Translate The Blog - Click Here / Traduza o Blog - Clique Aqui

sábado, 27 de agosto de 2011

Rótulos. A Ilusão das Mentes Inquietas.




Por Maurício A Costa* 


"Liberdade implica escolhas. Ainda que inconsciente. A cada segundo, um definir de direções que podem alterar o voo para sempre. Como nômades, vagando por espaços vazios, iremos com certeza nos perder entre milhões de alternativas e o peso momentâneo de cada opção" ('Fragmentos do Mentor Virtual' - Campinas-SP) 

___________________ 


Às vezes chego a pensar que já conheci todo tipo de gente. No entanto, quando isso vai se tornando uma quase verdade para mim, mudo completamente de idéia. Do nada, vão surgindo seres completamente fora do padrão com estilos ou personalidades totalmente nova. Subitamente, me sinto dentro de um filme, do tipo 'Star Wars' (Guerra nas Estrelas), envolvido por personagens extravagantes, como se oriundos das mais diversas galáxias. Uns, esquisitos por fora, mas de beleza incomparável por dentro; outros deslumbrantes por fora, mas assustadores quando observados de perto. 

Enquanto flutuo ao sabor dessa reflexão, um desfile de surpreendentes criaturas vai tomando forma em minha cabeça. À princípio, quando as conhecemos, parecem dentro do que chamamos de padrão de normalidade (embora eu ainda não saiba muito bem o que é 'normalidade'). Aos poucos, porém, essas tais criaturas vão revelando detalhes de um mundo estranho, que brotam de escuras cavernas de seus subconscientes a nos deixar perplexos, sem sabermos como agir ou pensar. Parecem em constante metamorfose, em busca de estágios ainda não atingidos ou à caça de novas sensações para seus mais variados sentidos. Em certos momentos comportam-se como 'humanos', logo em seguida agem como louva-deuses a perambular sem destino movidos por algo que não sabem definir, como que guiados apenas por instintos. 

Ao me ver como um desses seres humanos, percebo que na verdade, vivemos à procura de nossa identidade, e nesse frenesi insano, vamos colocando todo tipo de máscara para representar as mais diversas 'personas' que vamos incorporando ao longo de nossas frágeis existências. A cada encontro, renasce a esperança de que iremos nos 'completar' no outro. Vivenciamos um vazio insuportável, mesmo quando estamos cercados por uma multidão, e isso só realça a solidão do existir. Algo clama por esse 'completar-se'. O sublime, essência daquilo que realmente somos, mas desconhecemos, nos sinaliza com intuições ou estranhas vibrações, mas nem sempre estamos abertos ou prontos para reconhecer tais sinalizações. Nesses momentos, ficamos à mercê de uma mente astuta, continuamente comparando, analisando e projetando. Para encobrir percepções de uma alma que só conhece o agora, a mente vai criando rótulos, papéis e fachadas de toda ordem, com o único intuito de proteger o corpo que contém a ambas (mente e alma), deixando-nos reféns de incompreensíveis escolhas. Como diz o meu mentor: "Nossa história é formada por decisões inspiradas em cada pequeno detalhe do caminho. Não há erros nem acertos, apenas escolhas possíveis, porque viver é uma ópera ao vivo e sem ensaios, diante de múltiplas possibilidades. Em meio ao caos vamos alinhavando o nosso destino". ('O Mentor Virtual II' - O Elo Invisível - Campinas-SP). 

Sem perceber o quanto somos efêmeros, viajamos como se eternos fossemos. À mercê de inusitadas situações que vão surgindo pelo caminho, nos tornamos vítimas de nossas próprias armadilhas; autor e personagem de uma história por vezes assustadora, vivendo ao mesmo tempo papéis dissonantes numa ópera bufa, onde o drama se mistura à comédia, para produzir uma ridícula encenação, sem que nos apercebamos de que, enquanto isso, deixamos escorrer entre os dedos a areia do tempo que nos traga. E assim 'vamos moldando imagens que esvaem em nossas mentes, como se nunca tivessem existido'; criando uma ilusão tridimensional, dentro da qual nos sentimos perdidos em estranhos labirintos, dos quais, parece que jamais conseguiremos sair. 

Em meio a esse turbilhão de pensamentos eu me pergunto porque necessitamos de tantos rótulos. Por que precisamos ser definidos como isso ou aquilo para sermos levados em conta por essa ou aquela idéia? Por que devemos concordar com esse ou aquele estilo de vida ou até nos tornarmos um isso ou aquilo para mostrar quem somos? Qual o propósito de viver assim ou 'assado' por questões de tabus, dogmas ou paradigmas se percebemos em tais papéis a hipocrisia e a mediocridade a consumir seus atores? E por que razão criticamos com tanta veemência aqueles que por discordarem de tais comportamentos se isolam em seus próprios casulos? A resposta que me vem é uma só: nos tornamos escravos de nossas mentes. Ao levarmos a sério nossos personagens, nos transformamos em suas marionetes. Sem controle sobre nossas atitudes, ignoramos o verdadeiro sentido da vida, e mais ainda, a noção de sua brevidade. Deixamos de ser nós mesmos, e passamos a viver desgastantes papéis, nas diversas redes sociais das quais participamos ao vivo e a cores, sejam elas: sociedade, família, empresa, partido, clube, ou igreja. 

Lamentavelmente, todos os dias conheço mais e mais seres humanos que vivem a maior parte de suas vidas a representar papéis ridículos, para óperas criadas por eles mesmos. Sem perceber que o aplauso é quase sempre eco de sua própria vaidade, seguem absortos no próprio narcisismo, enveredando-se por tortuosos caminhos de uma mente inquieta e traiçoeira que os engana permanentemente e os distancia daquilo que verdadeiramente tem valor para a alma. Sob os mais pomposos rótulos, desfilam suas mais esdrúxulas vaidades, enquanto, a vida míngua em seus corações. Escravos de suas criações mentais, prisioneiros das próprias ilusões. 

