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domingo, 30 de janeiro de 2011

Adversidade. A Têmpera das Marcas Fortes





Por Maurício A Costa*


“Construir uma marca forte implica encarar o desconhecido, enfrentar novos desafios: Sair do lugar comum com determinação e ousadia, que exige criatividade e coragem para correr riscos, entusiasmo e autoconfiança para transferir credibilidade”. (Maurício A Costa, em ‘O Mentor Virtual’ – Pág. 170 – Editora Komedi - Campinas-SP – 2008). 
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Aprendi muito do que sei como estrategista voando. Isso mesmo, voando! Quando me interessei pela aviação esportiva jamais imaginei que iria aprender conceitos tão importantes aplicáveis à minha vida profissional como Executivo, Empresário, Coach ou Assessorando Empresas. Creio que, até mesmo minha vocação como escritor começou a surgir a partir dessa paixão por voar, pois não há nada tão belo e tão forte quanto perceber o mundo a partir de uma nova perspectiva. Ver de cima, ou melhor, ver de fora. Observar a montanha sem estar nela; enxergar não apenas suas encostas, mas também toda extensão a seu redor por quilômetros de distância. A visão não é só poética, é enriquecedora e prática. Não diz respeito unicamente a princípios aerodinâmicos ou meteorológicos, mas principalmente a questões como planejamento, bom senso e acima de tudo, disciplina.

Algumas regras básicas da aviação deveriam se tornar verdadeiros mantras de uma organização, independente do seu tamanho, porque dirigir uma empresa em nada difere de pilotar um avião. Ambos irão navegar por ambientes onde, ousadia e prudência precisam caminhar juntas, pois o imponderável é uma constante. Uma dessas regras, talvez a mais básica de todas, diz simplesmente que não se pode, ou melhor, não se deve decolar sem um plano de vôo. Norma que para muitos pode parecer óbvia, mas que não é seguida ou respeitada por muitos empreendedores, que decolam com seus empreendimentos sem a mínima noção de um plano estratégico, a indicar ao menos onde se pretende chegar, quando e como. Alguns chegam a dizer que isso é um luxo para poucos, e outros, chegam a dizer que se trata de ‘frescura’. Para esses, o pensamento estratégico não passa de uma perda de tempo.

Ao atuar como ‘estrategista’ para várias empresas, envolvo-me com frequência em momentos de turbulência dos mais diversos. Há ocasiões em que tudo parece fluir em céu de brigadeiro, como dizemos na aviação quando se voa em céu azul, sem nuvens pesadas, com visibilidade total e sem ventos fortes; todavia, voar implica estar em constante deslocamento, e por consequência, as condições meteorológicas podem mudar de uma hora para outra, alterando completamente a segurança do voo. Essa percepção comum a um piloto é muitas vezes ignorada por um empreendedor. Por isso, a visão desse estrategista é quase sempre vista com certa reticência e até animosidade por quem o contrata, afinal, como pensar em adversidades quando ao redor tudo está bem, fluindo a mil maravilhas? Por que estragar o prazer de o momento de plenitude de um empreendimento com preocupantes previsões adiante, se tudo está ‘aparentemente’ sob controle?... É assim, que tem início em determinadas situações, momentos de angústia e desafio para aquele que com uma visão de fora e de longo alcance, percebe significativas mudanças no horizonte e necessita sugerir mudanças de rota ou de atitude da aeronave, no caso a empresa, com relação à velocidade, altitude ou plano de voo.

Provavelmente, a maior de todas as competências de um empreendedor, tal qual um piloto, seja a sua capacidade de atuar na adversidade. Afinal, ser empreendedor é uma atividade de risco, especialmente em países onde inexiste uma política de amparo e proteção que promova maior segurança àquele que se aventura a voar em ambientes hostis, marcados por uma ocupação irracional, irresponsável e até mesmo desleal dos espaços. Entretanto, competência para a adversidade não significa habilidade de improvisação. Muito pelo contrário, implica maior ênfase no planejamento e suas necessárias adequações durante o percurso ou operacionalização. Nesses momentos, pode ser decisivo complementar a visão com informações que chegam de fora. Recomendações estratégicas podem significar a sobrevivência de um projeto, e conduzi-lo com serenidade à sua meta. Não existe possibilidades de mágicas durante um voo. Não se apela a ‘pais-de-santo’, ou salvadores da pátria em momentos de turbulência, mas se aplica com absoluta confiança princípios, que associados ao conhecimento, ao bom senso e à disciplina, contornam situações adversas. Nada, além disso.

