproxima-se o momento da ‘desmama’, o início do rompimento do cordão umbilical com pai, mãe, ou ambos. Vários deles por sinal, já caminham por conta própria há algum tempo, devido à separação ou perda de pais, demonstrando que transformam a turbulência em fonte energia para a alma, e não em um motivo para revolta ou desculpas a si mesmo. 

A triste constatação, no entanto, tem sido ver com frequência nesses ambientes uma grande massa cinzenta de mortos vivos. Jovens apáticos. Alguns, por conta do excesso de liberdade ou de opções; noutro extremo, seres revoltados com sua situação econômica ou social, exibindo uma postura de indiferença ou agressividade. Um embrião do comportamento de bipolaridade, em consequência da confusão mental que se estabelece devido ao fato de sentirem-se perdidos diante do paradoxo resultante da exibição subliminar ou direta de padrões de vida moldados pela fantasia do cinema ou pela mídia que permeia todos os níveis sociais com imagens paradisíacas de um mundo restrito a poucos, mas que tanto provoca indignação quanto desejo, com a mesma intensidade, gerando sentimentos perversos. 

Muitos desses jovens, acuados pela vergonha, pela insegurança, pela preguiça ou pelo medo, irão permanecer numa zona de comodismo que certamente os levará ao estado apatia, por sentirem-se impotentes para encarar o desafio de mudar a situação em que vivem. É provável até que alguns, manipulados por falsas amizades se autoflagelarão, submergindo covardemente num escuro mundo de poucas saídas, marcado pela dependência de algo que os escraviza de forma impiedosa, como a bebida, o cigarro, ou qualquer outro tipo de droga de maior agressividade. Ou na maioria das vezes, tudo isso junto. Outros, porém, irão transformar todo o incômodo, frustração ou angústia em energia criadora; revelada por meio de atitudes empreendedoras. Mostrar-se-ão abertos ao desafio, especialmente a si mesmos. Na ânsia por conhecimento e informação se comportam como atentos ouvintes e sagazes leitores do universo à sua volta buscando compreender o mundo à sua volta, e criar caminhos alternativos que lhes propiciem a superação e o êxito. Uma postura definida por uma simples palavra: O ‘querer’. O estopim que desencadeia a vontade da mudança, e fomenta todo realizar.

Sempre que me coloco como observador da magnífica odisseia humana, eu me pergunto: O que está por trás de comportamentos tão díspares?... O que faz alguém acomodar-se diante de um desafio ou, ao invés disso, tomá-lo como elemento motivador?... Em que momento isso acontece?... Por que acontece? – A resposta que sempre brota de maneira espontânea em minha mente é uma só: A tomada de consciência! Sim. Parece óbvio demais? Simples demais para ser verdade? E quem disse que a verdade deve ser algo complicado, científico ou místico? A verdade é algo que emana com naturalidade de tudo que observamos. Ela salta aos olhos. Nós é que costumamos fechá-los ao que é simples, para buscar a complexidade das respostas no sobrenatural, ou no obscurantismo das formulações manipuladoras. Por acreditar demais no que outros dizem, pregam, ou impõem, nos deixamos conduzir à revelia de nosso próprio ser em potencial, ou de nossas vontades; nos submetendo ao cabresto dos paradigmas, das lavagens cerebrais midiáticas, ou dos reflexos condicionados que nos grudam nas cavernas de nossa ignorância. Por conta disso, nos afastamos de grandes oportunidades e das chances de êxito. 

Foi a tomada de consciência nos primórdios da humanidade que nos fez sair da condição de meros ‘alces’, para alcançarmos a primazia de reinar acima de todos os animais, e de tudo que está sobre a terra. Tomamos consciência de nós mesmos. Consciência do outro. Consciência da vida. Consciência da morte. E é a consciência de todo potencial entre esses dois momentos mágicos que nos faz ser o que somos. O grau de ‘conscientização’ é que nos difere em relação ao universo que nos cerca. Se me comporto como um ‘alce’, não serei capaz de enxergar a essência das coisas, como um cínico, verei através delas o infinito, mas não terei discernimento para compreender a inter-relação de seus elementos. Não refletirei sobre o mundo de possibilidades que se desdobra a partir de uma única imagem à minha frente. Serei guiado apenas por instintos de sobrevivência, mas, jamais por uma elaboração que transcenda tais instintos primitivos. Só ao tomar consciência de si mesmo, o ser humano pressentiu a personalidade da própria alma. Descobriu a magnitude de agir como um ser único.