Diante dessas colocações aparentemente sem nexo para alguns, emerge a incômoda pergunta: Como então encontrar sintonia entre o mundo real que nos cerca e a essência do que somos? Como sermos nós mesmos, face a tantas demandas a que somos submetidos no convívio social? Meu 'Mentor Virtual' responderia dizendo, em primeiro lugar: "Não modifique sua essência para agradar quem quer que seja. A força de uma marca está em ser diferente, portanto, não queira ser igual a ninguém. Seja simplesmente você. Porque você é único. Esse é o seu trunfo. Use-o com plena confiança". Ainda que sob os efeitos da angústia permanente, resultante de uma presumida impotência frente a momentos desafiadores, não abra mão daquilo em que acredita. Nossos medos se revelam diante daquilo que a mente desconhece, mas a alma identifica naturalmente, aquilo que é mera ilusão. Por isso, apenas quando nos deixarmos levar pelo que nos faz bem interiormente, somos capazes de criar a sintonia essencial para estar bem com o todo que nos cerca. Sem farsas ou rótulos. É imperativo não sufocar o que trazemos dentro de nós, ainda que isso possa parecer algo inatingível. Não há que temer perder-se por alguns momentos, nisso pode estar a chance para descobrir-se no novo que fascina, e traz significado para o existir. 

Como nos ensina Carl Jung: "A psique está longe de ter uma unidade; pelo contrário, ela é uma mistura borbulhante de impulsos, bloqueios, e afetos contraditórios e o seu estado conflitivo é, para muitas pessoas, tão insuportável, que elas desejam a salvação apregoada pela teologia. Salvação do que? Naturalmente, de um estado psíquico altamente duvidoso. A unidade da consciência, isto é, da chamada personalidade, não é uma realidade, mas um desideratum". (Jung, Carl Gustav, 1875-1961 - em 'Os Arquétipos do Inconsciente Coletivo' - Pág. 111 - Editora Vozes - Petrópolis-RJ - 4a. Ed - 2006). Ou seja, tendemos a viver sob o império dos desejos, com uma personalidade movida pela consciência, em constante estado de aspiração. Um incompreensível 'faz de conta' que a nada conduz, senão à insanidade. 

Ao nos despirmos dos rótulos e dos falsos pretextos criados pela mente, podemos ir além da fachada que impressiona, consciente de que o tempo, outra ilusão mental, é inexorável. Viver é uma possibilidade única, sem possibilidades de retrocessos, ou chances para inócuos arrependimentos. Dentro de cada um de nós estão as respostas que procuramos para nossos mais inquietantes questionamentos, mas só as encontraremos, se formos verdadeiros conosco mesmo. Aposte nisso. 
_______________________________________ 

*Mauricio A Costa, é um pensador. Estrategista para projetos de ‘alavancagem’ de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, para atuar como Executivo, Assessor, Sócio, ou Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte.
É o idealizador do Projeto Mentor Virtual; organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, para grupos, associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Superação. O Desafio de Uma Marca Pessoal.






Por Maurício A Costa*

“Nem sempre temos respostas para nossos questionamentos. Às vezes, sequer temos noção de para onde estamos indo. Nos perdemos por caminhos desconhecidos ou espaços vazios que não sabemos como preencher. Não é a liberdade que perdemos nessas horas, apenas o senso de direção; mas é em momentos assim que o improvável acontece e alma se realiza”. ('O Mentor Virtual II – O Elo Invisível' - Em Gestação - Campinas-SP).                                                                           

_________________________ 


Diariamente, em minhas interações virtuais vividas no Facebook, vivencio situações delicadas, e outras, até embaraçosas. Há um turbilhão de emoções à flor da pele em cada ser humano, a revelar reações e comentários às vezes inusitados. Todos, invariavelmente, demonstrando o estado de espírito de cada um; mesmo que refletindo algum tipo de situação momentânea Cada novo contato é uma caixinha de surpresas. Algo digno de inspiração para qualquer escritor, poeta ou compositor que com seriedade e respeito saiba compreender o sentimento que envolve cada diálogo.

Muitos desses amigos virtuais são seres carentes; anjos solitários em busca de algo que lhes complemente. Outros, completos em si mesmo, repletos de energia para partilhar. Há aqueles que precisam de carinho ou apoio, através de uma simples palavra amiga, enquanto muitos, buscam apenas passar o tempo, aprendendo um pouco mais ou partilhando suas experiências. Cada um desses maravilhosos personagens que cruza o meu caminho, surge como algo distante, frio e virtual. Aos poucos, porém, vai ganhando vida, e se tornando parte da minha história. Alguns parecem amigos reais de longa data, tamanha a dimensão da interatividade.

Há pessoas também carregadas de gigantescos problemas. Seres humanos a enfrentar desafios para os quais parecem não estar preparados. Envoltos em turbulências acima de suas forças, buscam desesperadamente por sinergia, para enfrentar desertos da alma. Em alguns momentos, demonstram estar à beira de seus limites físicos, mentais, ou espirituais. A relação virtual parece a última saída, para encontrar alguém que os escute e eventualmente possa ajudá-los a mapear direções. Vivendo em meio a verdadeiros furacões emocionais, uns escravizados por vícios de toda ordem, estendem suas mãos aflitas em busca de socorro, outros, perdidos na solidão a dois de relacionamentos fracassados procuram por um luz que mostre o melhor caminho. Esmagados por paradigmas sociais de todo tipo, perambulam como zumbis com medo das próprias reações, ou do dedo em riste daqueles que lhes deveriam dar amor e compreensão. Nessa multidão de peregrinos, há homens e mulheres; jovens e maduros, pobres e abastados. Na maioria dos casos, a 'angústia se origina numa equivocada presunção de impotência diante de momentos desafiadores, e está quase sempre vinculada a traumas do passado ou ansiedades com relação ao futuro'.

