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sábado, 30 de outubro de 2010

Paradoxos. Paradigmas. Paralelas.




Por Mauricio A Costa*

“Quebrar paradigmas, ou idéias pré-concebidas, permite vislumbrar o mundo além do horizonte das nossas limitadas convenções. Inserir uma visão mais ampla, que contemple múltiplas percepções para um mesmo fato; enriquece nossas decisões, e amplia infinitamente as possibilidades”. (‘O Mentor Virtual’ – Pág. 97 – Editora Komedi – Campinas-SP – 2008).


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Estação de Antwerp
Já passava das seis da tarde quando desci do carro que me trouxera de Bornen, uma pequena cidade na Bélgica, depois de realizar uma importante reunião com executivos da 'Kipling', vitorioso por haver assinado um importante contrato de licenciamento da marca para uma Empresa no Brasil. Entrei despreocupado na Estação de Antwerp, onde tomaria o 'Thalys' para Amsterdam, encantado como sempre me sentia, com aquela obra de arte, cada vez que visitava a cidade. Como o trem só partiria às 19h16min, eu teria tempo suficiente para ler um pouco e fazer algo que sempre foi meu passatempo favorito: observar pessoas. Analisar suas atitudes, reações, comportamentos, e expressões, pois sabia que, com certeza, iria aprender algo novo.

Depois de checar meu bilhete de viagem no guichê internacional e confirmar o horário de partida, acomodei-me em um tranquilo local, da plataforma onde embarcaria, sentindo-me ligeiramente alheio ao movimento em volta de mim. Estava absorto em meio à leitura de Paradoxo Global um livro do escritor americano John Naisbitt, quando por uns instantes parei a leitura, ao dar de cara com um trecho em que ele mencionava uma frase do filósofo Soren Kierkegaard que dizia: “o paradoxo é a fonte da paixão do pensador, e o pensador sem um paradoxo é como um amante sem sentimento: uma reles mediocridade”. (Naisbitt, John - Paradoxo Global - Pág. 4 - Editora Campus - Rio de Janeiro - 1994) Em palavras mais simples: 'a grande motivação daquele que pensa é analisar contradições, duvidar de tudo, questionar o senso comum'.

Kierkegaard
A provocação de Kierkegaard me estimulou profunda reflexão. Afinal, a palavra paradoxo; sempre me pareceu um termo meio complicado e não muito usual, e consequentemente pouco compreendido. Por isso, naquele momento eu desejava entender sua extensão além do convencional, principalmente por se tratar de uma expressão de amplo sentido. Embora, para alguns ela significasse apenas aquilo que é contraditório, ou mais especificamente, a contradição da lógica, para mim essa palavra representava também a ampla possibilidade de se poder interpretar um mesmo fato a partir de múltiplas visões. Isto é, ver a mesma coisa com um olhar diferente.

Jean-Luc Godard

Por alguns instantes, interrompi a leitura, ergui os olhos e comecei a observar à minha volta. Tudo estava quieto, e o ambiente era de agradável tranquilidade. Nenhum trem nas plataformas. Pouca gente circulando. Aqui e acolá, alguns daqueles peregrinos do universo ‘viajavam’ perdidos em introspectivas leituras. Parecia que estávamos todos dentro de uma grande biblioteca. De repente, em meio a toda aquela calmaria, implodindo qualquer eventual convencionalidade, ‘bati os olhos’ em duas lindas jovens de aproximadamente vinte e poucos anos, sentadas frente a frente, com as pernas quase entrelaçadas como se estivem uma no colo da outra. Uma cena digna de um filme de Godard.


Confesso que aquela visão à primeira vista me pareceu inusitada. Para dizer a verdade, eu não me conformava com a ideia de ver duas mulheres tão bonitas entregues às caricias do amor, contrariando aquilo que eu sempre considerara o certo: o velho padrão homem-mulher. E nesse exato momento, por conta de minha estupefação, me sobreveio uma grande dúvida sobre o conceito arraigado que eu trazia em mente. Afinal o que era certo e o que era errado? - Questionei-me. Em silêncio, e numa atitude quase reverencial, dirigi a pergunta ao meu inseparável mentor virtual; um personagem fictício que eu havia criado, e que em momentos como esse costumava me dar assertivas respostas metafóricas, quase sempre em tom declarativo.

