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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Morte. A Apoteose da Vida





 


Por Maurício A Costa*

"Vivemos mergulhados em dúvidas, questionamentos e inúteis conflitos tentando complicar algo tão simples como viver. Discutindo insignificantes detalhes, ignorando nossa própria ignorância, nos perdemos por caminhos que não levam a lugar algum... Até o dia em que descobrimos que a vida é apenas uma leve brisa entre duas estações" (O Mentor Virtual II - O Elo Invisível - Campinas-SP - Em gestação).
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Há uma frase da filosofia Oriental que diz: 'O ser humano vive como se nunca fosse morrer, e morre como se nunca houvesse vivido'. Há uma permanente e incompreensível atitude de alheamento em relação à sua finitude, por conta essencialmente do medo que carrega em relação à morte, derivado da tomada de consciência de si mesmo e do mundo à sua volta, que o diferenciou substancialmente para sempre de todos os outros animais. Todavia, essa diferenciação nem sempre se revelou algo benéfico para sua espécie, pois é comum vê-lo agindo de maneira mais selvagem que qualquer outro ser, por meio da manipulação e da dominação do seu semelhante, ou da destruição predatória da sua e de outras espécies. Como escreve Nietzsche em 'Assim Falava Zaratustra', se referindo à humanidade: "Percorrestes o caminho que vai do verme ao homem; tendes ainda em vós muito do verme. Outrora fostes símios e até hoje o homem é ainda mais símio que todos os símios... Até o mais sábio entre vós é um ser híbrido entre planta e fantasma... Qual é o maior acontecimento que pode sobrevir em vossa vida? É a hora do grande menosprezo. A hora em que vos enfastiareis da vossa própria felicidade e também da vossa razão e da vossa virtude". (Pág. 19/20 - Editora Vozes - Petrópolis-RJ - 2007).

Nietzsche criticava de forma contundente essa ridícula sensação de imortalidade do homem, perceptível em suas mesquinhas e até grotescas atitudes em relação ao seu próprio potencial e aos valores que deve conhecer. Ao se tornar tacanho neste sentido, demonstra um gigantesco bloqueio mental que o inibe de assimilar a grandiosidade daquilo que o cerca, revelando-se a mais repulsiva de todas as criaturas, por viver promiscuamente em função dos instintos primitivos que carrega, ou de pensar incessantemente na acumulação de bens materiais muito acima de suas reais necessidades. Por conta dessa danação, sua existência vai aos poucos se tornando um emaranhado de pseudo necessidades a consumir-lhe a alma e o exíguo tempo que dispões para viver. Suas ações tornam-se mecânicas e quase sempre envolvidas nas mais espetaculares camuflagens para superar todo tipo de adversidade.

Alguns meses atrás, enquanto produzia mais um capítulo do livro 'O Mentor Virtual II - O Elo Invisível', escrevi um texto onde resumia a importância do tempo e a forma como o administramos em nossas vidas: “O tempo é o bem maior que você dispõe e só a você cabe administrá-lo. Para utilizá-lo a seu favor é imperativo que defina com carinho aquilo que é prioridade. Cada minuto é um milagre que não se repete jamais". Recentemente pude ver essa mesma idéia levada ao extremo, na ficção cinematográfica 'O Preço do Amanhã', (filme que recomendo), onde uma civilização que nos sucederia no futuro trata o 'tempo' como um 'padrão de moeda' e, portanto, uma questão de sobrevivência. A morte como algo terrivelmente assustador quando se tem a plena consciência do tempo restante que se dispõe, da mesma forma que a vida pode perder toda sua graça e magia, e até tornar-se enfadonha, quando não há qualquer restrição de recursos (tempo, saúde, e dinheiro) para usufruí-la. Um aparente paradoxo, resultante da alienação do ser humano em relação aos seus mais autênticos valores, ou ainda, por deixar morrer os sonhos, que são ecos mais profundos do inconsciente, onde reside a essência daquilo que ele é.

A maior de todas as verdades, para a qual nem sempre costumamos dar a devida atenção, é que somos inquestionavelmente frágeis e extremamente vulneráveis; por conta disso, nossa mente se ocupa de construir ininterruptamente todo tipo de fantasia, na insana tentativa de disfarçar a incômoda ameaça pressentida a cada instante; e o 'tempo', que não deveria ser mais que o fluxo natural de todas as coisas em seu movimento vibratório resultante da energia que as permeia, passa a ser algo crucial, efêmero, e por consequência caro. Em decorrência, passa a ser pesado e medido com precisão atômica, onde cada fração de segundo passa a ser visto como um milagre que não pode ser repetido. Embora o 'presente' torne-se o único palco para todas as transformações possíveis, e cenário de todos milagres, por mais incompreensível que possa parecer, ele é ignorado; toda atenção, energia e esforço voltam-se exclusivamente para o futuro incerto, numa alucinante atividade, movida pelo medo de que o tempo se esgote, e esvaia-se o minuto final. 

