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sábado, 20 de novembro de 2010

Sair da Multidão. O Desafio da Construção de Uma Marca Forte

Por Maurício A Costa*

"O extraordinário consiste em construir algo que atravesse o tempo e o espaço convencionais" (Mauricio A Costa, em ‘O Mentor Virtual’ - Pág. 22 – Ed. Komedi - Campinas-SP - 2008).

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Poderia ter sido mais um dia como outro qualquer, numa cidade qualquer, onde um executivo de uma grande empresa tem pela frente mais uma reunião de negócios, envolvendo um contrato de vários milhares de dólares relacionado a licenciamento de marcas. Todavia, o executivo não era apenas mais um homem de negócios e a cidade não era um lugar qualquer, era simplesmente Veneza. Um lugar místico; belo e envolvente aos olhos e à alma, desdobrando-se em intrigantes paisagens, capazes de deixar perplexo ao mais indiferente ser humano do planeta.

Como minha reunião seria apenas às dezesseis horas, eu teria boa parte do dia para vagar, e conhecer um pouco mais daquela cidade romântica e sedutora como poucas. Apesar de já haver estado ali duas ou três vezes antes eu não me cansava de admirar aquele conjunto arquitetônico criado pela mão humana entre dezenas de lagunas formadas pelo mar Adriático na costa da Itália. Classificada como um patrimônio da humanidade pela UNESCO, Veneza vai, no entanto, sendo lamentavelmente abandonada pelo mundo e em especial pelo governo italiano que a deixa agonizar lentamente por falta de investimentos em sua recuperação.

Perambulando sem pressa por ruas estreitas, cortadas por labirínticos canais, eu me sentia perdido em meio a uma multidão formada por gente do mundo inteiro, e caminhava absorto em meus pensamentos como se fosse um fantasma a vagar entre velhos casarões marcados por uma história de mais de dez séculos, sentindo-me um estranho, tal qual um E.T. fora do seu planeta. Por conta dessa incômoda reflexão, me veio à mente a inesquecível música do filme ‘Anônimo Veneziano’, que comecei a cantarolar baixinho só para mim, enquanto caminhava.





Como do nada, uma repentina sensação de melancolia tomou conta do meu pensar. Era uma tristeza causada não pelo fato de me sentir um estranho entre milhares de pessoas desconhecidas, mas por perceber que muitos daqueles que encontrava pelo caminho eram muito mais anônimos que eu mesmo. Uma percepção drasticamente ampliada ao encontrar pelas ruas algumas figuras humanas magnificamente fantasiadas, como se vivessem séculos atrás, portando belíssimas máscaras a esconder rostos que já eram anônimos mesmo sem elas. 

Parei momentaneamente, e recostado na coluna de um daqueles velhos palacetes, comecei a observar toda aquela gente, correndo atrás de algo que com certeza não saberiam explicar. Como formigas, moviam-se freneticamente de um lado para outro, com expressões faciais das mais diversas. Uns a mostrar imensa inquietude, outros, pressa, e outros, aflição. Quase todos, invariavelmente demonstrando algum tipo de ansiedade e preocupação com relação às próprias vidas. Não pareciam estar vivendo, mas, apenas cumprindo uma rotina de atividades repetitivas e sem nexo. Não havia consciência de que o tempo estava fluindo inexorável diante deles, tampouco, uma noção clara de seus próprios valores. Eram todos, vistos de fora, parte de uma enorme massa amorfa de seres humanos a compor uma caleidoscópica multidão que mudava de cores e de formato a cada minuto.   

A canção do ‘Anônimo Veneziano’ pulsava agora cada vez mais forte dentro de mim, ao observar a angústia de muitas daquelas figuras humanas, muito mais perdidas que eu em meio a toda aquela gente. Mesmo cercados de tantos outros seres humanos, sentiam-se sozinhos. Abandonados dentro de si mesmos, ignoravam ou temiam a força do outro que as  poderia  complementar. A música ia crescendo em minha mente de forma insistente com uma mensagem singela, mas intrigante a dizer-me:


"Cuore, cosa fai. Che tutto solo te ne stai. Il sole è alto e splende già, sulla cittàAl buio tu non guarirai, non stare lì, dai retta a me. Di là dai vetri forse c'è una per te, per te. Almeno guarda giù e tra la gente che vedrai c'è sempre una, una Che, è come te”. – “Coração, o que estás a fazer aí sozinho. O sol está alto e já resplende sobre a cidade. No escuro tu não irás melhorar; não fica aí, escuta-me. Além das janelas talvez haja alguém para ti, para ti. Pelo menos olha lá fora no meio de toda essa gente verás que há sempre uma, uma que é como tu”. (‘Anônimo Veneziano’ – Autores: S.Cipriani e Fred Bongusto – 1970).  