Qual a diferença, então, entre aquele momento primordial e decisivo, e o tempo atual, se continuamos a coabitar com seres que ainda não se descobriram? Se compartilhamos com uma grande maioria que vive ao sabor das estações, seguindo a manada. Deuses que ainda não acordaram para o novo estágio. Ora lamentando como bezerros desmamados pelas mínimas coisas, ora agressivos como feras, movidos por humores decorrentes de hormônios que fluem sem controle em suas glândulas originalmente animal. E por se comportarem como manadas, tornam-se presas fáceis, conduzidas facilmente por pseudo-líderes, falsos amigos, ou impostores disfarçados de apascentadores, que delas retiram toda e qualquer seiva de vida, agindo como verdadeiros vampiros humanos, para alimentar suas ambições.

Várias vezes fui questionado sobre minha postura humanista em um mundo marcado pela força desmesurada do interesse financeiro. Perguntam-me com frequência como consigo atuar como estrategista ou consultor de empresas pensando de uma forma tão diferente de muitos empresários que focam isoladamente o imediatismo do lucro. Antes, porém, quero dizer que não há nada de errado com o lucro. Ele é o retorno do universo ao esforço e à inteligência; uma recompensa ao sábio uso de recursos e do potencial que se prospecta de maneira corajosa e guerreira. Na parábola dos talentos, citada no livro sagrado dos cristãos, há uma menção clara a esse respeito, e por concordar com essa forma de pensar, sou defensor do lucro e da prosperidade; mas isso não me torna um apologista da ganância, por saber que todo exagero tem seu preço e ao invés de gerar felicidade, poderá produzir estresses indesejáveis. 

Sou o fã número um de qualquer empreendedor, não importa o tamanho, que ousa desafiar o mundo para dar vida a uma ideia. Torno-me seu mentor, com a visão de fora, para apoiá-lo na busca desse ideal. E meu compromisso, ou único propósito quando inicio qualquer projeto de consultoria é com a inovação; isto é, a renovação ou oxigenação da empresa; o pensar diferente, capaz de estimular e gerar significativa alavancagem de receitas e rentabilidade. E por pensar diferente, por conta da visão de fora, percebo oportunidades onde alguns veem apenas dificuldades ou turbulências. Ajudo a identificar e criar possíveis conexões que potencializem seu projeto original. Nesse processo, vejo no ser humano o elemento chave para o sucesso de qualquer empreendimento, embora, não faça disso um simples chavão. Não me utilizo da retórica para justificar interesses disfarçados. Pelo contrário, trato de identificar potencialidades e despertar valores. Foco na construção de sinergia, consciente de que essa é a base para a construção de uma marca forte, e por saber que, por trás de um profissional, colaborador ou parceiro com quem nos relacionamos haverá sempre um ser humano, com seus pontos fortes e fraquezas; com alegrias e traumas de um passado desconhecido; um ser com determinação e coragem, mas carregado de angústias e dúvidas como qualquer outro. Afinal, dentro de qualquer super-herói existirá sempre uma alma frágil e sonhadora, ansiosa por realização, precisando de apoio à sua marca pessoal, para identificar conexões adequadas, e assim ampliar as chances de melhores resultados ao seu esforço.

Por saber da importância do ser humano na construção de uma marca forte empresarial é que direciono boa parte da minha atenção para o fator gente, e dedico uma parcela do tempo a estimular ou provocar ‘tomadas de consciência’ em seres que se comportam, às vezes sem perceber, como se fossem ‘alces’. Inconscientes do próprio potencial, alheios, de maneira incompreensível, ao que se passa ao seu redor. E embora esse despertar, possa ocorrer a qualquer tempo, será tanto mais eficaz quanto mais precocemente ele seja desencadeado; uma vez que, tornou-se imperativo e urgente 'acordar' para esse mundo que caminha a velocidades cada vez maiores, e onde não há mais espaço para a mediocridade e o comodismo. 