Ora, se a vida acontece no presente, e o futuro é um lugar incerto, impreciso, por que então 'desperdiçar minutos preciosos de uma vida tão breve com preocupações inúteis ou ansiedades desnecessárias antes do tempo', perguntaria O Mentor Virtual'. Por que a angústia permanente por algo que sequer sabemos se terá alguma utilidade? Por que nos inquietarmos pelo amanhã se não temos a mínima segurança de que estaremos lá? E se por acaso o alcançarmos, estaremos em condições de usufruí-lo? Haverá saúde para isso? Teremos alguém com quem compartilhar? Ou seremos apenas reféns de uma avassaladora solidão, a retirar a beleza daqueles momentos que deveriam ser os melhores de nossas vidas, antes que nossos corpos se fragmentem em vários componentes?

Por tudo isso, questiono implacável: Em que momento ocorre a derrocada do ser humano? No cessar do pulsar corpóreo, ou gradualmente à medida que a alma vai sendo sufocada pela insensatez originada na insatisfação doentia, no poder, no orgulho, na vaidade, no egoísmo, na futilidade, na intolerância? ...Se temos noção do quanto o 'tempo' é efêmero, e de que nada é real diante desse piscar de olhos, porque não viver cada minuto com a intensidade do eterno, sustentados unicamente pelos valores mais verdadeiros do que somos? ...O que seria a verdadeira 'morte' então? A do corpo ou do espírito? - Tenho visto com frequência pessoas 'realizadas' do ponto de vista profissional ou financeiro, vivenciando amargura, depressão e frustração, por conta do ambiente inóspito que construíram à sua volta. Por valorizar apenas o que é tangível, embora fugaz, afastaram-se de seus reais valores. Por ignorar a voz interior, seguiram suas mentes frias maquiavelicamente destrutivas para construir uma ilha de fantasia que resulta quase sempre na solidão de um poder que já não serve para nada. E quando a solidão é indesejada, invariavelmente desencadeia o mecanismo das enfermidades irreversíveis. "A consciência do frágil pulsar, nos faz valorizar cada minuto com a dimensão do eterno, e ver a futilidade como algo que nos aliena da grandiosidade da vida", diria O Mentor Virtual.

Do ponto de vista natural, a morte não é mais que o resultado da desorganização dos elementos que compõem um organismo qualquer. Seja uma planta, um macaco ou um ser humano. Não há exceções nessa regra. Aceitá-la não é nada além do bom senso. Esperar que ela se restabeleça após sua decomposição é no mínimo uma infantilidade. Ainda que voltemos a juntar todos os micro componentes que formam um corpo, ele jamais será o mesmo. Ela voltará como algo individualmente distinto. Um novo elemento, com personalidade e características próprias. Como uma taça que explode, jamais voltará a se recompor. O que restará será apenas a essência daquilo que foi aquele ser, que será transmitido geneticamente pelo sêmen nos processos de reprodução, ou pelas informações que propagou no 'todo', através de palavras, cores e sons, ou tudo isso junto sob a forma de uma idéia. A essência é a alma de qualquer coisa, e essa 'essência' seguirá fluindo infinitamente como parte de um todo. Um 'Todo' que convencionamos chamar de 'espírito', a permear todas as coisas, animadas ou aparentemente inanimadas, como um simples cristal, que esconde bilhões de pequeninos átomos capazes de destruir planetas inteiros. Quiçá, galáxias. 

Do ponto de vista humano, a morte não é mais que a perda da sua energia vital. A ausência do querer que impulsiona a vontade. A perda da fé que move montanhas. 'Aquilo que sufocamos dentro de nós serão momentos desperdiçados para sempre' - A morte é zona do comodismo daquele que se entrega e diz que não há mais nada a fazer, ignorando o 'seguir em frente ditado pela própria vida'. É a cegueira definitiva diante da beleza do que é inefável, grandioso e magnífico. Porque a morte não deveria ser mais que a apoteose da vida. Seu momento de ápice. Seu orgasmo definitivo, tal qual libélula que transpõe os umbrais de sua condição larval para perpetuar-se em um universo que desconhece mas respeita, ainda que inconsciente, por saber-se parte. "Somos atraídos pelo desconhecido na mesma proporção que o tememos. Nos perdemos quase sempre em atraentes labirintos, guiados unicamente pela magia da alma, em sua desesperada busca pela energia que a conduz, o amor"; diria meu inseparável 'Mentor Virtual'. Por isso, "Viva com intensidade cada minuto. Como poeira levada pelo vento, o tempo se esvai... Viver é uma experiência irreversível, pessoal e única"

Quando porventura sentir que a flama de sua energia estiver a esmorecer, experimente 'renascer'. Renascer é deixar para trás tudo aquilo que já não faz parte de você; é nascer para o todo, com a certeza de que nesses momentos de passagem, não será sua alma que irá morrer, tampouco seu corpo; serão apenas os paradigmas do passado, consciente de que, 'o tempo não é mais que uma ilusão mental para quem busca compreender o verdadeiro sentido daquilo que para a alma é eterno. A vida é um pulsar contínuo sem antes nem depois. O presente é o cenário de todas as transformações possíveis a impor um agir agora inevitável'.