Convém lembrar algo que aprendemos na infância, mas que esquecemos com facilidade: crescemos na adversidade. Sempre saímos fortalecidos desses momentos turbulentos, porque é neles que nos permitimos testar nossa capacidade de superação, mais que isso, colocamos em prática novos conhecimentos ou novas teorias, além de abrirmos nossas mentes para alternativas de fora, que seriam certamente bloqueadas quando tudo parece estar bem. É na adversidade que entendemos o significado da palavra ‘diferente’. Aquilo que foge da rotina, do convencional, do que é conhecido. É também diante da adversidade que compreendemos a extensão da palavra ‘limites’, e nos colocamos frente a frente com o 'desconhecido'. E aí somos testados. Mais ainda, somos preparados para desafios maiores. No fogo intenso, o calor que dá a têmpera ao aço que ganha novas características, resistência e aplicações. Parece lugar comum, mas trata-se de uma verdade universal, da qual não há como fugir. O constante reciclar de todas as coisas impõe tal princípio. A catástrofe surge do inesperado para que em situações extremas tudo se reajuste, e para que, de alguma forma, seus participantes percebam o imperativo da mudança, pois sem isso, acomodam-se às condições conhecidas, ignorando a lei que rege todos os elementos de um todo que se modifica sem cessar.

Se você está vivenciando um momento de turbulência, em sua vida pessoal ou seu empreendimento, está na verdade diante de enormes oportunidades de crescimento, portanto, não se aflija, tampouco desespere, busque ajuda externa, para refletir sobre as alternativas. Quem está dentro de um tornado dificilmente saberá sequer em que direção ele está indo. Quem está de fora pode não apenas identificar a direção, mas também, sua força e intensidade. Se, no entanto, você está ‘voando em céu de brigadeiro’ seu desafio será maior ainda, pois implicará em tomar ações preventivas diante de uma plateia que nada irá entender; o que implicará posturas de coragem e ousadia, associadas a uma visão de futuro. Modificar paradigmas quando tudo está bem pode parecer uma loucura, ou no mínimo idiotice para muitos, e enfrentar uma manada nem sempre é algo fácil. Afinal, como ensina ‘O Mentor Virtual’, “O extraordinário consiste em construir algo que atravesse o tempo e o espaço convencional”.

Como já escutamos tantas vezes, a realização pessoal ou sucesso empresarial depende da nossa capacidade de transformar desafios em oportunidades. Ou como nos ensinaram os grandes alquimistas do universo, da nossa competência em transmutar material pesado em algo leve, como chumbo em prata. A adversidade não é mais que um momento de transição; uma chance de reciclagem para extraordinárias transformações. Tudo depende unicamente da forma como encaramos o novo, e reagimos diante dessas oportunidades. 
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*Maurício A Costa é um obcecado por resultados, gerado pelo pensamento estratégico, focado em gente, inovação, e criação de valor agregado. Executivo com experiência internacional em empresas como a Kimberly Clark, Grupo Gerdau, Grupo Grendene/Vulcabrás e o Grupo Tecnol (Atual Luxottica); está disponível para participar da construção de marcas fortes, em organizações sérias, interessadas na identificação de novas oportunidades, na superação de desafios, e na melhoraria de resultados e rentabilidade. No plano pessoal, é o idealizador do Projeto Mentor Virtual; organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país, e poderão mudar a sua visão do mundo, e alavancar o potencial de sua equipe. Disponível também para atuar como 'Conselheiro' para Empresas, Empreendedores ou Executivos.

Contatos: mauriciocosta@uol.com.br 
Visite nosso site: www.mauricioacosta.com.br

sábado, 22 de janeiro de 2011

Harmonia, A Beleza do Todo






Por Maurício A Costa*



“Todos os dias ao entardecer, o sol nos oferece um espetáculo de extraordinária beleza. Na verdade, não é apenas o sol que está produzindo essa visão magnífica; milhares de anônimas gotinhas esparramadas na atmosfera, combinando, refletindo ou difratando luzes e cores participam desse show de incomparável harmonia e perfeição, percebido exclusivamente pelos olhos atentos daqueles que valorizam o esplendor da vida, contido em cada ínfima partícula do universo"(Mauricio A Costa, em 'O Mentor Virtual - Pág. 151 - Ed. Komedi - Campinas-SP -2008).
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Alguns meses atrás, recebi uma carinhosa mensagem de uma amiga virtual no Facebook que dizia: “Mauricio: eu não consigo entender como alguém como você, com uma forte característica de empresário, e uma vida inteira dedicada ao frio e impessoal mundo capitalista, onde apenas prevalece o poder através do dinheiro, consegue ser ao mesmo tempo uma pessoa de tamanha sensibilidade, para escrever coisas como as que escreve, demonstrando tamanha preocupação com o ser humano”. Minha resposta naquela ocasião não poderia ser outra, resumida em uma única palavra: Harmonia. Aprendi ao longo da minha da vida que só alcançamos a plenitude de nós mesmos, quando descobrimos que fazemos parte de algo maior.
Em seu livro ‘O Mundo de Sofia’, o filósofo norueguês Jostein Gaarder, cita uma frase de um místico, cujo nome eu não consigo lembrar neste momento, que dizia: “Quando a pequena gota encontra o oceano, ela já não é apenas mais uma gotinha, ela se torna o próprio oceano”. Uma frase simples, mas de enorme conteúdo para aqueles que compreendem o paradoxo de saber-se infinitamente pequeno diante da grandiosidade do que o cerca, e ao mesmo tempo, sentir-se grande ao perceber-se como parte dessa magnitude. Fundir-se no outro é construir pontes que unem elementos distintos para criar algo muito maior. Um princípio fundamental do universo presente em todas as coisas, por mais simples que pareçam.

