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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Significado. A Essência da Estratégia.


Por Maurício A Costa*

"Mais do que em qualquer outra época no passado, as empresas não conseguirão se manter através de métodos tradicionais de controle: hierarquia, sistemas, orçamentos, etc. Mesmo 'ir trabalhar' se tornará menos relevante à medida que a tecnologia possibilite às pessoas trabalhar a partir de localidades remotas. O que vai juntar tudo será cada vez mais um componente ideológico. As pessoas ainda têm uma necessidade fundamentalmente humana de pertencer a algo do qual elas possam se orgulhar. As pessoas ainda terão uma necessidade fundamental de valores e de um senso de propósito que dê às suas vidas e ao seu trabalho uma noção de significado". (James Collins & Jerry Porras, em 'Feitas Para Durar' - Práticas Bem Sucedidas de Empresas Visionárias - Editora Rocco - Rio de Janeiro-RJ).
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Certa noite, em um restaurante de Munique na Alemanha, durante um jantar com Pedro Grendene, Presidente da empresa onde atuei como Diretor Comercial, após um agitado dia de negociações tratando do licenciamento de marcas internacionais como Adidas e Puma, desenvolvemos juntos uma profunda troca de idéias sobre os planos da Empresa para o futuro. Em determinado momento, questionando sobre suas idéias quanto ao tipo de hierarquia que ele considerava ideal para a empresa, escutei algo que me causou profunda reflexão. Sua resposta veio embasada como quem elabora uma estratégia, e não algo sustentado apenas por um manual de regras de recursos humanos; na verdade, suas palavras embutiam muito mais que isso, revelava uma 'visão' de futuro. Numa frase quase lacônica, o Pedro sintetizou essa 'visão', quando me respondeu: "Mauricio, mais do que uma simples hierarquia, precisamos deixar claro quais os 'valores' que devem permear a organização, e definir com clareza nosso 'propósito', para que todos trabalhem focados no mesmo objetivo. Só assim, iremos criar um 'significado' para a vida de cada um e por consequência o sentido de unidade para a empresa". Uma frase que fui conhecer de maneira muito parecida no texto dos autores citados no início deste artigo, alguns anos depois.

Mauricio A Costa e
Pedro Grendene com o
Governador  do Ceará
Tasso Jereissati
Coisas desse tipo, criaram em mim uma profunda admiração pela figura carismática e pragmática do Pedro ao longo do tempo em que atuei no Grupo Grendene. Suas considerações tinham sempre um sentido prático, realista, e objetivo. Suas posturas e conselhos revelavam sempre uma posição muito além das ideologias ou modismos, por meio de palavras sempre permeadas  de significado. Sua visão, iria permitir que a empresa que dirigia naquela ocasião, viesse a se tornar a líder do setor em que atua, a partir da imagem de um futuro construída de forma enfática e convincente. Hoje, tanto tempo depois, ainda guardo um profundo respeito e admiração por aquele mentor com quem muito aprendi, e que me inspirou como Empreendedor, Conselheiro Empresarial ou Coach, com idéias significativamente avançadas para sua época. É uma pena que algum tempo depois que deixei a empresa, o Pedro decidiu delegar excesso de poderes para seu principal executivo, cuja visão pessoal falou mais alto que a comunidade de propósito que gera significado e cria sinergia. Sua postura vaidosa levou a empresa a uma grave crise financeira, comprometendo tudo aquilo que havia sido construído no passado.

Sabemos o quanto, "é difícil diagnosticar o futuro, no ambiente turbulento que cerca as coisas materiais. Há uma enorme imprevisibilidade por conta das inúmeras possibilidades que se sucedem, causada pela diversidade de atores e pelas múltiplas alternativas que causam alteração constante do ambiente", (O Mentor Virtual - Pág. 31 - Editora Komedi - Campinas-SP - 2008); entretanto, quando o bom senso vislumbra com coragem um horizonte além daquilo que é convencional, é possível criar uma visão diferenciada e contagiar uma equipe com um propósito encorajador. Simplesmente pelo fato de criar-se 'perspectiva'. Uma palavra mágica que transfere segurança e estimula a ousadia. Para tanto, é decisivo quebrar paradigmas; romper idéias preconcebidas que bloqueiam a oxigenação de qualquer empreendimento, e o deixam vulnerável a investidas de adversários mais arrojados. Para alcançar o sucesso, é mandatório também a capacidade de construir pontes. Como ensina mais uma vez o meu 'mentor virtual': "É decisivo romper o isolamento do egoísmo, da intransigência e da vaidade. A sabedoria é o elo invisível que conecta cada mínimo elemento do universo que nos cerca para a construção do todo". Não se pode construir algo grandioso sozinho. Além do mais, é imperativo que o 'propósito', ou o 'objetivo' da organização, não importa seu tamanho, seja difundido em todos os níveis do empreendimento,  não ficando restrito a um pequeno número de pessoas.

Antes de iniciar qualquer trabalho como Estrategista, Conselheiro Empresarial, ou Mentor, costumo perguntar ao Empresário ou Executivo que deseja me contratar: 'Qual a visão que move você?', e nem sempre a resposta é muito clara nessas ocasiões. Via de regra, a 'visão' está mais para o imediatismo que para um propósito focado no longo prazo. Por uma simples razão: Falta a sinergia que permite compartilhar idéias e gerar oportunidades diferenciadas. Ao invés disso, há um incompreensível vazio entre o que se passa no topo; na mente de quem empreende, e naqueles que respondem pela execução do plano. Quase sempre, a mesmice permeia a organização e engessa tudo. A ausência de comunidade propósito faz dispersar todo esforço coletivo ou individual. Como resultado, uma estagnação doentia, ou um excesso de confiança do líder pode gerar uma preocupante vulnerabilidade, a comprometer o futuro da empresa de forma angustiante. E então, tudo em volta sinaliza perigo. Desde o despreparo da equipe para enfrentar o novo, até a predatória concorrência que vem de fora, de maneira voraz e ameaçadora.


Recentemente, numa reunião com os diretores de uma empresa de médio porte, mas com grande potencial de crescimento, fui sondado para atuar como seu 'Advisor' a fim de alavancar receitas e rentabilidade. Alguns dias mais tarde, me informaram que, pelo valor da assessoria a ser paga seria preferível contratar um executivo dedicado em tempo integral ao empreendimento. Mesmo respeitando a escolha daqueles empresários, me entristeci momentaneamente pela decisão tomada; Não apenas pela perda do contrato em si, é claro, mas principalmente por saber o que poderá resultar dessa escolha. Se a empresa está carente de uma visão de fora, que a longo prazo lhe permita enxergar o futuro com maior isenção, por conta das adversidades externas causadas pela velocidade das mudanças no cenário internacional, não é prudente ou recomendável apenas trazer mais alguém para dentro. Em poucos meses, é bem provável que o novo executivo, por 'temor reverencial' ou por estar contaminado pelo 'status quo' do ambiente interno irá colaborar para que tudo retorne ao seu contexto original. O que chamo de 'a teoria do pêndulo'; pois aquilo que está pendurado no mesmo eixo, irá rapidamente enquadrar-se no sincronizado movimento uniforme que produz o continuísmo.  Assim a momentânea visão de fora para dentro rapidamente se tornará mais uma visão de dentro para fora e em pouco tempo nada acrescentará, por conta da força gravitacional, que faz tudo convergir para o centro, e permanecer girando em torno do próprio eixo. 