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 *Mauricio A Costa, é Estrategista. Sócio Fundador da SUPPORT BRANDS, empresa de projetos e assessoria para alavancagem de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, sob consulta, para atuar como Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte. 

É o idealizador do Projeto Mentor Virtual, organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país. 


sábado, 19 de novembro de 2011

Renovação. Um Princípio da Sabedoria





Por Maurício A Costa*


"Os visionário não continuam visionários para sempre. Poucos são capazes de imprimir sua marca numa segunda visão. Pior ainda, seus apóstolos se tornam dependentes da presciência do profeta, renunciando à própria responsabilidade pela visualização de novas oportunidades. Em geral, o visionário decadente que também é o CEO ou Chairman (Presidente da Empresa), inibe inconscientemente a capacidade de inovação radical da organização... Quanto maior o sucesso da empresa, mais arraigados seus modelos mentais. Mesmo em empresas medianamente bem sucedidas, a maioria das pessoas não questiona 90% do modelo mental existente. Opções de anos atrás raramente são reanalisadas. É difícil imaginar estratégias revolucionárias quando se começa com nove décimos do cérebro em inatividade. As opções do passado remoto quase nunca são desafiadas na ausência de uma crise... Se você for incapaz de pensar diferentemente, o futuro sempre chegará como surpresa... A autoridade que mais precisa ser questionada é a autoridade de suas próprias crenças... Procure uma empresa que esteja apresentando mau desempenho e invariavelmente se encontrará uma equipe gerencial que é prisioneira inconsciente de suas crenças superadas". (Gary Hamel, em 'Liderando a Revolução' (Leading the Revolution - Pág. 22/136 - Editora Campus - Rio de Janeiro - 2000).

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O texto acima é de um dos mais brilhantes consultores empresariais que já conheci. Tive a grata oportunidade de assistir algumas conferências do professor Gary Hamel, no Brasil e nos Estados Unidos, e confesso que, muito do que sei, como executivo, empresário ou consultor nasceu de suas idéias. Estou certo de que, meu pensamento estratégico aprimorou-se com ele. Nos dias atuais, seus conceitos são mais verdadeiros do que nunca; embora, lamentavelmente, muitas empresas desconheçam ou ignorem seus ensinamentos. Reféns de próprios paradigmas, não são poucos os empreendimentos que patinam numa incompreensível mesmice que os faz desperdiçar um tempo precioso, dando chances para que o principal concorrente espertamente ocupe seus territórios.  

Minha maior tristeza como consultor, ou conselheiro empresarial é vivenciar situações onde percebo que o que está sendo recomendado, de maneira segura e experiente, para garantir o crescimento saudável do empreendimento, vem a ser subestimado, por conta de posturas intransigentes, quase sempre fruto da vaidade do empreendedor, invariavelmente carente de uma visão fora; isenta dos vícios do passado ou do ranço da própria organização. Algumas vezes, chega a ser visível certa ironia ou desdém do líder ou de seus comandados com relação a idéias inovadoras. Em primeiro lugar, porque o novo desafia o 'status quo', e o 'establishment', abalando a segurança diante do que já é conhecido. Segundo, por mexer com crenças arraigadas de cima à baixo, que rechaçam precipitadamente qualquer inovação, por considerá-las ameaçadoras, antes mesmo de conhecê-las. Por último, pela questão da já citada vaidade, o mal maior de toda organização.

Aprendi com o tempo, que a sabedoria é como a luz que penetra a escuridão e revela o que até então era imperceptível. Por essa, entre outras razões, ela nem sempre é bem vinda; tal como acontece quando se mexe nas raízes de uma árvore, e invariavelmente as larvas escondidas sob a terra começam a se agitar em desespero, assim é em muitas organizações, onde certas atitudes ou procedimentos são mantidos sob sete capas. Situações cinzentas, a encobrir não apenas falcatruas e engodos, mas também o comodismo, o despreparo e a ineficiência. E nesses casos, o 'novo' nunca será bem vindo, pois tenderá a expor mazelas do custo invisível da ineficácia ingenuamente escondida, ou espertamente disfarçada.