Esse tal mentor virtual era uma figura mental, mistura de louco e de santo, que sintetizava todos os grandes pensadores da humanidade que de alguma forma haviam passado pela minha vida. Como uma espécie de 'lego', ele representava o resultado de todo sincretismo que eu havia assimilado, ao analisar elementos díspares, originários de diferentes percepções, a partir de culturas, dogmas e doutrinas de toda ordem. Com uma mente aberta, e o espírito livre no dizer de Nietzsche, eu houvera fundido distintas interpretações numa visão eclética, o pensamento de grandes seres humanos que marcaram suas épocas por conta de um pensar ousado e porque não dizer até revolucionário. Assim, aquilo que eu chamava de mentor virtual era apenas a essência dessa fusão de idéias que a minha alma trazia como síntese da sua leitura do mundo.


Por alguns minutos que mais pareciam séculos, eu mergulhara em profundo silêncio, e agora a palavra paradoxo começava a ganhar um novo sentido em minha mente. O mentor virtual me soprava aos ouvidos que um paradoxo não pode ser apenas uma contradição lógica pelo simples fato de ir contra o senso comum, pois verdade e mentira são partes de um todo que se complementam no dualismo universal, tal qual o quente e o frio. 'O certo e o errado, dizia ele, são visões complementares de um único fato visto de poisções distintas, como uma paisagem vista de um trem em movimento a partir de janelas diferentes'.

Ao voltar meus olhos para aquelas duas mulheres, poucos minutos depois, eu as via apenas como duas almas, que fascinadas por se verem refletidas uma na outra, se atraíam, movidas pela extraordinária energia do amor que arrasta como um vórtice tudo o que estiver sob a sua ação. A partir daí eu não conseguia mais enxergar pecado, erro, ou deturpação da lógica naquela cena. Via apenas a beleza da vida se realizando através do poder da atração, e esse simples fato me fazia explodir milhões de paradigmas que me acompanharam por anos, interligados pelo mesmo tipo de preconceito e discriminação.

No instante seguinte, movido por irresistível compaixão, fechei os olhos por alguns minutos e fiz uma pequena prece por aquelas duas mulheres para que com a ajuda da sabedoria, elas fossem fortes o suficiente para vencer a hipocrisia de milhões de seres que como eu, até minutos atrás, lhes censurava, por conta de esdrúxulos paradigmas assimilados ao longo de milhares de anos.

Pouco tempo depois, o trem de uma daquelas moças encostou-se à plataforma e um abraço prolongado entre as duas parecia selar uma relação enigmática e profunda. Uma delas chorava como se estivesse deixando para trás um pedaço de si mesma. E agora, o meu mentor virtual me devolvia a pergunta inicial de maneira firme e categórica: Você acha que isso que acaba de presenciar é um paradoxo, um paradigma, ou apenas visões paralelas de um universo onde nem tudo que vemos é o que pensamos ver? E eu me senti pequeno. Muito pequeno. Sem respostas, apenas acompanhava com os olhos aquela cena que me fazia lembrar Adriana Calcanhoto cantando Naquela Estação. Uma música que eu sempre achara bonita, mas nunca havia entendido muito bem.



Depois de vagar por tantas estações da vida, eu reflito com certa angústia sobre os milhares de seres humanos discriminados por conta da forma não convencional que viajam suas almas. Tentando construir suas marcas pessoais, debatem-se aflitos, em meio a uma multidão de intolerantes sectários, em busca de respostas para algo que sequer sabem perguntar.


Tornamo-nos algozes de nossos semelhantes de forma cruel e impiedosa, e antes mesmos de procurar entendê-los, formamos um pré-julgamento, quase sempre sustentado por dogmas, doutrinas ou paradigmas tacanhos e ultrapassados, originados em conceitos primitivos, alimentados pelo fundamentalismo de religiões e governos onde a hipocrisia farisaica é o seu princípio.