A visão desse indesejável isolamento generalizado me fazia  pensar também no desafio que representa sair da multidão para se projetar como uma marca forte. E por isso, me perguntava, atônito: Como destacar-se em meio a tantos, se muitas vezes não conseguimos sequer estabelecer um elo que nos conecte de maneira mínima a alguém que poderia nos complementar de alguma forma? Quantas vezes nos pegamos trancados dentro de nós mesmos, perdidos em meio à escuridão, sem nos permitirmos abrir uma pequena janela que seja para o mundo à nossa volta?


Meus óculos escuros nesse momento escondiam os olhos lacrimosos refletindo uma repentina emoção incontida. Aquela sensação de solidão coletiva havia me contagiado de forma penetrante e desorientadora, fazendo me sentir impotente diante de milhões de perguntas que afloravam de maneira abrupta. Vivenciando, porém, uma imensa onda de compaixão, insistia em perguntar-me: Como destacar-se em meio à multidão? Como construir uma marca diferenciada, se somos todos tão iguais em tantas coisas? 

A resposta me veio horas depois, de maneira fulminante, quando sentado na Piazza San Marco a tomar um gellato, escrevia alguns textos para reflexão posterior: Ora, se nossas almas são únicas, não precisamos fazer nada além do que sermos nós mesmos para sermos diferentes! Aqui estava a resposta que eu precisava para romper com aquele momento de angústia. Ser eu mesmo, e apostar toda minha energia para construir uma marca forte a partir daquilo que eu tivesse de melhor. Acreditar em mim mesmo como algo exclusivo, sem nada igual no mundo. Essa era a fórmula simples na qual eu deveria me concentrar. 

Hoje, algum tempo depois desse inesquecível insight em Veneza, sempre que sou questionado com as mesmas perguntas que me formulei de maneira tão contundente, eu  respondo simplesmenteSeja você mesmo! Descubra sua vocação, aquilo que sua alma traz de mais profundo e jogue-se nisso com total intensidade. Afinal, "Se você não acreditar em si mesmo, como esperar que outros o façam?" (O Mentor Virtual - Pág. 163 - Ed. Komedi - Campinas-SP - 2008). 

Para deixar de ser mais um 'anônimo veneziano' e sair da multidão, basta que acredite em você mesmo como uma marca forte.
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*Mauricio A Costa, é Estrategista. Diretor da SUPPORT BRANDS, empresa de projetos e assessoria para alavancagem de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, sob consulta, para atuar como Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte.

É o idealizador do 'Projeto Mentor Virtual', empreendimento comprometido com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país. 

26 comentários:

  1. Mauricio,
    Você aparece assim em plena madrugada... e 'coração, o que estás a fazer aí sozinho'...

    Me deixa atônita com este insight; eu que vivo duvidando da minha capacidade de enfrentar desafios! Você está a desafiar-me?! Desafio aceito!!! Tenho muito medo... mas sei posso.
    Abçs. carinhosos.

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  2. Eliane Muniznovembro 21, 2010

    Molto intenso! Bene sapere che non siamo i soli in mezzo alla folla!Grazie per farci riflettere!

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  3. Helena Mendesnovembro 21, 2010

    Maurício
    20 de Novembro,data do meu aniversário,dia de reflexões. Sinto-me deslocada às vezes, justamente por ser minha marca registrada - minha sinceridade - virtude essa que sempre é confundida com não autenticidade.Ter uma marca própria incomoda alguns. Nisso reside a sabedoria. Sermos verdadeiros e autênticos. Poucos tem a coragem de fazer uma viagem interna,porque temem o desconhecido que existe em seu interior. Essa viagem é importantíssima, porque somente assim, descobre-se e revela-se na consciência quem você é realmente, nesse mundo passageiro.
    Abraços

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  4. como o que vc escreveu é perfeito com o que escreve pois se nao vivemos nós mesmo a vida perde o sentido e o llugar nao importa para ser feliz ,um abraço.

