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sábado, 7 de abril de 2012

Jesus Cristo, Uma Marca Forte





Por Maurício A Costa*



"Cada gesto, pensamento ou palavra transporta imensurável energia, capaz de provocar intempestivas reações ou produzir magníficas transformações. Em nossas mãos, o poder das escolhas mais acertadas". (Mauricio A Costa, em ‘Fragmentos do Mentor Virtual – Campinas-SP).

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O sincretismo contido no evento da páscoa me inspirou a escrever este artigo. Antes, porém, que você pense que ele traz um tema religioso, quero deixar claro que não professo ou defendo qualquer religião. Pelo contrário, sou avesso a elas, pelo simples motivo de não gostar de generalizações. Penso que nada neste mundo possa ou deva ser generalizado, em face do nosso limitado conhecimento e pela peculiaridade de cada ser humano diante do desconhecido. Afirmar e difundir algo como uma verdade absoluta pode ser uma temeridade. Trazemos uma bagagem extraordinária de informações, acumuladas por nossa alma, (a essência daquilo que somos), durante milhares de gerações, e isso cria inevitavelmente percepções invidualizadas em cada um de nós. Cada ser humano 'percebe' o mundo à sua volta de uma maneira significativamente pessoal. Daí a importância da complementaridade que forma o ‘todo’. 
A diversidade é uma das principais características do universo conhecido. Catalogá-las, defini-las e rotulá-las para sempre é, no entanto, uma tentativa inócua de simplificação, pois, ainda que pensemos nas repetições resultantes dos desdobramentos naturais de cada espécie, vista, por exemplo, nos fractais representados há milênios pelas cabalas, sabemos que a cada processo de reprodução poderão ocorrer mutações significativas por conta do ambiente ou das circunstâncias que cercam cada evento.

Nada no universo é definitivo. Tudo é mutante. Até mesmo o que escrevo aqui será objeto de avaliação, análise e interpretação por cada um que me lê neste exato momento, sendo que, o que chamo de ‘este exato momento’ já não será o momento em que escrevo, mas um momento em futuro incerto e imprevisível, onde desconheço o ambiente; uma vez que, tudo à nossa volta está em permanente evolução, transformando-se o tempo todo para adaptar-se ou sobreviver às novas condições que vão se sucedendo. Pretender tomar algo como verdade absoluta é, a meu ver, uma pretenciosa insensatez, ou indisfarçável arrogância, pois não temos alcance para compreender a profundidade ou dimensão de todas as coisas que nos cercam; e muito menos de prever seus desdobramentos.

Nada permanece para sempre. Até mesmo a mais dura rocha ou metal poderá fragmentar-se diante de um processo de fusão adequado, da mesma maneira que, o que aqui escrevo é também uma verdade parcial, incompleta e efêmera, pois meu conhecimento não é absoluto, tampouco tenho noção do que poderá ocorrer nos próximos segundos. E se tudo no universo está em constante mutação, todo conhecimento e toda informação estará permanentemente em fase de ajuste e renovação. Além do que, o que vemos não é necessariamente a verdade, mas uma realidade projetada ou construída pela nossa mente; algo adaptado à nossas circunstâncias, ou ao que desejamos ver.

Navegar pelos escuros caminhos da mente é algo temeroso e imprevisível, pois desconhecemos seus delicados meandros, uma vez que ela é reflexo de todo o universo, e a mente do universo é o que convencionamos chamar de Deus; o todo que contém sabedoria, e se revela à medida que nele nos integramos. Ao passo que interagimos com essa sabedoria universal, nos percebemos como um fragmento dela, reproduzindo, ao estilo dos já mencionados fractais, o conjunto de informações que assimilamos. Todavia, embora possamos refletir com plena propriedade esse todo, permanecemos como algo individual. Somos parte dela, mas não somos ela. Tal qual a bateria de um automóvel, mesmo sendo parte importante, ela será apenas um componente daquele veículo; ela é parte do carro, mas não é o carro. O carro necessita dela para funcionar e ela do carro para realizar-se. Mas, ainda que possa ser retroalimentada durante muito tempo, em determinado momento necessitará ser substituída, em decorrência do seu limite de duração. Ser parte, portanto, de um algo maior é a única e inexorável função de cada mínima ou grandiosa potência no universo, onde princípio e fim são fundamentos do mesmo processo: o reciclar que promove a continuidade do todo através dos tempos.

