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sábado, 18 de junho de 2011

'Ser' Humano




Por Mauricio A Costa*

"Ó, tu, céu claro acima de mim! Profundo! Tu abismo de luz! Ao contemplar-te estremeço de divinos desejos! Ergue-me à tua altitude; eis para mim a profundidade! Encobrir-me em tua pureza: eis a minha inocência! O deus oculta-se na sua beleza; assim tu revelas as tuas estrelas. Tu não falas; assim me anuncias tua sabedoria. Mudo sobre o fervilhante mar, surgiste-me hoje: teu amor e o teu pudor revelam-se à minha alma fervilhante. Belo, vieste a mim, mas velado por tua beleza; falaste-me com palavras silenciosas, revelando tua sabedoria. Ó, como pude eu não adivinhar todos os pudores secretos da tua alma! Antes do nascer do sol vieste até mim, solitário entre os solitários...  E em minhas peregrinações solitárias, de que minha alma tinha fome ao longo das noites e dos caminhos viciosos? E quando eu escalava montes, a quem procurava nos píncaros senão a ti? E todas essas peregrinações, e todas essas ascensões de montanha eram apenas um erro e uma maneira de enganar a minha impotência: o que eu desejava era voar, voar em ti"  - (Nietzsche, Friedrich, 1844-1900 - em 'Assim Falava Zaratustra' : Um livro para todos e para ninguém - Pág. 219/220 - Editora Vozes - Petrópolis-RJ - 2007).
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O texto com o qual começo este artigo, não foi escrito por mim, tampouco por algum sacerdote de uma religião qualquer. Ele foi escrito por um dos maiores poetas da humanidade, embora não seja visto como tal, pois o rotularam como filósofo. Os ignorantes construtores de dogmas, o taxaram como 'herege'. Na verdade, o pior deles, por haver declarado que o homem, em sua miopia e consequente deturpação de linguagem, havia construído a visão de um Deus morto, ou suscetível à morte, pois o colocaram em um patamar de igualdade ao próprio homem; portanto, mortal e finito. Sua maior heresia, para a massa de auto suficientes moralistas da religião, foi o de expor com todas as letras, que eles haviam 'endeusado' o homem Jesus Cristo, e consequentemente 'humanizado' Deus; e gerado um lamentável 'non sense' coletivo, fruto da inescrupulosa e interesseira manipulação de palavras ao longo de séculos, a produzir todo tipo de contradição, que resultou nas maiores e destrutivas guerras de todos os tempos em que se envolveu a humanidade. O sacerdote, que nas religiões ganha o 'status' de representar Deus, é alçado à condição de seu 'intérprete', e consequentemente, juiz absoluto do que é certo ou errado; como se o certo e o errado não fossem meras conceituações criadas pela mente humana em sua ânsia por justificar seus próprios mitos, transformando o imaginário em realidade absoluta, confinando a mente de milhões. 

Trago comigo, uma inesquecível experiência pessoal, que me liga ao autor desse magnífico texto inicial: Aos quinze anos de idade, fui 'convidado a retirar-me' da comunidade cristã à qual pertencia, por lê o que escrevia mentes iluminadas como Friedrich Nietzsche, o homem que ousou pensar de forma livre; sem os cabrestos do dogma, da manipulação do clero e de sua vertente protestante. Minha 'heresia', consistia em desejar ampliar os horizontes da visão para tentar compreender os fundamentos daquilo que chamavam 'fé'. Minha apostasia teve origem nas recomendações de um dos maiores propagadores do cristianismo, o apóstolo Paulo, que incitava: 'Examinai de tudo, e retenhas o que é bom'. Com o passar do tempo, e após muito 'examinar', aprendi que o maior de todos os desafios da humanidade, consistia exatamente em 'ser' humano. Isto é, assumir seu papel de superioridade sobre os demais seres da terra, e portanto, deixar de ver-se como passivo espectador, para tornar-se parte ativa no processo de criação. Todavia, o medo, a preguiça mental, e o comodismo, manteve essa assustada criatura refém de seus próprios fantasmas; prisioneiro dos mitos construídos em sua mente, por conta da infinita sensação de pequenez que carrega. Por conta disso, vê-se uma manada humana, fraca diante do que desconhece, tornar-se suscetível aos mais abomináveis tipos de  liderança.