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  5. Adorei a singeleza do post e da música , que é belíssima...um clássico.
    Destaque para a frase "... belíssimas máscaras a esconder rostos que já eram anônimos mesmo sem elas."
    Identifiquei-me com teu artigo, com este teu insight.Cheguei há pouco à mesma conclusão que tu:"não precisamos fazer nada além do que sermos nós mesmos para sermos diferentes!"
    E este é o grande barato da vida! Cada um ser do jeito que é ! Cada um viver a sua essência ,e com ela,enriquecer o Universo. MUito bom encontrar pessoas que descobriram o mesmo que eu ...um alento saber que " tra la gente che vedrai c'è sempre una, una Che, è come te”. bjo

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  6. Maurício, lendo seu texto tive a sensibilidade de naquele momento voce está vivendo um 'choque' de lembraças passadas(V.P.), ao mesmo tempo um momento único, onde o Mentor Virtual fez explodir, externar a sua MARCA FORTE, uma oportunidade que infelizmente a maioria das pessoas deixam passar como o vendo....
    Mas voce recebeu toda essa lembrança em 3D ou 4D? risos....o mais importante é que poucas pessoas conseguem ser elas mesmas, e voce conseguiu, pois isso requer coragem e desafios!
    Essas qualidades voce tem de sobra!
    E o mais legal disso é sua sensibilidade de COMPARTILHAR c/ seus amigos virtuais ou nao.

    Abs fraternos!

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  7. oitudo bem?? muito romantico... muito bonito é meu comentario abç clea

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  8. Mauricio...lendo seu artigo, a identificação foi tão intensa que me transportei. Você compartilha tudo de uma maneira tão pura e real, que poucas pessoas realmente conseguem..Você é único e minha admiração por você e por tudo que escreve é imensa..bjs no coração

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  9. Oi Maurício,

    Sempre muito bom ler esta forma de reflexão sobre nossos valores, nossas verdades e o encontro que temos com nós mesmos quando olhamos não somente a nossa volta, mas para dentro, com todas as possibilidades de respostas.
    Beijão

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  10. Maurício : eu amo Veneza !!! Tenho de lá, talvez, as mais belas recordações da minha vida. Nas 3 vezes que lá estive, fui sempre muito feliz. Já sentí que deveria viver ali, para sempre. Fui alegre, chorei, cantei, como você. Aquelas janelas envelhecidas que me olhavam enquanto eu ouvia o - solo mio - cantado pelo equilibrista que nos conduzia nas gôndolas, foi, talvez, o momento mais verdadeiro e ao mesmo tempo irreal da minha existência. Pura emoção !!! Num dia 31 de outubro,[acho que em 2002], resolvi comemorar em cada barzinho ,[ era um em cada esquina ] não só o que eles festejavam,[Dia das bruxas ] mas por ser também o dia do aniversário de Drummond. Tomei tanto vinho que as figuras mascaradas que saltavam na minha frente em cada ruela escura que adentrava com um amigo, marchand, apaixonado como eu , pela arte, a gente entrava em extase, pelo susto e pela beleza do espetáculo que nos surpreendia.Eram pessoas mascaradas, que vinham silenciosamente pelos cantos e pulavam na nossa frente, fazendo muito barulho e depois sumiam. A gente via uma luz colorida na porta de uma casa aparentemente silenciosa e entrava...lá dentro, muita música, dança , alegria,e... vinho. A gente saía pelas ruas vazias e entrava noutra casa com luz colorida na porta, entrava e lá, também, dança, música e...vinho !!!Até hoje não entendí, porque a gente descobriu que podia entrar e que as portas estavam abertas. A noite até parecia calma, havia um silêncio que pairava no ar, mas ela era feita de emoções estranhas e tamanhas, que não vimos o dia chegando, como que querendo nos despertar para a realidade...Perdemos a hora de entrar no Hotel e as suas portas só se abririam 2 hs depois. Dormimos debaixo de uma ponte, que ficava na porta do hotel, até que ele abrisse. Dizem que lá existem muitos ratos...tive sorte : não ví nenhum. O porteiro do Hotel veio nos acordar e nos despertou daquele sonho cuja emoção, sentí, novamente, hoje, ao ler a sua matéria sobre Veneza.Fui eu mesma,naquela noite banhada de música, máscaras e muito vinho, e...sou eu mesma agora, assumindo esta aventura...com o maior orgulho de ter tido coragem de vivê-la. ... Valeu, amigo.Bjs. Anna Maria