Por tudo isso, o fenômeno Jesus Cristo não deixa de ser algo extraordinário do ponto de vista antropológico, ao levarmos em consideração a consistência do seu discurso, e a profundidade de suas palavras. Seus ensinamentos abrangiam aspectos que iam das origens do ser humano, em todo processo evolutivo, até penetrar em suas mais arraigadas crenças, englobando atitudes, cultura e psicologia. A preparação desse homem estava muito acima da maioria dos mortais, e seu único propósito era ajudar a construir uma nova mentalidade para a humanidade de sua época. Lamentavelmente, no entanto, as religiões, algo que combateu ferozmente, por conhecer as entranhas de sua fisiologia: (‘Ai, de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois semelhantes aos sepulcros caiados; por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, de cadáveres e de toda podridão’. Assim também vós: por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidades), deturparam sua mensagem, transformando-a em objeto de exploração comercial e manipulação de mentes. Transmutaram sua fala metafórica quando se referiu ao preço a ser pago por cada decisão humana, em uma doutrina escatológica, onde se prega o destino final do homem num contexto profético de visão apocalíptica. Pior ainda, numa ameaça constante de céu ou inferno no após morte, se ele próprio ensinava que ‘Deus não é Deus mortos, mas Deus dos Vivos’. Quando ele falava em ressurreição estava se referindo ao renascer do espírito. Na renovação que torna o homem semelhante a um anjo de Deus; isto é, alguém leve, portador da sabedoria que produz vida; vida em abundância. Vida com a intensidade daquilo que se propaga como fogo. No entanto, os tais hipócritas, deturparam suas palavras sobre o renascimento, construindo um conceito de ressurreição dos mortos, ou pior ainda, uma teoria de reencarnação; como se fosse possível a uma maçã, (um golfinho, ou uma vaca), uma vez apodrecida, voltar a viver, salvo, sob a forma de um novo ser ou criatura, com identidade própria, resultante de sementes, sêmens e óvulos que se replicam no eterno balé dos fractais da vida.

Deturparam também seu conceito de céu e inferno, ao levar para o ‘além’ esses estágios que fazem parte da própria vida.  Ele mesmo dizia: ‘o reino dos céus é comparável ao fermento que uma mulher toma e faz fermentar toda a massa’... Ou ainda, ‘semelhante a uma rede que jogada ao mar recolhe peixes de toda espécie’, numa clara alegoria ao verdadeiro sentido do ser humano sentir-se 'feliz' ou realizado com coisas tão pequenas. Graças a essas deturpações, manipulam o pequenino, aquele ser humano que sem esperanças, fustigado pelas vicissitudes da vida cresce carente de apoio, de ajuda, de amor, ou de segurança, ameaçando-lhe com ‘infernos’, ‘purgatórios’, ou coisas do gênero, para arrancar-lhe até o último centavo, sob a forma de penitências, e doações, que vão de pequenas moedas até fazendas inteiras. 
Recentemente, a revista Veja publicou uma verdadeira guerra por seguidores entre duas seitas evangélicas de grande porte, sendo uma delas possuidora de várias  estações de rádio e canais de televisão, e a outra em fase de aquisição. Segundo a reportagem, seus sacerdotes são comissionados em até 20% das ofertas arrecadadas, e seus templos são abertos como se fossem franquias. Aqueles que deveria preocupar-se com o bem de seus seguidores, estão a preocupar-se mais e mais com suas fortunas pessoais. Esse festival de hipocrisia da qual falou o grande mestre, me faz cada vez mais distanciado das religiões que aí estão, embora tenha sempre comigo, um grande mentor,  na figura de Jesus Cristo; que apesar de jamais haver escrito um livro é um mestre por excelência. Sua mensagem é uma fonte inesgotável de sabedoria, e é lamentável que, no dia em que se reverencia sua morte, muitos de seus falsos seguidores sequer lembrem-se dele, por estarem ocupados demasiadamente com futilidades, coisas que para a alma não passam quimeras que iludem a mente sem limites por dominação e poder, ou o corpo sem limites para seus instintos.