Estendendo essa reflexão para a vida empresarial, não consigo desassociar o ser humano de qualquer projeto, independente do seu porte financeiro. Enganam-se aqueles que pensam e agem de forma isolada, acreditando que sozinhos serão capazes de realizar qualquer empreendimento. Nem o mais simples empregado, e muito menos o maior de todos os empresários; tampouco o profissional liberal ou autônomo consegue realizar algo que não dependa da ação de outros. 

Todos estão interconectados de maneira surpreendente e inexorável. Por essa razão, nos últimos anos decidi dedicar boa parte do meu tempo para meditar e escrever sobre a importância da marca pessoal para a construção de uma marca empresarial. Uma idéia que começou juntando fragmentos da psicologia no que diz respeito às posturas humanas de forma isolada, aos conceitos de sociologia que contemplam os comportamentos em grupo, e a resultante dessa cooperação. 


As religiões de uma maneira geral, ensinam a importância do outro para uma vida de feliz, (o reino dos céus), e a base dessas doutrinas não estão amparadas apenas na visão teológica, como muitos podem pensar; a antropologia nos ensina que o comportamento humano é pautado pela sinergia grupal desde seus primórdios. O ser humano é gregário por natureza. Sua tendência à sociabilidade é inerente, e visível em seu processo evolutivo, demonstrando maior intensidade que em seus pares menos evoluídos, os animais, por conta da tomada de consciência que o permite identificar a importância da complementaridade, e o potencial da força que resulta do esforço coletivo. Isso não é religião é simplesmente bom senso.

Sabemos também, que é impossível separar a vida pessoal da profissional. Ambas caminham juntas. Estão interligadas entre si, refletidas nas mínimas posturas e decisões mais corriqueiras; uma vez que por trás do executivo, empresário ou trabalhador há um ser humano carregado de sentimentos e emoções, resultado de experiências pessoais ou da interferência genética que lhe é peculiar. Por esse motivo, é decisivo para o sucesso ou realização pessoal está bem consigo mesmo. Mais que isso, é fundamental estar consciente da própria potencialidade e acima de tudo, da interdependência com o mundo à sua volta. Quando ajo ou reajo diante de alguma situação específica, posso estar desencadeando uma avalanche de possibilidades que vão de um extremo a outro em frações de segundos. Uma atitude rancorosa, egoísta ou invejosa é percebida de imediato por aqueles que me cercam, e irão produzir efeitos totalmente diferentes de uma postura altruísta, que reflita desprendimento e preocupação com o coletivo. Como já citamos outras vezes em nossos textos anteriores, uma marca pessoal é resultado da percepção de valores que geramos; sejam eles positivos ou negativos. Em outras palavras, somos aquilo que projetamos para o mundo à nossa volta, sem mais, nem menos, e nosso ambiente será reflexo disso.

Ao juntar as pontas dessa análise, podemos deduzir a importância da palavra harmonia, tanto em nossas vidas pessoais, (estar bem consigo), como em relação ao ambiente que nos rodeia. Primeiro, tomando consciência de que nossos pensamentos, palavras e ações revelam nosso estilo e personalidade e, portanto, produzirão resultados compatíveis com nossa atitude. Segundo, nos percebermos como extensão do outro, na certeza de que dependemos dessa sinergia para alcançarmos nossa meta maior. Esse conceito é válido tanto em um relacionamento pessoal, como na vida conjugal ou na gestão de uma empresa. A interconexão é exatamente a mesma. A interdependência em nada difere. Precisa-se do outro para complementar o processo e atingir-se o propósito. Fora disso, é fracasso na certa. É divergência onde seria imprescindível  convergência. É discurso, desavença, separação e desgaste. Uma imensa energia produtiva vai sendo canalizada para a doença, a deterioração e até morte, de pessoas, projetos ou organizações, por ignorar a importância e a beleza do todo formado pela harmonia das partes, que o integram e necessitam interagir.

Em minhas palestras ou seminários, procuro realçar de maneira contundente essa interação entre a marca pessoal e a marca corporativa, que pode ser uma empresa, uma comunidade ou um lar. 

É essencial nos darmos conta de que somos imprescindíveis partículas, ainda que eventualmente anônimas, a dar beleza ao todo do qual fazemos parte. Como cada gota a formar um poderoso oceano, assim cada elemento numa organização, associação ou família. A unidade produz a sinergia que gera a força, estimulando o pulsar ou movimento que cria vida.