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  11. Adorei a beleza com a qual você se expressa, os detalhes carinhosos e parece-me que todo o romantismo desta cidade ajudou e muito em tudo de bom que acabei de ler, vc fala sobre o silêncio, a solidão das rias vazias. Sabe, é tudo muito real... Gosto muito do que vc escreve, é o tipo de leitura que me atrai, sinceramente, pena eu não saber muito esta coisa de mecher em blog, sou meio sem conhecimento neste assunto, mais devagar eu vou chegando lá. Forte abraço Maurício! Parabéns!

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  12. CIGANA LUIZAnovembro 22, 2010

    AMAR UMA PESSOA, VIVER COM ELA, FISCALIZANDO, QUE AMOR É ESSE? AMOR É AMOR, POSSE É OUTRA COISA. QUEM SABE AMAR, SABE VIVER, QUEM NÃO SABE AMAR, FAZ OS OUTROS SOFREREM, PORQUE TER UMA PESSOA COMO PROPRIEDADE NUNCA VAI SER AMOR, ENTÃO TENHA ALGUÉM E GOSTE COMO AMIZADE E DIGA A VERDADE SEMPRE E QUANDO TIVER QUE OMITIR, QUE SEJA POR UMA BOA CAUSA, PORQUE NESSA VIDA, PARA NÃO FAZER AS OUTRAS PESSOAS DE TROUXAS, NEM NUNCA PISAR NELAS, MUITAS VEZES TEMOS QUE OMITIR, QUE É O MESMO QUE UMA MENTIRA, MAS SÓ QUE UMA MENTIRA LIGHT, PRA PENSAR SE AQUILO OU AQUELA VERDADE QUE VAMOS DIZER, MUITAS VEZES PODE ATÉ MATAR E BOCA CALADA NÃO ENTRA MOSCA. CADA SER HUMANO TEM O SEU JEITO PRÓPRIO DE SER, POR ISSO QUE DEVEMOS AMAR OU RESPEITAR OU MUITAS VEZES NEM OLHAR NAS PESSOAS DO JEITO QUE ELAS SÃO. NÃO ADIANTA QUERER MOLDAR NINGUÉM, UMA PESSOA MOLDADA É UMA PESSOA ESTRAGADA, POIS ELA DEIXA DE SER UMA PESSOA PARA SER UM PROJETO DE GENTE. SALVE OXALÁ MEU PAI! GOSTO MUITO DE VOCÊ VIU? SUA SEMPRE AMIGA CIGANA LUIZA...
    COMUNIDADE ÍNDIO TUPINAMBÁ SALVE!

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  13. Mauricio,
    Primeiro, vendo o video e ouvindo essa música espetacular, me fêz viajar no tempo. Lembrei de meus avós. Sou neta de italiano e meus bisavós são de Veneza. Ainda não tive a oportunidade de lá estar, mas um dia irei com certeza. A música me trouxe até o cheiro do passado, da infância, da convivência forte que tive com eles. Meu amado avô vivia assobiando esta melodia.
    É verdade que possamos estar no meio de milhões de pessoas e nos sentir sózinhos, isto já aconteceu inúmeras vezes comigo. Eu também vivia a procura de uma MARCA FORTE, e não era eu. Até que um dia resolvi tirar a máscara e assumir o que sou. E assim está sendo a minha vida. E me sinto em paz, porque eu posso ser eu mesma, não tenho vergonha de falar de olhar e ser autêntica.
    Parabéns por mais um belissímo trabalho.
    Um forte abraço.

    Marjory

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  14. Mauricio, que lindo! Era exatamente TUDO o que eu precisava hoje! Não sou mas uma na multidão! Sou ÚNICA! Bj
    Vera Lúcia Penteado

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  15. EXCELENTE ARTIGO!

    PARABÉNS POR MOTIVAR E INSPIRAR MILHARES DE PESSOAS AO SEU REDOR!