'Ser', implica antes de tudo, numa tomada de consciência do potencial que se traz inerente. Sem essa consciência, não se extrapola o imobilismo da passividade, típica dos seres inanimados, e vive-se à mercê de toda manipulação, sem qualquer iniciativa ou controle sobre a própria vida. Como citei algum tempo atrás em outra matéria no blog  Marcas Fortes, 'há muitos que desejam ardentemente seu crescimento pessoal e se lastimam de maneira incessante da miséria cultural ou econômica em que vivem. Todavia, não fazem absolutamente nada para que isso mude. Vivem como algas no fundo do mar; ora presas aos arrecifes de onde brotaram, outras, boiando ao sabor das marés, que as levam sem destino em qualquer direção". - Penso que, só perceberemos a grandiosidade do que está à nossa volta quando abrirmos a mente a novas idéias, mesmo que à primeira vista elas possam parecer absurdas. É na saudável reflexão desprovida do preconceito que implodimos velhos paradigmas. Só assim vamos nos tornando mais livres dos bloqueios que nos são impostos pela falsa moral de pseudo verdades que nos aprisionam diante da magnitude da vida. Como ensina o meu 'mentor virtual': "...é preciso transgredir; transgredir o convencional e as falsas aparências de seriedade...Viver é algo simples quando se ousa ir além do que outros foram".

Sou aquilo que decido ser. Portanto, não é justo que eu viva a realidade construída por outras mentes. Sabemos todos, que Deus é 'síntese da sabedoria universal' que permeia todas as coisas, em especial a nós. Sua essência, ou na linguagem das religiões, seu espírito, não pode ser alvo de interpretações de quem quer que seja. Para sentir essa 'presença' divina basta desconectar a mente doentia que nos apavora com fantasmas de toda ordem. Afinal, o medo permanente do 'pecar', ou seja, o agir fora de padrões de uma moral ilusória, além de nos bloquear para o novo, gera enorme angústia e ansiedade pelo temor de punições que extrapolam a própria vida, pois a intolerável ameaça religiosa de um céu ou inferno após a morte se torna algo assustador para quem se deixa manipular por falsas ideologias. Esquecem, ou ignoram que as expressões paraíso e inferno não se referem a um lugar físico que encontraremos após a morte, e sim alegorias ou metáforas que representam estágios da vida, ou mais precisamente da alma, em relação ao 'estar bem', quando ela está completa em si mesma, ou ao vivenciar enormes turbulências, quando angustiada ou aflita, a queimar-se por dentro. Ao transformar 'alegorias', que são meras formas figuradas de expressão, em algo real, o homem deturpa uma brilhante idéia, e, como 'quem conta um conto aumenta um ponto', essa deturpação crescerá infinitamente, como parte de uma propagação incontrolável, especialmente quando o temor reverencial impõe uma postura de aceitação passiva diante do desconhecido, e que seja apresentado como sagrado.

Sabotamos aquilo que temos de melhor em nós mesmos, quando tomamos interpretações alheias como verdades absolutas e passamos a reger nossas vidas a partir desses padrões. O que chamo de realidade, pode ser apenas mera ilusão criada por minha mente, ou percebida a partir da propagação do 'inconsciente coletivo', e as verdades que presumo, podem ser meras representações mentais, que se modificam com o passar do tempo; afinal, "viajamos em busca de certezas sem perceber que é no vazio absoluto que voamos" ('O Mentor Virtual II' – O Elo Invisível – Em Gestação). A expressão 'paraíso', como já vimos, não define algo distante, mas simplesmente um estado de espírito; representa a essência da vida acontecendo com intensidade dentro de nós. Compreender isso, é ir além da mediocridade e do convencional para perceber a beleza contida no todo que nos cerca, como o fez Nietzsche no fragmento que encabeça este texto. No artigo 'Divididos entre a razão e o coração' publicado algum tempo atrás no blog Marcas Fortes, fiz a citação de um insight, que com certeza ilustra esta idéia: “A felicidade humana parece depender de um terrível paradoxo; o de estarmos condenados a viver divididos entre a possibilidade de realizar os mais belos vôos de nossas almas e o cativeiro das imposições que definimos como padrões; uma decisão que pode implicar em estarmos abrindo mão daquilo que temos de mais precioso, a liberdade de ser".

Não podemos seguir buscando direcionamento para nossas vidas em imagens construídas por mentes primitivas. Não me parece sensato seguir obedecendo a uma fé cega, imposta pelo fanatismo obscuro, uma vez que fomos 'agraciados' com o poder do discernimento e do livre arbítrio. Não é justo que continuemos pelo resto de nossa existência acreditando de maneira inquestionável no absolutismo das idéias, e na insanidade das múltiplas interpretações de terceiros, por meio de facções, partidos, religiões ou seitas sobre algo que nossa alma reconhece de pronto como imaginário, hipócrita ou desconexo, pois atenta contra o fluxo natural da energia que percebemos como a essência do que somos, e afronta nossa individualidade. A fé não é magia, ou algo sobrenatural, ela consiste na persistência obstinada por aquilo que nossa alma busca em termos de realização, quando agimos com firmeza e determinação, superando desafios de toda ordem. A fé é a energia do querer, que opera em nós esse 'realizar'; fundamento de todos os milagres.