Portanto, se você é empresário, não se julgue, de maneira ingênua ou arrogante autossuficiente. Escute à sua volta e construa sinergia. Verá que o universo irá conspirar a seu favor e seus objetivos, ao ser compartilhado terão mais chances de sucesso. Se por outro lado, você for empregado ou colaborador de um empreendimento qualquer, descubra seus valores, desperte seu potencial e empregue-o com determinação naquilo que acredita. Jogue-se por inteiro, consciente de cada iniciativa. Saiba que todos estarão observando e julgando você a cada minuto.

Seja você uma dona de casa, esposa ou mãe, sua energia e posturas serão elementos decisivos para criar o amálgama que mantém unida a família. Se for alguém solteiro, divorciado ou viúvo, construa o máximo de sinergia com todos que puder. Entenda e usufrua da força que emana dos relacionamentos, construindo pontes que transformarão uma vida solitária num paraíso de oportunidades e prazer.

Descobriremos assim, que o céu não é um lugar no além, mas a própria vida, vivida com a plena intensidade gerada pela interatividade com tudo o que nos cerca. Prazer, satisfação, realização, sucesso, conquistas e vitórias são frutos da tomada de consciência de pertencer a um todo magnificamente maior do que aquilo que percebemos à primeira vista. A energia que em tudo penetra, fluirá de maneira poderosa criando um resultado extraordinário. 
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 *Mauricio A Costa, é Estrategista. Sócio Fundador da SUPPORT BRANDS, empresa de projetos e assessoria para alavancagem de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, sob consulta, para atuar como Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte. 

É o idealizador do Projeto Mentor Virtual, organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país. 

sábado, 15 de janeiro de 2011

Consultor, Coach ou Mentor: Só os Escutam Quem Tem Sabedoria




Por Maurício A Costa*



Soren Kierkegaard

“Eu pedi a Deus que me com concedesse o zelo e a paciência necessários para realizar a tarefa que ele me designaria. Foi assim que me tornei autor” (Soren Kierkegaard, em ‘É Preciso Duvidar de Tudo’ – No Prefácio da Obra - Ed. Martins Fontes – 2003). 

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Ainda muito jovem, me dei conta do quanto eu era cético. Não aceitava formulações prontas, regras autoritárias, ou paradigmas definidos com base em fé cega. Por duvidar sempre, e querer examinar tudo com um olhar atento, alguns me viam como um descrente, outros até como ‘herege’, aquele que discorda da grande massa, manipulada por conta de sua preguiça de pensar ou reagir. A reflexão havia se tornado meu estado de espírito permanente, o questionar um hábito, e posteriormente uma filosofia de vida. Aprendera com Pirro (360 a.C. – 270 a. C.) e Kierkegaard, (1813-1855) que 'é preciso duvidar de tudo', para que se possa enxergar os vários ângulos de uma mesma questão. Citando Spinoza (1632-1677), “eu falo da dúvida verdadeira no espírito e não daquela que se encontra frequentemente quando, em palavras, diz-se duvidar, ainda que o espírito não duvide. Pois não é o método que pode corrigi-la, mas o estudo da obstinação e de seu tratamento”. Duvidar não apenas por uma questão de querer reduzir a importância daquilo que está sendo apresentado, mas por desejar ampliar a compreensão exigida pela própria alma, e a dimensão ou amplitude daquilo que não se percebe de imediato.

Essa postura questionadora me levou a ser um leitor contumaz, devorando livros como um camelo sedento, com assuntos que iam da filosofia ao romance, da teologia à ciência, da psicologia aos escritos sagrados. Um insaciável por conhecimento, em busca da verdade que liberta e nos torna potencialmente mais próximos daquilo que chamamos de 'imagem e semelhança': a sabedoria. A leitura faz aprender, o aprendizado ajuda a fazer; o fazer leva ao saber, e o saber obriga ensinar. Mesmo consciente de que quase nada se sabe, a compulsão por transferir conhecimento, inconsciente, irresistível e crescente gera no ser humano a postura do professor, filósofo, escritor ou consultor. É a sua bagagem de conhecimento, associada à capacidade de intuição e sensibilidade humana que irá torná-lo apto a recomendar caminhos, sugerir alternativas, complementar visões, ou preparar pessoas; jamais sua ambição ou vaidade.

Por haver iniciado minha vida profissional com apenas nove anos de idade; não por capricho, mas por necessidade, ainda tenro senti na pele o instinto de sobrevivência que me levou ao enorme desejo de aprendizagem, o que me fez aprender logo cedo o quanto é fundamental caminhar juntas, a teoria e prática para o ‘fazer acontecer’ que cria a experiência. Sem isso não existe crescimento saudável. Sem essa base não h sustentação. O dia-a-dia de qualquer empreendimento exige atualização constante de informação em todas as direções, desde o conhecimento técnico às mudanças de comportamento. Implica acima de tudo, numa atitude de humildade de sua liderança, em compreender que nem sempre domina o quadro completo e para tanto, é imprescindível buscar informação e conhecimento complementar. Não há como improvisar quando ação é ao vivo, sem chances de ensaios. Errar pode ser fatal e irreversível à empresa. Todavia, muitos empresários e grandes executivos subestimam esse princípio; Por colocarem-se acima do bem e do mal, arvoram-se como donos absolutos da verdade e devido a essa atitude arrogante põem em risco de maneira involuntária, ou irresponsável, o sacrifício despendido no projeto original, muitas vezes ao longo de anos de trabalho e à custa do desgaste de uma batalhadora equipe.