Hoje, diante da minha limitada compreensão e enorme perplexidade o mentor virtual me sussurra ao ouvido que 'Não há padrões definitivos para nada no universo. Tudo é relativo. Tudo está interligado por um tênue fio de múltiplas possibilidades'.   E numa atitude de enorme agradecimento a esse mentor por aqueles momentos de enorme crescimento, eu acompanho com carinho e respeito Adriana Calcanhotto em sua bela canção, a me lembrar que ‘o meu coração, embora, finja fazer mil viagens, fica batendo parado, naquela estação’...
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*Maurício A Costa é Pensador e Estrategista; ou numa linguagem atual, um ‘Design Thinker’. Foi Executivo/Diretor de empresas como a Kimberly Clark, Grupo Gerdau, Grupo Grendene/Vulcabrás e o Grupo Tecnol (Atual Luxottica). Está disponível para participar (vinculado a resultados) de empreendimentos sérios que estejam em busca da excelência de gestão, e interessadas em aprimorar seu pensamento estratégico para alavancagem de receitas e rentabilidade.
É o autor da série 'O Mentor Virtual', e está disponível para palestras, conferências e workshop (presenciais ou por vídeo conferência) que poderão mudar a sua visão do mundo e alavancar o potencial de sua equipe.


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O Sistema. O Inferno de Dante






Por Mauricio A Costa*


 ‎"Não seria a inexplicável inércia de nossa parte, que nos torna coniventes com absurdas convenções estabelecidas como verdades absolutas em nossas mentes que nos aprisionam para sempre, nos transformando em reféns de nossas próprias armadilhas?" (O Mentor Virtual - Pág. 136 - Ed.Komedi-Campinas-SP-2008). 

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Quero iniciar dizendo que não tenho preferências políticas. Por não acreditar em políticos; isto é, na maioria deles. E por achar que é uma perda de tempo ir contra o 'sistema'. Esse sim, o grande inimigo de uma nação! O Leviatã, que esmaga o cidadão. É Isso que está em jogo neste momento: O poder nas mãos de grupos que manipulam o ser humano como se ele fosse reles marionete.

É assustadora a máfia que envolve a maioria dos partidos políticos, para assegurar a continuidade do 'status quo';  o famoso deixa como está para não estragar. É importantes, antes de tudo, que não subestimemos o 'maquiavelismo'   de figuras que estão por trás dos bastidores, as quais me abstenho de citar nomes, por razões óbvias. Muitas delas aparentemente afastadas da vida pública, mas que permanecem vivas como nunca, tal qual a 'hidra de sete cabeças', enfrentada por Hércules na mitologia grega.

Estamos diante de uma situação dramaticamente perigosa para o nosso país. E é só por isso que me manifesto publicamente. Não está em jogo neste momento programas de governo, tampouco qualquer ideologia. Aqui nem vale a pena discutir partidos. Todos estão iguais. Viraram uma grande massa cinzenta. Não se discute quem está certo ou quem está errado. Quem é o melhor e quem não é. O que preocupa é a grande 'lambança' que tomou conta da nação, onde não apenas os políticos são os responsáveis, mas também uma grande parte dos empresários, das organizações, e principalmente das igrejas; além de um sem número de pessoas que pensam: ‘já que não posso ir contra isso que está aí, trato de me juntar ao inimigo invisível, 'o sistema' e me torno parte dele’. Uma réplica do velho ditado que diz: ‘se não pode com o adversário, junte-se a ele’.

Enquanto isso, uma multidão de seres humanos vai sendo manipulada por todo tipo de mídia e propaganda enganosa. Imersos nas trevas da ignorância, lotam praças públicas, aplaudindo e aclamando algo que sequer entendem. Uma legião de 'miserables' vive e continuará vivendo à margem de qualquer projeto que as tire desse 'Inferno'  tal qual na Divina Comédia, porque não há o mínimo interesse de um monstro dá forças à suas presas ou vítimas. "Deixai toda esperança, ó vós que entrais!" Diz o letreiro à porta desse inferno alegórico descrito por Dante Alighieri. 


Pintura Ilustrativa do Inferno de Dante
Por conta dessa avalanche de anarquia que tomou conta da nação, não há mais imposto que satisfaça as necessidades prioritárias de investimentos pois uma parte significativa da massa de recursos arrecadados toma destino diferente, para bancar enriquecimento ilícito de pessoas e grupos ou vai para financiar partidos políticos. E o contribuinte, ou empresário correto, considerado pelo governante como simples 'agente econômico' vai se tornando cada vez mais refém desse Inferno de Dante,  pois na maioria das vezes não consegue dar conta da carga tributária que o esmaga, e é tratado como inadimplente, ou sonegador, convertendo-se em alvo de impiedosas ações do Estado que culminam na destruição do seu espírito empreendedor.  

