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sábado, 7 de maio de 2011

Inimigos Íntimos.




Por Maurício A Costa*

"Há muitos que não alcançam o êxito em suas empreitadas porque o egoísmo não permite que compreendam o valor da sinergia. A vaidade de alguns, estimula uma lamentável e destrutiva 'auto-suficiência' que lhes tapa de tal forma a visão a ponto de deixá-los incapazes de enxergar a importância de uma palavra mágica chamada complementaridade". 
(Mauricio A Costa, em 'O Mentor Virtual' - Pág. 208 - Ed. Komedi - Campinas-SP)
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Alguns dias atrás, recebi uma mensagem no Facebook, de uma pessoa que me pedia para falar um pouco sobre aquilo que chamo de nossos inimigos íntimos, citados com frequência em muitas de minhas publicações, e em especial no livro O Mentor Virtual. Por considerar o assunto de grande relevância para a construção da marca pessoal, decidi transformar o tema em um artigo, ao invés de responder de forma isolada.
Peço a permissão do leitor, para iniciar nossa abordagem de maneira ousada, provocando um ligeiro pensar sobre alguns textos de Friedrich Nietzsche, um dos mais respeitados pensadores da história moderna. Um filósofo polêmico e quase sempre mal compreendido, em virtude da nossa limitação para acompanhá-lo em suas profundas análises sobre o comportamento humano. Um homem que esteve à frente do seu tempo, e que ousou desafiar o modo convencional do pensar. Em sua obra, Humano, Demasiado Humano - Um Livro Para Espíritos Livres, Nietzsche nos chama a atenção para a necessidade do homem 'tornar-se senhor de si mesmo, senhor também de suas próprias virtudes'; e nesse sentido, insiste: 'Você deve ter domínio sobre o seu pró e o seu contra, e aprender a mostrá-los e novamente guardá-los de acordo com seus fins. Você deve aprender a perceber o que há de perspectivista em cada valoração... Também o quê de estupidez que há nas oposições de valores e a perda intelectual com que se paga todo pró e todo contra'; - uma singela reflexão sobre a importância de estarmos conscientes de cada postura que assumimos em relação às coisas que valorizamos e definimos, às vezes precocemente como verdades absolutas.
Quero deixar claro que, quando escrevo, não tenho a pretensão de discutir a ética ou a moral, mas unicamente os costumes. Meu propósito, é simplesmente desenhar trilhas alternativas para aqueles que buscam respostas que lhes permitam um caminhar sereno, por conta da confiança que possam desenvolver em si mesmos, decorrente da plena consciência de cada decisão que vai sendo tomada ao longo da jornada. Não nos interessa definir ou conceituar o que venha a ser o 'certo' ou o 'errado'; afinal,  como dizia Einstein, 'toda observação depende do ponto de vista em que está situado o observador', e portanto, passível de múltiplas interpretações. O que se pretende na verdade, é analisar com profundidade aquilo que poderá ou não nos fazer bem; do ponto de vista corporal, mental ou espiritual.
Muitos estudos científicos têm confirmado os efeitos desastrosos para o corpo e consequentemente para a vida, provocados pelas energias negativas que assimilamos de forma consciente ou inconsciente por conta de nossas atitudes e reações diante do mundo. A essas forças repletas de negatividade que carregamos, eu chamo de inimigos íntimos, pelo simples fato de nos acompanharem vinte e quatro horas por dia, até mesmo enquanto dormimos. Trato-os como inimigos ferozes, por nos sabotarem muitas das possibilidades no tocante à nossa realização pessoal, ao nosso sucesso profissional, e especialmente no que diz respeito ao aspecto saudável dos nossos relacionamentos. Eles se revelam em nosso comportamento rotineiro das mais diversas maneiras: Sob a forma de uma preguiça letárgica disfarçada em atitudes como a apatia, o comodismo, a indolência ou a inércia, a nos paralisar diante de todas as oportunidades que o universo pode oferecer. Inimigos que se mostram também nas posturas que revelam descontrole emocional como a raiva, o mau humor, o rancor, e a intolerância; ou ainda nos gestos que refletem arrogância, mesquinhez ou falsidade; nos afastando por conta disso, de pessoas maravilhosas que poderiam conosco construir importantes sinergias ou até mesmo se tornarem parte daquilo que chamamos de felicidade. O estar bem que deriva da companhia de outros que partilham dos mesmos valores.
Como nos ensina o grande psicoterapeuta Carl Jung, já mencionado em outro artigo já publicado: “O homem gosta de acreditar-se senhor da sua alma. Mas enquanto for incapaz de controlar seus humores e emoções, ou de tornar-se consciente das inúmeras maneiras secretas pelas quais os fatores inconscientes se insinuam nos seus projetos e decisões, certamente não é seu próprio dono” (Young, Carl Gustav - 'O Homem e Seus Símbolos' -Pág. 83 - Ed. Nova Fronteira - Rio de Janeiro-RJ - 2002), uma verdade irrefutável, que completa de maneira inequívoca o pensamento de Nietzsche, citado anteriormente. Não podemos ter controle sobre nossa vida e nosso destino se não formos capazes de controlar nossos impulsos, instintos e reações. Pelo contrário, iremos nos tornar escravos de nossas próprias emoções; vítimas por consequência, da ignorância que possamos ter de nós mesmos. 