Friedrich Nietzsche
Neste ponto, quero destacar o título desta matéria, que a figura do Consultor, Coach, ou Mentor, na vida de um empresário ou executivo, pode ser decisivo em momentos cruciais. A visão de fora, complementando informações ou recomendando opções, às vezes até não convencionais, pode fazer diferença, especialmente nos momentos de turbulência. Isso, porém, exige humildade. Impõe abrir mão do egoísmo e da vaidade pessoal, e mais que isso, como ensina Nietzsche, pede uma ‘mente aberta e um espírito livre’ para enxergar a multiplicidade de ângulos para interpretar e compreender um fato ou uma situação qualquer. É decisivo saber que a liberdade de escolha não está comprometida ao inserir essa visão complementar, pelo contrário, ela será ampliada a partir daí. Escutar é algo exclusivo para quem tem sabedoria e não apenas inteligência, ou esperteza.

É lamentável também, a proliferação de ‘pseudo consultores’; o termo na verdade tornou-se banal; seja pelo fato de alguns empresários, que na ânsia por se verem livres de encargos visando reduzir custos, evitam o vínculo empregatício e contratam profissionais sob o título de 'consultores'; seja também por profissionais que por falta de atualização ou vocação perdem seus empregos e acreditam-se capazes de oferecer 'consultoria', terminando por gerar imensa frustração em si mesmos, e naqueles que os contratam. Há também uma leva enorme de jovens que, por ser despreparados, especialmente do ponto de vista emocional, se apresentam como 'consultores', ou aptos para atuar como ‘coaching’, tornando-se potenciais candidatos ao estresse, por não conhecer suficientemente os delicados labirintos da alma humana, tampouco, o complexo e inóspito ambiente empresarial. 
Pedro Grendene


Como dizia meu mentor e amigo Pedro Grendene, ‘o diabo não é diabo, porque é diabo, o diabo é diabo porque é velho’; uma forma divertida de parafrasear o dito popular de que ‘o ser humano não fica velho, ele se torna sábio’. Ou em outras palavras, de que só o tempo consolida e amálgama o ser humano, fundindo informações diferentes ou heterogêneas para formar o todo que chamamos de 'sabedoria', a principal ferramenta de um autêntico Consultor, para alavancar mudanças ou gerar transformações significativas, que sem dúvida poderão ser brilhantemente implementadas se processadas ou conduzidas por jovens com coragem e determinação, porque no operacional é a junção da sabedoria com a energia que produz efeitos memoráveis.


Baruch Spinoza
Ao atuar como Estretegista Empresarial, assessorando empresas de todo tipo, observo perplexo a atitude de tantos empresários, que apesar de contar com magníficas oportunidades para alavancar suas empresas, parecem ignorar tamanho potencial. De maneira incompreensível, preferem seguir repetindo erros do passado, ou trilhando apenas naquilo que lhe é familiar ou conhecido, limitando expressivamente todas as possibilidades de crescimento de seus empreendimentos. Alguns agem assim por medo de perder aquilo que já conquistaram, outros por mera vaidade. No dizer do filósofo Spinoza, “se julgam livres apenas porque são conscientes de suas ações, mas desconhecem as causas pelas quais são determinados”.

Por tudo isso, algumas empresas crescem e tornam-se líderes nos mercados em que atuam, enquanto outras permanecem estacionadas no tempo, 'à espera de um milagre'. Rebocadas pela mesmice ou condescendência, vegetam à margem do progresso e das oportunidades. Há também aquelas que após haverem experimentado sua fase de pioneirismo e sucesso, acomodam-se perigosamente sob louros do passado, sem perceber as alterações no ambiente que as cerca, tornando-as vítimas em potencial da inércia.


A visão de fora complementa a ousadia e idealismo do empreendedor, enriquece o processo decisório, e produz a química que impulsiona a coragem e determinação para gerar as transformações necessárias. Só aqueles que substituem a vaidade pela sabedoria terão alcance para compreender essa verdade. 

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*Mauricio A Costa, é Estrategista. Sócio Fundador da SUPPORT BRANDS, empresa de projetos e assessoria para alavancagem de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, sob consulta, para atuar como Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte. 

É o idealizador do Projeto Mentor Virtual, organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país. 


sábado, 8 de janeiro de 2011

Credibilidade - Valor Decisivo Para Construção de Uma Marca Forte



Por Maurício A Costa*





"A maior de todas as batalhas para concretizar seus sonhos será contra os inimigos que você carrega dentro de si mesmo. Identifique-os e saberá como lidar com eles. Ignore-os e será um escravo para sempre". ( ‘O Mentor Virtual’ - Pág. 134-Editora Komedi - Campinas-SP - 2008).