Ou a nação acorda desse estado letárgico de omissão e conivência em que se encontra, diante do descalabro, ou verá destruídas as bases de suas instituições mais sagradas. Esse é o grande perigo. Seriedade e credibilidade, são forças vivas e valores essenciais de uma 'Marca Forte', definitivamente imprescindível a um líder ou partido que se propõe a conduzir o destino de um povo.

Estamos nos tornado gradualmente uma nação de zumbis. Mortos vivos manipulados pela esperteza. Conduzidos como gado, estrada a fora ou encurralados sem opção. Está na hora de como cidadãos dar um basta a tudo isso, e a mudança deve começar dentro de cada um nós, pois não há corruptos onde não existe corruptor.  É imperativo nos tornarmos um país sério, mas a grande revolução cultural precisa começar em nossas consciências. 


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*Mauricio A Costa, é Estrategista, para projetos e assessoria em alavancagem de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, sob consulta, para atuar como Executivo, Estrategista, ou Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte.

É o idealizador do Projeto Mentor Virtual, organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Entrevista com o Autor de 'O MENTOR VIRTUAL' (Terceira Parte)

 
"A sabedoria não é algo que serve para um e não sirva para outro. Tampouco é uma colcha de retalhos que cresce à medida que qualquer um de nós vá inventando ou acrescentando algo novo. Ela é Universal. Poderosa e Única. Pode ser acessada por qualquer um, em qualquer lugar do planeta, a qualquer momento. Simultaneamente! Ela não depende de você; é você quem depende dela. Não é você que a completa, porque ela já é completa em si mesma. Você apenas a detecta e aos poucos vai descobrindo como ela se encaixa na sua vida e no seu limitado conhecimento. E, a partir dessa fusão, sua vida e todos os seus parâmetros mudam completamente de maneira surpreendente". (Mauricio A Costa, em 'O Mentor Virtual' - Pág. 133 - Ed.Komedi - Campinas-SP - 2008)
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A seguir, entrevista de Maurício A Costa, autor do livro O MENTOR VIRTUAL, e editor do Blog MARCAS FORTES ao programa de Valdenê Amorim, em Outubro de 2010, falando sobre marcas, valor agregado, marca pessoal, e branding.





Terceira Parte



*Mauricio A Costa, é Consultor de Empresas para assuntos de Valor Agregado, Gestão e Licenciamento de Marcas. Atua também como ‘Coach’ e Palestrante em temas ligados a valores humanos e a construção da marca pessoal. É o autor do livro O MENTOR VIRTUAL.
Em gestação: 'O MENTOR VIRTUAL II - O Elo Invisível', primeiro livro a ser escrito em tempo real; criando personagens fictícios inspirados nos maravilhosos e insuperáveis relacionamentos criados no Facebook, com lançamento previsto para 2011.

Entrevista com o Autor de 'O MENTOR VIRTUAL' (Segunda Parte)


"A sabedoria não é algo que serve para um e não sirva para outro. Tampouco é uma colcha de retalhos que cresce à medida que qualquer um de nós vá inventando ou acrescentando algo novo. Ela é Universal. Poderosa e Única. Pode ser acessada por qualquer um, em qualquer lugar do planeta, a qualquer momento. Simultaneamente! Ela não depende de você; é você quem depende dela. Não é você que a completa, porque ela já é completa em si mesma. Você apenas a detecta e aos poucos vai descobrindo como ela se encaixa na sua vida e no seu limitado conhecimento. E, a partir dessa fusão, sua vida e todos os seus parâmetros mudam completamente de maneira surpreendente". (Mauricio A Costa, em 'O Mentor Virtual' - Pág. 133 - Ed.Komedi - Campinas-SP - 2008)
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A seguir, entrevista de Maurício A Costa, autor do livro O MENTOR VIRTUAL, e editor do Blog MARCAS FORTES ao programa de Valdenê Amorim, em Outubro de 2010, falando sobre marcas, valor agregado, marca pessoal, e branding.



Segunda Parte




*Mauricio A Costa, é Consultor de Empresas para assuntos de Valor Agregado, Gestão e Licenciamento de Marcas. Atua também como ‘Coach’ e Palestrante em temas ligados a valores humanos e a construção da marca pessoal. É o autor do livro O MENTOR VIRTUAL.
Em gestação: 'O MENTOR VIRTUAL II - O Elo Invisível', primeiro livro a ser escrito em tempo real; criando personagens fictícios inspirados nos maravilhosos e insuperáveis relacionamentos criados no Facebook, com lançamento previsto para 2011.