Alguns, desejam ardentemente modificar o ambiente que lhes cerca, todavia, não fazem absolutamente nada para alterar o quadro. Permanecem como se congelados pela situação, inertes diante do desafio. Escutam, mas não agem. Tomam consciência do próprio potencial mas se acovardam diante da necessidade de ação frente à tormenta. Outros, por colocar sua confiança em algo fora de si mesmo, geram inócuas expectativas que se revelam frustrantes com o passar do tempo, aumentando a sensação de impotência, por ignorar que a força para realizar a mudança está dentro dele mesmo.

É em meio a esses momentos de angustiantes diálogos, que muitas das mensagens criadas para o livro que escrevo atualmente são geradas. No instante em que redijo este artigo, lembro-me de um fragmento, escrito especificamente para um desses 'náufragos', enviado como uma espécie de 'bóia' na escuridão de um mar revolto. O texto dizia: "Em alguns momentos do caminho nos sentimos perdidos ou abandonados. A angústia parece ser maior que a nossa força. Nessas horas, não permita que pensamentos negativos invadam a mente. Há uma poderosa energia latente em você aguardando seu comando para ser acionada. Procure criar sinergia com outros à sua volta, daí resulta o poder de todos os milagres"  - ('O Mentor Virtual II' - O Elo Invisível - Campinas-SP - Em gestação). Quando enviei esta mensagem, não imaginei as transformações que pudessem causar. Alguns meses após, quando já nem me lembrava do diálogo com aquela determinada pessoa, recebi uma mensagem emocionada de alguém que agradecida me falava que sua vida havia mudado a partir daquele texto. "Em alguns momentos, eu cheguei a ter pensamentos loucos", dizia ela num depoimento emocionado. "Eu estava no fundo do poço quando você me estendeu a mão, e aquela mensagem foi como uma corda a me puxar para cima, para descobrir que havia um mundo lá fora me esperando"...   

O milagre em nossas vidas acontecem quando nos damos conta de que as respostas para nossas dúvidas, angústias e ansiedades estão dentro de cada um de nós. Basta escutar a voz que vem do coração; ou como prefiro dizer: da alma, pois não há dúvidas que é por aí que o universo à nossa volta fala conosco de forma singela, sem nada de sobrenatural, e nos mostra alternativas. Quando despertamos a poderosa força que carregamos em nosso interior, descobrimos surpresos que podemos ser os autores de nossa história e somente a nós nos caberá proceder as próprias escolhas; ainda que carreguemos uma pesada carga ancestral. É imperativo reinventar-se a cada momento. Não podemos nos deixar abater por perdas, frustrações, desilusões ou insucessos. Tudo isso, são meras etapas do desafio que é viver. Nossos planos são frutos de nossas escolhas, e não podemos delegar isso.

"Morremos um pouco cada dia em que deixamos morrer nossos sonhos. Eles são ecos do nosso mais profundo inconsciente, onde reside toda a essência daquilo que somos. A vida é movida pela energia do querer que em nós eles despertem", ensina 'o mentor virtual'. Portanto, o grande desafio é descobrir o que dá significado para nossas vidas. Se não estamos encontrando ainda as respostas que buscamos para nossos questionamentos, é porque provavelmente, não estamos elaborando as perguntas certas. Richard Bach em seu livro "Fugindo do  Ninho' é mais incisivo ainda: "Só teremos respostas, quando começarmos a elaborar as perguntas". Em certos momentos, quando iniciamos um questionamento honesto conosco mesmo, somos surpreendidos pela própria vida. A isso eu chamo de deixar o universo conspirar a favor. Com o tempo, as respostas virão.


A verdade é que, viajamos o tempo inteiro por difusos labirintos, muitas vezes, sem qualquer noção de para onde estamos indo, pois o ambiente se modifica numa velocidade vertiginosa, que nem sempre conseguimos acompanhar. Pensamos conosco mesmo, que somos os únicos nessa situação, mas ao observar à nossa volta, percebemos que todos vivem algum tipo de desafio similar, ou ao menos parecido. Por essa razão, de  nada adianta perder tempo com inúteis lamúrias, nos auto flagelando com culpas que não levam a lugar algum. Tampouco, ficar congelado pelo medo do que virá. O futuro dependerá essencialmente daquilo que decidimos ou deixarmos de decidir agora. Como nossa mente é responsável pelo peso de nossas culpas e medos, é recomendável que a desliguemos de vez em quando, e que nos deixemos conduzir pela energia da alma, pois ela é portadora de extraordinárias informações que conscientemente desconhecemos. É preciso lembrar afinal, que a beleza está no caminho e não necessariamente em alguma estação a chegar.

Em alguns momentos, como costumo citar em palestras ou workshop, é bom nos darmos conta de que, parte do bloqueio para superarmos desafios está em nossas atitudes. É preciso vencer a preguiça mental, que provoca a inércia, e romper a postura de insegurança que nos engessa diante de turbulências. Para estar no controle da própria vida, é decisivo vencer o comodismo. Superação é antes de tudo atitude, e atitude nada mais é que colocar toda a energia na direção do que nos motiva. É daí que nasce o querer, palavra mágica que produz significativas transformações. Quando agimos movidos pela vontade, estamos sendo acionados pela força que provém do espírito, que brota de nossas profundezas, e nada nos detém. No brilho dos olhos, toda energia da alma. No acreditar, toda força da superação, e através dela iremos construir nossa marca pessoal. A consciência desse poder é o que nos torna maiores que qualquer desafio.