A visão que desencadeia oportunidades quase sempre necessita ser provocada ou estimulada a partir de um olhar diferenciado, de uma postura não viciada, e muito menos, dependente. Visão é percepção do todo, de forma quase sonhadora. Deve ser independente e ter algo de 'holística'. É antecipar movimentos ou até criá-los de forma nem sempre científica, pois muitas vezes nasce de forma abstrata. Como diz o escritor francês André Gide: “Ninguém pode descobrir novos caminhos até que tenha coragem de perder de vista a terra firme”. É essa visão corajosa que cria o 'significado'; o valor por trás de qualquer marca forte. E é esse significado que dá sustentação e força para essa marca no longo prazo, gerando credibilidade junto aos seus 'stakeholders', isto é, seus clientes, colaboradores, fornecedores, acionistas ou investidores. Essa visão é, na verdade a essência da própria estratégia.  

Passado tanto tempo desde aquele inesquecível jantar com Pedro Grendene, em Munique, guardo comigo uma importante lição, transformada em metáfora que hoje faz parte do meu livro ora em gestação, 'O Mentor Virtual II - O Elo Invisível': "Estar no comando é resultado de uma opção pessoal; Todavia, isso não é mais que uma ilusão passageira, para quem tem a consciência de ser parte de algo maior"; e é esse estado de consciência que faz a diferença entre um homem comum e um líder que está à frente de sua geração. Sinto-em honrado em haver sido parte do seu time, ter merecido sua confiança, e partilhado de sua amizade  durante os anos em que caminhamos juntos. Por essa razão este artigo é uma justa homenagem ao arrojo e determinação de quem me ensinou de forma simples o sentido da palavra significado.                                  _____________________________________________________


*Maurício A Costa é um obcecado por resultados, gerado pelo pensamento estratégico, focado em gente, inovação, e criação de valor agregado. Executivo com experiência internacional em empresas como a Kimberly Clark, Grupo Gerdau, Grupo Grendene/Vulcabrás e o Grupo Tecnol (Atual Luxottica); está disponível para participar da construção de marcas fortes, em organizações sérias, interessadas na identificação de novas oportunidades, na superação de desafios, e na melhoraria de resultados e rentabilidade. No plano pessoal, é o idealizador do Projeto Mentor Virtual; organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país, e poderão mudar a sua visão do mundo, e alavancar o potencial de sua equipe. Disponível também para atuar como 'Conselheiro' para Empresas, Empreendedores ou Executivos.
Contatos: mauriciocosta@uol.com.br 

domingo, 23 de outubro de 2011

Escolhas. Caminhos. Destinos.





Por Mauricio A Costa*



"Escrever é fugir, é voltar, é abrir uma janela, é fechar-se em casa, é queimar a casa, é reconstruir a casa, é pregar-se na cruz, é ressuscitar, é recriar o mundo. Escrever nos torna mais humanos. Nem por isso mais virtuosos. Escrever é roer os ossos do medo. Repudiar a felicidade como facilidade. É inspirar-se quando não há inspiração. É pintar, musicar, teatralizar, filmar, esculpir, dançar. Dançar com as palavras é a dança mais vã - no entanto dançamos mal rompe a manhã. Conforme a música, conforme a dúvida. Sempre inconformados." (Excerto de um pensamento sobre a Arte de Escrever, por Gabriel Perissé - Cortesia: Alice Lopes/Facebook)

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Poucos minutos antes de começar a escrever este texto, recebi o fragmento acima, de uma amiga virtual residente em Portugal, e decidi colocá-lo na abertura deste artigo, por traduzir de alguma forma, a complexa multiplicidade das escolhas que operamos em nosso dia-a-dia, nas mais pequenas coisas. Escrever, por exemplo, pode ser tomado por muitos como um ato banal. No entanto, mesmo sem que percebamos, uma miríade de escolhas estarão sendo feitas enquanto escrevemos. Cada palavra pode conduzir a um raciocínio distinto. Cada frase a reações inesperadas. Como diz o meu guru pessoal: "Palavras são como sementes jogadas ao vento. Nunca se sabe os efeitos que elas produzirão" (O Mentor Virtual - Pág. 7 - Editora Komedi - Campinas-SP - 2008); o que exige cuidar de cada expressão, com a responsabilidade e o carinho de um jardineiro, para que elas possam, de forma objetiva, transportar em seu germe um pouco da essência criadora da sabedoria universal, para seres que sequer conhecemos; sabedores de que elas poderão produzir flores ou espinhos; motivar aplausos ou severas críticas; e tanto gerar posturas de agradecimentos como reações negativas imprevisíveis. A palavra é portanto, o sêmen que carrega o estopim de infinitas escolhas. Um simples enunciado, escrito sem maiores ambições, pode estimular transformações capazes de modificar a visão de muitos, e consequentemente suas posturas e atitudes.


Como sabemos, a palavra dita, tal qual flecha lançada não tem volta; além do mais, ao refletir nossa forma de pensar e a maneira como vemos o mundo, cria a nossa  a nossa marca pessoal. Alguém já disse certa vez com grande sabedoria: "Cuide bem de seus pensamentos porque eles se tornarão palavras. Cuide bem de suas palavras, porque elas se tornarão ações. Cuide bem de suas ações, porque elas se tornarão seus hábitos. Cuide bem de seus hábitos, porque eles se tornarão seu caráter. Cuide bem do seu caráter, porque eles se tornarão seu destino". Como ensina mais uma vez o mestre invisível que me acompanha: "Há palavras que passam diante de nossos olhos ou através dos nossos ouvidos às quais não damos a mínima atenção; existem mensagens, todavia, que chegam para ficar, aninham-se lá dentro de cada um de nós, causando mudanças extraordinárias para sempre. Tudo depende da maneira como reagimos a elas" (Mauricio A Costa, em ‘O Mentor Virtual’ – Pág. 7 – Ed. Komedi – Campinas-SP). Ou seja, uma simples palavra pode promover mudanças significativas para sempre, ao sabor das escolhas de quem as capta. Escolhas que podem estar vinculadas a um momento específico, ao estado de espírito de quem as recebe, ou ao seu grau de evolução pessoal.


Mas, como o assunto deste artigo não é sobre palavras, e sim sobre a palavra 'escolha', voltemos ao tema. Nossas escolhas definem caminhos, e a escolha desses caminhos define nosso destino. Por essa razão, quero iniciar dizendo algo que pode parecer óbvio, mas não é: considero extremamente desaconselhável permitir que outros interfiram em nossas escolhas; mais ainda, delegar isso para quem quer que seja, se desejarmos ser minimamente senhores ou senhoras de nossos destinos. Só a nós caberá defini-las, com a plena consciência de que estaremos plantando sementes para um futuro que embora não conheçamos, podemos razoavelmente prever. Essa recomendação, todavia, não é levada a sério por muitos, que colocam suas vidas à mercê de incompreensíveis tabus, dogmas, doutrinas ou paradigmas, limitando suas possibilidades de maneira lamentável. Gente que vive sem a mínima noção de controle sobre suas vidas, por medo, insegurança ou comodismo, tornando-se presa fácil para os manipuladores de plantão, que sobrevivem às custas da ingenuidade de tantos.