    ABS,

    MARJORIE

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  16. Essa reflexão deveria ser feita todos os dias, pois a mágica de viver está em ser único. Pena que demoramos tanto tempo para perceber que somos MUITO especiais sendo aquilo que simplesmente somos.
    MARCOS BENUTTO

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  17. 24 de novembro

    "Retrato exato da solidão coletiva num mundo civilizado...paradoxo total! A resposta'SERMOS NÓS MESMOS" é brilhante. Simples como todo grande insight. Bravo!!!
    Sandra Maria Noya Tanure

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  18. Já eu, acho que essa obsessão por "sair da multidão", por "ser uma marca forte", está tornando as pessoas doentes. Parece que ser anônimo é um sinal de fracasso. Então, todos querem a qualquer custo aparecer e por isso temos o hoje culto à celebridade. Sou pelo prazer de ser anônimo!

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  19. Já eu, acho que esta obsessão por "sair da multidão", por "ser uma marca forte", tem deixado as pessoas doentes. Parece que ser anônimo é um sinal de fracasso... Então, hoje há o culto à celebridade. Todo mundo quer ser conhecido, como se só assim nos tornássemos importantes. Cruzes! Sou pelo anonimato, simples e feliz!

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  20. Sim, o simbolo da igualdade são duas retas paralelas que nunca se encontram, daí termos de ser diferentes para sermos iguais...
    MAURICIO VALLE SALLES

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  21. Olá, Amigo Anônimo.
    Apenas a você cabe operar suas escolhas. Ser anônimo ou solitário, é uma opção pessoal, e desde que não cause nenhum incômodo íntimo (tristeza, ou frustração) é uma formidável opção de vida. Especialmente se você sentir prazer nisso. Concordo com você que sucessos e fracassos são dois impostores produzidos pela mente. Todavia, o artigo não diz respeito ao sucesso ou fracasso, mas à realização pessoal. Destacar-se em meio à multidão é romper uma solidão às vezes mórbida, que tem origem quase sempre na a falta de coragem, de iniciativa, e de vontade. Não se trata de culto à celebridade, mas da vitória do pulsar da vida sobre o comodismo, a preguiça, a covardia ou o medo.
    Agradeço muito sua contribuição e comentários tão inteligentes.
    Um abraço especial,
    Mauricio A Costa,
    O Autor.

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  22. Seu texto é mto bom e enfoca assuntos variados, com pertinência.
    Nesse, o do destacar-se na multidão, envolve outro aspecto: o social, ou seja aquele do ser sem rosto.
    Estamos em processo de ignorar o outro, passar por ele sem vê-lo, como se fizesse parte do complexo paisagístico já neutro para tantos que o apreciaram um dia, mas cujos olhares se perderam até mesmo por não oferecer mais novidade. Egoisticamente passamos pela vida do outro porque não se pode perder oportunidades.
    Vivemos tempos de mudanças aceleradas sejam elas comportamentais, sociais, materiais e espirituais; preocupante tal cenário.
    Tenho escrito algumas vezes sobre esta faceta, que além de envolver o ser humano o desumaniza também.
    Triste sociedade a nossa!

    Luz em s caminho, sempre!

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  23. " SER NÓS MESMOS"´LIBERDADE...

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  24. Belíssimo, intrigante, incentivador, inspirador.
    Tu és uma prece dentro do meu coração, tuas palavras elevam meu bom dia, e sinto-me como um anjo flutuando na linha do céu azul.
    Que dias mágicos e resplandecentes são os os meus dias, após o dia que te conheci.
    Beijo de um lindo dia a ti, beijos suíços nevados

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  25. Se destacar na multidão,não quer dizer que você necessariamente deva virar um ator, ou fazer algo que va parar nas páginas do jornal ou até mesmo vire noticia na tv.
    Entendo que se destacar da multidão seria realizar-se como pessoa, poder olhar no espelho, ver sua imagem refletida nele, olhar no fundo dos seus olhos e dizer: EU ME AMO ou EU ME ACEITO ou EU ESTOU FELIZ COMIGO.
    Para mim, isso é se destacar dessa multidão que como você diz, estão correndo atrás nem eles mesmos sabem do que.
    Beijos no coração

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  26. Salve!
    Muito elegante a maneira que vc se expressa.
    Lendo só podemos dizer: Momento presente, momento maravilho!
    Quero um dia conhece-lo pessoalmente, já que moramos em cidades tão próximas.
    Abraço firme e forte!
    Luiz Valdo
    ET Está elegante tb na foto

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