Muito tempo atrás, trabalhei para uma organização, que por questões de ética omito o nome, cujos relatórios gerenciais eram constantemente adulterados para que os investidores e demais stakeholders não percebessem sua incompetência comercial ou administrativa. Um festival de 'faz-de-conta' cujas consequências vieram a ser desastrosas para aquele empreendimento anos mais tarde, e lhe custaram muito caro. Não foram poucas as vezes que escutei naquela empresa algo do tipo: 'não vamos inventar moda... melhor deixar as coisas como estão'... e em lugares assim, ou se entra no conchavo para não se criar inimigos ou se busca a porta de saída o mais rápido que se pode. Não pretendo aqui ser puritano, pois como já citei outras vezes, não sou apologista do 'certo ou errado', mas da análise do custo que produz cada decisão. E o que se pode aprender nessas situações, é que, em qualquer sistema onde não ocorra a renovação que promova sua 'oxigenação', ele tenderá à estagnação que produz deterioração. É bem provável também que o ambiente poderá corromper seus elementos de maneira virótica e irreversível. 

Nos dias atuais, é perceptível a resistência de muitas empresas à contratação de consultores, auditores ou conselheiros externos. Algumas chegam a evitar até mesmo a presença de palestrantes que possam vir a produzir um despertar de suas equipes. A verdade é que, o medo do novo assusta e até incomoda. A insegurança diante do desconhecido é apavorante. Renovar é algo que desafia a estruturas consolidadas existentes e isso põe em risco a estabilidade, o comodismo e a perpetuação de muita gente. Por isso, usando palavras do ilustre Gary Hamel, 'é difícil imaginar estratégias revolucionárias' em ambientes estagnados, quando não se acompanha a velocidade das mudanças que ocorrem no ambiente empresarial, em meio a batalhas sangrentas onde sobrevivem apenas aqueles que se preparam e se atualizam de forma ininterrupta, arrojada e corajosa para vencer a inércia que conduz à morte.

A tomada de consciência é o ponto de partida para a adequação à mudança que se impõe. Identificar fraquezas e vulnerabilidades é 'o conhecer a si mesmo'; condição 'sine qua non' para qualquer batalha, como já dizia a dois mil e quinhentos anos, o grande guerreiro Sun Tzu, autor de 'A Arte da Guerra' e preconizador do pensamento estratégico. Quando se conhece os próprios pontos fracos e se trata de corrigi-los a tempo com determinação, as possibilidades de superação aumentam consideravelmente. Se no entanto, isso é ignorado, as chances de ser minado sorrateiramente crescem de forma assustadora. É a consciência das vulnerabilidades, que incita ações corretivas, especialmente por desencadear uma análise mais profunda com relação ao tamanho do desafio no campo de batalha (o mercado, no caso das empresas), onde uma luta feroz e sem trégua, às vezes mortal, espera pelo guerreiro (o empreendedor) a cada dia. 

A renovação não necessariamente impõe a troca dos personagens em atuação. Pelo contrário, preservar as pessoas que formam um time ou equipe é o desafio maior de qualquer organização, sejam elas componentes de um exército, de uma família ou de uma empresa. Para tanto, todavia, é desejável que haja humildade para o aprendizado, e mentes abertas para assimilar o novo; consequência natural de um mundo dinâmico onde a mudança é a única constante. Quando o egoísmo e a  arrogância dão lugar ao desejo de aprender para reciclar conhecimentos, a oxigenação do ambiente gera a energia criativa que faz superar todos os desafios com sinergia, determinação. Não há milagre nisso, apenas a força da sabedoria que produz a inovação; a maneira ousada, assertiva e diferente de abordar aquilo que desafia, sem a necessidade de se apelar para o imediatismo do engodo, também sugerido por Sun Tzu em suas táticas de guerra.

Enfrentar crenças superadas ou paradigmas arraigados, não é, como sabemos, uma tarefa simples. Impõe a coragem para o enfrentamento. Exige posturas quase sempre tomadas por muitos como antipáticas e inoportunas. Como consequência, por gerar polêmica e incômodo, pode produzir reações emocionais e atitudes covardes de todo tipo, traduzidas pelo 'disse-não-disse', típico das fofocas e nas conversas paralelas que se disseminam com a velocidade do vento, a espalhar a discórdia por meio da hipocrisia que nasce da inveja, da incompetência ou do rancor. A verdade incomoda, e por causa dela, muitos já tiveram suas vidas destruídas. Por isso, não convém subestimar seus efeitos. É prudente agir com responsabilidade e cautela, consciente de que toda mudança carrega em si, sementes de profundas transformações que podem alterar significativamente a paisagem. Como ensina Ichak Adizes: "Mudar é como praticar jardinagem. Se cuidamos bem do jardim, não haverá mato e as flores poderão crescer; se não cuidarmos, o mato vai tomando conta de tudo e acaba com as flores. As empresas que não continuaram mudando suas culturas - aquelas que disseram 'muito obrigado por tudo, mas agora vamos voltar ao trabalho' - são como jardins mal tratados que acabam tomados pelo mato e pelas ervas daninhas" (Os Ciclos das Organizações - Como e Por que As Empresas Crescem e Morrem... - Editora Pioneira - São Paulo - 1993).