Por que razão afinal, somos obrigados a todo momento, a proceder escolhas? Ora, simplesmente porque em determinado momento da nossa história, há alguns milhares de anos, descobrimos que poderíamos pensar. Com o pensamento veio o questionar. Com o questionamento, a necessidade de decidir entre várias opções. A evolução desse processo criou um estado de consciência entre escolhas agradáveis e outras nem tanto; entre situações prazerosas, e outras muito penosas. Fomos assim aprendendo e desenvolvendo um intrincado sistema de decisões contínuas, 'o isso ou aquilo' da teoria cartesiana, consequente da visão do bem e do mal, do certo e do errado, que ao longo da sua longa jornada o ser humano foi gradualmente construindo. Produziu-se uma colcha de retalhos formada por preconceitos organizados sob a forma de leis, e regras de comportamento sociais de toda ordem; algumas delas, ditadas maquiavelicamente como preceitos sagrados, imutáveis e ameaçadores, tornando nossos mais recentes ancestrais, escravos das escolhas de seus antecedentes, numa sequência interminável dos  incompreensíveis condicionamentos, que chegaram até nós.

Ao analisarmos esse processo evolutivo da humanidade sob o prisma da sequência genealógica que carregamos, nos damos conta de que somos sim algo único, mas formados a partir de inúmeras camadas de almas que se sobrepõem de forma aleatória dentro de cada um de nós, criando milhões de alternativas a gerar inúmeras consequências para uma única decisão e não apenas a bipolaridade do 'isso ou aquilo' pregada por Descartes. A física quântica está aí, como ciência do momento, para mostrar que 'o isso OU aquilo' do passado pode ser substituído pelo 'isso E aquilo', das múltiplas possibilidades. A idéia da 'relatividade' foi preconizada por Einstein, quando dizia que 'toda observação depende do ponto de vista em que está situado o observador'. E nesse cenário, percebemos como cada mínima decisão, é afetada por trilhões de interferências externas sobre as quais não temos o mínimo controle; o que nos obriga a pensar e repensar centenas de vezes uma ínfima escolha. Um interminável e extenuante processo que pode levar ao desgaste prematuro da mente, ou a um indesejável conflito com a própria alma (a essência do que somos).

Afinal, Quem é o 'ser' escondido por trás de nossas decisões?... Quem nos incita a proceder essa ou aquela escolha?... Quem é esse desconhecido?... Na expressão 'conhece-te a ti mesmo' pregada por Sócrates, e divulgada por seu discípulo Platão, a partir da sabedoria inscrita nos portais do templo de Delfos, atribuída por alguns à figura do sábio Hermes Trimegisto, está a resposta. É imperativo mergulhar para dentro de nós mesmos se quisermos descobrir quem é esse 'desconhecido', formado no mais profundo do nosso ser, que nos conduz a escolhas. Esse 'unknown man' de que fala a música do Vangelis não é alguém para além de todas as galáxias, um extra-terrestre ao estilo de 'Guerra nas Estrelas'; não, para nossa angústia ou deleite ele é o imperscrutável habitante de nossas cavernas pessoais. O amálgama de todas as almas que incorporamos ao longo da nossa jornada de milhões de anos para chegarmos ao que somos. Por isso, não é fácil decidir. Porque não somos nós, de maneira isolada, o eu aparente, quem escolhe, são milhares de seres dentro de nós, cada um com sua preferência, a nos indicar possibilidades, alternativas, perigos, ameaças, e consequências que vão da felicidade plena ao assustador e temível inferno. A paz e o desespero convivendo lado a lado sem que tenhamos noção da sua intensidade, por conta de um simples pensamento, palavra ou gesto, refletidos numa escolha.

O mundo está a nos exigir respostas. Respostas imediatas. Respostas que implicam decisões. Decisões que resultam de escolhas. E nem sempre estamos prontos para tanto. A multiplicidade de caminhos e opções decorrente da velocidade das mudanças, vai aos poucos nos transformando numa máquina de escolhas, em um mundo de opções incompatíveis, dissonantes e aleatórias, a nos deixar perplexos, e quase sempre inquietos. Alguns dias atrás, chamou-me a atenção, uma frase postada no Facebook, que sintetiza essa angústia humana, do ter que decidir, e decidir rápido: "O tempo todo, todo o tempo. Informações são recebidas e repassadas pedindo uma resposta daquilo que você nem sabia que existia. Mas, no mundo moderno não há tempo para dúvida ou hesitação, parece que é preciso ter uma resposta pronta para tudo, todo o tempo, o tempo todo... O tempo da assimilação das coisas, não é o tempo do fluxo dos acontecimentos no mundo moderno. Não quero responder, porque não tenho respostas e a falta dessa rapidez não me faz menos capaz, apenas preciso do tempo como aliado e não como opressor. Não quero ter que apresentar um resultado imediato, não quero trabalhar com cores que ainda não assimilo. Preciso de tempo e não me acho menor por isso, não me acho incapaz, por muitas vezes, não estar pronta, porque o resultado que mais me interessa é saber que estou no páreo, na caminhada... Por isso, muitas vezes, prefiro uma tela branca que me ilumine o dia com possibilidades a uma avalanche de cores que me ofusque a visão. Tempo, tempo, tempo senhor de todas as respostas". (Postado por Isabela Francisco/Facebook).

Ao compreender a complexidade dessa rede de intricadas informações que nos permeia e nos envolve, percebemos a pequenez do nosso conhecimento diante do macro ao qual pertencemos, mas ao mesmo tempo, nos damos conta da grandiosidade do que somos capazes pelo simples fato de fazer parte desse todo magnífico. Não há que ficarmos angustiados ou estressados diante da avalanche de decisões e escolhas a que somos submetidos a cada instante. Em alguns momentos, como já dissemos em outras ocasiões, podemos deixar o fluxo desse todo nos conduzir. O tempo (de que fala a amiga no texto citado), é apenas, a evolução inexorável desse fluxo. Pressentir sua direção, será provavelmente, nossa melhor escolha. A escolha que fluirá naturalmente por meio daquilo que chamamos de intuição. A percepção extra sensorial. A silenciosa fala do ser desconhecido. 'The Unknown Man' dentro de nós, a sugerir roteiros.