Entretanto, "modificar paradigmas implica muita ousadia, pois exige mudanças de posições que na maioria das vezes se tornaram excessivamente arraigadas; uma decisão que para muitos pode caracterizar aparente fraqueza ou falta de personalidade, quando na verdade trata-se de um ato de coragem e grandeza, porque reflete bom senso para rever conceitos, humildade para alterar posturas e forte determinação para expor-se". (‘O Mentor Virtual’ - Pág. 96 - Editora Komedi - Campinas-SP - 2008). Nem sempre é tarefa das mais fáceis admitir que esses inimigos possam estar atuando dentro de nós. Mais complexo ainda é a ação que exige coragem e determinação para enfrentá-los, numa batalha íntima de proporções gigantescas visando removê-los; uma vez que, muitos desses demônios, trazemos como herança de nossos ancestrais, e portanto, estão enraizados demasiadamente em nosso código genético, exigindo não apenas uma simples tomada de consciência, mas, principalmente um querer ferrenho para extirpá-los.

A interdependência, implícita aos seres humanos, exige comportamentos que vão além da individualidade, a nos impor um pensar que nos faça superar o egoísmo e a vaidade pessoal. Lamentavelmente, no entanto, isso nem sempre costuma ser lembrado. Tenho visto com frequência pessoas acometidas de graves doenças degenerativas, ou vivendo angustiantes momentos de solidão, por conta de sua incapacidade de escutar, ou por se julgarem donas absolutas da verdade, demonstrando uma corrosiva intransigência, que as isola e as deprime de maneira cruel e destrutiva. Escravas de suas próprias armadilhas, lutam desesperadamente para superar enormes desafios físicos, sem darem-se conta de que o inimigo não está no corpo, mas, em suas mentes e corações. A luta, portanto, não é contra adversários visíveis, esses são apenas consequências. O foco deverá ser direcionado para dentro de si mesmo. É lá que residem os maiores inimigos do ser humano.

É insano nos deixarmos afundar por conta de qualquer comportamento que nos aprisione. Não se trata de coragem, mas de amor próprio. Afinal, a vida é um efêmero momento que não pode ser desperdiçado. Para que brilhe a nossa marca pessoal, não podemos ser vistos como criaturas amargas, taciturnas e indesejáveis, com posturas que refletem paradigmas comportamentais inúteis. Como ensina O Mentor Virtual, 'o universo conspira a favor daqueles que percebem a força da diversidade e a beleza da complementaridade'; por serem capazes de ver no outro o 'elo invisível' que estabelece a ponte para algo maior. Por isso, dispa-se de toda energia negativa, e busque essa sinergia. Em alguns momentos é imperativo entrar no casulo; na mata escura de todas as inquietudes, vencer o medo, abrir o coração e revelar aquilo que só a alma é capaz de fazer. É decisivo transformar cada minuto numa oportunidade única, e entender a vida como um milagre que não pode ser repetido.

"A maior de todas as batalhas para concretizar seus sonhos será contra os inimigos que você carrega dentro de si mesmo. Identifique-os e saberá como lidar com eles. Ignore-os e será um escravo para sempre".
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*Mauricio A Costa, É estrategista para projetos de ‘alavancagem’ de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, para atuar como Executivo, Assessor, Sócio, ou Membro do Conselho de Empresas.
É o idealizador do Projeto Mentor Virtual; organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, para grupos, associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país.
Contatos: mauriciocosta@uol.com.br

8 comentários:

  1. O egoísmo, a preguiça e tantos outros sentimentos mesquinhos causam uma inércia em nossas vidas! Ficamos estagnados, isso, impede de caminhar pra frente!
    Compreender nossos 'inimigos internos' ocasionando mudanças efetivas de comportamentos e assim torná-los nossos amigos. Provocando um equilíbrio de vibração e sentir a liberdade de viver e ser feliz!
    Adoro este pensamento de Jung:
    "Conheças todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana."