Trabalho feliz quando atuo como consultor, conselheiro ou estrategista para organizações que não temem o novo e mostram-se dispostas a estimular as transformações necessárias em seus empreendimentos, para se adaptarem aos novos tempos. Como ensina o ilustre professor Clemente Nóbrega: "A condição para crescer e evoluir é manter-se aberto aos sinais de fora. É querer a mudança". (Em Busca da Empresa Quântica - Editora Ediouro - Rio de Janeiro - 1996). É esse 'querer' que define o grau da 'renovação'; um princípio básico do universo para reciclagem constante de todos os seus elementos. Sinto-me extremamente realizado quando sou convidado a falar, em palestras, seminários ou workshop, sobre a busca de alternativas para grupos de pessoas sedentas por inovação em suas vidas e seus empreendimentos, por saber que: "Quebrar paradigmas ou idéias pré concebidas, permite vislumbrar o mundo além do horizonte das nossas limitadas convenções. Inserir uma visão mais ampla, que contemple múltiplas percepções para o mesmo fato enriquece nossas decisões e amplia infinitamente as possibilidades... Afinal: O extraordinário só pode ser percebido quando se voa além do convencional" (O Mentor Virtual - Pág. 22/97 - Editora Komedi - Campinas-SP - 2008).

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*Maurício A Costa é Estrategista. Diretor da SUPPORT BRANDS, empresa de Estudos e Projetos para Alavancagem de Receitas e Rentabilidade, com foco no Pensamento Estratégico, Análise de Valor Agregado, Gestão e Licenciamento de Marcas.

 É o autor do livro O MENTOR VIRTUAL. Está disponível sob consulta para palestras, seminários e workshop em Empresas, Universidades e Associações. 

domingo, 13 de novembro de 2011

Acreditar. A Postura Que Faz Diferença





Por Maurício A Costa*

"Somos aquilo em que acreditamos, com audácia para sonhar, livres para tecer nosso destino e, ao viajar além de todas as expectativas, nos surpreender a cada instante". (‘O Mentor Virtual’ - Pág. 158 - Ed. Komedi - Campinas-SP -2008).

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Muitas de nossas atitudes são movidas pela que depositamos em algo. Esse 'algo' pode ser determinada pessoa, projeto, ou idéia; um empreendimento ou um mito. Repentinamente, tomamos certa decisão, e começamos a pensar e agir de acordo com aquilo em que passamos a acreditar. Enquanto nada nos remover desse caminho, e nossa seguir inabalável, seremos capazes das maiores loucuras, a ponto de até mesmo oferecer nossa vida por aquilo. O tempo passa, os cenários mudam, as pessoas à volta mudam, os propósitos mudam, mas ainda assim, se continua apegado àquele crença, tomando-a como verdade absoluta e imutável. Um exemplo claro disso pode ser visto nas religiões, seitas e fraternidades de todo mundo; especialmente as mais radicais, ou chamadas de fundamentalistas.

O mito é algo de caráter simbólico, que tenta explicar fenômenos naturais por meio de deuses e heróis. Na atividade humana, o mito tornou-se algo sobrenatural, gerador de surpreendentes formas de dependência; e por conta disso, está associado a rituais de toda ordem, por meio de sacrifícios, orações, e cerimônias de todo tipo. O mito leva ao endeusamento, e consequentemente adquire com isso um status de sagrado. Nas palavras de Fernando Pessoa, 'O mito é o nada que é tudo. O mesmo sol que abre os céus, é um mito brilhante e mudo: O corpo de Deus, vivo e desnudo. Este, que aqui aportou, foi por não ser, existindo. Sem existir nos bastou. Por não ter vindo foi vindo, e nos criou. Assim a lenda se escorre, a entrar na realidade, e a fecundá-la decorre. Em baixo, a vida, metade; de nada, morre" (Ulisses). E é esse mito construído em nossas mentes que gera a crença inabalável. “Essas informações provenientes de tempos antigos têm a ver com os temas que sempre deram sustentação à vida humana, construíram, civilizações e formaram religiões através dos séculos, e têm a ver com os profundos problemas interiores, com os profundos mistérios, com os profundos limiares da nossa travessia pela vida...” (Joseph Campbell - em, 'O Poder do Mito').

E o que nos leva a essa fé cega? O que nos faz acreditar com tamanha força em idéias, coisas ou mitos construídos pela mente humana? O que nos faz mudar de caminho de maneira tão radical? Pergunto-me com frequência, especialmente quando estou diante de turbulências, desafios, ou situações que implicam tomadas de decisão. Seriam nossos medos que nos fazem buscar por segurança em algo fora de nós?... Ou seriam nossas atitudes resultantes da extraordinária viagem genética que fizemos por milhares de gerações, acumulando experiências e informações de toda ordem, a criar toda espécie de mito? Por qual razão deixamos de acreditar em uns e acreditamos piamente em outros? O que nos leva a esse padrão de escolhas? Em que se fundamentam tais decisões?... Poderíamos continuar elaborando esses questionamentos a vida inteira, e ainda assim, não iríamos encontrar respostas convincentes. Tudo porque somos um amontoado de camadas, formada por inúmeros seres a se digladiar dentro de nós mesmos. Uma multidão de identidades aglutinadas em um único ser. Misturadas. Confusas. Perdidas em um ambiente hostil, que se modifica a cada segundo. Numa 'Babel' de enormes proporções, diante da qual, nos sentimos insignificantes, despreparados, perplexos.