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Era uma vez uma empresa... Um empreendimento que tinha todos os ingredientes para alcançar o sucesso. Seus produtos eram apreciados e elogiados por todos; suas embalagens e marcas criavam boa impressão nos clientes e consumidores, por carregar o melhor da tecnologia e contar com uma equipe formada por um grupo de pessoas maravilhosas. Mesmo sendo uma organização de pequeno porte ela brilhava no mercado, chegando a causar preocupação em grandes concorrentes, por conta do estilo arrojado e determinado que imprimia em suas ações.

A história bem que poderia seguir nesse estilo de um conto de fada. Uma coisa, porém, não estava indo bem naquela empresa. Ela estava sendo dirigida por alguém sem controle emocional. Um jovem executivo extremamente ambicioso, cujo humor variava entre a rispidez de palavras autoritárias e até mesmo agressivas, em determinados momentos, e o excesso de intimidade em outros, a revelar falta de consistência na postura. Ora um feitor maquiavélico, outras vezes, revelando o cinismo que esconde a farsa, com o propósito de criar ilusória ideia de liderança.

Como 'advisor' daquela empresa, minha preocupação maior não era com mercado, produtos, ou estratégias de marketing, mas com a estruturação da equipe, ou mais especificamente com a construção e retenção de talentos, pois o sucesso de qualquer empreendimento nos dias atuais depende exclusivamente do quanto sua direção seja capaz de montar e manter um time competente, comprometido e extremamente motivado, para gerar os diferenciais que uma marca necessita a fim de encantar seus clientes e criar espaço numa guerra sem tréguas por fatias do mercado. Todavia, a rotação de pessoas nessa organização revelava claramente uma falta de estabilidade emocional na liderança. O entra e sai de gente não permitia que o aprendizado evoluísse permeando a empresa para que a cultura se consolidasse. Não precisa pensar muito para imaginar as turbulências que assolaram o empreendimento e as dificuldades enfrentadas por conta do ponto fraco na liderança, incapaz de construir uma equipe estável. 

A arrogância, presunção exacerbada de que se sabe, é quase sempre a arma utilizada por aquele que não está preparado para o desafio ou função, mas 'se acha'. Explícita ou disfarçada por trás de atitudes incoerentes e precipitadas, ela produz uma descrença e desmotivação generalizada não apenas no ambiente interno, mas também nos parceiros externos. Como ensinava o grande filósofo Platão, o homem sábio é aquele que tem consciência de suas limitações, isto é, ele sabe quando não sabe; tem perfeita noção de sua ignorância ou limitação, e age com base nesse padrão de consciência. Há ainda, um lado oculto por trás da arrogância que é a insegurança, resultante do fato de inconscientemente saber que se sabe pouco. Na junção dessas duas características, ignorância e insegurança, está, a meu ver, toda base do descontrole emocional que revela pelo nível de estresse, o despreparo de um líder, e consequentemente o provável destino da organização.

Tenho visto com frequência, muitas grandes empresas cometendo o mesmo equívoco. Entregando o comando de suas operações a executivos totalmente despreparados, e emocionalmente descontrolados; agindo sob efeito de impulsos, escondendo sua insegurança ou despreparo por trás dos mais arrogantes discursos e posturas. Decidem assustados sob o estresse que os consome, embora representem belos papéis sob holofotes ou shows pirotécnicos para disfarçar incompetência e mascarar resultados, que no longo prazo fatalmente o revelarão. 

Em vários artigos que escrevemos sob a construção de marcas fortes, falamos com frequência sobre a decisiva importância dos valores. São eles que formam a base segura tanto da marca pessoal, quanto da marca empresarial. Dentre esses valores nenhum é tão forte como a credibilidade;  reflexo de atitudes transparentes e autênticas. Portanto, me parece impossível pensar em longo prazo sem uma base confiável. A partir dessa premissa, concluímos que não se pode construir um empreendimento para o futuro cujos alicerces sejam estruturados sobre falsas posturas, de líderes, que embora possam demonstrar excelente capacitação técnica, podem estar despreparados para lidar com pessoas, o patrimônio mais importante de qualquer empresa, e principal ingrediente do tripé que define um projeto: gente, recursos, e idéias.  

Não importa, portanto, o tamanho do empreendimento, se uma pequena empresa, uma multinacional, ou até mesmo um país; o que define o sucesso é a competência, derivada do conhecimento, sustentado pelo controle emocional de sua liderança e demonstrado por atitudes que revelem humildade sem hipocrisia. Para tanto, é imprescindível identificar inimigos íntimos como a arrogância, a vaidade e o egoísmo que interferem na formação de um verdadeiro líder. Mais ainda, é decisivo afastar toda insegurança criada pelo despreparo para ter perfeita consciência do que sabe e do que não sabe, e com base nisso, cercar-se de gente preparada para suprir eventuais lacunas.