Alguns profetas  do apocalipse de plantão dizem que o mundo irá acabar em 2012. Eu lhes digo, porém, que ele já começou a acabar há algum tempo e muitos ainda não se deram conta. Não acabará fisicamente como muitos querem sugerir, mas na percepção que temos dele. Mudará totalmente a forma como sobreviveremos. No modo como nos inter-relacionaremos, para estabelecer importantes acoplagens. E a palavra mágica desse mundo novo que está nascendo sob nossos olhos chama-se 'sinergia': A consciência do todo, a noção de complementaridade que cria extensão e crescimento; essencial a qualquer empreendimento. A compreensão do elo invisível que libera o fluxo de energia propulsora que gera vida. Isso é o que irá separar alces de deuses. Quem souber entender essa mensagem sobreviverá; quem a ignorar estará fadado a desaparecer, ou no mínimo, entrará em processo de extinção, pelo simples fato de que os desafios se tornarão cada vez mais severos e mais complexos, exigindo ações conjuntas que potencializem toda sabedoria disponível.

Do ponto de vista empresarial, não serão prédios ou máquinas que formarão a parte mais importante do patrimônio de qualquer empreendimento do futuro; mas sim, o senso de urgência e competências para estabelecer conexões cada vez mais complexas. A força do empreendimento virá acima de tudo da capacidade de seus empreendedores perceberem o potencial humano como seu bem maior. Será imprescindível ter consciência de que a marca guarda-chuva, ou seja, a grande marca corporativa não sobreviverá exclusivamente por conta do volume de recursos financeiros disponíveis, mas do valor agregado gerado por cada marca pessoal que a compõe, comprometida com o desafio de construir algo pleno de 'significado'. Da mesma forma, que a característica pessoal mais marcante a ser levada em conta por qualquer empresa contemporânea, nos momentos de contratações de suas equipes será a do 'empreendedorismo', refletida em atitudes como criatividade, iniciativa, coragem, interatividade, ousadia, discernimento, automotivação, e determinação. Em outras palavras, a plena consciência do próprio potencial. 

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*Mauricio A Costa, é Estrategista. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, sob consulta, para atuar como Executivo, Estrategista ou Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte.

É o idealizador do Projeto Mentor Virtual, empreendimento comprometido com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Visão Periférica. Um Olhar Além do Convencional




Por Maurício A Costa*


“Para alcançar a realização pessoal é preciso transgredir. Transgredir o convencional. Transgredir as falsas aparências de seriedade. Transgredir o dogma e o paradigma que engessa. Não deixar a alma prisioneira da racionalização ininterrupta da mente, a criar bloqueios e amarras de todo tipo.” (O Mentor Virtual II – O Elo Invisível – Campinas-SP – Em Gestação)



Há uma lenda muito interessante que se conta sobre certo homem que ao escalar uma grande montanha nevada, escorregou por vários metros, até que, após espetaculares cambalhotas, ficou dependurado pelas cordas num vazio absoluto, sem noção do que fazer. Como a visibilidade estava comprometida pelo nevoeiro que o envolvia, ele não enxergava absolutamente nada à sua volta. Ao anoitecer, depois de algum tempo tentando várias alternativas, e sem encontrar saída, começou a clamar por socorro, gritando: ‘Há alguém aí que possa me ajudar?’... Repetiu seu apelo diversas vezes sem nenhum retorno, até que uma voz que soava distante lhe respondeu: ‘Solte as amarras que lhe seguram, e pule!’ - Em seguida, um silêncio total, e a única coisa que se podia ouvir era o uivo dos ventos. Por não acreditar, no entanto, naquela recomendação, ele preferiu ignorá-la e permanecer imóvel onde estava; pendurado pela corda, sob um insuportável frio. Não tardou para que aquele alpinista fosse aos poucos perdendo as esperanças, e junto com ela a respiração, e a vida. No dia seguinte, os amigos o encontraram, morto por congelamento, pendurado entre as cordas onde estivera preso a apenas alguns metros do chão, e perguntavam entre si, ‘porque aquele homem, para salvar sua vida, não pulara de altura tão pequena?’...