Como proceder escolhas é um desafio constante, e decidir, um martírio permanente, tomar decisão com aquela certeza absoluta então, é algo que nos parece quase utópico. Como ter inabalável em algo? No que acreditar? - “Uma batalha interminável é travada dentro de nós a cada minuto. A luta pelo sonho desafiador que nos move em direção àquilo que acreditamos é ameaçada sem tréguas pelo complexo emaranhado de caminhos do mundo real que nos cerca. Para alcançar o extraordinário é imperativo ir além de todas as fronteiras do convencional”. (O Mentor Virtual). Mas, se é decisivo definir com clareza o que se quer, como chegar a essa definição? - Me perguntaria o leitor. E eu responderia: Com a consciência de nós mesmos. Só quando compreendemos o potencial e as limitações que carregamos, nos tornamos capazes de dimensionar não apenas o queremos, mas também o que podemos. Isso mesmo: o que podemos. Ou seja, aquilo que está dentro de nossas possibilidades de conhecimento, forças ou recursos. Todavia, como já foi dito, 'somos do tamanho dos nossos sonhos', e isso nos coloca diante de um paradoxo: Como os sonhos não levam em conta qualquer noção de potencialidade, por resultarem apenas da multiplicidade de imagens e informações abstratas, sem levar em conta tempo ou espaço, ou qualquer outro tipo de restrição, como apostar nessa teoria de que 'podemos qualquer coisa'? Eu diria: Da força motivacional que formos capazes de imprimir a nós mesmos a partir de uma idéia. Aquilo que convencionamos chamar de 'auto motivação'. A energia produzida pelo estímulo do querer. Esse querer ou vontade, é o poder natural de todos os milagres, que nos faz voar além do horizonte conhecido.

Ora, se somos capazes de ter fé inabalável em coisas, pessoas, imagens ou lendas que transformamos em mitos, e disso depender e até morrer pela causa, como ocorre em algumas religiões, porque não seremos capazes de construir nossa própria lenda? O que falta? - Ao meu ver, falta simplesmente o acreditar. A energia do querer que produz a superação para qualquer desafio. Sair do comodismo que engessa e abandonar a letargia resultante da preguiça física e mental que limita todas as possibilidades. Para tanto, convém lembrar: 'Nossas atitudes e posturas resultam daquilo que alimentamos em nossas mentes e corações. Aquilo que validamos irá tornar-se a nossa verdade, e estará refletida em nossos pensamentos e palavras. ...Atitudes fazem a diferença, quando se deseja mudar o rumo da própria história. Nada detém aquele que se propõe com firmeza a alcançar sua meta'. - Em nossas vida pessoal ou empresarial, vivemos constantemente sob o fogo de inesperados desafios. Somos testados ininterruptamente por turbulências de toda forma e intensidade, com nossa resistência colocada à prova, e nossas convicções mensuradas com relação àquilo que realmente desejamos. Assim, se o sonho não for autêntico e o querer, verdadeiro, ele se desfará como nuvem passageira, que se transforma repentinamente num lamentável aguaceiro.  

O sonho pessoal é a fonte de energia do empreendedorismo e do êxito profissional, mas é decisivo que se tenha noção do tamanho do desafio, consciente de que 'a trilha é íngreme, e o ambiente quase sempre inóspito... Cercados de inesperadas armadilhas covardemente montadas por nossos próprios semelhantes, viajamos solitários em busca de um significado para nossas vidas'. Por isso, não podemos colocar nossas expectativas e muito menos nossa fora de nós mesmos. A força e sabedoria que necessitamos para empreender a meta vem do nosso interior, e não pode ser confundida com a sinergia que formos capazes de criar com o  mundo à nossa volta, por conta do brilho nos olhos de quem carrega a auto confiança que traduz a energia da alma e a força do acreditar. Por alguns instantes poderemos ter caminhos paralelos com outros; isso, no entanto, não significa que estaremos lado a lado com eles para sempre. A parceria é quase sempre momentânea, volátil e essencialmente efêmera. Porque, como diz a canção, 'ninguém vai dormir nossos sonhos'. Qualquer dependência externa poderá ser fatal, se construirmos nosso plano de vôo baseados em alvos que se movem fora do nosso controle.