Entrevista com o Autor de 'O MENTOR VIRTUAL' (Primeira Parte)


"A sabedoria não é algo que serve para um e não sirva para outro. Tampouco é uma colcha de retalhos que cresce à medida que qualquer um de nós vá inventando ou acrescentando algo novo. Ela é Universal. Poderosa e Única. Pode ser acessada por qualquer um, em qualquer lugar do planeta, a qualquer momento. Simultaneamente! Ela não depende de você; é você quem depende dela. Não é você que a completa, porque ela já é completa em si mesma. Você apenas a detecta e aos poucos vai descobrindo como ela se encaixa na sua vida e no seu limitado conhecimento. E, a partir dessa fusão, sua vida e todos os seus parâmetros mudam completamente de maneira surpreendente". (Mauricio A Costa, em 'O Mentor Virtual' - Pág. 133 - Ed.Komedi - Campinas-SP-2008)
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A seguir, entrevista de Maurício A Costa, autor do livro O MENTOR VIRTUAL, e editor do Blog MARCAS FORTES ao programa de Valdenê Amorim, em Outubro de 2010, falando sobre marcas, valor agregado, marketing pessoal, e branding.



Primeira Parte




*Mauricio A Costa, é Consultor de Empresas para assuntos de Valor Agregado, Gestão e Licenciamento de Marcas. Atua também como ‘Coach’ e Palestrante em temas ligados a valores humanos e a construção da marca pessoal. É o autor do livro O MENTOR VIRTUAL.
Em gestação: 'O MENTOR VIRTUAL II - O Elo Invisível', primeiro livro a ser escrito em tempo real; criando personagens fictícios inspirados nos maravilhosos e insuperáveis relacionamentos criados no Facebook, com lançamento previsto para 2011.

sábado, 23 de outubro de 2010

Ignorância. O Elemento Essencial da Manipulação






Por Maurício A Costa*



“A ignorância da significação das palavras, isto é, a incompreensão, predispõe os homens a confiar e aceitar a verdade que desconhecem e até mesmo os erros, e o que é pior, na insensatez daqueles nos quais confiam: nem o erro e nem a insensatez podem ser descobertos se não houver a perfeita compreensão das palavras. Dessa mesma ignorância procede o fato de os homens darem nomes diversos a uma mesma coisa, de acordo com suas próprias paixões”. (Thomas Hobbes 1588-1679, em Leviatã - Pág. 81 – Editora Ícone– São Paulo-SP – 2000).

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É chegada a hora de uma grande revolução. Uma revolução que comece dentro de cada um de nós. Uma revolução que implique em mudança de hábitos arraigados, e exorcize de uma vez comportamentos ditados por dogmas, doutrinas, paradigmas e manipulações de toda ordem que nos tornam reféns de uma passividade milenar, que remonta à fase irracional de nossos primórdios. Só a partir de uma tomada de consciência de nós mesmos, estaremos aptos a agir como cidadãos, para nos posicionarmos acima das estapafúrdias manobras que ocultam interesses pessoais ou de pequenos grupos e atuarmos com coragem para realizar revoluções necessárias no ambiente que nos rodeia, seja no pequeno universo da família, da empresa, da comunidade, ou no macro ambiente corporativo das nações.

Não há mais espaço para revoluções estúpidas com armas, sob apelo da violência. Todo soldado ou terrorista não passa de uma marionete nas mãos de espertalhões que o dirigem de acordo com suas conveniências. A maior de todas as revoluções exige conhecimento e informação. Só a preparação pode arrancar o ser humano da sua condição de animal manipulado. A sabedoria é a única luz possível, para tirá-lo da escuridão da ignorância que o mantém aprisionado ao seu limitado poder de escolha.