Essa história me vem à mente sempre que encontro algum executivo ou empresário angustiado, pendurado a apenas alguns metros do chão, sem querer escutar a informação que vem de fora. Trancado em suas próprias e às vezes ultrapassadas idéias, dá as costas ao novo sem perceber que lentamente se isola e se limita. Em algumas situações, a resistência à tomada de decisão é causada por medo ou insegurança, em relação ao desconhecido; em outras, e quem sabe, na maioria dos casos, por mera vaidade, pelo simples fato de não querer mudar seu ponto de vista. Quiçá, por se achar dono da verdade absoluta, ou por acreditar que isso o diminuirá diante de sua equipe, quando na verdade, a equipe o admiraria muito mais se minimizasse o egoísmo, a arrogância ou vaidade e escutasse um pouco mais o universo à sua volta. Há também aquele que por apego exagerado a custos ignora a relação entre custo e benefício, e deixa de enxergar que ao buscar ajuda externa estará na verdade investindo em sua organização e não, erroneamente, realizando uma despesa. Afinal, o que está em jogo poderá ser centenas de vezes maior que aquilo que se investe. Como no mito da caverna contado por Platão em 'A República', a informação que vem de fora é como a luz a desencadear uma percepção totalmente diferente, quebrando velhos paradigmas. 

A visão periférica é aquela que vai além do convencional, e faz perceber o que eventualmente poderá estar fora do foco principal. Ela será muito mais eficaz quando aplicada a partir de ângulos diferentes. Preferencialmente a partir da visão de fora. Afinal, como ensina ‘O Mentor Virtual’: “A adversidade não é mais que um momento de transição; uma chance de reciclagem para extraordinárias transformações. Tudo depende unicamente da forma como encaramos o novo, e reagimos diante dessas oportunidades”. No entanto, quando não se enxerga com clareza e amplitude o mundo ao redor, poderá se tirar conclusões apressadas, imbuídas de emocionalidade, ou se decidir com base em fatos distorcidos, incompletos ou aparentes. Por isso, não é prudente subestimar a informação que vem de fora de si mesmo. Seja da própria equipe, (mesmo que ela tenha a visão um tanto ‘viciada’ pelo sistema, ainda assim deverá ser bem vinda por ser diferente), ou de uma assessoria externa, que com certeza acrescentará muito mais informação ao que já existe, propiciando  uma percepção panorâmica que permite uma análise muito mais ampla e consequentemente, enriquecer o processo decisório.

A visão periférica é forma mais apropriada de estimular o pensamento estratégico dentro de qualquer contexto, seja ele pessoal, familiar, ou empresarial. Pensar estrategicamente, como já disse outras vezes, não significa fazer planejamento estratégico, como muitos deduzem, e sim o criar uma rotina de constante questionamento. Como ensina o ilustre professor Henry Mintzberg, “estratégia não é um simples business plan, e sim um padrão em um fluxo de decisões”. Um formular contínuo de perguntas apropriadas, algumas até incômodas sobre o passado, o presente e o futuro imaginável, em busca de se construir uma curva de tendência, ou criar uma perspectiva que permita decisões mais acertadas. Isso, todavia, quase sempre exige abrir mão daquilo que já é conhecido. Há ocasiões em que somos incapazes de enxergar até mesmo o que é óbvio, por isso, é preciso sair da zona de conforto e adentrar um mundo de múltiplas possibilidades. Caminhar por desertos, ou ambientes caóticos em busca de pontos de referências que nem sempre estarão tão visíveis como gostaríamos. Às vezes é oportuno abandonar toda convencionalidade, e permitir que o inusitado nos surpreenda.  Perder-se, em determinados momentos é criar a chance para grandes reencontros consigo mesmo e com oportunidades surpreendentes. Se por algum motivo não estamos encontrando respostas para nossos questionamentos, é provável que não estejamos fazendo as perguntas apropriadas. Como sopra aos meus ouvidos meu inseparável mentor: “Viajamos quase sempre em voos cegos; perdidos como nômades em noites do deserto, guiados apenas pelo vento das nossas sensações e pelo singelo brilho de pequeninas estrelas que vão surgindo ao longo do caminho” (O Mentor Virtual II – O Elo Invisível – Campinas-SP – Em Gestação).