Sobre este tema, minha recomendação como estrategista, coach ou conselheiro, pode ser resumida em poucas palavras: não subestime o desafio, tampouco o superestime. Não finja saber quando por dentro está consciente de que não sabe. Isso só irá gerar estresse e angústia. O tempo é inexorável e irá revelar todas as suas fraquezas, por isso, o melhor caminho é preparar-se. Não se intimide com o aprendizado, muito menos com a quantidade de informações com as quais terá de lidar, a maior parte delas irá jogar fora, mas o essencial permanecerá. Não fique parado acreditando que os problemas se resolvem por si, enfrente-os com firmeza e determinação, sem fazer 'tipo'. Acredite em você mesmo, e acima de tudo trabalhe seu controle emocional. Identifique as causas para eventuais descontroles e atue com coragem para superá-los. Ser um líder não é ser um ator medíocre. Ser um líder é encontrar pessoas certas com as quais você se identifique; prepará-las com muito carinho e dedicação, e envolvê-las no desafio com motivação séria e honesta. O segredo para o sucesso pessoal ou empresarial sempre foi e continuará sendo ser apaixonado pelo que se faz, mas eu gostaria de  complementar isso, dizendo: Esse sucesso irá depender da forma como você for capaz de envolver e acima de tudo, valorizar aqueles que, à sua volta, são na verdade os que fazem a coisa acontecer. 

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"Que as nossas palavras sejam sempre de encorajamento. Nossos gestos, poderosas alavancas de apoio. Nosso abraço uma imensurável fonte de energia para cada ser humano ao nosso redor. Coisas simples que podem modificar o mundo a partir de nós mesmos" ('O Mentor Virtual II' - O Elo Invisível - Campinas-SP - 2011 - Em gestação).


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*Mauricio A Costa, É estrategista para projetos de ‘alavancagem’ de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, para atuar como Executivo, Assessor, Sócio, ou Membro do Conselho de Empresas sérias e comprometidas com a verdade e a transparência. 

É o idealizador do Projeto Mentor Virtual; organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, para grupos, associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país.

Contatos: mauriciocosta@uol.com.br



sábado, 1 de janeiro de 2011

O Desafio da Construção de Uma Marca


Por Maurício A Costa*


"Metade deuses, metade animais. Enlevos de sabedoria, alternados com impulsos de instintos. Metade amor, outra metade danação, vagamos perdidos entre dois estranhos mundos sem noção de tempo. Nessa incrível viagem, nosso maior desafio é estar atento a cada mínima decisão, porque o diabo está nos detalhes". (Mauricio A Costa, em 'O Mentor Virtual II' - O Elo Invisível - Campinas-SP).
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Estamos iniciando mais um ano, de um século que será marcado pela velocidade das transformações. Podemos viajar hoje não apenas fisicamente, mas, nos teletransportamos para qualquer lugar do planeta ou do universo, transferindo nossa imagem e voz através do espaço em frações de segundos. Não existem mais restrições para que possamos estar simultaneamente em diversos locais ao mesmo tempo. Tornamos-nos literalmente virtuais e muitos ainda não se deram conta disso, continuando suas viagens numa dimensão superada, marcada por apego ou dependência a paradigmas de toda ordem.

Nos dias atuais se vende e se compra qualquer coisa, de um livro a um avião, em qualquer parte do mundo, por meio de um simples clicar em computador ou telefone. Transferem-se milhões de dólares em segundos para qualquer lugar do planeta sem que o dinheiro saia fisicamente do lugar. Realizam-se reuniões internacionais através de teleconferências sem que os participantes necessitem sair de seus respectivos países, ou mesmo de seus escritórios. É possível assistir-se confortavelmente em casa qualquer evento esportivo, artístico ou político, na mais remota área da terra no exato momento em que acontecem. Apesar disso tudo, ainda há quem continue apegado a dogmas tribais, pensamentos retrógrados, e atitudes mesquinhas, submetendo-se à escravidão pela ignorância, alheamento ou burra vaidade. Paralelamente, aqueles que dominam algum tipo de avançada tecnologia ou constroem ligações escusas, vivem como se habitassem em feudos. Agem como se não houvesse vida fora do seu habitat; e numa globalização desenfreada, vão construindo conexões de toda ordem, a criar robôs humanos, alimentados por um sistema que prevê todos os seus movimentos, com base em poderosos bancos de dados.

Assistimos assombrados o crescimento de blocos de dominação, de caráter econômico, político ou religioso, a formar de um lado um grupo de disfarçados manipuladores, e do outro, uma enorme massa cinzenta e amorfa de desesperados sem muitas alternativas, que manipulados pelo poder submetem-se aos mais esdrúxulos comandos, muitas vezes subliminares, da propaganda enganosa que constrói atrativas marcas de produtos e empresas ou fulgurantes marcas pessoais, cujo propósito é unicamente o de gerar magníficas fachadas que impressionam e criam irresistível massa crítica a engolir o que vier pela frente. Tudo se torna comprável. Tudo é passível de venda. Princípios, direitos, sentenças, mercados, autoridades, ou instituições. Vende-se a alma por um punhado de moedas que se transformam em fazendas, barcos ou aviões, ou permanecem escondidas em paraísos fiscais isentas de tributos ou fiscalização.

