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sábado, 25 de setembro de 2010

Auto Confiança. A Força e a Sustentação de Uma Marca Forte





Por Mauricio A Costa*

"O poder de uma marca vem da força que ela carrega em si mesma. Não coloque em nada fora de você essa confiança. Toda realização pessoal vem do identificar a sua vocação e em seguida, focar toda energia na direção daquilo que fascina a alma. Só você é capaz de realizar seu próprio milagre". (Mauricio A Costa, em 'O MENTOR VIRTUAL II' - O Elo Invisível - Campinas-SP -  Livro em Gestação).

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Alguns anos atrás, numa viagem entre Paris e Bruxelas, em um desses trens de alta velocidade (TVG) que fazem um percurso de mais de trezentos quilômetros em pouco mais de uma hora, conheci uma jovem, de aproximadamente trinta e poucos anos, que sentada à minha frente, buscava com os olhos um ponto de apoio para sua visível ansiedade. Era uma mulher extremamente atraente, muito bem vestida e de um sorriso quase infantil, tamanha a doçura. Por estarmos sentados frente a frente, parecia inevitável, em alguns momentos a troca de olhares, durante rápidos intervalos da leitura que eu fazia de ‘O Homem Que Queria Ser Rei’ do Rudyard Kipling. 

Tudo parecia tranquilo e rotineiro, até que um pequeno incidente, que eu costumo creditar à conspiração do universo, estimulou um inesperado diálogo entre nós. Ao abrir seu ‘Vaio’, um moderníssimo laptop de dar inveja a qualquer executivo, aquela bela mulher, que poderia inspirar qualquer escritor ou diretor cinematográfico de plantão, fez um movimento brusco para abrir seu equipamento provocando um repentino ‘desastre’ na mesinha em frente a nós,  derrubando junto com as formalidades, o copo da minha insubstituível Coca-Cola, que eu mal começara a degustar prazerosamente.

Numa mistura de acanhamento e diversão, começamos a comentar o desastroso evento. Não sabíamos como, nem por onde começar a reorganizar aquela catástrofe, que encharcara meu Kiplingde uma bebida completamente diferente de seus costumeiros chás britânicos. Fomos aos poucos descobrindo lenços de papel, e guardanapos de toda vizinhança, solidária ao nosso micro ‘tsunami’, e assim, gradualmente a situação foi retornando à calma. Só que agora, já nos sentíamos como amigos de infância. Afinal, havíamos reconstruído juntos, em rápidos minutos, nossos universos pessoais, graças à sinergia que criamos em focar aquilo que nos desafiara de uma maneira quase lúdica, como se aquele momentâneo desafio fosse, não apenas uma brincadeira inesperada, mas um inusitado movimento do universo para quebrar a invisível distância que nos separava, apesar de estarmos frente a frente.

Após o imprevisível e nada programado comportamento informal, a sequência trouxe a inevitável formalidade européia das apresentações, e foi assim que fiquei conhecendo Catherine, ou como ela preferia ser chamada, ‘Cathy’. E com muita naturalidade começamos a falar um do outro. De nossas origens, de nossos propósitos, de nossas vidas e de nossos caminhos. Foi nesse breve diálogo que descobri que aquela aparente fortaleza feminina encobria um pequeno ser humano inseguro. Uma enorme fragilidade provocada unicamente pela falta de confiança em si mesmo. O que talvez até explicasse aquele pequeno ‘acidente’ de alguns minutos atrás. Cathy estava a caminho de uma entrevista, de um processo seletivo para escolha de uma secretária de um grande grupo empresarial na Bélgica e sentia-se completamente derrotada antes mesmo de conhecer as pessoas com as quais iria falar, ou de saber com quem estaria competindo.

Não foi preciso ir muito longe para descobrir que ela era uma pessoa extremamente preparada. Havia se graduado em Antropologia pela Universidade de Oxford na Inglaterra, falava três idiomas além da sua língua nativa e dominava seu computador como um cozinheiro domina sua frigideira preparando um omelete. Todavia, suas palavras, atitudes, e até mesmo sua respiração revelavam indisfarçável insegurança. E isso me fazia refletir com imensa tristeza, sobre a quantidade de seres humanos vivendo situação semelhante. Extremamente capazes, portadores de extraordinário potencial, e, no entanto, inseguros diante da vida e do mundo à sua volta.

Comecei então a olhar a Cathy não mais como aquela deusa do Olimpo que me fascinara alguns minutos atrás, mas como uma alma aflita, a depender de mim nesse momento para ganhar forças a fim de realizar vôos acrobáticos ao estilo do Fernão Capelo Gaivota de Richard Bach. Em poucos minutos, um feroz predador de instintos aguçados a observar sinuosas curvas de um perfil exuberante, transformava-se num dócil pastor campesino a conduzir uma ovelha desgarrada carente de atenção e direcionamento. E assim, durante os poucos instantes que restavam da curta viagem, tratei de despertar a fantástica guerreira escondida por trás da bela ninfa, estimulando todo seu potencial, que esperava apenas pela fagulha da extraordinária energia do universo que desencadeia a beleza da auto confiança.

Carinhosamente, mas de maneira quase formal, um mestre invisível me usava como 'antena' para falar-lhe num misto de mansidão e autoridade, ensinando-lhe que a confiança que demonstramos em nós mesmos é o que propicia a confiança dos demais, e que precisamos refletir externamente, em qualquer situação, nosso preparo e entusiasmo para transferir segurança, mostrando que somos capazes de superar qualquer desafio. Afinal, dizia ele: "Se você não acreditar em si mesmo, como esperar que outros o façam?" (O Mentor Virtual - Pág. 163 - Ed. Komedi - Campinas-SP - 2008). 


