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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Solitários Peregrinos



Por Maurício A Costa*


"Cada um de nós tem seu próprio labirinto. A trilha é pessoal, e a cada um cabe percorrê-la de forma corajosa e solitária, sem a mínima noção de onde chegar" - (Mauricio A Costa, em 'O Mentor Virtual II' - O Elo Invisível - Campinas-SP-Brasil)


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Era manhã de um dia frio, no início da primavera, e a neve já começava a derreter sobre as montanhas de Lugo no norte da Espanha. Absorto em pensamentos, eu viajava em silêncio, deslumbrado com aquela bucólica paisagem marcada por sua enorme  extensão, salpicada por pequenos vilarejos a revelar presença de vida, ainda que não se avistasse viva alma a caminhar em meio às casas ou arbustos que davam cores àquela tela natural, que se desdobrava à minha frente após cada curva da estrada. Centenas de pinturas prontas, aguardando apenas a alma do artista que com sensibilidade fosse capaz de captar seus estupendos detalhes; invisíveis aos olhos de uma grande maioria que por ali diariamente passa, preocupada essencialmente com a sobrevivência; ou de tantos que viajando no irreversível túnel do tempo, estão ocupados unicamente em construir seus castelos de areia, alicerçados na futilidade da matéria. Uns, em busca do ouro que cria ilusório poder, outros, a vagar como insanos turistas à procura de pequenos troféus para sua galeria de futilidades.

Enquanto o automóvel deslizava entre campos e montanhas desse distante paraíso, eu me dava conta da grandiosidade que nos cerca, e torna nossa pequenez quase imperceptível, mesmo aos olhares mais atentos. Por alguns segundos, me veio à mente a lembrança de certos momentos em que pilotando sozinho algum pequeno avião sobre regiões parecidas, eu me dava conta do quanto era difícil enxergar as pessoas lá embaixo, mesmo que voando a pequenas altitudes. Essa reflexão me trazia a exata noção de que, à medida que nos distanciamos de algo, essa imagem vai aos poucos se transformando em algo pequenino e insignificante ponto até desaparecer totalmente. A ação inversa, nos mostra que, quando saímos do ambiente macro e aproximamos nossa visão, observando o detalhe, aquilo que parecia apenas algo inerte, vai mostrando os extraordinários efeitos da vida se revelando em sua plenitude.

De longe, não passamos de um ínfimo pontinho, ou na linguagem eletrônica, apenas um insignificante 'pixel', considerado o menor componente de uma imagem digital, capaz, todavia, de exibir mais de dezesseis milhões de cores distintas quando exibidos em monitores (telas) modernos. De maneira análoga, olhados no detalhe, somos milhões de possibilidades. Um potencial gigantesco de alternativas. Apesar de não passamos de pequeninos caminhantes sobre um ínfimo planeta diante da imensidão do cosmo, temos ao mesmo tempo, um poder imensurável de produzir decisivas transformações no meio em que atuamos. Tudo depende do nível de consciência  que alcancemos. Tal qual uma anônima planta perdida em meio à floresta, escondemos a incrível magnitude da vida no pulsar contínuo que produz energia. A forma como usaremos essa força, entretanto, é uma incógnita. Tudo dependerá das nossas reações frente aos obstáculos e adversidades que encontremos. Não há muita previsibilidade. “O intrincado e muitas vezes desconhecido emaranhado de possibilidades que envolve uma escolha pode modificar caminhos e destinos em fração de segundos. Somos, na verdade, extremamente vulneráveis por conta da imprevisibilidade das nossas próprias atitudes, quase sempre recheadas de conteúdo emocional”. (Mauricio A Costa, no artigo ‘Divididos Entre a Razão e o Coração’, publicado no Blog Marcas Fortes em 26/06/2010).