E por falar em 'ser desconhecido' quero terminar este texto, citando alguns fragmentos de um, que me acompanha diuturnamente, soprando direções aos meus ouvidos, tal qual as 'setas amarelas' do Caminho de Santiago, a indicar o melhor caminho:

"Suas atitudes refletem, você; por isso, esteja atento às suas palavras e atos a cada minuto, porque serão elas que, ao serem percebidas pelo mundo à sua volta, irão definir a força da sua marca pessoal... Somos aquilo em que acreditamos, com audácia para sonhar, livres para tecer nosso destino e, ao viajar além de todas as expectativas, nos surpreender a cada instante... Defina o roteiro da sua história. Comece a escrevê-la a partir deste momento. O mundo inteiro está aguardando para escutá-la. Não se esqueça de que é você o personagem central e todos à sua volta, maravilhosos e imprescindíveis coadjuvantes... e que, ...Só você tem o direito de escrever sua própria lenda". (O Mentor Virtual - Editora Komedi - Campinas-SP - 2008).



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*Mauricio A Costa, é um Pensador. Estrategista para alavancagem de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, sob consulta, para atuar como Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte.

É o idealizador do 'Projeto Mentor Virtual', empreendimento comprometido com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país.


sábado, 15 de outubro de 2011

Perdão. O Melhor Antídoto Para o Câncer.






Por Maurício A Costa*


"Modificar paradigmas implica muita ousadia, pois exige mudanças de posições que na maioria das vezes se tornaram excessivamente arraigadas; uma decisão que para muitos pode caracterizar aparente fraqueza ou falta de personalidade, quando na verdade trata-se de um ato de coragem e grandeza, porque reflete bom senso para rever conceitos, humildade para alterar posturas e forte determinação para expor-se". (O Mentor Virtual - Pág. 96 - Ed. Komedi - Campinas-SP - 2008)
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Certa vez, fui visitar no hospital um amigo meu em estado terminal. Seu diagnóstico: câncer. Seu tempo de vida: poucas semanas. A origem da sua enfermidade: mágoa. A energia negativa que havia se acumulado ao longo de poucos  anos, devido a frustrações e decepções pessoais, profissionais e familiares. A mulher o havia abandonado por conta das restrições financeiras, e os filhos já não o tratavam com respeito. Patrocinador do evento: O excelentíssimo senhor Presidente da República daquela ocasião, o qual declino o nome por mera conveniência, pois o mesmo segue aí como Senador da República. Os sucessivos planos econômicos do seu governo haviam destroçado a empresa, que com muita luta aquele amigo havia construído. Agora, quase inerte sobre um leito, ele agonizava com uma doença irreversível, impotente diante da morte. Os políticos com certeza ignoravam o fato. Afinal isso não era culpa de ninguém isoladamente, diriam eles. É a conjuntura. É o sistema. Um impessoal, frio e maquiavélico sistema que como um Leviatã se sobrepõe a tudo e a todos, e deixa seus cidadãos passivos diante de enormes turbulências, pois o que é governo não tem cara nem dono.

Tantos anos depois, ao recordar esse evento, me entristeci momentaneamente, e ao mesmo tempo busquei aprendizagem com o fato. Me perguntei se valeria a pena identificar culpados nessa história, e se serviria para alguma coisa refletir sobre a situação do ponto de vista político, econômico, ou familiar. Cheguei rapidamente à conclusão que não. Um incômodo questionamento, no entanto, tomava conta de mim nos momentos que se seguiram: Quem seria, na verdade, o maior responsável pelo fim precoce daquele meu amigo? A resposta não tardou a brotar do fundo da minha alma: O meu amigo era o único responsável pelo seu lamentável final. Embora saibamos da total irresponsabilidade da maioria dos nossos governantes, independente do partido do qual façam parte, não podemos transferir-lhes a culpa por nossas atitudes covardes diante de descalabros como os que presenciamos nos dias atuais, pautados pela corrupção desvairada, o gasto excessivo, e o menosprezo diante dos clamores de um povo sufocado por impostos e encargos de toda ordem. Não. Meu amigo morreu porque não soube lidar com o perdão. Sim, o perdão. Essa palavrinha tão repetida diariamente por todos nós, mas ignorada na hora da sua aplicação de forma prática em nossas vidas.

O maior de todos os erros desse meu saudoso amigo não foi com relação à sua empresa. Foi com ele mesmo. Sim, com ele mesmo, repito, pois não soube perdoar. Ou melhor, não soube se perdoar. Torturou-se inicialmente por não haver sabido lidar com a carnificina imposta aos pequenos e médios empresários por um governo incompetente, hipócrita e  corrupto, comprometido com bancos que se saíram vencedores, como de costume. Auto-flagelou-se posteriormente por não saber lidar com a derrota diante da própria família ao ver o herói transformar-se em vilão. Entregou-se por fim, diante de uma doença fatal, que corrompe e destrói sem piedade todo organismo vivo, alimentada unicamente pela energia negativa que emana do comando cerebral de sua própria vítima, por conta de uma sequência de pensamentos corrosivos de dimensões desproporcionais, como o rancor, o medo, ou a insegurança.

Como citado algum tempo atrás pelo 'Mentor Virtual' no Facebook: "A corrupção é o resultado da ação de um conjunto de células degenerativas que se alojam dentro de um organismo saudável para dele extrair-lhe a vida. Sua proliferação ocorre por conta da ausência de comando, omissão diante do perigo, ou contaminação generalizada que se estabelece no sistema de um vegetal, um animal, uma empresa, um partido, ou uma nação. É assim que a beleza da vida se esvai e a destruição se estabelece. A inércia e a omissão são as principais cúmplices da morte."  A corrupção que afeta nossa sociedade, e por consequência nossos políticos, sobre a qual tanto falamos no dia-a-dia, é a mesma corrupção que nos consome. Nossa omissão diante de situações exigem palavras de comando para nós mesmos, repreendendo  a negatividade presente no medo, no rancor, ou na insegurança, que nos levam quase sempre a situações de imobilismo, típicas da tristeza extrema e da depressão. Em momentos difíceis, é imperativo superar as mágoas, e permitir que a alma conduza a vida. Deixá-la fluir de forma serena e grandiosa, acima de todos os fantasmas criados pela mente, ou pelas turbulências inesperadas. Quando não há nada a fazer face ao inusitado, o ideal é não fazer nada. É melhor esperar que a poeira baixe, refletir sobre caminhos alternativos deixando-se conduzir momentaneamente pelo fluxo natural das coisas, e retomar a jornada com uma nova perspectiva.

A cada novo dia, urge um repensar de roteiros e de parceiros. É prudente rever constantemente cada etapa da viagem, avaliando novos fatos e pessoas que afetam o planejamento original. Mais que tudo, é preciso despojar-se de inúteis vaidades e implodir conceitos superados. Os fatos, mudam. As pessoas mudam. Enfim, o ambiente muda. Por isso, algumas vezes será imperativo mudar; será preciso ceder para tornar-se forte, transformando em doce o que era ácido. Perdoar é antes de tudo, perdoar-se sem ressalvas, aceitando o fato de que não se sabe tudo, ou que nem sempre se está preparado para tudo. Nesses momentos, só o infinito amor por si mesmo será capaz de produzir o elixir do perdão, que torna um pouco mais leve a caminhada. Quando aceitamos nossas limitações, passamos a nos aceitar de forma natural, sem cobranças excessivas ou auto flagelos que nos conduzem a comportamentos ridículos e potencialmente destrutivos. Está mais do que provado, que a maioria das doenças degenerativas são causadas por algum tipo do 'estresse', que nos impomos. O livro sagrado dos cristãos ensina: "Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos... A alegria do homem torna mais longa a sua vida". (Eclesiástico 30:22),  e 'O Mentor Virtual' complementa: "Toda angústia é fruto de insanas expectativas geradas a partir de ilusões construídas pela mente, quando depositamos nossa fé e esperança fora de nós mesmos... "Nossa história é formada por decisões inspiradas em cada pequeno detalhe do caminho. Não há erros nem acertos, apenas escolhas possíveis, porque viver é uma ópera ao vivo e sem ensaios, diante de múltiplas possibilidades. Em meio ao caos vamos alinhavando o nosso destino".