Por tudo isso, quero repetir um texto que certa vez publiquei em minha página no Facebook: "Experimente ir além da mesmice. Descubra sua verdadeira vocação e dê o melhor de si mesmo, sem preocupar-se com o que irão pensar de você. A realização pessoal exige ir além do que outros foram... Não se leve muito a sério. Nada neste mundo vale um segundo sequer de sua paz ou alegria de viver... Desfrute o que seus olhos observam. Integre-se nos sons que lhe rodeiam. Ria de si mesmo. Descubra-se e aventure-se. Saia do casulo e comece agora mesmo a sentir-se parte de algo maior..."

É imprescindível abandonar idéias que nos aprisionam. Quebrar paradigmas, e romper imprestáveis tabus. Como diz o meu mentor virtual:  "Todo poder emana do querer. Grandes transformações ocorrem em nossas vidas quando paramos de lamentar e colocamos nossa energia na direção daquilo que nos realiza. Dentro de cada um de nós está a força de todos os milagres". Portanto, reinvente-se a cada dia. Não há tempo a perder. A vida acontece no inexorável agora. Surpreenda. Viaje além de todas as expectativas.


________________________________


*Mauricio A Costa, É estrategista para projetos de ‘alavancagem’ de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, para atuar como Executivo, Assessor, Sócio, ou Membro do Conselho de Empresas sérias, comprometidas com a verdade.
É o idealizador do Projeto Mentor Virtual; organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, para grupos, associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país.




domingo, 14 de agosto de 2011

Poetas, Tolos e Sonhadores...



Por Maurício A Costa*


"Todos os dias ao entardecer, o sol nos oferece um espetáculo de extraordinária beleza. Na verdade, não é apenas o sol que está produzindo essa visão magnífica; milhares de anônimas gotinhas esparramadas na atmosfera, combinando, refletindo ou difratando luzes e cores participam desse show de incomparável harmonia e perfeição; percebido exclusivamente pelos olhos atentos daqueles que valorizam o esplendor da vida, contido em cada ínfima partícula do universo".  (O Mentor Virtual - Pág. 151 - Editora Komedi - Campinas-SP - 2008).
________________________________________________


Alguns dias atrás, um amigo meu me chamou em particular para dizer algo que o estava incomodando. Falava como se contasse um enorme segredo, me pedindo para que guardasse comigo aquilo que ele iria dizer, afinal, disse ele: 'sou seu amigo e desejo só o melhor para você'. Procurei deixá-lo tranquilo quanto ao seu 'segredo', e depois de algum preâmbulo, ele 'revelou': 'Sabe, Mauricio, tem gente por aí que te acha um tolo, te vê como um sonhador, um cara fora da realidade'... E com um ar solene, continuou: 'Um dia desses, uma dessas pessoas me comentou que considerava você um poeta, e não um estrategista ou consultor, e que no mundo atual não há espaço para isso, pois vivemos numa selva de pedras onde é um salve-se quem puder, cada um por si e Deus por todos; e nessa selvageria não há lugar para o poeta...'

Durante algum tempo observando aquela pessoa à minha frente, enquanto ela falava, eu me entristeci momentaneamente; não pelo que ouvira, pois 'o poeta' sabe que na maioria das vezes estará sozinho. Sabe que muitos não estarão na mesma sintonia que ele, e que poderão ter uma visão completamente diferente da sua, por conta de viverem momentos distintos. Na verdade, minha tristeza era causada por saber que era ele quem estava pensando daquela forma e não 'outros'; e o meu pesar vinha do fato daquele ser humano não ter coragem de expressar sua própria opinião, de dizer o que pensava de maneira clara e transparente; precisava de subterfúgios para transmitir ao mundo suas idéias e opiniões. Por instantes senti o gosto amargo da hipocrisia, e o ácido sabor da falsidade que permeia na maior parte do tempo as relações da humanidade, camuflada sob as mais diversas 'personas'; por meio de máscaras que escondem a verdadeira identidade da alma de cada um, para encobrir interesses pessoais dos mais diversos, na luta pela sobrevivência, pela segurança ou pelo poder de dominação.

Depois de refletir sobre esse bizarro diálogo, antes que alguém me diga que o meu amigo estava apenas sendo sincero comigo ao me alertar sobre as serpentes pelo caminho, eu revelo que me dei conta na verdade, de que, aquilo que chamamos de 'amigo' pode ser a própria serpente. E quando uso aqui a palavra serpente, não a uso no sentido pejorativo, de algo venenoso, refiro-me sim ao sentido figurado de sabedoria usado pelos antigos, pois a serpente sempre foi utilizada como símbolo da prudência. 'Sede dóceis como a pomba e prudentes como a serpente', dizia Jesus Cristo, o maior de todos os 'poetas'; o 'cara' que mesmo sem ter escrito uma única página (suponho...), deixou um dos mais belos poemas que a humanidade já conheceu; assinando com o próprio sangue aquilo que sua alma expressava através de palavras. Avesso a religião, incitava a reflexão, a compaixão e o conceito de complementaridade como fundamentos para se viver permanentemente no céu; ou seja, com a sensação de estar bem consigo e com o mundo à sua volta.