Qualquer grupo, seja ele uma simples família, uma empresa, uma sociedade ou uma nação é constituído basicamente por dois elementos essenciais: liderança, que pode ser formada por uma ou várias pessoas, e liderados. A liderança nasce de um visionário, com coragem e determinação para implementar suas idéias, quase sempre oriundas de poderosos insights. O liderado é aquele que se deixa envolver por essa visão. Com o passar do tempo, a visão vai se tornando uma crença e gradualmente contaminando de forma quase virótica toda uma massa cinzenta de seres humanos, muitos sem opinião própria, em sua maioria, acomodados sob o estigma de uma preguiça letárgica a revelar incompreensível inércia física ou mental. Entretanto, como nos ensina Gary Hamel em seu livro Leading the Revolution (‘Liderando a Revolução’ - Pág. 22 - Editora Campus – Rio de Janeiro – 2000): “Os visionários não continuam visionários para sempre. Poucos são capazes de imprimir sua marca numa segunda visão. Pior ainda, seus apóstolos se tornam dependentes da presciência do profeta, renunciando à própria responsabilidade pela visualização de novas oportunidades”. O que significa dizer que, nem sempre uma liderança pode ser perpetuada por seus discípulos, mesmo os mais próximos, uma vez que uma visão ou insight é resultado de um conjunto de fatores pessoais que vão desde o acumulado de informações que o líder carrega, passando por seus atributos psicológicos e comportamentais, até seu histórico, e que fazem dele alguém especial, dotado de carisma capaz de produzir admiração e consequentemente seguidores. Assim, sem conhecimento e preparação é impossível que se distinga a ação de alguns homens, da ação da multidão, conduzida como gado, por não ser possível identificar as causas que originaram essa ou aquela crença, a gerar um mito.


Por conta disso, como nos ensina o grande pensador inglês citado no início desta matéria, “o desconhecimento das causas remotas fazem com que se atribuam todos os acontecimentos a causas imediatas e instrumentais, porque são as únicas perceptíveis... e predispõe o homem à credulidade, fazendo-o mesmo crer em coisas impossíveis. Não tendo nada que as contradigam, consideram-nas como verdadeiras, pois são incapazes de detectar impossibilidades. A credulidade, uma vez que os homens gostam de escutar em grupos, conduz à mentira; a ignorância, sem malícia, leva o homem a acreditar em mentiras e repeti-las; algumas vezes inventando-as, até. (Thomas Hobbes, em Leviatã - Pág. 82 – Editora Ícone– São Paulo-SP – 2000). Nessa reflexão está explicito de maneira contundente toda pejoratividade da ignorância no contexto do bem estar social de uma comunidade, empresa ou nação.


Um dos meus livros favoritos, sem o qual me sinto um completo ignorante, é o dicionário. Por mais simples que ele possa ser sempre me traz uma luz para ampliar a compreensão de um texto, ou expressão. Todavia, muitos ignoram ou subestimam a sua ajuda, efetuando enormes leituras ou escutando grandiosos discursos sem entender o mínimo necessário para formar juízo sobre o que leem ou escutam; como consequência, irão enxergar de maneira parcial tal quais míopes, sem ajuda de seus óculos, e tirar apressadas conclusões com base em informações de terceiros, muitas vezes já deturpadas, ou se acomodarem à sua ignorância, seguindo ‘cegamente’ a manada. Citando mais uma vez Hobbes, o mentor que me inspira na composição deste texto: “Os que não se preocupam ou preocupam-se pouco com as causas naturais das coisas, temendo, em vista de sua ignorância, aquilo que pode causar-lhes mal ou bem, propendem a supor e imaginar diversas espécies de Poder Invisível, e, submissos às suas próprias ficções, invocam esses poderes em momentos de desgraça e os agradecem ao alcançar sucesso; transformam em Deuses as criações de sua própria imaginação. Como resultado, diante da infinidade de fantasias, os homens criaram inumeráveis Deuses. O temor às coisas invisíveis é a semente natural do que se conhece por Religião”. (Thomas Hobbes, em Leviatã - Pág. 83 – Editora Ícone– São Paulo-SP – 2000).


Essa reflexão me leva de volta ao início desta matéria. Vivenciamos um momento especial para produzir uma grande revolução. Uma revolução contra a ignorância. A revolução contra o ‘status quo’, o corporativismo que defende a manutenção daquilo que está aí, pregado como verdade absoluta, como o melhor sistema, a melhor ideologia ou a mais perfeita de todas as formas de fazer as coisas. Parodiando o intelectual e revolucionário inglês, Thomas Paine (1737-1809): “Que me chamem de rebelde e me rechacem, não tenho medo; mas sofreria a miséria dos infernos se prostituísse minha alma”. É decisivo, sairmos da condição de meros súditos, para alçarmos a condição de cidadãos. Essa mudança, como disse, exige uma mudança de postura que necessita começar dentro de nós, e propagar-se como fogo para extinguir toda decadência moral que nos assola, e diante da qual permanecemos apáticos, estagnados pelo medo da represália ou de consequências com as quais nos assustam nossas mentes; hábeis em criar fantasmas ameaçadores, como se o inferno já não fosse o ambiente inseguro que nos cerca.