Eduardo Giannetti
A cada dia me dou conta da minha pequenez, por conta dessa vulnerabilidade diante de fatores externos. Me sinto flutuar, na maior parte do tempo, ao sabor de circunstâncias imprevisíveis, capazes de gerar significativas alterações, e derrubar momentaneamente aquilo que havia definido momentos antes como um ideal. Nos flagramos impotentes diante de nossas mesquinhas atitudes, que a princípio não deveriam merecer muita atenção, mas, nos fazem mudar trajetórias e alterar roteiros que podem modificar substancialmente nossas vidas, e quem sabe a de terceiros, para sempre. Como nos diz Eduardo Giannetti em 'A Ilusão da Alma' (Companhia das Letras-SP-2010): "É possível, enfim, que nossa consciência de nós mesmos não passe de um engodo e de um contínuo fantasiar do que não somos, como uma farsa em que personagens se crêem autores dos papéis que representam? E que aquilo que a que me habituei chamar de 'eu' não exista realmente, mas seja apenas sopro do que emerge da combinação de sopas e faíscas de um cérebro em vigília; e que eu e tudo o que me imagino ser seja uma peça de ficção que vive em mim em vez de ser escrita; e que ninguém exista realmente como se finge existir, mas seja o personagem de sua própria farsa, como peças assombradas do xadrez sem enxadrista que se desenrola em cada cérebro particular?"  - Uma incômoda pergunta em busca de respostas, dentro de cada um de nós, quando nos detemos diante de ridículas situações provocadas por uma inesperada combinação de fatores de menor importância quando colocadas frente ao macro.

Enquanto reflito sobre o tema, relembro palavras do meu inseparável mentor: “Somos dúvidas, incertezas, indecisões, imprecisões e obscuridades. Somos multiplicidade de sentidos, equívocos e hesitação. Vivemos a diversidade de infinitos significados. Somos, enfim, o paradoxo da ambigüidade. Nada do que afirmamos pode ser considerado definitivo, porque vivemos um permanente processo de evolução, onde a verdade se revela gradualmente através da mudança”. - ('O Mentor Virtual II' - O Elo Invisível - Campinas-SP-2011).

Hoje, tantos anos após aquela inesquecível viagem pelos caminhos de Compostela, eu volto a me sentir pequeno diante de uma imensidão que por vezes me apavora e até intimida; embora saiba, que o arrogante executivo vai aos poucos morrendo, para dar lugar ao monge que necessita nascer de suas cinzas. E nesse ambiente de pura alquimia, não há espaço nem tempo para a insanidade resultante das múltiplas interpretações. Há apenas um imperativo seguir em frente, imposto pelo fluxo que define a direção. E mais uma vez, escuto a sabedoria me dizer: "Nossa história é formada por decisões inspiradas em cada pequeno detalhe do caminho. Não há erros nem acertos, apenas escolhas possíveis, porque viver é uma ópera ao vivo e sem ensaios, diante de múltiplas possibilidades. Em meio ao caos vamos alinhavando o nosso destino"... “O caminho é feito de opções. Escolhas aleatórias, em um universo marcado pela imponderabilidade, onde a vida de desdobra de maneira surpreendente. Uma imagem, uma palavra, ou um simples gesto tem poder para gerar transformações extraordinárias. É esse imponderável que nos coloca diante do inusitado e nos leva a conhecer o sentido da palavra encantamento”. (‘O Mentor Virtual II’ – O Elo Invisível). 

E neste momento, do fundo da alma, brota um enorme sentimento de compaixão, ao perceber que o outro que me complementa na relação com o todo do qual faço parte, não passa de um solitário peregrino que como eu, segue perdido em meio a bilhões de galáxias, viajando em busca de respostas, que só encontrará dentro de si mesmo...



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*Mauricio A Costa, é Estrategista. Sócio Fundador da SUPPORT BRANDS, empresa de projetos e assessoria para alavancagem de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, sob consulta, para atuar como Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte. 

É o idealizador do Projeto Mentor Virtual, organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país. 