O que apreendi daquele furtivo encontro foi que, o universo parecia querer me transmitir uma lição: a de que eu deveria ser mais 'prudente', e passar a não mais expressar aquilo que sentisse ou pensasse de maneira aberta e transparente, especialmente para aqueles que não estivessem prontos para a mensagem; ou como o grande mestre ensinava, 'não jogar pérolas aos porcos'. Em palavras menos arrogantes, não tentar ajudar, apoiar, ou assessorar aquele que não 'deseja de coração', a ajuda, o apoio ou o aconselhamento. Como sabemos, há muitos que estão demasiadamente presos a 'grudentos' paradigmas, muitos dos quais alicerçados nos ensinamentos de ancestrais, ou na futilidade de uma sociedade consumista que impele o ser humano ao desejo de conquistar mais poder, mais bugigangas, e mais status, e se transformam em guerreiros agressivos, sem limites e sem pudores; capazes de iludir, chantagear, subornar, mentir, ou até mesmo matar para saciar seus instintos e desejos. Por essa razão, é inútil querer ajudar àquele que se julga auto suficiente, e arrogantemente não abre mão de suas posturas. 

Nem por isso, há que se criticar ninguém por agir assim, e taxá-lo como inferior ou maldito. A expressão 'porcos' do texto citado não carrega o propósito de definir alguém como repulsivo ou desprezível, mas  sim, para localizá-lo no tempo como uma criatura que não atingiu o nível de consciência maior, e portanto, está distante do seu potencial de evolução. Como ensina o 'mentor virtual', o certo e o errado são apenas convenções momentâneas, pois, não há verdade absoluta, senão aquela na qual se acredita. “Verdades e mentiras são meras ilusões do caminho. A mesma paisagem vista de janelas diferentes. Apenas flashes de um momento; frações de segundo de uma viagem em que a alma se encanta a criar fantasias por querer perpetuar o que a seduz”. Por isso, quem se expressa, verbalmente ou por escrito, deve fazê-lo com parcimônia e zelo, pois é sábio não escandalizar, isto é, não tornar-se ridículo, por conta de eventual incompreensão de quem o escuta, decorrente dos diferentes momentos de evolução em que se encontra quem fala e quem ouve. Não há maior ou menor. Ninguém é melhor ou pior que o outro, apenas vivemos momentos diversos, etapas diferentes do processo evolutivo da própria humanidade. "Só quando me despojo de toda hipocrisia descubro o meu verdadeiro eu. Cada vez que acuso mundo por minhas angústias mais me distancio da verdade que liberta". Como diz o filósofo da loucura, somos apenas 'humanos, demasiadamente humanos'. Por isso, a cada dia compreendo melhor a expressão 'renascer'; como a imperativa necessidade de evoluir, ampliar horizonte, transcender. "Renascer, é deixar para trás tudo aquilo que já não faz parte de nossa vida. Não somos nós que morremos nesses momentos, são os paradigmas"... sussurra mais uma vez o  mentor virtual.

Ao conceituar 'o poeta' como um 'tolo', o meu amigo, sem perceber, me provocou um interessante questionamento, sobre o que viria a ser normal. O que torna um ser humano 'superior' aos demais? Sua camuflagem para enganar?... Sua competência para manipulação?... Sua habilidade para ganhar dinheiro?... Seu poder de destruição?... Sua insaciabilidade pelo ter?... Sua prepotente vaidade? Afinal, seriam esses os valores que trazem a verdadeira felicidade? Estaria o ser humano completo em si mesmo ao atingir os píncaros do sucesso e do poder? Seria isso a realização pessoal? Ou tudo não resulta da nossa atitude frente ao medo e insegurança em relação a um amanhã que não sabemos se presenciaremos? Boa parte daqueles que conquistaram o sucesso pelo sucesso tornaram-se infelizes; Alguns precisaram se drogar até à morte por não saber lidar com ele. Outros mergulharam em profunda depressão por remorso do que fizeram ou por se darem conta de que desperdiçaram seu bem mais precioso, o tempo, com futilidades. Só uns poucos percebem que o sucesso e a prosperidade nada tem a ver com a ganância; e que 'estar bem' é a plenitude do ser, livre do estresse, fruto da dependência que escraviza. Citando mais uma vez meu inquieto mentor: "Quando eu aprender que nada sei... e entender o quão pequeno sou, estarei pronto para voar sobre mares turbulentos ou desertas planícies. Só então irei descobrir que todos as minhas inquietudes não passam de quimeras, efêmeras como o vento que me conduz". ('O Mentor Virtual II' - O Elo Invisível - Campinas-SP).

Ao longo de minha existência, cometi muitos enganos, enquanto me sentia um 'esperto'. Precisei apanhar da vida como cão vagabundo, à procura de mim mesmo, para descobrir que a vida está nas coisas simples; e foi nesse caminhar que transformei em meus mentores muitos daqueles considerados 'tolos' em seu próprio tempo; 'Poetas' e 'sonhadores' como Sócrates, Mozart, Van Gogh, Jesus Cristo, Nietzsche, Cervantes, Ghandi, Maomé, Joseph Campbell,  Richard Bach, ou Martin Luther King, entre tantos outros, que me ensinaram o que é dar significado à vida. Seres humanos maravilhosos que influenciaram sobremaneira minha forma de ver o mundo e deixaram marcas profundas na essência do que sou. Não me sinto melhor ou pior que ninguém em nada. Não me sinto maior ou menor. Não me sinto normal ou anormal. Sou apenas um aprendiz; buscando ter sintonia consigo mesmo, por saber que ela irá produzir a paz que a alma reclama. Isso me basta e me realiza. Mais que tudo, percebo que a cada dia o universo está a conspirar muito mais a meu favor, à medida que me envolvo com o todo à minha volta e com ele estabeleço essa insuperável sintonia.

Nos dias atuais, considero impensável que seja possível dirigir qualquer organização, seja ela grande ou pequena, sem que se compreenda a noção exata do que representa a dimensão do potencial humano. Ele deve ser a prioridade máxima em qualquer empreendimento; a força que transforma sonhos e idéias em algo concreto, e a base de sustentação de qualquer marca. Ignorar essa premissa pode ser uma fatal ingenuidade. Por isso, em todas as minha ações como conselheiro ou consultor, busco antes de tudo analisar a forma como o empresário lida com sua gente, o valor que dá para a sinergia criada por sua equipe e a maneira como recompensa cada um pela participação no resultado das conquistas diárias. Quando percebo grandiosidade em sua postura, vislumbro de imediato enormes possibilidades de crescimento e sucesso e me sinto extremamente motivado a participar da empreitada com idéias e recomendações que invariavelmente necessitam contar com a adesão de um  time.