Por tudo isso, considero esse homem simples do deserto uma exemplo de marca forte. Um símbolo que aglutina valores, que se perpetuam no tempo não pelo homem em si, mas pela magnitude da mensagem que incorpora. Não há fotos, estátuas ou registros de sua pessoa. Não fundou qualquer religião que está aí, pelo contrário, foi contra todas elas. Recomendou que quando desejarmos falar com Deus: ‘Entra em teu quarto escuro, fecha a porta e ora em segredo’. Essa é a forma de entrar em contato com a sabedoria universal presente dentro de nós mesmos. Ele foi um revolucionário diferente, porque usou apenas a força da palavra, jamais qualquer arma, força física ou enganação para construir seu legado.

Muitas famílias, empresas e governantes deveriam usá-lo como principal mentor de seus planos e ações, e buscar em suas palavras a orientação (independente de qualquer religião) sobre vida, crescimento, abundância, sustentabilidade, ética, visibilidade, liderança, bom senso, e prosperidade. Suas ideias darão têmpera para manter equipes unidas e focadas no mesmo objetivo em qualquer empreendimento, e  torná-los capazes de transformar um simples projeto numa marca forte. Como ele ensinava: ‘Todo reino dividido contra si mesmo será destruído. Toda cidade, toda casa dividida contra si mesmo não pode subsistir’. Só se conseguirá crescimento sustentado se a missão, princípios e valores do empreendimento forem coerentes, embasadas pelo conceito de unidade que faz com que 'o todo seja maior que a soma das partes'.

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*Mauricio A Costa, É estrategista para projetos de ‘alavancagem’ de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, para atuar como Executivo, Assessor, Sócio, ou Membro do Conselho de Empresas.
É o idealizador do Projeto Mentor Virtual; organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, para grupos, associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país.


2 comentários:

  1. Muito bom texto Maurício, uma concepção parecida com a minha, até porque vc fala em 'fractais' e eu acho uma das provas ais vivas do axioma que diz:"DEUS GEOMETRIZA"! É fato, pois encontramos os fractais na natureza nas árvores, folhas, flores, raios e por aí vai que chega até a ser assustador! Todo o universo esta cercado dos fractais e de onde vem essa força tamanha? Pitágoras, meu Mestre, diz que todos os mistérios do universo estão contidos nos números e a unidade está em Deus.Einstein diz: “A coisa mais linda que podemos sentir é o mistério.
    "Essa é a fonte de toda arte e de toda ciência verdadeiras".

    Partindo dessa premissa, Yeshuah (Jesus), não foi somente o maior Mestre do amor incondicional, mas, o maior mistério de toda humanidade. Pois sendo o maior revolucionário de todos os tempos, abnegou das armas e usou a palavra em vez de usa-las. Ele tinha um poder imenso sobre aquela nação, era só querer e mesmo já sabendo, pois era dotado da premonição (algo defendido por Freud no seu "Livro dos sonhos")fez o que achava mais acertado pois acreditava nas suas convicções e dessa forma abriu mão de sua própria vida, acreditando estar salvando o mundo.

    A esse homem devo todo o meu respeito e admiração.

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    1. ELE disse : " Eu SOU o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao PAI, se não for por MIM "

      É nisso que eu creio !

      Silvio Talarico

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