13 comentários:

  1. Eu só posso dizer que adoro ser um infinito de possibilidades e de vislumbrar a maravilha que é estar viva e poder continuar a sonhar. Melhor ainda é perceber que por mais solitários, temos pessoas como você que nos intuem e nos revelam, tornando os questionamentos e inquietudes mais tangíveis e reais. Viver é a melhor e mais rica das experiência que me foi dada. Obrigada Mauricio pela companhia na caminhada! Bjos

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  2. Fico emudecida... vislumbro em suas palavras toda a anarquia de emoções, de pensamentos, de encruzilhadas que neste momento me encontro... na verdade nossa vida é feita de pequenas encruzilhadas... a todo momento paramos e tomamos uma atitude de ter que decidir - qual caminho devo seguir???... e esta decisão é única, individual...
    ninguém pode decidir por mim... devo eu mesma achar a solução, a saída, o caminho... e essa somatória de decisões constrói a história da minha vida e também de outras vidas que de alguma forma sofrem a influência das minhas decisões, porque essas decisões são as minhas ações que ajudarão, prejudicarão ou nada influenciarão outras vidas... e não dá para fugir e ficar assistindo, temos que sempre ir à luta, cumprir nossa missão... mesmo que às vezes queremos muito fugir daquela encruzilhada, daquela situação e tentar outro caminho, mas não dá... e temos que encarar a decisão...
    Obrigada, Mauríco... Suas palavras sempre nos fazem refletir... e nos ajudam a encontrar uma boa solução...

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  3. Sabe querido Maurício, penso que nas entrelinhas de suas palavras há uma frase divina que eu diria ser "o segredo", devemos contar de fato conosco, apaixonarmos por nós, e esse (a) solitário (a) peregrino (a) é na realidade um "pleno peregrino de si", isso não nos ausenta da necessidade do outro solitáro peregrino, porém ambos se completam...mas não se dependem... Asiim como os ensinamentos vindos de você, obtive belo ensinamento de um livro que diz: EU SOU...
    traduzindo: tudo esta dentro mim...em mim...a vida pulsa em mim... a energia acontece em mim...parte de mim...EU SOU...
    excelente,
    grande abraço, saudades.

    Simone Furlaneto.

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  4. Boa Noite Mauricio. Estive há pouco tempo visitando seu blog e li um artigo que mexeu tanto comigo, mas tanto, que não desejei fazer nenhum comentário. Vou te deixar na curiosidade..rs! Reflito mais uma vez sobre suas palavras tão bem colocadas, fruto do seu talento em lidar com elas e, como sempre, te parabenizo! Mas penso com tristeza na "finitude" das coisas. Dos planos, dos projetos, dos sonhos que acalentamos dentro de nós durante anos. Como você expõe muito bem...vêm as circunstâncias da Vida e em apenas poucos segundos muda completamente nossa trajetória. "Conscientes de nossa pequenez...". Ah...Mauricio, a esmagadora maioria carrega em si uma auto-suficiência assustadora! Êpa! Há uma diferença aí. Existem aqueles que se consideram cultos, sábios, mestres e doutores, bem "seguros e estáveis" financeiramente. Estes estão tão "seguros" de sua "grandeza" que se sentem inabaláveis! Só demonstram fragilidade diante de uma doença fatal, onde toda a sua "grandeza e arrogãncia" se transformam na mais profunda depressão. Mas mesmo assim jamais adquirem a consciência de sua "pequenez". Existem os pobres, os miseráveis que não se sentem "pequenos", não são "nada".E aceitam passivamente, de uma forma totalmente submissa a condição em que vivem. Destino? Deus? Pensam apenas que sentem fome e precisam comer e sobreviver. Instinto humano somente. E quanto a nós que somos privilegiados diante deles, somos na nossa "pequenez" "frutos de nossas escolhas".E veja que irônico...."escolhas possíveis...". Se são "possíveis" são limitadas, portanto desconhecemos a liberdade. "Solitários peregrinos em busca de respostas que estão dentro de nós mesmos"....Não sei se adiantaria encontrar estas respostas se não somos "donos" de nós mesmos. Pequenos somos ou nada somos diante da Grandeza da Vida que rege todos os movimentos e todos os seres. Penso que nos resta seguir o curso do rio buscando viver intensamente, conscientes dos desafios, das adversidades, das lutas, mas Agradecendo ao Nosso Pai Maior, por mais um dia que permite a nossa presença neste Paraíso de cores, diversidades, luzes, movimentos....Vida! Grande Abraço. CrisDana.