Ao ver desafios como oportunidades de crescimento e evolução pessoal, descobrimos que a energia que nos move, tal qual uma poesia, viaja carregada de força em cada palavra, a transportar a emoção que produz coragem, ousadia e determinação. Sem isso, não teremos um time, envolvido, motivado, e comprometido. Haverá apenas uma legião de zumbis, lutando pela sobrevivência, à mercê de vampiros cujo meta consiste unicamente em sugar suas vítimas até sua exaustão. O empresário ou empreendedor que enceta suas ações consciente de que como líder terá um bravo exército à sua volta, jamais conhecerá as agruras de lidar com mercenários, que aparentam comprometimento coletivo, mas na verdade estão, tão somente, cuidando de seus interesses pessoais, aplicando a máxima que diz: 'você faz de conta que fala a verdade, e eu faço de conta que acredito...você faz de conta que me lidera, e eu faço de conta que te sigo'; um pensamento que revela a pior de todas as hipocrisias corporativas; razão de muitas falácias por trás de todo desmazelo que assola o mundo empresarial da atualidade, levando de roldão grandes empresas, e fazendo ruir nações inteiras.

Por tudo isso, agradeço ao amigo mantido no anonimato desta matéria, que como 'serpente' traduzindo sabedoria, me fez ver que ser 'poeta' não é algo desmerecedor ou ultrajante; pelo contrário, a poesia, contida numa canção; numa tela, ou por trás de um texto que reflete um aconselhamento ou uma recomendação estratégica, é a forma divina e grandiosa de enxergar na complementaridade, a ponte que une partes de um todo, capaz de produzir algo maior, como uma família, uma equipe, um grande produto, uma empresa ou uma marca. A poesia é a percepção do mundo por um viés de beleza onde a emoção torna-se a parte visível da inefável energia, o elo invisível, que gera extraordinárias transformações a partir do nada. Feliz do empreendedor que faz do seu empreendimento um autêntico poema, ainda que marcado pelas cores fortes de épicas e solitárias batalhas. Ao final, parodiando seu ilustre colega Fernando Pessoa,  o poeta dirá que valeu a pena, porque a alma não foi pequena.

"O tamanho da nossa força resulta da capacidade que tenhamos de construir sinergia com outros. Para ver sua marca crescer, é preciso abrir mão da vaidade, da intransigência e do orgulho. A gota se transforma no próprio oceano quando nele se integra". (O Mentor Virtual)

_______________________________


 *Mauricio A Costa, é Estrategista. Sócio Fundador da SUPPORT BRANDS, empresa de projetos e assessoria para alavancagem de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, sob consulta, para atuar como Executivo, Estrategista, ou Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte. 

É o idealizador do Projeto Mentor Virtual, organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país. 



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Reflexão Sobre a Velocidade das Mudanças






Por Maurício A Costa*

"Um turbilhão de assuntos fervia em um cérebro confuso com tantos questionamentos, provocados pela intensa ansiedade que caracterizava um tempo repleto de insegurança, devido à velocidade das mudanças. Por essa razão, seu íntimo pedia calma. Ela gostava da quietude, daquela paz proporcionada pelas situações previsíveis e conhecidas. Não se sentia confortável com a quantidade de alterações e surpresas frequentes no ambiente em sua volta"  (Texto extraído do livro 'O Mentor Virtual' - Pág. 9 - Ed. Komedi - Campinas-SP  - 2008)
______________________________


O texto acima por acaso teria alguma coisa em comum com o seu dia-a-dia? Estou certo que sim. Na verdade, estamos todos vivenciando uma inquietude que nos faz desorientados, e em alguns momentos até perdidos, sem um ponto de referência confiável. Tudo ao nosso redor parece conspirar, de uma forma ameaçadora, graças às projeções de nossas mentes, produzindo uma multiplicidade de imagens que cria assustadores mundos paralelos, e nos torna reféns de algo que sequer sabemos definir.

Alguns séculos atrás o filósofo Sêneca falava que 'única coisa permanente era a mudança'; todavia, não é mais a mudança em si que nos angustia, e sim a velocidade com que ela está se processando nos dias atuais. O ritmo alucinante das mudanças é fruto do avanço da tecnologia da informação. A cada dia, nos defrontamos com algo novo, que desconhecemos; e o desconhecido é a causa maior da indesejável insegurança que nos invade; porque só nos sentimos seguros quando lidamos com algo que conhecemos.

O volume de alterações que se sucedem a cada novo dia, nos amedronta e nos leva a um enorme desconforto, cuja consequência maior é o 'stress'; origem do desequilíbrio emocional de nosso organismo e, portanto, fonte de quase todas as doenças que nos assolam. Por essa razão, tal qual Marianne, personagem central do livro O MENTOR VIRTUAL, no texto acima, nosso íntimo pede calma. Pede paz e quietude para encontrar-se consigo mesmo.

É nesse ponto que reside o segredo de todas as religiões, porque faz deslocar o ser humano dessa zona de desespero para transportá-lo a uma dimensão 'superior' que o faz consciente da insuperável fonte de energia que carrega dentro de si mesmo, e o torna o guerreiro que encara com coragem e determinação tamanho desafio. Apesar de não seguir qualquer tendência religiosa, vejo neste sentido a significativa importância da religião. Por isso, mesmo sendo um crítico contundente da manipulação interesseira, compreendo e até endosso a essência dos conceitos que embasam seu propósito.

