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sexta-feira, 11 de março de 2011

O Agora. Cenário de Todas as Transformações Possíveis




Por Maurício A Costa*

"Vivemos mergulhados em dúvidas, questionamentos e inúteis conflitos tentando complicar algo tão simples como viver. Discutindo insignificantes detalhes, ignorando nossa própria ignorância, nos perdemos por caminhos que não levam a lugar algum, valorizando coisas sem valor. Até o dia em que descobrimos que a vida é apenas uma rápida viagem entre duas estações". (Mauricio A Costa, em 'O Mentor Virtual II' - O Elo Invisível - Lançamento previsto em 2011).


Enquanto escrevo este artigo, observo na tela do meu computador, imagens estarrecedoras de um país sendo parcialmente destruído por um devastador terremoto, e como se não bastasse, algumas cidades costeiras arrasadas por um tsunami de proporções gigantescas. O número de mortos e desaparecidos é impossível ser previsto. Milhares de seres humanos, sem a mínima chance de socorro, sendo ceifadas nessa catástrofe. Uma mudança drástica na vida de muitos, em fração de segundos. Sonhos destroçados, por conta de uma ligeira acomodação da crosta terrestre, nas profundezas marinhas.

O texto acima, poderia ser apenas uma cena de ficção do cinema americano, que aos poucos vai ficando famoso por propagar a violência e a destruição nas telas com seus efeitos especiais. Mas, na verdade, é a realidade acontecendo debaixo dos nossos olhos, de maneira aparentemente cruel, mas muito natural. Nada de artificial, sobrenatural ou fantasmagórico. Apenas a vida acontecendo de maneira extraordinária em todas as direções em que lançamos os olhos. Uma reciclagem perene, onde a destruição não é mais que uma fração de segundo de um processo de acomodação dos elementos que compõem o todo magnífico do qual somos parte.

Apesar de lamentar pelas vítimas dessa desproporcional catástrofe que assisto neste momento, me espanta  muito mais a postura de muitos seres humanos que longe de tudo isso, fazem de suas maravilhosas vidas uma infinita tragédia, transformando pequenos desafios diários, inerentes à própria sobrevivência, numa sequência incompreensível de tsunamis. Alguns se entregam ao álcool, ou a drogas mais fortes, por conta de pequenos fracassos; outros à prostração que gera depressão motivados por perdas de amores ou posses, ignorando que não são proprietários de coisa alguma; apenas usuários temporários, pois não somos donos nem mesmo de nossos pensamentos. Esses apenas passam por nós; muito embora alguns se arvorem da vaidade de se julgarem criadores de conceitos ou teorias, quando não passam de meras antenas a captar a sabedoria universal e a reproduzi-las com novos formatos.

Diariamente em minha página no Facebook escuto dezenas de pessoas, aflitas, ansiosas, angustiadas e até desesperadas por coisas ínfimas. Sentem-se pequenas diante de desafios infinitamente menores que seu próprio potencial. Encolhem-se como lebres assustadas diante de um galho derrubado pelo vento, ao mais leve sinal de perigo. Atemorizam-se frente ao desconhecido, esquecendo que os maiores fantasmas com os quais nos defrontamos são aqueles que habitam as escuras cavernas de nosso subconsciente. O que vem de fora é mera construção dessa mente constantemente apavorada pela iminência de pretensas ameaças. Acovardam-se diante da solidão como se sua felicidade dependesse exclusivamente do outro, esquecendo que ao nos fortalecermos na batalha pessoal nos tornamos mais belos, mais atraentes e, consequentemente, nossa companhia se torna mais agradável e por que não dizer desejada.

Paulo, o apóstolo, escritor famoso de alguns livros da Bíblia, dizia: 'vosso corpo é o templo de Deus', sábia afirmação para mostrar que é em nós que reside toda força, toda sabedoria, e todo amor, capaz de 'mudar montanhas de lugar', de produzir a energia que necessitamos para enfrentar qualquer desafio. Tudo o que precisamos é apenas acreditar nesse poder interior que carregamos. No entanto, uma multidão de aflitos busca todos os dias, fora de si mesmos, respostas para angústias que sequer sabem identificar. Na verdade, mais preocupados com o dia de amanhã, que com a ventura de viver o presente.