Quando tomamos consciência de nós mesmos; desse poder latente, aguardando simplesmente seu 'despertar', entendemos que 'ser' humano é uma faculdade acessível a qualquer um, embora opcional, pois é fruto de uma decisão pessoal; de uma escolha, que pode modificar significativamente nossa visão, e nos transformar de maneira definitiva em 'deuses'; com potencial para realizar todo tipo de milagre. O desafio consiste em encarar com firmeza os inimigos íntimos que carregamos, sob a forma de paradigmas; gerado nas trevas do inconsciente, que afloram em nosso dia-a-dia sob a forma de medo ou insegurança a bloquear infinitas possibilidades. Citando mais uma vez meu invisível mentor: “O ser humano é livre por natureza. Por ter consciência de si mesmo, goza de plena liberdade, e por suas escolhas é responsável. O destino é apenas um imaginário ponto de referência, porque nada no universo tem caráter definitivo. Há um chegar e partir em cada estação; mas a beleza no decorrer da viagem somos nós que definimos. Aquilo que eu decidir ver como belo, ainda que à revelia do mundo, assim o será.” ('O Mentor Virtual II' - O Elo Invisível - Campinas-SP - 2011 - Sem Editora).

Quando busco me integrar ao todo, e nele me completo, eu exerço o meu 'ser' em sua plenitude. Humano, para entender minha limitações, mas suficientemente ousado, para buscar naquilo que me completa a força que me torna parte do que chamamos Deus. Como diz Nietzsche, no texto inicial: "Antes do nascer do sol vieste até mim, solitário entre os solitários... E em minhas peregrinações solitárias, de que minha alma tinha fome ao longo das noites e dos caminhos viciosos? E quando eu escalava montes, a quem procurava nos píncaros senão a ti? E todas essas peregrinações, e todas essas ascensões de montanha eram apenas um erro e uma maneira de enganar a minha impotência: o que eu desejava era voar, voar em ti".
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*Mauricio A Costa, é Estrategista. Sócio Fundador da SUPPORT BRANDS, empresa de projetos e assessoria para alavancagem de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, sob consulta, para atuar como Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte. 

É o idealizador do Projeto Mentor Virtual, organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país. 


12 comentários:

  1. Margarete Barbieiri Heinzejunho 18, 2011

    Mauricio, meu conceito de vida, do que venha ser o ser-humano não difere de sua opinião. Após anos de estudo e procura, busquei Deus, encontrei em minha essencia, não distanciei Jesus Cristo, vejo-o como meu irmão.
    Estou sempre pronta para o novo, a mudança de paradigmas incomodam as pessoas, mas se quisermos fazer a diferença tem que ser assim. Hoje sinto-me como um templo, aberta para a Sabedoria do Universo, plena, perfeita e completa, onde os padrões de pensamentos não tem poder sobre mim, eu sou o poder em meu mundo. Estou constantemente aberta e receptiva ao fluxo abundante de prosperidade que o Universo oferece, isto se transforma numa renda sempre crescente, onde tudo que tenho, vem de tudo e de todos.
    São poucos os que percebem o mundo assim, eu não poderia passar pela Mãe Terra sem fazer nada, simplesmente viver e não perceber o que acontece ao meu redor, de onde vem o conhecimento!O que é física quântica! como deixar uma semente por onde caminhei! Tudo me fascina, a magia do Universo sendo desvendado!!!!!
    Adorei ler sua matéria, obrigada pela oportunidade de me expor.

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  2. quando fazia Pedagogia,era sempre eu que lia os livros de Nietzsche,p\fazer o trabalho solicitado pelo professor de filosofia.Como a maioria dos alunos eram evangelicos.não gostavam desse autor e não tinham o menor interesse em ler nada escrito por ele.Eu adoro Niet...Vc escreveu também sobre Paulo.Até hoje não esqueço que tirei uma nota 8,0 em uma prova,só porque o prof.apenas queria que tivesse escrito a palavra FÉ.Escrevi, só que elaborei mais a resposta,contando mais sobre a divulgação que Paulo pregava sobre o cristianismo e o que o levou a acreditar em Deus.Pela Fé.Fiquei super chateada,como não conhecia o prof.,era sua 1a.prova na turma.Lembrei de minhas aulas de filosofia lendo seu texto.Muito bom!!Como era as aulas desse professor que tive na Universidade.Parabéns!!!