Como citei certa vez em outro artigo: 'tentando nos entender além da subjetividade aparente, ultrapassamos nossos próprios limites e repentinamente somos impelidos por irresistível força gravitacional em direção ao vazio absoluto, sem noção de consequências', (Blog Marcas Fortes, Jun,11 - 2011). Ou seja, perdemos o controle da situação por querer entender aquilo que muitas vezes está além da nossa capacidade de percepção. Por outro lado, não queremos nos permitir a covardia diante do desafio. E aí então, está criado o paradoxo. Falando uma linguagem popular, nos vemos diante de 'encruzilhadas'. Nos jogamos em meio a tornados sem a clara noção do que virá, ou nos perdemos em complexos labirintos que conduzem à apatia, ao desanimo e ao comodismo. Como consequência de uma dessas atitudes, é provável que mais adiante iremos nos recriminar por essa ou aquela decisão. E assim estará formado o 'imbróglio'. É dessa forma que nos tornamos vítimas de nossas próprias armadilhas.

Daí a importância de aprendermos a desenvolver a faculdade do perdão. Primeiro, por nós mesmos, nos permitindo errar, ainda que com frequência. Na sabedoria do perdão, revela-se o aprendizado com o erro. Perdão, é a estupenda energia da alma que produz a cura. Mais que isso, previne o mal; por não deixar espaço para que qualquer energia negativa gerada pela mente se instale, e desencadeie um processo degenerativo por meio de  radicais livres nas células de nossos corpos. Igualmente fundamental é a experiência de perdoar o outro. Ele com certeza vivencia as mesmas a angústias e adversidades que você. Ao agir com tolerância, paciência ou compaixão, descobrirá a essência do sagrado. Porque perdão é a marca forte que provém do amor. Ele é a fonte permanente da divina paz que acalma e revigora.



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*Mauricio A Costa, costuma ser rotulado como 'Estrategista', embora prefira se auto definir como 'Um Eterno Aprendiz'. Um pensador contemporâneo, com diversificada experiência empresarial e visão de longo prazo. Atua como Conselheiro/Consultor, para assuntos de Alavancagem de Receita e Rentabilidade, como foco no Valor Agregado, no Licenciamento e Construção de Marcas Fortes. É Coach para Presidentes e Executivos de grandes corporações, escritor e palestrante para temas relacionados a valores humanos e a construção da marca pessoal. É o autor de O MENTOR VIRTUAL.


sábado, 8 de outubro de 2011

Empreendedorismo. A Força de Uma Marca Pessoal





Por Maurício A Costa*

"Destacar-se em meio à multidão não é tarefa das mais fáceis. Exige algumas vezes ir além dos próprios limites. Implica criar diferenciais que tornem você ou a sua marca reconhecida pelos demais" ('O Mentor Virtual - Pág. 231 - Ed. Komedi - Campinas-SP - 2008).

"A trilha é íngreme. O ambiente é quase sempre inóspito. Cercados de inesperadas armadilhas construídas por nossos próprios semelhantes, viajamos solitários em busca de um significado para nossas vidas" (O Mentor Virtual II - O Elo Invisível - Em Gestação).

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São cinco horas da manhã e o sol começa a mostrar sinais de que vem com vontade para iluminar mais um dia de uma primavera que já mostra seus primeiros sinais, exibindo matizes de uma aquarela extraordinária, num festival de cores exóticas e inspiradoras. Afinal, é desse sensual e elegante exibicionismo feminino da natureza que surgirá a vida, em toda sua exuberância. Cada simples arbusto, independente do seu tamanho ou forma, saberá que necessita atrair para si, milhões de seres vivos, sem importar a origem, para que polinizem seus ventres. Dentro de cada flor, um organizado sistema formado por pétalas, estigmas, anteras, pistilos, estames, óvulos e ovários, inteligentemente interligados unicamente para produzir a continuação da espécie. Em meio a um efervescente ambiente que desperta quase simultaneamente de um estágio latente, cada elemento na natureza sabe que é imperativo destacar-se da multidão. Essa é a lei natural da sobrevivência, que impele a multiplicação, a continuidade e a expansão.

E é com essa reflexão, que me inspiro para escrever sobre um tema aparentemente frio e distante da poesia do texto inicial: o empreendedorismo. A relação entre os assuntos, no entanto, é total. Empreender é um verbo poderoso, arrojado, e eu diria até, 'sagrado'. Significa pôr em execução. Realizar. Implica dedicação, empenho, coragem, e acima de tudo, muito trabalho. Até mesmo Deus, segundo a alegoria bíblica, teve que colocar a 'mão' na massa, durante seis dias ou seis milhões, não importa, (já que para Ele um dia é como mil anos e mil anos como um dia), para construir o complexo emaranhado do universo que aí está. Empreender é transformar idéias em algo visível. Sair do campo abstrato da subjetividade para o mundo concreto, usando a imensurável energia inerente. A metáfora do 'faça-se' em sua plenitude, desmistificada pela realização.


Não importa o tamanho da 'empreitada', ela é algo 'sagrado'. É a manifestação de vontade de um ser qualquer, movido por uma simples idéia, que pode embutir algo grandioso e de reflexos imprevisíveis. Esse querer manifesta-se sob a forma de uma singela iniciativa individual, ou pode desdobrar-se num empreendimento de grandes proporções, aglomerando outros indivíduos que a ele se juntam para construir a cadeia decisiva para o sucesso. E é neste ponto, que faço a inevitável associação com a natureza à sua volta; pois, para o empreendedor, é imprescindível ter habilidades e diferenciais para destacar-se da multidão, a fim de atrair para si toda sinergia possível, que possibilitará a gestação e parto daquilo que idealizou.

Acontece, porém, que essa diferenciação não é algo que possa ser reduzido de maneira simplista a uma tarefa elementar. Pelo contrário, implica ir além da mediocridade. Exige uma caminhada extremamente solitária, movida por um ideal nem sempre compreendido pelos demais. Um trilhar entre milhões de opções, que implicam escolhas e decisões a cada minuto, a produzir resultados inesperados, em um universo marcado pela competitividade, onde a dissimulação e o engodo são regras gerais, numa 'terra de ninguém', onde terrenos pantanosos repletos de areias movediças podem sepultar sonhos para sempre.  