Ao escrever O MENTOR VIRTUAL, tinha em mente o desafio de procurar transmitir essa confiança. Despertar valores latentes que pudessem servir de alavancas, nos processo de reflexão diária, e mostrar que a vida não é algo que acontece lá fora, no mundo das possibilidades e crendices. Ela é algo que pulsa com a mesma intensidade nas células de cada ser humano. Sem exceção. E neste sentido, de nada serve projetar a felicidade ou realização pessoal em futuro longínquo, em alguém que sequer conhecemos bem, ou nas conquistas materiais que poderemos alcançar. Tudo quimera. Perda de tempo para ser mais objetivo. O agora é nosso único patrimônio. É tudo que dispomos para proceder todas as transformações que pede nossa alma. Convém lembrar que, "Morremos um pouco cada dia em que deixamos morrer nossos sonhos. Eles são ecos do nosso mais profundo inconsciente, onde reside toda a essência daquilo que somos. A vida é movida pela energia do querer que em nós eles despertem". (Mauricio A Costa, em 'O Mentor Virtual II' - O Elo Invisível – Lançamento previsto em 2011).

Lamentavelmente, muitos estão colocando todos os seu sonhos em um porvir desconhecido e quiçá inalcançável. Espremidos entre culpas de um passado que não serve mais para nada, e a ansiedade de um futuro que não sabem se atingirão. Transformam, assim, a alegria que energiza e a paz que produz o insuperável estar bem, numa sequência de insatisfação, agonia e estresse, cujas consequências todos sabemos. É imperativo fazer ressurgir a criança que somos para atingir a plenitude da confiança em nós mesmos. Como diz Richard Bach, em seu singelo livro, ILUSÕES - As Aventuras de um Messias Indeciso: "Você é levado em sua vida pela criatura viva interior, o ser espiritual brincalhão que é seu ser verdadeiro" ... "A marca de sua ignorância é a profundidade da sua crença na injustiça e na tragédia. O que a lagarta chama de fim de mundo, o mestre chama de borboleta"... "Não existe um problema que não ofereça uma dádiva para você". (Record, Rio de Janeiro - 1977).

Conheci também, ao longo de minha vida, alguns empresários que angustiados, destroem precocemente suas vidas, devorados pela ânsia de poder e pela ganância desmesurada que os leva a frequentes tsunamis emocionais de consequências devastadoras. Vivem sob permanente efeito de angustiantes tensões a retirar-lhe o bom senso e a serenidade necessárias ao dia-a-dia de importantes decisões. Sem que percebam, transformam-se em arrogantes donos exclusivos da verdade e por conta disso, fecham os olhos aos sinais do universo à sua volta que o tempo inteiro conspira a seu favor. Para o guerreiro, todavia, tudo é ameaça. O mais leve movimento de uma folha ao sabor do vento é tomada como ameaça. Tudo necessita estar sob seu total controle. Ninguém mais é confiável. Todos se transformaram em inimigos. Enquanto isso, a vida se esvai lentamente.

O agora é o único cenário de todas as transformações possíveis; é nele que construímos pontes para o futuro, mas isso não nos garante que estaremos lá. A ponte é apenas o caminho. Nada deve nos assustar na natureza mais do que a inconsciência do quanto somos efêmeros. A plena consciência dessa brevidade nos faz compreender que não necessitamos muito para ser felizes. O pulsar da vida é tudo o que precisamos.

*Maurício A Costa é Estrategista. Diretor da SUPPORT BRANDS, empresa de Estudos e Projetos para Alavancagem de Receitas e Rentabilidade, com foco no Pensamento Estratégico, Análise de Valor Agregado, Gestão e Licenciamento de Marcas.


É o autor do livro O MENTOR VIRTUAL. Está disponível sob consulta para palestras, seminários e workshop em Empresas, Universidades e Associações. 









13 comentários:

  1. olá mauricio
    lamentávelmente,e muito triste fim dos tempos.........bjks

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  2. Mauricio, estamos vivendo e vendo o tempo todo as pessoas e me incluo também pois sou humana, se desgastando com infamas coisa devido a falta de confiança em si mesmo. Quisera ser mais forte para poder enfrentar o meu pior inimigo - eu mesma. Parabéns por suas palavras ela nos levam a refletir sobre o dom mais precioso que temos - a vida.

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  3. Excelente postagem Mauricio, como sempre.
    Sou sua eterna aprendiz. Teimosa que sou.Preciso de seus pensamentos.
    Saudades! Beijos

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  4. Grande Mestre Maurício,
    Simplesmente maravilhoso seu artigo...
    O Mundo precisa dessas palavras de Sabedoria, para voltar a escutar o Som de sua verdadeira essência!
    Ter a coragem de EXISTIR como Seres Divinos que somos...
    Muita LUZ e PAZ prá você!
    Grata por compartilhar esses ensinamentos!
    Elisa Machado (apelido Lisa Campos...rsrsrs)

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  5. sonia regina mendesmarço 13, 2011

    Bom dia Mauricio.
    Passando, aqui....de leve...
    um abraço e tudo de bom....