Óculos com  Fones de Ouvidos
Como estrategista, tenho sempre em mente uma palavra que mesmo sem pronunciá-la constantemente, tornou-se um símbolo do meu propósito quando atuo como conselheiro empresarial: ‘inovação’. Uma expressão que sintetiza meu foco e minha bússola; a mosca do meu alvo em qualquer desafio. Um silencioso mantra a guiar toda reflexão e pensamento, diante da complexidade e velocidade das mudanças que apavora qualquer empreendedor. Inovação implica acompanhar de forma decisiva e ininterrupta a mudança. Adaptar-se freneticamente ao novo ambiente que vai se desenhando em todas as direções. Em todos os setores. Envolvendo desde o desenvolvimento de produtos, sua produção e distribuição até seu processo de comercialização e comunicação. Inovar exige conhecer a tendência dos mercados, as atitudes dos concorrentes, e acima de tudo, a linguagem nem sempre explícita dos consumidores. A inovação é o resultado da percepção de uma visão periférica. É o sair da mesmice causadora da paralisia que produz a decadência e a morte. É a visão macro da inovação que estimula o reinventar-se a cada momento, para não apenas superar desafios, mas principalmente, permitir o crescimento individual ou empresarial em todos os sentidos.

A trilha é íngreme e o poder quase sempre solitário. Todavia, quando nos despojamos das efêmeras e inúteis vaidades que atrapalham, descobrimos que para enxergar longe e desenhar perspectivas que suprimam toda ansiedade e inquietude, urge construir sinergia. Estabelecer conexões com outros, que nos permita um olhar além do convencional, e construir uma corrente contínua de informações preciosas, para formação de um empreendimento rentável e seguro; como efeito da complementaridade que cria tal sinergia, e produz resultados. Para alcançar o êxito é decisivo ir além do 'maria-vai-com-as-outras'; e com ousadia e coragem encarar o novo, com uma visão que vá muito além de uma enfadonha rotina.


Incide em um irreversível desperdício de recursos o empreendimento que tem um exigente processo seletivo e um eficiente programa motivacional, mas não é capaz de reter talentos. Para reter talentos é imperativo acenar com uma percepção estratégica de longo prazo. Ir além da mesmice que assola a maioria das organizações.
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*Maurício A Costa é um obcecado por resultados, gerado pelo pensamento estratégico, focado em gente, inovação, e criação de valor agregado. Executivo com experiência internacional em empresas como a Kimberly Clark, Grupo Gerdau, Grupo Grendene/Vulcabrás e o Grupo Tecnol (Atual Luxottica); está disponível para participar da construção de marcas fortes, em organizações sérias, interessadas na identificação de novas oportunidades, na superação de desafios, e na melhoraria de resultados e rentabilidade.
No plano pessoal, é o idealizador do Projeto Mentor Virtual; organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país, e poderão mudar a sua visão do mundo, e alavancar o potencial de sua equipe. Disponível também para atuar como 'Conselheiro' para Empresas, Empreendedores ou Executivos.

Contatos: mauriciocosta@uol.com.br 



sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Palhaços, Sim. Covardes, Não.



