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sábado, 18 de setembro de 2010

Preparação. A Sustentação de Uma Marca Forte



Por Mauricio A Costa*


“Os vencedores podem ser identificados pelo modo como perdem, pelo modo como lidam com a dor. É fácil ganhar e rejubilar-se com a vitória. Mas é como alguém supera a derrota que indica a sua força; é essa força que o transformará num vencedor quando surgir a oportunidade.” 
(Ichak Adizes, em ‘Os Ciclos de Vida das Organizações’ – Pág. 176 – Editora Pioneira – São Paulo – 1993).
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Vivemos momentos de transformações extraordinárias. Tornamos-nos vítimas e algozes de um tempo marcado por mudanças radicais que nos afetam diretamente de maneira espetacular. Nos últimos anos fomos afetados por um avanço tecnológico sem precedente na história humana. Um salto quântico de proporções inimagináveis a criar um enorme abismo entre seres humanos da mesma geração. Um desafio que se resume em uma única questão: estar ou não preparado para a mudança.

A origem desse magnífico salto da tecnologia está numa simples e subestimada palavra para muita gente: comunicação. Nunca em tempo algum da humanidade se criou tanta sinergia; uma expressão mágica que revela a capacidade de produzir estupendas mudanças no ambiente por conta da força gerada pela convergência de informações acumuladas de maneira isolada que uma vez potencializadas, ganharam força exponencialmente maior a partir do seu compartilhamento, gerado por conta da facilidade de comunicação.

Clemente Nóbrega, em seu livro ‘Em Busca da Empresa Quântica, nos fala da ‘Ciência da Complexidade’ como uma ciência emergente, explicando-a como: “Propriedades que surgem da interconexão de uma porção de elementos isolados. As individualidades colaboram para produzir uma totalidade mais significativa que a simples soma das individualidades. O mundo que nos cerca está repleto desse padrão” (Pág. 257 – Ediouro – Rio de Janeiro – 1996). Ou seja, uma interação constante produzida pela permanente troca de informações, a gerar um ‘sistema inteligente que se auto-organiza’ para produzir inovação em velocidades cada vez maiores, para a qual nem todos estão preparados, ou ao menos, se preparando.

Como Consultor, Coach, ou Palestrante, me deparo frequentemente com pessoas dos mais diversos níveis, assustadas com a velocidade dessa inovação e consequentemente com a terrível sensação de despreparo frente a essas mudanças. Nessas ocasiões é comum a pergunta: ‘E o que devo fazer?’ A resposta que costumo dar é: ‘esqueça tudo o que aprendeu até agora e comece um novo aprendizado’. A máquina de escrever ficou obsoleta, o moderno aparelho de televisão é interativo, monitorado por controles remotos cada vez mais dinâmicos e complexos, o computador vem substituindo gradativamente diversos meios de interação como a carta, o telegrama, o telefone, câmera fotográfica, o carro, o avião, o livro, a sala de estar, o contato pessoal, e até mesmo o sexo convencional. E assim, a virtualidade vai tomando conta das relações pessoais de forma abrupta e inexorável, deixando a todos reféns da tecnologia.

Nos negócios, em qualquer forma de empreendimento, a inovação é condição ‘sine qua non’ para a própria sobrevivência, e o conhecimento, tornou-se o maior patrimônio do indivíduo e das Empresas. Máquinas e equipamentos ficam obsoletas em questão de meses. Processos se modificam com a velocidade da luz, para produzir significativos ganhos de escala por conta da eficiência, necessária à adequação de custos cada vez mais competitivos.

Do lado pessoal, posso citar o caso de alguns amigos e amigas que buscam em mídias sociais como o Facebook, gerar relacionamentos virtuais, à procura de oportunidades pessoais ou profissionais das mais diversas, ou mesmo para superar momentos de solidão. Todavia, sentem-se perdidos ou desorientados com relação ao uso de tais ferramentas, por não dominarem totalmente a aplicação de muitos dos programas computacionais. Limitam-se, portanto, a acompanhar aquilo que outros fazem, deixando de fora excelentes oportunidades de geração de conteúdo ou visibilidade para suas marcas pessoais ou empresariais. Motivo: despreparo. E novamente a pergunta: ‘E o que devo fazer?’ Minha resposta: Saia urgente da zona de conforto. Abandone a inação muitas vezes causada pela preguiça física ou mental, e comece uma dinâmica atualização de seus conhecimentos. Não importa sua idade ou condição financeira, prepare-se! Não há mais tempo a perder. O momento é agora. Não há inimigo maior para o ser humano que o comodismo. E esse mal, é o que permite que pessoas maravilhosas venham a se tornar objeto de manipulação de inescrupulosos manipuladores políticos, empresariais ou religiosos. O despreparo é sem dúvida o mais significativo fator de insegurança, e por consequência, de indesejáveis crises existenciais, especialmente para aqueles que já não são tão jovens. 