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  6. Como somos pequenos frente as forças da natureza, como a vida se esvai num instante sem chance de luta, de defesa. Testemunhando as tragédias ocorridas na região serrana do Rio de Janeiro e a esta no Japão percebemos que a vida é efêmera que tudo se perde em segundos.
    E insistimos em acorrentar nossas vidas numa mesmice diária sepultando sonhos em apatia e inércia num discurso de ah! passou, não era prá ser .... e vamos levando essa vidinha medíocre de culpar todo o sistema menos a nós mesmos.
    Somos livres, somos sonhadores, somos capacitados a buscar e a realizar sonhos e conquistas, temos a vida, o coração a pulsar, a vontade arrebatadora de seguir em frente, de buscar e ser mais, melhor e maior.
    Que essas tragédias pelos menos sirvam para nos mostrar que a vida pode ser muito mais que sentar-se a frente da TV e apenas assistir o sofrimento alhei, que saibamos que podemos muito mais, fazer muito mais, realizar muito mais.
    Abraço especial meu caro amigo

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  7. Caríssimo Maurício,
    Penso que esta não é uma abordagem císmica e sim do comportamento humano. Concordo plenamente quando diz sobre o desequilíbrio emocional o qual está gerando sérios atritos com o conhecimento adquirido o que nos faz crer que a inteligência emocional hoje é a grande busca e a grande meta. O saber está nos livros, mas a insatisfação, a insegurança, a depressão , a incompreensão entre as pessoas está tornando a vida difícil de se conviver e de se produzir com alegria e satisfação.
    Vejo a cada dia mais e mais empresas investindo em MOTIVAÇÃO? Está correto .
    No entanto, chamo a atenção para um problema mundial, o consumismo, a facilidade do TER, as drogas, o que levam as pessoas a não entenderem que é preciso disciplina, organização, seriedade, disposição para elaboração... A brincadeira , a diversão está no pensamento em primeira ordem e assim que postas regras , toda a aflição emerge. Como inverter o quadro?
    Grande abraço da amiga,
    Fernanda Caetano Jandre Tavares

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  8. Concordo com você, Maurício. Mas mesmo sabendo as grandes verdades, nos surpreendemos às vêzes, com o limite da nossa resistência e sucumbimos mergulhados nas poucas aguas das sarjetas depois de pequena chuva...

    Anna Maria Badaró

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  9. Excelente Maurício ,grande escritor ,q em tempo tão oportuno nos traz um sopro de vida ,como uma brisa a refrescar o rosto diante de um sol escaldante ."Nada deve nos assustar na natureza mais do que a inconsciência do quanto somos efêmros .O pulsar da vida é tudo o que precisamos ."
    Q assim seja ,no nosso dia-a-dia ,essa percepção de que nada soms em proporção ao tamanho e grandiosidade da vida que nos é oferecida .Que façamo-la realmente digna de ser vivida em virtudes e não em acúmulos de matérias deterioráveis em tempos diferentes ,mas que nunca duraram para sempre .Assim como nossos corpos .Deixemos então um legado de discernimento ,de que vale a vida pelo ser e não pelo ter .Grandes verdades ditas escritor Maurício .Um grande abraço e minha admiração pelo seu trabalho .
    Adriana Cardoso

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  10. Andre De Arruda Botelho
    16 de março

    Obrigado Mauricio, dei uma breve lida em seu blog e concordo, muitas pessoas se culpam e estao perdidas sem dar o menor valor a vida, ou sem principios. Infelizmente as pessoas nao enxergam o rapido a vida passa e se bloqueiam em valores materiais por mais "ricos"que sejam e pobre de espirito e presos em sua propria vida e infelicidade. Os mais catolicos ainda por cima. Nascemos e aprendemos a sermos pecadores sem o mal ainda nao conhecer. Quando rezamos uma "Ave Maria"ja apredemos a nos culparmos e serem pecadores.
    Poucos sao os que desfrutam da vida com dinheiro ou sem.....
    Vivemos num Pais em Mundo muito Capitalista onde as pessoas buscam a vida toda serem afortunados e nem quando sao, aproveitam ou sabem dar valor ao simples, ou a uma pessoa como ela eh, e sem saber o que ela tem ou nao a oferecer que nao o dinheiro, sem julgar a primeira vista.
    Acho isso uma triste realidade que principalmente no Brasil e em Sao Paulo acontece muito. Um Abraço, Andre.