    Parabéns Maurício!!

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  2. Comentário de Giovanna Chiabai
    Postado no Facebook.
    Caro Maurício, vc não pára de se superar nos seus escritos e me surpreender. Acabei de ler o seu artigo Inimigos Íntimos e me encanta como vc, com perfeita sintonia , fundamentação e propriedade, penetra no interior "mais interno"da alma, descortinando os maiores segredos; discretamente desmascarando e expondo os inimigos que cultivamos e as vezes insconscientemente protegemos com todas nossas forças. Nos perdemos no meio da caminho e acabamos somatizando distintos sentimentos e transformando nossa energia em raiva, egoísmo, solidão e depressão.....nos sentimos doentes e vulneráveis....atropelados e amarrados...como disse vc..não percebemos que o nosso maior inimigo está dentro de nós......Obrigado por me fazer refletir!!! ;)

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  3. Muy buena reflexion,el reconocer estos enemigos que fueron criados por nosotros mismos en algun momento de nuestras vidas ,ya es un gran paso para comezar a liberarnos y crescer,consiguiendo asi una sintonia con el universo para gozar de las bendiciones que estan ahi para cada uno de nosotros...
    un beso grande mano...

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  4. Bom dia Mauricio! Sou a Fatima e quero dizer o quanto suas palavras me faz melhorar como pessoa,tento viver tudo isso no meu dia a dia, mas confesso que é dificil, pois comecei a pouco minha caminhada em direção a mim mesma e estou me fortalecendo a cada dia, obrigada sempre, beijinhus

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  5. Inédito! em sintonia com sua postagem, complemento..."Podemos sempre nos enganar, mas em alguns momentos em nossas vidas já não podemos mentir a nós mesmos.Posso me enganar e cometer erros até o fim da minha vida,mas não posso mais mentir a mim mesmo,isso faria com que eu adoecesse" Jean - Yves Leloup.

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  6. Maurício,
    Costumo chamar de inimigos intimos os espíritos desencarnados, considerados ruins, pois existe os bons também. Se existe uma brecha em nossa sintonia, ficamos lutando com os nossos inimigos intimos para que venhamos desistir. Existem várias maneiras de indentificar esses espiritos, o seja, se nosso diálogo mental esta na terceira pessoa do singular. E dessa forma respiramos, mudamos o foco do nosso pensamento, pois tudo é uma questão de treino, além do vigiar e orar. Tudo isso a gente aprende durante os estudos espirituais, o que não tem nada a ver com religião, todos tem mediunidade, uns mais outros menos é uma questão órgânica, na glandula pineal temos os chamados de cristas de hepatita, sendo uma quantidade maior existe a possibilidade de uma mediunidade mais ostensiva. O estudo serve de reflexão para analisar, pensar e agir. Enfim esse é o meu conhecimento em relação aos inimigos intimos, os chamados espiritos, que esta em todos os ambientes, esperando uma oportunidade, para complicar a nossa vida. Abraço

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  7. Ola mauricio,terminei de ler O Mentor Virtual.na minha opiniao pessoal o capitulo;Conspiracao do Universo,pag53,e como se eu pudesse resumir o livro nesta pagina:Sua vida,seus planos seu destino enfim,sao frutos das suas escolhas.Ninguem podera interferir nisso,apenas a voce cabe decidir aquilo que considere ser o melhor caminho.Essa e uma das facetas que o ser humano convencionou chamar de livre-arbitrio.Voce define suas escolhas e sao essas escolhas que definirao o roteiro da sua historia.Nunca tinha parado pra pensar nisso,nunca dei importancia,e fazendo uma retrospectiva da minha vida,cheguei a conclusao de que tomei muitas decisoes erradas pois achava que eram certas,escolhi errado,varias vezes e hoje estou pagando um alto preco.Apos ler o livro,tomei algumas decisoes,fiz uma escolha e agora acho que vai dar certo.Obrigada pela sua percepcao de chegar ate nos atraves do livro,que deve ficar sempre na minha bolsa,pois ele e como um guia,manual para ser sempre consultado.

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  8. O velho e sábio rei Salomão depois de muito pensar e filosofar acerca da vida chegou a conclusão que tudo é vaidade e correr atras do vento. No fim de tudo ele disse que a suma de tudo é: "TEME A DEUS E GUARDA OS SEUS MANDAMENTOS POIS ESSE É O DEVER DE TODO HOMEM" Esse mundo em breve passará e nós daremos contas a Deus de todo bem e de todo mal que praticamos por meio de nosso corpo. O universo não é NADA sem a mão de Deus que o sustenta. Filosofia são elucubrações humanas que só servem para divagações e loucuras.

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