Enquanto isso, o pequeno empreendedor, mistura de sonhador e guerreiro, transformado em órgão arrecadador do estado, por conta da substituição tributária, ou esmagado por impagáveis tributos em escala, vê seu projeto minguar se não aceitar entrar no conluio generalizado, capitaneado por modernas gangs de pseudos lobistas, a fazer um ‘meio de campo’ entre o inferno do estrangulamento financeiro e a inesgotável fonte de recursos governamentais disponível para um seleto grupo que aceite o jogo. Como se não bastasse, a concorrência é predatória, de grandes multinacionais, algumas delas financiadas por organizações especializadas na lavagem do dinheiro oriundo do narcotráfico internacional, ou de produtos importados a preços fictícios ou contrabandeados abertamente sob proteção de poderosas gangs locais amparadas por políticos de grande poder de influência com a retaguarda de juízes e policiais corrompidos

É contra essa hidra de várias cabeças, citada pelo Apocalipse que seres humanos por trás de cada empreendimento se defrontam diariamente. Ou entra no ‘esquema’ vendendo a própria alma ou aventura-se por mares turbulentos, ignorando se conseguirá vencer ou não terríveis tempestades. Esse é o divisor de águas. Uns trafegarão com seus helicópteros e learjets muito acima dos engarrafamentos destinados às massas burras, enquanto outros serão tachados de idiotas ou incompetentes por não se sujeitarem às intermináveis negociatas que transformam da noite para o dia, um ‘Zé Ninguém’ em competente e bem sucedido empresário.


Construir uma marca tornou-se, portanto, um desafio descomunal para algumas empresas. Competir com monstros com capacidade de comunicação desproporcional chega a ser quase um lento suicídio. Não há como chamar a atenção do consumidor ou usuário com uma simples página de revista, se o concorrente tem poder para comprar dez páginas, ou até a revista inteira. Não é possível colocar seus produtos em uma rede de lojas se os espaços em suas gôndolas são comprados pelos grandes a preço de ouro para bloquear o pequeno empreendedor. Algumas empresas de grande porte chegam a impor condições a seus clientes no varejo, que para ter suas marcas famosas deverão retirar de suas prateleiras determinadas marcas que porventura a incomodem com preços menores ou qualquer outra razão. Um jogo bruto, marcado pelo poder financeiro, onde a fonte dos recursos pode ter insondáveis origens.

Filósofo Gilles Lipovetsky  
Cada ano novo que começa, faz renascer as esperanças de muitos. Todavia, convém lembrar que os atores da peça continuam os mesmos. Trocam-se apenas alguns papéis para engodo da massa manipulada que aplaude. Uma enorme angústia toma conta daqueles que a tudo assistem impotentes. Filósofos, pensadores, poetas, ou meros figurantes de uma ópera bufa aos quais lhe concedido o direito de pensar sem opinar para que não se traga luz aos recantos escuros de um palco onde os principais personagens são na verdade falsas imagens projetadas a gerar a ilusão de um espetáculo de grandes proporções, enquanto uma platéia sob torpor delira em aplausos seu próprio esbulho.

Por conta dessa minha forma de pensar, tenho procurado focar cada vez mais o meu trabalho como Estrategista/Consultor ou Coach junto àquele empreendedor, que acredita no trabalho sério como a melhor alternativa para a construção de uma marca forte, consciente de que o desafio será grande, mas com a certeza de que existe muitas oportunidades a serem exploradas quando se usa o pensamento estratégico aliado à coragem e determinação para alcançar metas audaciosas. Enquanto isso, torçamos para que a nossa nova Presidenta leve à sério o seu compromisso diante da nação, de atuar firme no combate aos desvios de recursos públicos, arrancados sem piedade de laboriosos cidadãos e empreendedores brasileiros.
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*Maurício A Costa é um obcecado por resultados, gerado pelo pensamento estratégico, focado em gente, inovação, e criação de valor agregado. Executivo com experiência internacional em empresas como a Kimberly Clark, Grupo Gerdau, Grupo Grendene/Vulcabrás e o Grupo Tecnol (Atual Luxottica); está disponível para participar da construção de marcas fortes, em organizações sérias, interessadas na identificação de novas oportunidades, na superação de desafios, e na melhoraria de resultados e rentabilidade. No plano pessoal, é o idealizador do Projeto Mentor Virtual; organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país, e poderão mudar a sua visão do mundo, e alavancar o potencial de sua equipe. Disponível também para atuar como 'Conselheiro' para Empresas, Empreendedores ou Executivos.

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