 
Por Mauricio A Costa*


"Toda turbulência traz consigo força, beleza e magia. Diante dela, é decisivo substituir o medo pela confiança; a insegurança pelo aprendizado; e a covardia pela oportunidade de crescimento" 

(O Mentor Virtual II - O Elo Invisível - Campinas-SP - Em Gestação).
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Vivemos um momento de grandes transformações no mundo, especialmente no que diz respeito à globalização da economia. Globalização significa dizer que, o dinheiro não tem mais pátria. Não é judeu, ou árabe. Tampouco tem origem definida. Tanto pode ser fruto de um trabalho honesto e laborioso, como pode resultar da lavagem de operações com o tráfico de drogas, de armas, ou da corrupção generalizada que se espalha mundo afora como erva daninha que se alastra sem controle. O dinheiro ganha a cada dia novos contornos para circulação, que podem ir da especulação com títulos podres de empresas fantasmas, até a formação de grupos organizados com o único propósito de fraudar economias inteiras por meio de 'lobbies' de toda natureza. 


Essa globalização não carrega em seu bojo qualquer escrúpulo. Não há princípios ou valores éticos envolvidos. Sua força consiste numa postura devoradora de tudo o que encontrar pela frente. Um salve-se quem puder onde sobrevive apenas o mais forte, o mais ágil e o mais faminto. Por conta disso, as transferências de capital se sucedem em frações de segundos, pulando de um lado para outro sem a mínima garantia de estabilidade para pessoas, empresas ou países inteiros. O que se vê na atualidade, são partidos políticos, ou grandes corporações religiosas, na maioria isentos de fiscalização e controle, manipulando bilhões em recursos por meio de seus 'testas-de-ferro' para empresas que surgem do nada e podem sumir com a mesma sutileza que surgiram, sem deixar rastros. Vai desaparecendo gradualmente o idealismo empresarial e o empreendedorismo; em seu lugar vai ganhando espaço a esperteza, a manipulação e a farsa. Falar em ética nos dias atuais é argumento para tolos. Afinal tornou-se imperativo saber enganar para sobreviver. A encenação deixou o teatro e tomou as ruas, as empresas, os negócios, os governos, e até mesmo as amizades.


É em meio a esse ambiente quase apocalíptico que vive hoje a humanidade; às margens de um caos que se propaga de maneira disfarçada, alimentado pelo fenômeno da internet, que como um enorme 'big brother' vai expondo de forma nua, insensível e cruel as entranhas de cada um, para deixar a todos reféns de suas próprias futilidades, vaidades ou idiossincrasias, predispostos a reações influenciadas por agentes externos que aos poucos vão criando comportamentos programados diante desse ou daquele estímulo; numa manipulação imperceptível de corações e mentes por meio de uma propaganda subliminar e apelativamente emocional.



Empregos vão sendo dizimados em alguns países para que surjam em outros. Produtos são fabricados em locais inimagináveis, com mão de obra semiescrava, adquiridos num toque digital em qualquer parte do mundo, pagos por cartões de créditos de empresas desconhecidas; bens outrora duráveis, são consumidos como se fossem chicletes, cuja vida útil não alcança o próximo impulso. Esse é o cenário onde se trava uma invisível batalha onde qualquer D. Quixote de plantão será aclamado como tolo e inconsequente. Seres humanos transformados em consumidores, e empresários rotulados como simples agentes econômicos para produzir uma riqueza supérflua concentrada nas mãos de poucos. Gradualmente, tudo vai se tornando imprescindível, e por conta disso, o dinheiro vai escravizando homens, mulheres, crianças e adolescentes diante de milhões de coisas inúteis, descartáveis, e viciantes.


Qual o resultado de tudo isso? - Pergunto-me com frequência. A resposta, quase sempre é a mesma: Alienação coletiva e insensatez generalizada, gerando angústia, depressão e estresse de dimensões desproporcionais. A frustração de não atender desejos cada vez mais complexos para si mesmo ou para outros, ou a desilusão de não poder atender anseios de filhos insaciáveis diante de uma infinidade de produtos nascidos de uma tecnologia quem não tem limites. Nos tornamos palhaços para nós mesmos. Nos olhamos no espelho e nos perguntamos: Afinal, o que estou fazendo da minha vida? Que tipo de vida posso levar se me entrego por horas a fio a fazer coisas que me alienam e não me realizam? Para onde estou indo? Quanto tempo me resta? O que realmente me faz bem? E em meio a esse turbilhão de questionamentos, nos flagramos com uma bola vermelha no nariz e grilhões prendendo nossos pés, nos fazendo sentir escravos de um sistema do qual não sentimos prazer algum em fazer parte. Uma tristeza imensa vai tomando conta de nossa alma e por vezes será possível perceber algumas lágrimas que ela irá revelar por sentir-se prisioneira dessa nossa vaidade, incoerência, ou futilidade.