Trago comigo uma lamentável estatística, que me deixa profundamente consternado. A maioria das pessoas para quem dei como presente um exemplar do meu livro, ‘O Mentor Virtual, quando questionada vários meses depois sobre a leitura do livro, me responde de forma cínica e totalmente indolente: ‘ah!, eu ainda o estou lendo’; numa clara atitude de pouco caso, não comigo na qualidade de autor, mas com elas mesmas pela displicência com que tratam a responsabilidade em ampliar sua visão do mundo e prepararem-se para os desafios da atualidade. É claro, que não vai ser apenas o meu livro que irá propiciar isso, mas esse tipo de atitude reflete, com certeza,  um incompreensível e alienado comportamento em relação a importância de se estar ou não preparado para o gigantesco momento que vivenciamos.

Desde os dez anos de idade, leio em média três a quatro livros por mês, e ainda assim, repetindo Sócrates, 'só sei que nada sei'. Um livro carrega a visão de milhares de seres humanos que costumam embasar a cultura daquele que o escreveu. Por isso, cada vez que mergulho em um deles, o faço como quem está sentado de forma privilegiada e exclusiva numa platéia a escutar, simultaneamente, a mensagem de vários filósofos, mestres, profetas, doutores, gurus, a me falar suas idéias e pensamentos de forma condensada ou decodificada por alguém com visão diferente da minha. Uma fantástica sensação de crescimento pessoal, profissional e espiritual de indescritível proporção. 

Preparação, enfim, não é apenas cumprir um tempo compulsório em bancos escolares para conquistar um nem sempre merecido diploma universitário, ou pomposos títulos de pós graduação. Preparação é estar permanentemente adaptado ás mudanças. Como dizia o grande naturalista Charles Darwin: ‘As espécies que sobreviverão, não serão as maiores ou aquelas mais inteligentes, mas as com maior capacidade de adaptação às mudanças do ambiente em que vivem’. E neste sentido, vou um pouco mais longe, quando falamos de seres humanos não se trata apenas de sobrevivência mas de busca da realização pessoal.

É preciso ter em mente que uma marca forte, não se constrói com desdém, indolência ou comodismo. Exige conhecimento, aplicação e muito trabalho. De nada adianta ser inteligente se essa capacidade não for utilizada. Não importa as limitações ou fracassos do passado, tampouco saber em que estágio da vida se está; o fundamental é que utilizemos todo nosso talento com muita criatividade e senso de urgência no processo de constante atualização, porque é preciso reinventar-se a cada dia a fim de estar preparado para o novo.
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*Mauricio A Costa, é Estrategista. Sócio Fundador da SUPPORT BRANDS, empresa de projetos e assessoria para alavancagem de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, sob consulta, para atuar como Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte.
É o idealizador do Projeto Mentor Virtual, organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país.

18 comentários:

  1. parabéns por seu trabalho.

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  2. ADOREI!!!CONCORDO PLENAMENTE COM TUDO QUE VOCÊ POSTOU DE FORMA TÃO RICA E NOBRE!POR SINAL,HOJE ESTÃO EMPREGANDO A PALAVRA"RESILIÊNCIA",QUE PERTENCIA AO GLOSSÁRIO DA FÍSICA,PARA ESSA NOSSA CAPACIDADE DE ADEQUAÇÃO ÀS MUDANÇAS CADA VEZ MAIS CONSTANTES EM NOSSA VIDA E AO VALOR DADO A ELA!!PARABÉNS!! MARISA GAZZI XAVIER

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  3. mauricio
    As vezes nao depende so de nos estarmos nos reinventando a cada dia. Morei muito tempo fora do brasil. Sou uma pessoa preparada, falo 3 idiomas, fora o portugues, tenho um curriculo otimo, e no entanto, tudo isso nao bastou para que eu conseguisse um bom emprego. Motivo: idade!
    Aqui no brasil, passou dos 40 anos, vc nao serve mais para nada! Triste constatacao.
    Com toda globalizacao, o brasil ainda esta mil anos luz atrazado. Enquanto nao mudar a mentalidade do povo brasileiro, pouca coisa podemos fazer por nos mesmos.
    um abraco
    Rosana

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  4. Mauricio eu adorei êste excelente texto
    Você já sabe o que penso: Este é o seu melhor Blog.Acho apenas que além do comodismo e da preguiça há outros agravantes para esta mesmice
    que são predominantemente culturais que por vezes você não considera relevantes.
    Vivemos num país ainda jovem que não valoriza a cultura e o aprendizado contínuo.
    Que ainda premia o ganho fácil e os bens materiais.

    Boa reflexão para um Domingo.

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  5. Parabéns!

    Sr. Maurício

    Tomei a liberdade de divulgar no meu site e espero que outras pessoas tenham a felicidade de poder entender e colocar em prática sua nobre mensagem.

    http://www.vipvirtual.com.br/index.php?secao=2&id=846#noticias

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  6. Maurício,
    Acredito e sou cúmplice do que disse, entretanto enquanto alguns estão atentos a isso, ainda pemanece na zona de conforto educadores que deveriam estar se importando com esses novos olhares...
    Abs
    Eliana

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  7. Foram as palavras certas no momento certo para mim. Sou uma pessoa criativa mas às vezes paralisada pelo medo diante do novo. Gostaria de ler seus livros. Como faço para adquirir o livro "Mentor Virtual I"? Quero fortalecer a minha marca pessoal.