Uma grande marca, seja ela pessoal, empresarial, corporativa ou nacional, não pode perpetuar-se sem inovação, e inovação não se faz sem uma constante oxigenação do organismo ou sistema que opera no corpo ou empreendimento que lhe hospeda. Inovação é renovação. É mudança. É a substituição de padrões viciados por algo novo. É a revolução pelo conhecimento, o fogo da sabedoria que recicla a própria vida.

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*Mauricio A Costa, é Estrategista. Sócio Fundador da SUPPORT BRANDS, empresa de projetos e assessoria para alavancagem de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, sob consulta, para atuar como Executivo, Estrategista ou Membro do Conselho de Empresas sérias e comprometidas com a verdade.

É o idealizador do Projeto Mentor Virtual, organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país.

sábado, 16 de outubro de 2010

Indolência. O Maior Inimigo de Uma Marca Forte




Por Maurício A Costa*

“Uma nuvem não sabe por que se move em tal direção e em tal velocidade; Sente um impulso... é para este lugar que devo ir agora. Mas o céu sabe os motivos e desenhos por trás de todas as nuvens, e você também saberá, quando se erguer o suficiente para ver além dos horizontes” (Richard Bach em Ilusões. As Aventuras de um Messias Indeciso – Pág. 98/99 – Record – Rio de Janeiro – 1977.)

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Certo dia, sentado nas escadarias de um velho templo na cidade de Santiago de Compostela, eu conversei demoradamente com um mendigo que ali esmolava. Curiosamente, para minha surpresa, e até um pouco de frustração, descobri que ele era um brasileiro. Um homem de quarenta e poucos anos, embora aparentasse muito mais por conta do seu estado maltrapilho, e que vivia na Espanha há muitos anos. A princípio, senti-me compadecido daquele farrapo humano, que havia largado tudo para trás, inclusive a própria família, por sentir-se tímido e inseguro diante das adversidades, e por conta disso, entregara-se à bebida, como forma de fugir à realidade.  

Minha reação inicial na ocasião foi de compaixão, por conta da tendência humanista que carrego. Entretanto, algumas horas mais tarde, refletindo sobre aquele diálogo quer durou mais de duas horas às portas da Capilla de las Animas, me dei conta da covardia daquela criatura humana diante da vida. Sua atitude revelava claramente um visível comodismo diante de seus desafios. Sua indolência, o levara àquela situação de derrotado.

Hoje, vários anos depois daquele episódio, dou-me conta de 'quantos seres humanos com os quais nos defrontamos diariamente que se acovardam diante da vida ao primeiro sinal de turbulência. Quantos homens e mulheres que se encolhem e se escondem por trás das enormes muralhas de seus mundos pessoais, assustados e inseguros por se sentirem pequenos diante de problemas que julgaram maiores que eles próprios'.

Quantas vezes não nos flagramos em atos de autêntica covardia diante de desafios? Quantas vezes não nos pegamos agindo diversamente do discurso que ecoamos em todas as direções. Afinal, todos nós, invariavelmente, vivenciamos imprevisíveis momentos de turbulência de alguma forma. A covardia nesses instantes costuma ser a reação instintiva diante do medo e da insegurança que paralisa nos momentos desafiadores. Nessas horas, é de extremo valor a ajuda que vem de fora, nos fazendo levantar a confiança. Em situações assim, a religião costuma ganhar importância transcendental, por estimular a fé e autoconfiança, mas, com certeza, uma mão amiga, e uma palavra de direcionamento podem sem dúvida operar milagres. A energia do amor nesses momentos tem poder inigualável.