O famoso naturalista Charles Darwin, a cerca de duzentos anos atrás, ensinava que não seriam as grandes espécies que teriam maiores chances de sobrevivência no futuro e sim aquelas com maior capacidade e agilidade de adaptação às mudanças. Esse enunciado, tornou-se mais válido que nunca nos dias atuais, principalmente para a espécie humana. Nosso desafio consiste, portanto, em buscar de maneira consciente, a serenidade e o equilíbrio que nos permita adequar nosso ritmo biológico-mental ao ambiente em que vivemos, vencendo o maior de todos os nossos 'inimigos íntimos': a preguiça física e mental que nos amarra aos 'paradigmas' ou idéias fixas do passado, e não nos permite enxergar alternativas. É prudente compreender o quanto a mudança é permanente, irreversível e por vezes, avassaladora, e portanto, tornou-se imperativo aprendermos a nos adaptar com agilidade a elas. Disso pode resultar não apenas a qualidade de vida, mas até mesmo nossa sobrevivência.

É no movimento, o pulsar constante, que se manifesta a energia vital que produz a vida. E é essa energia vital que nos faz superar a insegurança gerada pela velocidade das mudanças. Em sua obra 'O Universo Elegante' - A Teoria das Supercordas, Brian Greene explica uma das mais recentes teorias sobre a harmonia do universo, relacionada diretamente ao seu movimento constante e sincronizado. A teoria de cordas unifica habilmente dois pilares da física moderna de uma forma única e harmoniosa ao proclamar que todas as maravilhas que ocorrem no universo surgem das vibrações de uma simples entidade: curvas de energia microscópicas inscritas profundamente no coração da matéria. Inspirado nessa teoria, sinto-me à vontade para dizer que todas as transformações que desejamos só serão possíveis quando vencemos a inércia, ou seja, a zona de conforto e do imobilismo, encarando a mudança não como uma ameaça, mas como resultado natural do movimento de todas as coisas que nos cercam. Nosso movimento constante no sentido de nos adequarmos rapidamente  ao novo é o que irá operar as necessárias adaptações a essas mudanças. Não há mágica ou segredos nisso.

O milagre reside exclusivamente na capacidade de nos atualizarmos, de maneira gradual e constante para estarmos preparados. Pois quando estamos preparados, percorremos o caminho, livres do stress que nos consome, e nos tornamos conscientes do potencial que carregamos. O caminho é tão simplesmente o processo, a verdade, que revela e é revelado pela própria vida.

"Haverá sempre um novo desafio pela frente. Após cada curva, a expectativa do desconhecido. O surpreendente que fascina e dá beleza ao caminho" (O Mentor Virtual -Pág. 177)

_______________________________




Maurício A Costa é um obcecado por resultados, gerado pelo pensamento estratégico, focado em gente, inovação, e criação de valor agregado. Executivo com experiência internacional em empresas como a Kimberly Clark, Grupo Gerdau, Grupo Grendene/Vulcabrás e o Grupo Tecnol (Atual Luxottica); está disponível para participar da construção de marcas fortes, em organizações sérias, interessadas na identificação de novas oportunidades, na superação de desafios, e na melhoraria de resultados e rentabilidade. No plano pessoal, é o idealizador do Projeto Mentor Virtual; organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país, e poderão mudar a sua visão do mundo, e alavancar o potencial de sua equipe. Disponível também para atuar como 'Conselheiro' para Empresas, Empreendedores ou Executivos.

Contatos: mauriciocosta@uol.com.br





___________________________________________________________________
Ver matéria sobre o mesmo tema A VELOCIDADE DAS MUDANÇAS, publicada neste site em Fevereiro/2010: 



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Recomeçar. A Constante Reciclagem da Marca Pessoal






..."Não consigo sair dessa... estou sempre girando no mesmo lugar, apesar de trabalhar muitas noites sem dormir, acabei sem nada, sem trabalho e sem emprego. E agora, não consigo me reerguer. Estou cada vez me alienando mais. Sem coragem de reiniciar".(Postagem recente no Blog MARCAS FORTES)

..."Por que não consigo conquistar minhas metas pessoais? Tenho de reiniciar?... Faz anos que não tenho trabalho e isso me estressa, e voltar ao campo de trabalho me dá medo, por estar afastada há anos. Estou desacreditando de mim mesma" (Postagem pessoal e reservada no Facebook).

Recebo com frequência perguntas ou desabafos como esses reproduzidos acima. São questionamentos legítimos de seres humanos maravilhosos em busca da realização pessoal ou da própria sobrevivência. Por essa razão, decidi escrever hoje sobre um assunto banalizado por alguns, e subestimado por muitos: a necessidade dos constantes 'recomeços' impostos pela vida, decorrentes de perdas materiais, profissionais ou afetivas.

Conhecemos pessoas que lutaram a vida inteira para tentar alcançar determinado objetivo e se frustraram, pelo fato de haverem desperdiçado seu precioso tempo a fazer algo que nada tinha a ver com sua verdadeira vocação. Há também aqueles que desistiram de suas batalhas pessoais para atingir uma meta que estava acima de sua capacidade física (saúde), emocional (auto controle) ou mental (preparação). Por fim, há ainda aqueles que não atingem sua metas por conta de um incompreensível comodismo.