Para tornar-se um empreendedor, 'é decisivo ir além da mesmice. Descobrir sua verdadeira vocação e dar o melhor de si mesmo, sem preocupar-se com o que irão pensar de você. A realização pessoal exige ir além do que outros foram'. Será imperativo manter o foco, à revelia de todas as tentações, provocações ou turbulências, sem permitir ser contaminado pela destrutiva energia que costuma levar à desistência. Haverá sempre algo novo a aprender com cada fracasso do caminho; e ainda que muitos possam rir de você, será preciso transformar frustração em motivação. Mesmo que isso possa parecer impossível, aja sem nada a temer, pois, quando uma vontade férrea está em ação nada a detém; todo universo conspira a favor do movimento que a produz. O universo é um magnífico pulsar e reverbera infinitamente a mais simples vibração.

É provável que em alguns momentos você poderá se sentir perdido. Confuso e até desolado. Mas, não se deixe esmorecer por isso, 'perder-se pode ser a chance de descobrir o novo, e ver-se frente a frente com o inusitado'. Empreender significa antes de tudo, não desistir daquilo que se acredita, não fixar o olhar no retrovisor, e tampouco seguir quem quer que seja. Para ser e agir diferente é imperativo ir além da mesmice. Exige também não se deixar intimidar pela farsa e a hipocrisia daqueles que, escondidos por trás falsidade e da covardia, ou qualquer outro sentimento de inferioridade, disparam destruidoras farpas, que invariavelmente produzem tristeza e desmotivação. 

Apesar da trilha do empreendedorismo ser solitária, é imprescindível, no entanto, a consciência de que sem a sinergia de outros será quase impossível realizar o ideal. Por isso, me sussurra aos ouvidos, o Mentor Virtual: "Não esconda seus sonhos, por vergonha, medo ou mero egoísmo. Eles podem dizer muito do que sua alma busca, mesmo que você ainda não os compreenda. Quando os expõe, está criando a chance de construir a sinergia decisiva à sua concretização". (O Mentor Virtual - Pág. 248 - Ed. Komedi - Campinas-SP - 2008). O tamanho da nossa força resulta da capacidade que tenhamos de construir sinergia com outros. Para ver crescer a marca, é fundamental abrir mão da vaidade, da intransigência e do orgulho. 'A gota se transforma no próprio oceano quando nele se integra'. Entretanto, não é prudente colocar toda sua confiança lá fora. A respostas para suas dúvidas e inquietações estão quase sempre dentro de você, aguardando honestos questionamentos. Por isso, como Consultor, Coach ou Conselheiro Empresarial, recomendo sempre a quem assessoro: 'escute seu coração, é por aí que o universo fala com você', meu trabalho é apenas identificar e despertar vocações e potencialidades adormecidas para gerar as transformações desejadas. 

O empreendedor atua movido essencialmente por uma crença. E é esse acreditar que guia seus pensamentos e atitudes, a criar sua verdade universal. Essa verdade será a chama que manterá vivo o ideal. Todavia, é prudente pensar que, mesmo com toda certeza de que persegue um sonho no qual acredita piamente, estará sujeito ao fracasso. “Uma batalha interminável é travada dentro de nós a cada minuto. A luta pelo sonho desafiador que nos move em direção àquilo que acreditamos é ameaçada sem tréguas pelo complexo emaranhado de caminhos do mundo real que nos cerca. Para alcançar o extraordinário é imperativo ir além de todas as fronteiras do convencional”E desses momentos poderá brotar a energia que produz a superação. No fracasso aprende-se a ser melhor. A corrigir falhas por excesso de confiança ou erros de avaliação. Como a vida é um fluxo e refluxo de energia perene, não há tempo a perder. A velocidade da mudança impõe um processo de transformações contínuo, e é imperativo uma constante readaptação que reconduza o que foi idealizado a sua rota original, de onde provém a essência do próprio sonho. Neste sentido, ensina 'O Mentor Virtual': "É preciso reinventar-se a cada momento. Frustrações, desilusões e insucessos são apenas desafios, para aqueles que acreditam na vida como uma oportunidade única, incomparável e irreversível"

É recomendável ter sempre em mente, que no universo não há lances de mágicas, ou qualquer sobrenaturalidade; tudo é mera consequência de uma lei universal chamada de 'ação e reação', portanto, todos os fatos dependem essencialmente das nossas atitudes. Empreender, implica 'pro atividade'. Um acreditar transformador que se realiza pela ação. O fazer acontecer que somente o empreendedor é capaz de operar. Ninguém mais. Por essa razão, mesmo depois de morto, a figura do empreendedor continuará essencial, tal qual na lenda do Rei Arthur, em que seu corpo, já desfalecido, foi amarrado sobre um cavalo e colocado à frente do seu exército para encorajar seus soldados, e intimidar seus inimigos.

Não importa como você se sinta hoje. Não importa em que situação esteja. Não importa se você é um empregado, um autônomo, ou um empresário. 'Sempre é tempo para pequenas correções no vôo. A vida é uma rápida viagem sem planos, sem regras e sem rótulos. A beleza do caminho é maior que a esperança da chegada. Em cada momento, um milagre que não pode ser repetido'. Empreendedorismo, é a força de uma marca pessoal. É o símbolo daquele que preza pela liberdade, ainda que isso possa custar caro, pois entende que mesmo sentindo-se perdido por alguns momentos, sua alma saberá indicar-lhe a direção. O empreendedor, é consciente de suas limitações, tem perfeita noção de que seu destino será fruto de suas escolhas e por isso, não delega isso jamais. Como um obstinado, erguerá sua bandeira e lutará como um autêntico Dom Quixote por aquilo que acredita até a morte.

O caminho é feito de opções. Escolhas aleatórias, em um universo marcado pela imponderabilidade, onde a vida se desdobra de maneira surpreendente. Uma imagem, uma palavra, ou um simples gesto tem poder para gerar transformações extraordinárias. É esse imponderável que nos coloca diante do inusitado e nos leva a conhecer o sentido da palavra encantamento”. (‘O Mentor Virtual II’ - O Elo Invisível).

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*Mauricio A Costa, costuma ser rotulado como 'Estrategista', embora prefira se auto definir como 'Um Eterno Aprendiz'. Um pensador contemporâneo, com diversificada experiência empresarial e visão de longo prazo. Atua como Conselheiro/Consultor, para assuntos de Alavancagem de Receita e Rentabilidade, como foco no Valor Agregado, no Licenciamento e Construção de Marcas Fortes. É Coach para Presidentes e Executivos de grandes corporações, escritor e palestrante para temas relacionados a valores humanos e a construção da marca pessoal. É o autor de O MENTOR VIRTUAL.

domingo, 2 de outubro de 2011

Milagres? Por que Não? - Todos Podemos Fazê-los.