Ao longo de minha existência, me deparei freqüentemente com pessoas cuja auto-estima é lamentável; gente cuja confiança em si própria é muito abaixo do quanto elas poderiam e deveriam demonstrar em suas vidas. Em muitos casos, freqüentadores assíduos de templos religiosos da mais diferentes denominações. Ouvintes de belos discursos, mas omissos na prática daquilo que ouvem; esquecidos ou alheios ao que recomendava Tiago; o mártir de Compostela: “Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes; isto equivaleria a vos enganardes a vós mesmos(Tiago 1:22) Mais que isso, ignorando a máxima ensinada também pelo mesmo Santiago de que, “assim como o corpo sem alma é morto, assim também a fé sem as obras é morta” (Tiago 2:26), criticando com veemência o falso acreditar, o professar de uma fé superficial, que demonstra um agir e viver como um fantoche. Uma marionete manipulada por espertalhões e falsos profetas. 

Essa incoerência nas atitudes revela um dos maiores inimigos que carrega um ser humano dentro de si mesmo, o comodismo. A passividade ou inércia diante dos desafios que a jornada apresenta, na maioria das vezes oculta por trás de uma falsa imagem de vítima do próprio destino. A inércia começa pela preguiça física e mental diante da necessidade de preparação, observada, por exemplo, na displicência com a leitura de livros, ou na busca de ensinamentos e informações que possam ajudá-lo a suprir seus conhecimentos e assim superar adversidades. É comum vermos também muitos executivos que, em momentos de turbulência subestimam o apoio de um ‘coach’ em suas carreiras, ou empresários que de forma vaidosa ou arrogante dispensam a ajuda de consultores que possam mostrar-lhes alternativas, por sentirem-se convencidos de que sabem o suficiente para tomar suas decisões.

Como diz 'O Mentor Virtual': 'Há muitos que desejam ardentemente seu crescimento pessoal e se lastimam de maneira incessante da miséria cultural ou econômica em que vivem. Todavia, não fazem absolutamente nada para que isso mude. Vivem como algas no fundo do mar; ora estão presas aos arrecifes de onde brotaram, outras, boiando ao sabor das marés, que as levam sem destino em qualquer direção'. E como nos ensina Clemente Nóbrega, em seu livro, 'Em Busca da Empresa Quântica“A condição para crescer e evoluir é manter-se aberto aos sinais de fora. É querer a mudança”, (Pág. 253 – Ediouro – Rio de Janeiro – 1996). - Essa mudança é imperativa e urgente, em função da necessidade de adaptação ao mundo caótico, que se modifica numa velocidade extremamente veloz. Não dá para continuar assistindo passivamente, apenas como espectador a transformação do ambiente, como um alienado diante do chamado que a própria vida impõe. Torna-se imperativo reinventar-se nesses momentos. Redescobrir-se e avançar ainda que contra todas as probabilidades. 

A covardia pode custar caro. A indolência, o comodismo e a inação podem gerar corrupção ou degeneração de órgãos vitais. Vida é constante pulsação, e exige  movimento ininterrupto. Quando cessa o pulsar, a corrupção, sob a forma de radicais livres, resultado da ação de um conjunto de células degenerativas, se aloja dentro de um organismo saudável e dele extrai-lhe toda seiva. Sua proliferação ocorre por conta da ausência de comando, a omissão diante do perigo, ou contaminação generalizada que se estabelece no sistema de um vegetal, um animal, um ser humano, uma empresa, ou uma nação. É assim que a beleza da vida se esvai e a destruição se estabelece. A inércia e a omissão são as principais cúmplices da morte.

Uma marca para tornar-se forte exige 'ação'. Iniciativa embasada em preparação e vontade. A superação será consequência da determinação para encarar aquilo que desafia, e enfrentar o 'novo' com ousadia. Na maioria das vezes esse 'desconhecido' não passa de um momento de passagem para novas etapas a nos proporcionar evolução ou crescimento. Em determinadas situações, no entanto, como modernos gladiadores em meio  ao circo de inusitadas situações, iremos nos deparar cercados de feras que precisaremos enfrentar, conscientes de que não há outra saída senão lutar com bravura. Nossa postura confiante diante do imponderável, e a coragem diante desses desafios é que irá definir o final da nossa história.
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*Mauricio A Costa, é Estrategista. Sócio Fundador da SUPPORT BRANDS, empresa de projetos e assessoria para alavancagem de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, sob consulta, para atuar como Executivo, Estrategista ou Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte.

É o idealizador do Projeto Mentor Virtual, organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país.