Vocação diz respeito àquilo que de mais sagrado carregamos em nosso âmago. Não é algo relacionado a questões de empreendedorismo ou sucesso financeiro, é na verdade a síntese do ‘estar bem’ conosco mesmos. É uma sinalização para um caminhar com equilíbrio: “A vocação é a forma como a alma percebe sua própria realização. Siga a voz do seu coração; é por aí que irá encontrar a própria felicidade” (O Mentor Virtual – Pág. 129 – Ed. Komedi – Campinas-SP – 2008). Metas são desafios; quase sempre relacionadas a objetivos materiais, mensuráveis e definidas. Todavia, não convém estabelecermos tais objetivos sem antes analisar nosso potencial, ou seja, aquilo que define nosso nível de poder. Isso evita frustrações. É decisivo ter perfeita consciência das próprias características pessoais, no tocante a limite de recursos financeiros, capacitação intelectual, saúde física e mental, e por último, mas não menos importante, o controle emocional, ou o poder que temos sobre nós mesmos. 

Uma coisa é identificar ‘o que eu quero’; outra, totalmente diferente, é saber ‘o que eu posso’. É necessário aqui não confundir o sentido da palavra ‘poder’. - Quando a sabedoria popular ensina que ‘querer é poder’ não está dizendo que pelo simples fato de querermos algo, nós possamos realizá-lo, mas sim, que a expressão ‘querer’ é uma palavra poderosa, por estar impregnada de uma energia criativa e realizadora. O apóstolo Paulo, ensinava... “Deus opera em vós o querer e o efetuar” (Fil. C2, V13), uma maneira sábia de dizer que quando o querer é impulsionado por um ‘poder verdadeiro’ ele nos conduz à concretização do idealizado. Assim, fé, paciência e humildade são formas de poder do ponto de vista dos valores, da mesma maneira que recursos financeiros e capacitação intelectual são exemplos de poder material.

Ao tomar consciência da minha vocação e identificar a minha força, (potencial e limitações) eu posso determinar com mais objetividade o ‘onde quero chegar’ que define minha vontade. Essa vontade ou querer é o que impulsiona minhas atitudes, que resultam em ação, movimento, realização e resultados. Ao sincronizar ‘aquilo que eu quero’ com ‘aquilo que eu posso’ defino o ponto de equilíbrio que me permite viver em harmonia comigo mesmo e realizar o sonho levando em conta meu potencial, que garante sucesso e realização. Como nos ensinam os grandes mestres da palavra, o que é perfeito surge da complementaridade do que é aparentemente oposto. O equilíbrio é a essência de todas as coisas.

Por último, há aqueles que não atingem suas metas por questões de comodismo. Uma letargia mental, por falta de iniciativa ou coragem para enfrentar o novo que desafia a cada dia. Como aquela rã numa panela com água gradualmente aquecida, que vai se acomodando à temperatura até sua total paralisia (e morte), assim são alguns seres humanos que ignoram o quase imperceptível efeito das mudanças à sua volta. Acomodam-se sob o pretexto de qualquer desculpa e esvaziam-se da energia vital que os motivam à ação. Numa linguagem figurada dos religiosos, distanciam-se de Deus em perigosos mergulhos para o lado escuro da alma. Ao Ignorar o insistente apelo da vida pela sobrevivência, tornam-se alheios ao imperativo processo evolutivo que impõe rupturas com o passado. E é neste ponto crítico que alguns percebem a grandiosa oportunidade do 'ressurgir dos mortos' para um renascer do espírito. Sugiro a leitura de um artigo que postei sobre o assunto algum tempo atrás neste blog sob o título ‘A Velocidade das Mudanças'. 


Uma reflexão sobre o ambiente que nos cerca permite entender a máxima do grande mestre:  “necessário vos é nascer de novo”, uma lição que precisamos repetir a cada dia quando nos sentimos tristes, desolados ou frustrados conosco mesmos. Chegamos a nos sentir 'mortos' para vida, simplesmente por não havermos percebido o quanto sufocamos nosso sonho. Não há razões que justifiquem medo ou letargia para o reinício; a vida é uma cadeia de infindáveis recomeços. A superação pede apenas uma momento de pausa para rever objetivos; identificar inimigos íntimos como a insegurança, o comodismo, ou a procrastinação que tanto atrapalham. Mensurar potencialidades, analisar oportunidades, reavaliar posturas, estabelecer metas claras, e concentrar toda energia nessa direção. Isso promove o renascer do espírito, gerando forças poderosas que libertam da escravidão de velhos fantasmas ou paradigmas.

O livro 'O Mentor Virtual' provoca incômoda reflexão com uma mensagem neste sentido: "Muitos não chegam a lugar algum por inércia, medo, ou vergonha de sonhar; outros, por se julgarem, de maneira covarde, impotentes para realizar aquilo que sonharam" (Pág. 80)Para a construção de uma Marca Forte, que resista às turbulências geradas pela insegurança e o medo é preciso substituir a ansiedade pela pro atividade.Repreender de maneira firme, sem necessidade de apelo ao sobrenatural, os invisíveis inimigos íntimos que habitam o inconsciente. Aprender a escutar através de você, e despertar valores latentes que traz consigo, identificando dons e ‘talentos escondidos’ para transformá-los em resultados; por fim, acreditar em você para transferir credibilidade e construir sinergia com todos ao seu redor; pois, “Se você não acreditar em si mesmo, como esperar que outros o façam?” (O Mentor Virtual – Pág. 163).

A retomada da consciência do poder interior, é o extraordinário momento de passagem onde se opera o estupendo milagre do renascimento. O rompimento de um fictício casulo criado pela mente que permite novos desdobramentos, num processo de transformação surpreendente, e restabelece a auto confiança que o faz renascer a cada dia. Apenas a você cabe definir seus destino. Não delegue isso jamais!" (O Mentor Virtual - Pág. 265)
____________________________________



*Mauricio A Costa, é Estrategista. Sócio Fundador da SUPPORT BRANDS, empresa de projetos e assessoria para alavancagem de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, sob consulta, para atuar como Executivo, Estrategista ou Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte.

É o idealizador do Projeto Mentor Virtual, organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país.