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  3. Querido Maurício,

    Esse seu texto tem a síntese do entendimento humano como Ser de construção que somos, diferentes dos animais, das plantas e da própria natureza, temos a chance de nos inventarmos a cada momento. Por que nos foi dada esta possibilidade? Acredito que nesta pluralidade, é que acabamos no perdendo, nosso voô é amplo, mas nunca conseguimos permanecer por muito tempo lá, somos seres da terra e nossa divindade, se um dia alcançada fica idealizada nestes momentos em que nos permitimos alcançar nossa parte céu. Ser livre de verdade, é se libertar de tudo que nos relaciona com algo, que nos identifique.
    Talvez o sonho de todos nós, seja simplesmente SER.
    Amei refletir com seu texto!

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  4. Maurício...Suas palavras vêm de encontro á minha alma e a tudo quanto acredito! Simplesmente verdadeiro e fantástico seu texto! Que a Luz do seu Saber, continue iluminando nosso Caminhar! Grata pela oportunidade...Bjs Iluminados

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  5. Querido Mauricio, adoro Friedrich quando fala "É pelas próprias virtudes que se é mais bem castigado." e ela me fez pensar muito estes dias, pois depois de 2 semana de entrevista e passar em todos os níveis,o rh me fala que não seria contratada pois era muito inteligente e não era o perfil da empresa.. Muito louco!!!! O ser humano não aceita nada q seja diferente dos padrões. Somos sapos cozidos tão acomodados que morremos sem saber. bjs obrigada e ótima semana Ana Luiza Hernandez  

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  6. Yara Helenajunho 20, 2011

    Obrigada,obrigada...você sempre mexendo com o mais profundo do meu intimo...
    Como se soubesse de cada momento de minha vida...
    Beijo grande saudades.....Yara Helena

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  7. Obrigada pela oportunidade de poder conviver com tanta beleza e com tantas verdades... que muitas vezes fechamos os olhos a elas, mas estão aí e em suas palavras me encontro com a minh'alma, que estava na escuridão, obrigada mesmo... por permitir esse encontro comigo mesma!

    GRANDE abraço!

    Beth Silva Vicente.

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  8. Querido Maurício, suas palavras sempre tão sábias...excelente seu pensamento, é uma pena que para o ser humano compreende - las,
    faz - se necessário que este viva sua própria verdade, ou seja, não aceite sua própria alienação, do contrário não seria possível entender seu sábio pensamento. grande abraço! Simone Furlaneto.

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  9. O texto em epígrafe, tão ricamente elaborado, nos traz um assunto polêmico, abordado com notável e incontestável saber filosófico...Vivemos numa sociedade em que aqueles que se travestem em "intérpretes" das Leis Universais, nos impõem seus paradigmas e assim, quase sempre nos deixamos escravizar por verdades criadas pelas mentes humanas que falam em nome de Deus e assim, nos fazem ver que, suas pregações são a própria palavra de Deus. Os homens, de um modo geral, são prisioneiros dos mitos construídos por esses que se agem como "representantes" de Deus...foram educados para assim pensarem e não se rebelam mais pela sensação de vulnerabilidade que lhe toma conta do ser. Preferem "seguir" tais dogmas por medo e comodismo. Permitem ser manipulados por cabeças errantes e primitivas, como bem colocou nosso Mentor, que foi muito feliz em sua exposição de idéias. Irretocável sua explanação, principalmente quando afirma que sabotamos o nosso rico potencial de criarmos nossa realidade a partir de nossas próprias verdades, a fim de sermos passivos diante de uma linguagem dominadora e muitas vezes deturpada que nos direcionam na maneira de pensar, agir, falar, enfim, de ser...Frequentemente, somos vítimas de interpretações errôneas da Sabedoria Universal, que nos embutem na mente a sensação de culpa e de que temos o dever de cumprir aquilo que se conhece por Karma. Viemos para sofrer e assim resgatarmos (somente através do sofrimento) o "mal" que causamos a outrem. Somos filhos de Deus que, com Sua Onipotência e Sabedoria, nos fez inteligentes para criarmos nossas bases com fulcro em nossa riqueza inteior e não para sermos escravos dessas interpretações absurdas, que insistentemente, nos obrigam a acreditar que "temos por missão", passar por essa ou aquela situação de sofrimento permanente...que somos castigados por tudo o que fazemos, tornando-nos alienados em face de todas as nossas reais possibilidades de evolução. Concordo com cada palavra do meu Mentor que, sabiamente, nos trouxe um entendimento brilhante e que realmente nos faz acordar para verdades que camuflamos em função desses dogmas que nos limitam o ser. Maurício, ratifico seu pensar: "...O desafio consiste em encarar com firmeza os inimigos íntimos que carregamos, sob a forma de paradigmas; gerado nas trevas do inconsciente, que afloram em nosso dia-a-dia sob a forma de medo ou insegurança a bloquear infinitas possibilidades..." Lendo seu texto, a coragem tomou conta de mim para encarar de frente a minha realidade e perceber que, como filha de Deus, posso e devo ser feliz. Estou cansada de ser direcionada a pensar que como espírito errante, estou aqui para sofrer e não ter o direito de ser feliz. Pois, serei o que eu decidir ser. E acabei de descobrir o caminho para alcançar a felicidade que busco. Parabéns pelo texto que eu definiria como magnífico!