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  8. Adorei!
    Aprendi uma nova palavra: inação!
    Escrevo e leio muito e nunca tinha me deparado com ela. Tenho certeza que não chego nem aos pés de seu conhecimetoe cultura, com esse historico de leitura desde criança.
    Mas como voce mesmo diz:Preparação é estar permanentemente adaptado as mudanças e tambem em busca de realizações pessoais.
    Obrigado por esta oportunidade!
    Sucesso!!

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  9. Acabei de postar uma citação sem nome, sem querer.
    Comentei sobre a palavra inação.
    Christiane Ziggiatti R Ferreira

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  10. A mudança de paradigma sempre é uma grande opção ... o novo olhar para a informação !

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  11. parabéns Mauricio......pelo o bem que as suas palavras fazem ha minha pessoa! Um abraço!!

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  12. Dizem que as pessoas surgem em nossa vida por acaso , não é ?! Sou agradecida a esse acaso e também ao Face, por tê-lo colocado entre meus amigos , pois com isso conhecí seu trabalho.
    Esse texto alavancou-me de um estado de inércia e fez com que eu pensasse , refletisse sobre minha vida em muitos aspectos.
    Preciso e quero adubar minhas raízes, fortalecendo assim , minha marca pessoal.
    Grande abraço ! Marisa Iria

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  13. Ciao Mauricio, ho letto attentamente (con l'aiuto di un traduttore), il post e devo dire che sono d'accordo al 100%. Questa cosa però mi ha fatto venire i brividi. Sembrerebbero concetti semplici e forse lo sono ma espressi con una chiarezza sconcertante e al momento giusto. E'impossibile non rimanere seriamente "toccati" da questi argomenti. Non nego che intorno a noi c'è paura, sgomento, incertezza. Ogni giorno miliardi di cose lo provano. Manca la coscenza, manca lo spirito, manca la forza. Ma qualcosa si potrà pur fare? Intanto leggere i tuoi libri.......
    Claudio

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  14. Adorei, Mauricio!
    O texto expõe a situação atual de forma muito clara. Também nos dá uma sacodida para podermos ver que precisamos sair da mesmice se quisermos melhorar e evoluir. Este texto não se encaixa só no campo tecnológico, mas também no campo pessoal do indivíduo.
    Adorei mesmo! Vou reler com calma.
    Muito obrigada!
    Beijos
    Ignez

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  15. Caro Mauricio,
    Agradeço o seu convite, procuro falar em termos práticos e reais, existe uma resistência das pessoas em buscar o aprendizado em relação a ferramenta de trabalho, informática, que fará parte da união do talento que possui e suas realizações profissionais, a questão não é só fazer curso, precisa haver o interesse em usar essas ferramentas, além dos módulos, de preferência cursos VIP´s de pouca duração em função da própria necessidade e velocidade com que os assuntos acontecem, como o conhecimento e as aplicações da Internet e gradativamente vai se montando uma estrutura para suporte, não esquecendo de que tudo é possível, mas é necessário sair da zona de conforto, porque o avanço tecnológico é uma realidade.
    Pedro Rombola

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  16. Quando eu trabalhava para a Secom (Superintendência Estadual de Comunicação Social do Espírito Santo), em Vitória, trabalhava comigo uma rapaz especializado em programas de computação. Ele já trabalhava ali havia anos, havia chegado antes de mim. Era muito bom no que fazia e além disso cumpria rigidamente seu horário de trabalho e todas as suas obrigações, além de ser um excelente colega de trabalho e amigo. Porém um dia, chegou lá um rapaz que, além de conhecer bem programas de computação, sabia concertar e montar computadores (qualquer modelo), monitores, teclados e fazer instalações desses aparelhos, e tinha experiência comprovada pelo período em que atuou como funcionário da Prodest - Núcleo de Porcessamento de Dados do Espírito Santo. Claro, o funcionário anterior foi dipensado e substotuído pelo que chegou depois. A razão? Muito simples:
    O funcionário anterior, aquele que só entedia o funcionamento dos programas, contentou-se em se manter assim durante anos de trabalho. Estava certo de que era comptetente e não seria demitido. Mas "competência" não significa "saber fazer bem feito", significa "saber fazer bem feito tudo que for necessário e importante". Claro, o rapaz vindo da Prodest estava bem mais próximo desse requisito do que o outro. O outro foi demitido e este ficou em seu lugar.
    O rapaz vindo da Prodest tomou o lugar do outro? Não, na verdade o mereceu, porque se preparou.

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  17. Parabéns pelo blogue, Maurício, está excelente.

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  18. Elizabeth Cardosooutubro 08, 2010

    Oi Maurício, realmente o novo as vezes nos amedronta, devido a estória de vida de cada um.
    Mas é também ele que nos faz temos coragem para enfrentar o obstáculos e vencer a nós mesmos. Valeu pela dica de seguir em frente.

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