Há momentos em que a melhor opção pode ser abrir mão momentaneamente dos planos, e deixar-se surpreender pela própria vida, com a certeza de que a removerá qualquer montanha; por saber que não existe a tal montanha. Ela é apenas mais um imaginário obstáculo, em meio aos desertos de nossas solitárias caminhadas. Acreditar é a postura que faz a diferença. É colocar toda energia na direção daquilo que definimos como o caminho que nos faz bem, sem intimidar-se com o desafio da jornada, ou o preço a pagar; e sem permitir se tornar refém da falsa idéia de um herói em busca de aplauso. É não olhar para trás e não seguir ninguém. Tampouco se deixar intimidar diante da farsa e da hipocrisia que tenta intimidar ou ironizar aquele que luta ardorosamente pelo que acredita. “Nem sempre temos respostas para nossos questionamentos. Às vezes, sequer temos noção de para onde estamos indo. Nos perdemos por caminhos desconhecidos ou espaços vazios que não sabemos como preencher. Não é a liberdade que perdemos nessas horas, apenas o senso de direção; mas é em momentos assim que o improvável acontece e alma se realiza”, diz o mentor virtual que silenciosamente me mostra alternativas quando tudo parece envolto em dúvidas e inquietude. Afinal, completa ele: 'perder-se é criar a chance para descobrir o novo e ver-se frente a frente com o inusitado'.

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* Mauricio A Costa é Conselheiro/Consultor Empresarial. Estrategista para assuntos de alavancagem de receita e rentabilidade em empresas de qualquer porte, com foco no valor agregado e na construção de marcas fortes.

É o autor de O MENTOR VIRTUAL, e está disponível sob consulta para palestras, seminários e workshop. 



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Onde Vou Estar Amanhã?





Por Maurício A Costa*


"É sempre difícil diagnosticar o futuro, no ambiente turbulento que cerca as coisas materiais. Há uma enorme imprevisibilidade por conta das inúmeras possibilidades que se sucedem, causada pela diversidade de atores e pelas múltiplas alternativas que causam alteração constante do ambiente". (O Mentor Virtual - Pág. 31 - Editora Komedi - Campinas-SP - 2008).

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Não importa o tamanho do seu empreendimento; ele pode ser uma simples floricultura, uma pequena confecção, uma franquia de alguma marca, uma empresa de médio porte ou uma grande corporação. Não importa o que você faz; se um produto específico ou se presta algum tipo de serviço. Não importa quanto tempo você atua nesse mercado, o tamanho da sua equipe, ou o quanto de capital você disponha. Como estrategista, tenho apenas uma pergunta para lhe fazer: "Onde você quer chegar?". Essa pequena questão costuma embaralhar a cabeça de muitos empreendedores, por uma simples razão: é muito complicado estabelecer um lugar onde chegar em meio a tantas variáveis, sobre as quais não se tem qualquer controle, especialmente nos dias atuais, marcados pela velocidade das mudanças.

Na verdade, vivemos em mundo de aparente calma, mas cuja maior característica tem sido a instabilidade. Tudo devido a uma interminável interação, de maneira aleatória entre seus elementos, a desencadear efeitos nem sempre previsíveis. A formação de uma nuvem por exemplo pode surgir de fatores como variações de temperatura, níveis de evaporação da superfície terrestre, ou da velocidade dos ventos em determinada região. Essa mesma nuvem, poderá vir a produzir efeitos que vão de tempestades avassaladoras, a gerar mudanças radicais de um ambiente qualquer, por conta de avalanches e enchentes; ao mesmo tempo, em que pode flutuar serena pelos céus, a inspirar poetas. Pode tanto servir de transporte de águas para regiões desertas, como se tornar uma armadilha para um piloto que voa sem preparo para vôo por instrumentos. Assim, pode simultaneamente ser um fator gerador de vida como se tornar instrumento de morte e destruição. Essa constante imprevisibilidade, chamada por alguns de teoria do caos, é o que está por trás de muitas frustrações pessoais e empresariais. E é sobre isso que quero comentar neste artigo.

Convém lembrar que empresas, independente do seu tamanho, são formadas por pessoas. E as pessoas, sem exceção estão sujeitas às mesmas leis que regem qualquer simples elemento do universo. Quiçá, mais ainda, por conta da inconstância dos humores resultantes das pulsões internas, cuja força produz modificações no organismo humano, alterando comportamentos. Um festival de ações e reações, numa sequência de inusitadas posturas a desencadear atitudes imprevisíveis que podem construir, destruir ou modificar para sempre estruturas aparentemente estáveis e organizadas.