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  10. Maria do Carmo Linsjunho 25, 2011

    Maurício...como suas palavras entram com suavidade em minha alma... me liberta de tantas e tantas situações que tenho que passar nesta vida pela forma que fui educada...fui educada para aceitar sem contrariar de forma alguma o que está sendo aceito como correto... e felizmente com o decorrer do tempo ... vai descortinando sabe...é algo que a cada vez que me delicio em suas palavras...vou me afirmando como um ser humano que busca nesta vida...o que acredito ser o verdadeiro sentido de estarmos aqui neste plano.... um grande abraço e que Deus continue te iluminando :)))

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  11. Há séculos os seres humanos questionam sua existência... E ainda não aprederam; que 'ser' é existir em todos os sentidos da vida!

    SER
    Oh! Ser!
    O que pode haver
    em teu interior?
    Ser, simplesmente
    ou, um ser superior?

    Oh! Ser!
    Misterioso corpo
    que habita
    Este espaço, envolvido
    com o teu desconhecido.

    Oh! Ser!
    Ser, será viver?
    Ser, será a prova da vida?
    Ou, a vida será a prova
    da existência do ser?

    Oh! Ser!
    Ser...
    simplesmente será!
    SER.
    (abril/1995 - Escrevi este poema, exatamente um ano depois da minha primeira tentativa de suicídio ...)

    Estúpido 'ser' de suas próprias amarras! Querendo SER, deixa de ser HUMANO!!! Assim eu vivi, obedecendo aos padrões de uma sociedade falida e hipócrita.

    Permita-me....
    "Antes do nascer do sol vieste até mim, solitário entre os solitários... E em minhas peregrinações solitárias, de que minha alma tinha fome ao longo das noites e dos caminhos viciosos? E quando eu escalava montes, a quem procurava nos píncaros senão a ti? E todas essas peregrinações, e todas essas ascensões de montanha eram apenas um erro e uma maneira de enganar a minha impotência: o que eu desejava era voar, voar em ti".

    Abçs. carinhosos Adorável Mentor!
    Amarílis Adélio

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  12. Ola,Mauricio,adoro o Nietzsche,e quando ele disse:Deus esta morto e fomos nos que o matamos.Infelizmente minoria nao ganha atencao em lugar nenhum.Ganha represalia e criticismo.Como vc disse nao e justo que continuemos pelo resto da vida acreditando de maneira inquestionavel no absolutismo,fanatismo fe cega,imposta por grupos sejam religiosos,politicos,mas infelizmente esses grupos comanda a maioria dos crentes.O Nietz tem razao,enedeusaram Jesus Cristo e humanizaram Deus.Isso faz logica para uma minoria,que le,pesquisa duvida,e opta pelo que faz senso,e nao pelas historias que criam no intuito de coagir a humanidade desinformada porque isso beneficia aos planos diabolicos desses que se dizem religiosos e representam Deus,e chegaram ao cumulo de endeusar jesus porque ele era um ser humano,existiu,mas como pessoa normal,mas era mais facil iludir a populacao com algo que existiu,e era humano.Enquanto se fossem falar e ensinar sobre o Deus,seria bem mais dificil convencer o povo a aceitar o que ninguem ve.Entao,a Igreja,se apoderou da imagem de Jesus,um ser humano,como eu e vc,e ate hoje e sera para sempre,ninguem conseguira desmanchar essa teia que eles criaram.Como disse Roger Shank:os seres humanos nao foram feitos para entender a logica,foram feitos para entender historias.Nao e sensato e nao e justo como vc disse,mas infelizmente o Ser nao esta em todos os Humanos.Eu sou revoltada com essa imposicao,chamo de ditadura emocional,a que milhoes sao submetidos pela propria ignirancia,e os que se dizem fazedores de milgres,sao fazedores de guerra,mortes,fome,e a grande desigualdade social que existe no planeta.

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