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  5. Enquanto vislumbrarmos em nós a possibilidade da Fenix, seguiremos...Recomeçaremos, certos de nossa pequenez, mas não menos encantados com a vida, com esta vida cheia de possibilidades, imponderável!Belo texto!(Andrea J)

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  6. Um texto de significativa importância, tamanho seu ensinamento. Realmente, somos milhões de possibilidades e alternativas e ainda não conhecemos nosso potencial, que é rico e infinito enquanto seres humanos que somos. E como viajantes nesse "irreversível túnel do tempo", é necessário, ao meu ver, aproveitarmos cada detalhe do percurso, pois não há volta nesse caminho que trilhamos e que igualmente, não nos permite fazer rascunhos. Cada curva, um novo aprendizado e uma nova possibilidade de nos encontrarmos. Porém, míster se faz alcançarmos um ponto de equilíbrio - RAZÃO E EMOÇÃO - a fim de que não tornemos infrutíferas as experiências vividas. A vida é uma oportunidade valiosa de crescermos e encontrarmos as respostas certas para as nossas dúvidas. Para tanto, devemos enxergar o mundo à nossa volta com os olhos da alma, sob pena de sermos mais um perdido nas ilusões passageiras da matéria. O essencial está na alma e é alicerçado em bases sólidas que formamos através de nossa escolhas. Viver é isso: uma possibilidade mágica de nos transformarmos e sempre para melhor. Olhar à nossa volta e ficarmos atentos aos mínimos detalhes é um valioso passo que damos rumo ao infinito de nós mesmos. Você, meu Mentor, faz a diferença com seus ensinamentos e descobertas pois nos ajuda a encontrar esse nosso "eu", muitas vezes confuso diante de nossas fragilidades. A caminhada é mais tranquila e as escolhas são mais acertadas quando temos o privilégio de compartilhar da sabedoria dos nossos companheiros! Assim eu o tenho...como um grande Mestre e companheiro de jornada! Obrigada, sempre! Mary Freitas.

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  7. QUANTO APRENDERÍAMOS SE PUDESSEMOS PASSAR UMA HORA COM AQUELES, NÓS- EM- QUE- NOS- CONVERTEREMOS!!!QUANTO PODERÍAMOS DIZER ÁQUELES NÓS- QUE - FOMOS!!!!!( DE: A PONTE PARA O SEMPRE)OBRIGADA,, PELO TESOURO QUE ME FAZ CADA VEZ MAIS QUERER ENTENDER O MUNDO... E A MIM MESMA,,,, BJOS

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  8. Você está cada dia melhor Maurício, está aprimorando sua narrativa como escritor. Confirmando o que disse Eduardo Giannetti , Deepak Chopra escreveu : " O ego certamente é uma ilusão. A incerteza é a base da vida. " . Excelente seu artigo.

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  9. Somos um mero fragmento daquilo que externamos, se desnudássemos nosso interior para o mundo, colocaríamos a prova a nossa verdadeira essência, e, é claro, teríamos que ter muito mais coragem, pois, a pessoa tem que ser muito forte para expor os seus reais pensamentos, normalmente o que somos
    espelha-se em nossos atos, acho que no fundo, somos iguais, temos reflexões parecidas, cada um assimilando entender a si próprio.
    Nosso "mundinho" particular esconde particularidades nem tão extraordinárias quanto gostaríamos.
    No fundo, analisar o próximo, mesmo que seja somente o invólucro aparente dele, nos faz sentir diferente, mas, a modo crú, se formos analisar, dentro deste contexto, o próximo sente o mesmo, sendo assim, quem sabe ele não é o nosso reflexo, um espelho de nossos sentimentos????
    Adorei Maurício, quero conhecer mais...
    bjusssssssssssss

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  10. Boa noite, Maurício.Queria postar meu comentário, mas assim que comecei e mencionei Fernão Capelo Gaivota ele saiu voando.
    Acho que nem é preciso acrescentar que nossas escolhas são a maior responsabilidade por aquilo que conquistamos no decorrer das nossas andanças pela vida afora.Excelente como todos os seus artigos.