É essa instabilidade que produz no ser humano toda sorte de estresse e angústia. Todo medo e toda ansiedade. Porque nada o incomoda mais que a incerteza. Nenhum outro fator o perturba tanto quanto a imprevisibilidade. É desesperador viver sem a noção do que vem pela frente. Na verdade, aqui pode estar a origem da maioria de todas as enfermidades. Nisso consiste o medo da morte. E a essa altura dos acontecimentos, você deve estar me perguntando coisas como... 'então como viver em meio a esse ambiente caótico?'...'estamos condenados a voar no escuro, sem qualquer parâmetro que nos oriente?' ... 'Afinal, onde entra o tal determinismo, aquela lei abstrata que não leva em conta as perturbações e alterações do ambiente?'... 'E o tal sucesso, o que é?... Por que só alguns chegam lá?'... 'Enfim, como alcançar o êxito?'... A resposta não é tão simples como poderia, mas pode ser sintetizada de uma maneira prática: Saber onde quer chegar, e jogar-se por inteiro nessa empreitada.

Diante do desafio das mudanças, costumamos nos acovardar. Invariavelmente nos sentimos assustados em meio à multiplicidade de opções, e ao invés de nos alegrarmos, nos deprimimos. Ficamos apavorados com a possibilidade de escolhas equivocadas, e por conta disso, temos a tendência de nos esquivar diante do desconhecido, afinal, o novo nos mete medo. Como consequência, o comodismo costuma ser a saída. O 'Status Quo'. A mesmice do mesmo. O deixa como está para ver como fica; e isso não tem nada a ver com a coragem e determinação de quem se joga de corpo e alma para alcançar sua meta pessoal. Lembrando uma frase oportuna: “Destacar-se em meio à multidão não é tarefa das mais fáceis. Exige algumas vezes ir além dos próprios limites. Implica criar diferenciais que tornem você ou sua marca reconhecida pelos demais... O extraordinário consiste em construir algo que atravesse o tempo e o espaço convencionais". ('O Mentor Virtual' - Editora. Komedi – Campinas-SP - 2008).

Como consequência de nossa vaidade ou covardia, desperdiçamos enormes oportunidades. Sob as mais esdrúxulas desculpas, nos escondemos; afastando possibilidades que poderiam modificar o rumo da nossa história. Nesses momentos, a mente castra a energia da alma. O racional encobre a paixão que move o herói e a energia empreendedora é substituída pelo conforto da acomodação. Por conta disso, ignoramos novos produtos, novos mercados, novos segmentos. Subestimamos tendências, e fechamos os olhos para uma forma diferente de ver o mundo, nos privando assim de caminhos alternativos que podem produzir extraordinária sinergia e gerar imensurável realização. Essa pode ser a diferença entre empresas ou empreendimentos que prosperam e aqueles que descambam para a decadência e o fracasso.

É aqui, exatamente neste ponto que pretendo deixar meu recado: É preciso pensar estrategicamente! Eu não disse fazer planejamento estratégico. Isso é apenas o colocar idéias e decisões no papel. Eu disse: Pensar estrategicamente! - Planejamento estratégico é só um roteiro de intenções e metas para ser acompanhado por toda a Empresa. Pensamento estratégico está relacionado à visão de futuro. A capacidade de enxergar a interação entre múltiplos fatores internos e externos ao empreendimento, alinhando desafio e potencial. Pensar estrategicamente não é para empresários egoístas e gananciosos, de alma pequena e mente mesquinha, é para visionários que junto com suas equipes, não importa o tamanho, se arrojam em direção à meta. Àquilo que definiram juntos, como o lugar onde chegar. O mesquinho irá deixar ansioso seus colaboradores por levar em conta apenas o imediatismo. O visionário leva seu time consigo focado no longo prazo.

A pergunta inicial deste artigo é crucial. Onde vou estar amanhã? - A princípio, parece irrespondível. Se vivemos em um mundo de incertezas, como poder prever tal coisa? - Uma resposta singela, no entanto, vem do meu guru interior: "Há milhares de possibilidades ocorrendo simultaneamente. Muitos poderão estar em busca da mesma meta, focados no mesmo objetivo, caminhando na mesma direção. Numa luta sem tréguas, inúmeros atores falharão; alguns mudarão de plano, outros desistirão; só alguns chegarão ao ponto que determinaram.... A persistência e a tenacidade é que definem o êxito; e nesse sentido pode estar a crucial diferença entre sucesso e fracasso". (O Mentor Virtual - Pág. 31/32). A persistência diz respeito ao comprometimento com a visão, com a meta do onde que se quer chegar e o jogar-se de corpo inteiro naquilo que se acredita. Fora disso, tudo é balela. É discurso inócuo, sem conteúdo, porque só a paixão nos move em direção àquilo que desejamos ardentemente. Se você quer realmente saber onde vai estar amanhã, não pergunte à sua mente, ela só irá confundi-lo ainda mais. Apenas escute seu coração. É por aí que o universo, do qual você é parte, fala com você.

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*Mauricio A Costa, É estrategista para projetos de ‘alavancagem’ de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, para atuar como Executivo, Assessor, Sócio, ou Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte.
É o idealizador do Projeto Mentor Virtual; organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, para grupos, associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país.
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