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  11. Tsunamis, avalanches, terremotos, deslizamentos, enchentes, enfim... Estes episódios vêm acontecendo, desde a era das cavernas. Nosso Planeta ainda é um menino em formação, diante do velho e soberano universo. E nós estamos o agredindo brutalmente; então, sua natureza grita, pede socorro, abrindo espaço para se desenvolver... evoluir, ignorando tudo e qualquer coisa que estiver a sua frente.

    Olhando a fotografia acima, e tudo que vi dos tristes episódios recentes, o que me entristece mais é perceber que podem ser 'retratos' reais do mundo que estamos vivendo.
    Retratos de 'governantes' completamente perdidos em meios à papéis e entraves políticos e burocráticos (burrocráticos); retratos de uma 'sociedade' vaidosa, soberba, que valoriza mais o ter que o ser, manipulada por fábricas de ilusões que alimentam seus vícios; retratos de 'empresários' ditadores, que preferem afastar todos, que lhe pareçam melhores, que se deixam dominar pela vaidade e pelo poder acima de tudo, mesmo pondo em risco tudo o que construiram; retratos, enfim de 'almas' solitárias que vagam pelas ruas das cidades, num eterno ir e vir, de seus trabalhos para suas casas, completamente alienados de tudo e de si próprios.
    Há que se mudar as fotografias, os retratos, as paisagens, Mauricio... Há que se mudar!
    Abçs. carinhosos.

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  12. Infelismente é a realidade de nossos dias e eu lamentavelmente me incluo entre as que sofrem por perdas, por medos e não consegue viver um dia de cada vez. A sensação que temos é a de que não temos muito mais tempo, e todos estão vivendo tudo de uma unica vez. Muitas pessoas deixaram de acreditar em algo superior e o capitalismo selvagem vem tomando conta deste mundo, levando ilusão através do consumismo desenfreado, que no final de tudo não trará a felicidade que tanto buscamos. A felicidade esta em tudo que é de graça. O convívio com a natureza, com os amigos, um simples abraço em uma hora muito difícil na sua vida vale mais que toda fortuna do mundo, digo isto, porque experimentei esta dádiva que chamam de eterno e que dura apenas alguns segundos, mas que voce não esquece jamais. Sei que ninguem é dono de ninguém, mas a perda de um amor é uma das dores que mais destrição faz na vida de uma pessoa, e o mais difícil continuar amando esta pessoa somente como um amigo.
    Fico com vergonha, pois dores maiores muitos estão passando todos os dias e acredito que muito mais ainda esteja por vir. Temos que ter controle sobre nossos pensamentos,tentar sermos fortes aprendendo a gostar de nos em primeiro lugar e viver o presente pois o amanhâ ninguem sabe. Abraços

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  13. Excelente, mais uma vez!
    Sou mais uma das que concordam com suas colocações e análises.
    Além de suas observações, sobre a maneira que algumas se comportam diante dos mais ínfimos desafios, transformando-os em 'tsunamis'; as fugas absurdas e incompreensíveis; a potencialização dos próprios problemas, noto a impaciência para que esses "problemas" sejam resolvidos. A impressão que tenho é que desejam que esses desafios diários, simplesmente sumam, num estalar de pensamento, no 'insight' de lucidez!
    Como na tragédia mundial (terremoto/'tsunami'), apesar de extremamente pesarosa, como você mesmo diz é natural. Os países atingidos serão reconstruídos e restabelecidos à 'normalidade'. E tudo demandará muito esforço, comprometimento, determinação, cooperação e paciência.
    Nossas tragédias individuais são doloridas também e devemos, sem dúvida, respeitar nosso tempo de restabelecimento. Algumas dores demandam um tempo maior de reclusão, de tristeza, mas para toda situação há sempre uma solução, precisamos, porém, ter boa vontade e paciência no coração para percebê-las.
    Certa vez, uma grande amiga, budista, dividiu comigo o ensinamento que segue:
    “Desenvolver força, coragem e paz interior demanda tempo. Não espere resultados rápidos e imediatos sob o pretexto de que decidiu mudar. Cada ação que você executa, permite que essa decisão se torne efetiva dentro de seu coração e assim, naturalmente, os resultados aparecerão. Seja paciente e observe se suas causas estão de acordo com os resultados almejados.”

    Agradeço as reflexões que seus textos me "obrigam" a ter.

    Parabéns pelo belo trabalho!
    Abraço especial,
    Eliane

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