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  11. Mauricio,lembra que uma vez comparei vc com Deepak Chopra?Pois e ele esta sempre dizendo pra fazermos perguntas parar de perguntar.Mais uma vez digo que vcs tem o mesmo pensamento,e ambos sao very wise person.
    "E neste momento,do fundo da alma,brota um enorme sentimento de compaixao,ao perceber que o outro que me complementa na relacao com o todo do qual faco parte,nao passa de um solitario peregrino que como eu,segue perdido em meio a bilhoes de galaxias,viajando em busca de respostas,que so encontrara dentro de si mesmo.
    Como diz a Vedic expressao,I am not in the world,the world is in me.
    Vc esta certo,nos somos apenas solitarios peregrinos perguntando e esperando por respostas,neste imenso universo que existe em nos e como um grao de areia se compararmos com o tamanho do unverso.Adorei,vc tem uma otima aurea,e um ser humano que destribue o bem sem olhar a quem,portanto vc so colhera otimos frutos.God Bless you.

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  12. O artigo trata sobre reflexões que devemos fazer. Acho até que sou "quase escrava" dessas reflexões: A consciência de pequenez, da multiplicidade das escolhas e tudo que é incerto e mutável dependendo de nossas atitudes e posturas.

    Como normalmente ocorre e já revelei a você, o artigo me "obrigou" a outras reflexões.

    Penso praticamente da mesma maneira e também que de certa forma, devemos 'vigiar' os pensamentos. Há que se comandar e respeitar o todo, há que ser consciente no divagar. O ser que somos é racional e lógico. É matéria. Concordo que apenas fração (à parte questões filosóficas ou metafísicas ou outras ciências).

    Digo isso, pois há um universo a ser admirado e apreendido pelo que é, não pelas possibilidades do que pode vir a ser conforme nossas escolhas.

    Ao abrir a janela e deparar-se com um jardim, encantar-se com o jardim. Ponto.

    Do mar, o gosto salgado, a sedução e o temor que nos transmite. Ponto.

    O por do Sol, pelo espetáculo diário e único. Ponto.

    Ver o outro como um seu igual. Ponto.

    Conceber em si a consciência de unidade e particularidade. Perfeito e harmônico.

    Diante do espelho, no profundo do olhar, encontrar o ser humano, por isso orgulhar-se e não desejar ser nada além do que já é, centelha divina (sábio ser que assim se encontra). A busca, acredito eu, seria pelo aprimoramento.

    Onde vivemos, o que somos, quem somos, não são apenas possibilidades. Somos reais. O mundo é real. Os sentimentos são reais. Nossas ações são reais. As consequências delas e do que somos é realidade.

    "Não basta não ser cego para ver." Se a mente transbordar apenas possibilidades, continuaremos cegos para ver e perceber o que já nos é perfeito.
    O que quis dizer é que devemos, sempre (antes de mudar algo em nós, nos outros ou na 'realidade') conhecer a beleza do que já está pronto, do que nos recebe de abraços abertos.
    Muitas vezes buscamos mudar as coisas que não carecem de nossa intervenção e sim de aprendermos a aproveitá-las.

    Os obstáculos que encontramos, talvez não sejam obstáculos, fazem parte do caminho, basta desviar-se.
    Qual a verdadeira motivação para atuarmos?
    Se transformarmos as 'realidades' em como a queremos, serão apenas como queremos.
    E o resto todo que, talvez, não aprendemos a amar? Por ignorância, por vaidade, por medo?
    Que nossa real motivação não seja egoísta.

    P.S.: Eu avisei que seus artigos me "obrigam" a refletir. Obrigada.
    Forte abraço,
    Eliane



    Um abraço carinhoso



    Eliane

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  13. Peregrinos solitários; nõ somos ilhas, nem tão pouco continentes. Vagamos anônimos como loucos, as vezes, pelos desertos de nossas mentes, caçando miragens. Tão difícil de compreender que somos "um" pertencente ao "todo". Nos cabe apenas compor, a nossa história, buscando em nós mesmos tudo que nos traz harmonia, paz e realização através do amor, que trazemos no coração.
    Abçs. carinhosos adorável, Mentor!
    Amarílis Adélio

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