Por Maurício A Costa*


 
"O universo material é concebido como uma rede ou teia dinâmica de eventos inter-relacionados. Nenhuma das propriedades de qualquer parte dessa rede é fundamental: todas decorrem das propriedades das outras partes, e a consistência global de suas inter-relações determina a estrutura de rede toda." (Fritjof Capra, em 'Sabedoria Incomum' - Pág. 42 - Editora Cultrix - São Paulo-SP - 2005)

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Era tarde da noite, e eu já me preparava para descansar, depois de um dia repleto de desafios e turbulências. Me sentia fisicamente exausto e mentalmente cansado, mas ainda assim resolvi dar uma olhada em minha página no Facebook para ver as notificações dos 'posts' deixados pelos amigos virtuais que ali conquistei. Como de costume, dezenas de pedidos de amizade, e várias mensagens me aguardavam silenciosamente. Muitas delas trazendo carinhosas palavras de estímulo, carregadas de energia, para alguém que decidiu uma solitária caminhada, utilizando a palavra como sua única bússola para chegar até a sabedoria.

Por conta do personagem que criei, que dá título ao meu projeto pessoal, O MENTOR VIRTUAL, e por escrever muitas vezes sobre temas que envolvem filosofia, psicologia, antropologia ou teologia, alguns me tomam como um místico, ou uma espécie de xamã, com poderes sobrenaturais. Como consequência, sou frequentemente procurado por pessoas em busca de direção para suas almas inquietas, como também para a cura de seus corpos físicos, ou ainda, para mentalizar energia para seus parentes e amigos, com enfermidades de todo tipo, principalmente o câncer. Penso que não deveríamos precisar de sacerdotes, curandeiros, ou xamãs para proceder a cura ou qualquer outra coisa que almejamos. O que necessitamos sim, é de uma tomada de consciência do poder que trazemos inerente, exponencial e latente. Por essa razão, procuro com humildade e sabedoria não me permitir ser contaminado pela vaidade da idéia de ser um profeta, um milagreiro, ou um ser transcendente. Quero ser apenas um propagador da verdade que liberta. Um peregrino que esparrama sementes pelo caminho sem a preocupação da colheita, pelo simples fato de que já estou a colher o que tantos outros plantaram ao longo de suas jornadas. Assim, se fosse possível definir com palavras meu propósito, eu diria: quero despertar valores adormecidos em todos os seres humanos a quem possa tocar com minhas palavras. Faze-los acordar para a importância de uma marca pessoal forte, para operar seus próprios destinos.

Naquela noite, uma das mensagens a me aguardar no computador vinha de uma dessas pessoas, que me escrevia aflita, dizendo que acompanhava há algum tempo minhas publicações, tanto no blog 'Marcas Fortes' como em  minha página no Facebook, e que ela tinha certeza de que eu poderia ajudá-la, pois minhas palavras passavam muita energia e muita luz, e que por isso, sentia uma enorme paz quando as lia. Me relatou sobre uma doença grave que a estava destruindo a cada dia, e que não sabia como lidar com o assunto, e em seguida, me perguntou se poderia ajudá-la. A sequência desse diálogo, veio com uma pergunta direta: "Mauricio, você acredita em milagres? ...Você fala em suas mensagens que carregamos um enorme poder dentro de nós e, portanto, podemos qualquer coisa que assim nosso coração desejar... Acontece que eu não sei como lidar com isso... E terminava dizendo: Peço que sinta-se a vontade para responder, e ajudar sem qualquer constrangimento, pois entendo que você é um homem muito ocupado"...

Respondi aquela mensagem dizendo, que sim, eu acreditava em milagres, e que eles ocorrem a cada minuto em volta de nós, sem que os percebamos. E mais: somos nós que os realizamos com total naturalidade. A seguir, postei uma mensagem: "A cura para qualquer enfermidade do seu corpo virá de palavras de comando que você repetir com firmeza. No 'eu quero', está a força do milagre que você é capaz de operar neste exato momento"; anexei a música 'Illumination' do grupo Secret Garden, que tomei como tema do 'mentor virtual' e cliquei, acreditando que no dia seguinte ela provavelmente iria ler minha resposta. 


Para minha surpresa, no entanto, não tardou três minutos para que eu visse em minha tela uma nova mensagem daquela mesma pessoa, agradecendo efusivamente por minha atenção, e me fazendo novos questionamentos: "Você acredita em Deus? ... Se Deus realmente existe, seria Ele, alguém que nos pune ou nos abandona à própria sorte?" Respondi imediatamente com um fragmento do livro 'O Mentor Virtual', que se encaixava perfeitamente para esse momento: "Deus não é algo frio, distante, e castigador. Ele é a vida a pulsar em você. Não o tema. Ame-o. O medo só existe onde não está presente o amor. Não tente entendê-lo. Sinta-o. Ao mudar esse paradigma, descobrirá a força extraordinária que carrega dentro de você". Complementei o texto dizendo que adversidades são apenas momentos de transição; na verdade, são extraordinárias oportunidades, ainda que doloridas, de crescimento pessoal; um penoso caminho para as grandes transformações que não fomos capazes de proceder anteriormente. Tudo depende, naturalmente, da forma como reagimos diante desses desafios.


Como já citei em outras ocasiões, não sou adepto de qualquer seita, fraternidade, ou religião; e do meu ponto de vista, considero incoerente os ensinamentos do cristianismo, quando alardeia sobre um Deus autoritário, vingativo ou um serviçal à nossa disposição lá no 'céu'; quando na verdade, seu apóstolo mais famoso (Paulo de Tarso), ensinava que "o nosso corpo, é o templo de Deus"; uma alusão inteligente, objetiva e inequívoca, desprovida dos paradigmas da doutrina, propagada de maneira distorcida, por se basear unicamente em 'alegorias'; que tentam de maneira figurativa apenas melhorar a compreensão do que se pretende transmitir. Em primeiro lugar, a palavra  céu' não passa a nosso ver, de uma forma de expressão que significa a síntese da paz e da felicidade, e não um lugar qualquer acima das nuvens. Segundo, porque o próprio Jesus Cristo, inspirador do cristianismo, definiu claramente Deus como 'espírito' (Ver João, 4:24); isto é, a essência daquilo que ele chamava de princípio da sabedoria, (pai, fonte, origem); contido em todas as coisas, do qual ele se considerava, um filho; um interlocutor desse 'espírito', se auto definindo como a palavra que revela essa sabedoria. Não há nada de mágica ou sobrenaturalidade nisso. Há unicamente, a necessidade de uma interpretação mais apurada dos textos, desprovida de dogmatismos, doutrinas e superstições de qualquer tipo.

Aprendi ao longo da vida, a perceber a palavra Deus de uma maneira grandiosa, totalmente diferente daquilo que conheci na maioria das religiões, que o reduz a uma figura humana, sem face, e o propaga como um 'ser' superior, sentado em um trono, em alguma galáxia distante, tal qual um Zeus ou um Netuno da mitologia grega. Minha percepção é claramente explicitada de forma simples nas palavras do 'mentor virtual': "Deus é a síntese da sabedoria. Sua essência, ou espírito, independe de conhecimento ou compreensão de quem quer que seja. Para vivenciá-lo, basta senti-lo através da energia que flui em você neste momento. Siga as setas do seu coração para encontrá-lo. Onde estiver seu coração, aí estará ele também". (O Mentor Virtual, pág. 257 - Ed. Komedi - Campinas-SP - 2008). Quando passamos a 'sentir' aquilo que chamamos de Deus agindo dentro de nós, ou percebê-lo  no mais ínfimo elemento da natureza que nos cerca, entendemos que essa magnífica e ao mesmo tempo singela potência não pode ser tomada apenas como algo que atua fora de nós, mas como algo que permeia a tudo e a todos. Que também não pode ser simplesmente reduzido à nossa semelhança em seu aspecto físico, ou seja humano. Os chineses, a milhares de anos, definiam esse inefável poder como 'Chi', o princípio do 'fluxo', a dinâmica fundamental de todos os elementos da natureza; o movimento resultante da energia que produz um pulsar. O fluir dessa energia determina uma ação e uma direção; a descrever ciclos. No ocidente, convencionou-se chamar essa magnitude como 'energia vital'.