Na verdade, podemos nos sentir palhaços, sim, sem problemas, porque nossa alma desconhece padrões de comportamentos definidos, já que sua característica é formada pela energia que impõe um fluxo contínuo de vida. Mas, a covardia não faz parte de seu contexto, por representar um cessar do movimento que sintetiza a própria vida, por isso, não faz parte dela. A covardia é o medo diante do desconhecido. É a paralisia frente a algo que exige ação. É o princípio da morte por asfixia da alma. Portanto, deve ser exorcizada; repreendida com veemência. Decretada como inimigo íntimo número um a ser expurgado de nossos pensamentos ou sentimentos. Em seu lugar, a coragem de rever velhos paradigmas, para reinventar-se. Recriar-se a cada instante, para uma vida que se sabe única, inexorável e irreversível.

Em muitos lugares do mundo, é possível ver essa insatisfação crescente com o poder manipulativo de governantes hipócritas, partidos políticos imorais, e figuras públicas execráveis por suas atitudes repulsivas. Todavia, lamentavelmente não vemos esse mesmo tipo de ação com relação à concentração econômica cada vez maior nas mãos de grandes grupos empresariais que vão velozmente triturando pequenas e médias empresas regionais, familiares, formadas por guerreiros empreendedores que já não subsistem de pé. A massificação vai tornando os mercados cada vez mais globalizados, em nome de uma pretensa economia de escala, cujo propósito único é a dominação. Para tanto, tudo é permitido. Haja subsídios, falcatruas, fraudes, e corrupção generalizada. Um vale tudo, onde até mesmo princípios e valores de outrora como o comunismo ou socialismo vão dando lugar ao capital selvagem, sem pátria, sem cor, sem rumo e sem rótulos, onde a ganância ilimitada é a única bandeira válida. E é nesse contexto, que uma grande maioria vai se tornando escravo. Palhaços de uma ópera bufa, sem perspectivas ou esperanças de um futuro melhor.

Neste período de início de ano, quando costumamos fazer importantes reavaliações sobre nossas posturas e objetivos, vale a pena intensificar o questionamento de tudo o que para nós se tornou inútil. Fútil. Sem qualquer importância para nosso Eu mais profundo. É recomendável observar a grande bola vermelha que colocaram em nosso nariz e até rir disso. Mas, não podemos aceitar a passividade da covardia. É hora de reagir. De jogar fora o que está sendo um pesado fardo para carregar, tal qual fazem os Peregrinos no Caminho de Santiago. É tempo de renovação e isso exige coragem para mudanças. Quantos minutos ainda teremos de vida? Como iremos vivê-los? Essas são perguntas cruciais que devemos ter sempre em mente, e usá-las como referência para cada uma de nossas reflexões ou decisões neste momento. É hora de reinventar-se. Ou melhor, é tempo para um sereno reencontro consigo mesmo.


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*Maurício A Costa é estrategista; focado na análise de alternativas, e no valor agregado. Foi executivo de empresas como a Kimberly Clark, o Grupo Gerdau, e o Grupo Grendene/Vulcabrás. Está disponível para empresas de qualquer segmento ou porte, interessadas na alavancagem de receita e rentabilidade de seu negócio. 
Como livre pensador não tem vínculos com partidos políticos ou religiões. É o idealizador do Projeto Mentor Virtual; um empreendimento focado no despertar da consciência humana, visando encorajar transformações e valorizar a vida. Está disponível também para palestras, conferências e workshop (presenciais ou por vídeo conferência) que podem mudar a sua visão do mundo e alavancar o potencial de sua equipe.