Por tudo, isso que acabo de falar, estou convicto para afirmar que, se temos esse maravilhoso poder dentro de nós, resta-nos unicamente a tomada de consciência disso, e usar essa força onipotente, onisciente, e onipresente a nosso favor. De que forma? Simples: Inicialmente, limpando nossas mentes, limitadas, castradoras, e super protetoras, de tudo quanto nos aflige, para liberar o fluxo dessa energia poderosa. Em seguida, exercer esse poder de maneira firme e determinada, com sabedoria, através de comandos para nosso corpo, usando palavras de ordem claras e objetivas, pois o corpo e todas as suas partes ou componentes só atuam por comandos definidos. Não por repetições inócuas sob a forma de rezas, ou ladainhas desprovidas de energia. Como mencionei no início, é "no 'eu quero', que está a força do milagre que você é capaz de operar" e assim curar uma célula enferma, ou um órgão afetado pela força negativa originada nas emoções produzidas por lamentáveis equívocos, irreversíveis perdas, ou frustrações e turbulências de toda ordem. Quando liberamos esse 'fluxo', compreendemos em toda sua plenitude, a dimensão da palavra 'amor'; síntese da energia que muitos chamam de 'espírito santo'. Por isso, mais uma vez, sussurra o meu inseparável mentor virtual: "Quando a angústia sorrateiramente te invadir, não te anules. Busca-me! - Me encontrarás na essência do que tu és. Estou na energia que te move, e na força que te ergue para além de todas as tempestades. Sou a sabedoria que te guia, a paz que te acalma, e o amor que te envolve".



Relendo recentemente o livro do autor que destaquei no início deste artigo, chamou-me a atenção uma interessante e curiosa informação: "A esquizofrenia catatônica é um grande afastamento da realidade. Os catatônicos praticamente conseguem bloquear o próprio pensamento, além de bloquear o mundo exterior. Dessa forma, não sentem frustração, não sofrem nenhum senso de perda e não vivenciam diversas outras experiências que levam ao desenvolvimento de câncer... Praticamente nunca se ouviu falar de um esquizofrênico catatônico que houvesse tido câncer". (Sabedoria Incomum, Pág.  156/157).  Ou seja, quando por alguma razão conseguimos bloquear aqueles pensamentos que nos incomodam, nos atrapalham ou nos intimidam, nos tornamos capazes de bloquear a doença que deriva da energia destrutiva produzida em nosso cérebro sob efeito de algum tipo de estresse, desencadeada no organismos por meio de sinapses e neurônios a disparar ondas eletro-químicas, através do nosso sistema endócrino, formado por glândulas, cuja função é produzir hormônios que tanto podem ajudar no metabolismo, mas também, em caso de excesso, podem envenenar e desorganizar órgãos vulneráveis geneticamente sensíveis. É nessas condições que o câncer se instala. Não por conta de um vírus ou uma bactéria que vem de fora, mas por um ataque letal e continuado da maligna força destruidora produzida por nossos inimigos íntimos (pois dormimos com eles), sorrateiramente disfarçados sob a forma de inveja, ódio, rancor, ira, medo, ansiedade, ou angústia, só para citar alguns. Por isso, é decisivo que, se em algum momento, nos sentirmos perdidos ou abandonados, não permitamos que a angústia seja maior que nossa força interior, latente, aguardando apenas o momento de ser acionada. Nosso organismo responderá de acordo com o comando que vier da nossa mente. Daquilo que alimentarmos em nossos corações. Nosso corpo tomará como verdade aquilo que deixarmos fluir através de nossos pensamentos ou palavras. Assim, o que validamos em nossa mente, irá tornar-se um comando. Nisso consiste o segredo do milagre, que só você poderá realizar. Ninguém mais.


Quando aprendemos a superar com auto confiança nossas ansiedades, frutos de fantasmas construídos por uma mente inquieta e astuta, e nos afastamos decididamente das amarras e paradigmas do nosso subconsciente, passamos a preencher nossas vidas com visões positivas, otimistas, confiantes, e acima de tudo poderosas, sem muito importar com o onde iremos chegar, mas apenas com a maneira de viajar. Por isso, ensina meu inseparável 'mentor virtual': "Não deixe o medo, a preguiça a insegurança, a dissimulação, a arrogância, a impaciência, ou o comodismo controlar sua vida. Encare seus inimigos íntimos com coragem e determinação. Essas energias negativas suprimem a liberdade e produzem toda morbidez do ser humano... Não se deixe enganar por aquilo que acredita estar vendo. Ilusão e realidade se misturam na mente para confundir a alma. Siga as trilhas identificadas pelo seu coração, é por aí que a sabedoria fala com você. Não se perturbe quando tudo parecer confuso. Deixe a alma escolher com serenidade aquilo que lhe apraz. Com o tempo, você descobrirá que muito do que vemos é mera futilidade. 

"A maior de todas as batalhas para concretizar seus sonhos será contra inimigos que você carrega dentro de si mesmo. Identifique-os, e saberá como lidar com eles. Ignore-os, e será um escravo para sempre" (O Mentor Virtual - Pág. 134 - Ed. Komedi - Campinas-SP - 2008). Ter consciência de si próprio, é compreender todo potencial que carrega, para voar além do horizonte conhecido. Porque somos do tamanho dos nossos sonhos, quando passamos a acreditar em nós mesmos como deuses adormecidos com poder para realizar o impossívelTodo poder emana do querer. Grandes transformações ocorrem em nossas vidas quando paramos de lamentar, e colocamos nossa energia na direção daquilo que nos realiza. Dentro de cada um de nós, está a força de todos os milagres.



*Maurício A Costa é Pensador e Estrategista; ou numa linguagem atual, um ‘Design Thinker’. Foi Executivo/Diretor de empresas como a Kimberly Clark, Grupo Gerdau, Grupo Grendene/Vulcabrás e o Grupo Tecnol (Atual Luxottica). Está disponível para participar (vinculado a resultados) de empreendimentos que estejam em busca da excelência de gestão, e interessadas em aprimorar seu pensamento estratégico para alavancagem de receitas e rentabilidade.
É o autor da série 'O Mentor Virtual', e está disponível para palestras, conferências e workshop (presenciais ou por vídeo conferência) que poderão mudar a sua visão do mundo e alavancar o potencial de sua equipe.

É o editor do blog 'Marcas Fortes': http://www.marcasfortes.blogspot.com
Contatos: mauriciocosta@uol.com.br