Algumas semanas após esse efêmero e único encontro com a Cathy recebi um e-mail de alguém que descrevia com lágrimas o extraordinário poder daqueles breves momentos enquanto deslizávamos suavemente por uma estrada de ferro que unia dois locais distintos de um mundo invisível marcado unicamente pela diferença de intensidade da inefável energia que produz vida. Nessa emocionada mensagem eletrônica, um sincero e profundo agradecimento por haver conquistado seu emprego de forma surpreendentemente fácil, e um pedido para que eu nunca deixasse de transferir a outras pessoas aquele tipo de energia que ela houvera recebido em tão curto espaço de tempo, transferindo-lhe toda segurança necessária a uma boa performance diante daquele desafio. Não preciso dizer da minha emoção e da momentânea ligação espiritual com alguém que passara pela minha vida na mesma velocidade daquele trem. 

Hoje, uso fragmentos como esse da minha jornada para transmitir a dezenas, quem sabe centenas de pessoas, a importância da confiança em si mesmo como fundamento essencial de uma marca pessoal forte, por saber que carregamos dentro de nós mesmos a força poderosa do querer. Todavia, nunca é demais lembrar que, para nossa realização pessoal, é imprescindível que definamos com clareza nossa vocação. Aquilo que fascina nossa alma. A partir daí, invistamos toda nossa energia no que almejamosconscientes de que esse  ‘querer’ implica numa prévia definição do que realmente se deseja; representado por uma direção, uma meta, ou um alvo. Sem isso, o querer será inócuo e vazio; apenas uma lamentável perda daquilo que temos de mais precioso, o tempo. Nosso nível de confiança estará refletido em nossas ações e nossas ações refletem nossa marca. 

Eu poderia seguir escrevendo pelo o restante do dia sobre este tema, mas tenho certeza de que a alma de cada um dos meus leitores ou leitoras já captou a essência desta mensagem; sintetizada na fé que move montanhas, transplanta florestas, abre oceanos, cura paralíticos, expulsa demônios, e ressuscita aqueles que se encontram mortos dentro de si mesmo. Para realizar tais façanhas, basta a tomada de consciência de uma pequenina, mas poderosa frase mágica que precisa vir lá de dentro: Eu Quero! - É ela a essência do acreditar que produz nosso próprio milagre.
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*Mauricio A Costa, é Estrategista. Diretor da SUPPORT BRANDS, empresa de Projetos e Assessoria para Alavancagem de Receita e Rentabilidade, com foco na Inovação, Valor Agregado, Gestão e Licenciamento de Marcas. 

É autor de 'O MENTOR VIRTUAL. Atuando também com 'Coach' e Palestrante para temas ligados a Inovação Empresarial e para assuntos ligados à construção de marca corporativa, comercial ou pessoal..


14 comentários:

  1. Renata Sgarbisetembro 25, 2010

    Maurício,

    linda mensagem e realmente importante! O que tem sido mais difícil na minha busca é justamente encontrar a verdadeira VOCAÇÃO e saber exatamente o que eu QUERO. Se não soubermos PEDIR jamais RECEBEREMOS!!!
    Força sempre pois, com certeza, você já encontrou a sua VOCAÇÃO.
    Abçs
    Renata Sgarbi

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  2. Mauricio....
    Muito linda a mensagem...cheguei a me identificar, pois a insegurança insiste em me perseguir em certos momentos de grandes decisões.
    Parabens pelo texto.

    bjs
    Elizete A.Peruchi

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  3. FIROZSHAW KECOBADE RUSTOMGYoutubro 06, 2010

    Prezado Marício!
    Parabéns! Linda mensagem!São atitudes deste genero que necessitamos neste mundo caótico em que vivemos. Nos dão esperança de que coisas boas existem!!!

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  4. Frágeis, inseguros, humanos...

    Maurício,
    O texto é muito bom - natural que a gente se identifique.
    Minha sempre admiração por você.
    Bjs

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  5. Amigo Mauricio, vivo exclusivamente nas mãos das dádivas tanto intelectuais como materiais, para mim, tudo não passa de designos Divinos.Obrigado e abraços.

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  6. Excelente mensagem de otimismo! Conheço minha vocação, sou confiante por natureza, alimento a minha fé e aguardo o milagre que está nas mãos de outras pessoas... Sei que acima de tudo, existe uma força maior no comando... Aceito a espera!
    Um grande abraço... Mari Carvalho

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  7. Maurício, ninguém é totalmente seguro de si, porém existem aqueles que são mais fortes e conseguem dominar esse sentimento. Saber o que quer e a onde quer chegar, realmente é o caminho certo, pois esse desejo, esse querer, dá força e ajuda a enfrentar todos os obstáculos da vida.

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  8. Mauricio, o seu dom com as palavra é maravilhoso
    faz a gente viajar!!!!! Esta insegurança que ela mostrava é uma coisa normal para muito, inclusive para mim. Parabéns muita luz para
    bjs Ana Luiza

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  9. Quando acreditamos na força interior que trazemos junto à nossa alma, tudo que parecia impossível e escuro, vai tomando outras formas, torna-se bem mais claro, transparente.

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  10. Maravilhooosoo, eu diria que voce foi o anjo bom , num momento cruscial.

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  11. Fantastico. Obg por utilizar o poder das palavras para tocar docemente coracoes.

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  12. Fantástico !!
    Seu texto "sacode" meu íntimo e, me diz "confie em vc sempre" !!
    Obrigada por deixar-me desfrutar de suas palavras.
    Abraço
    Marisa

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  13. Que texto fantástico Mauricio!!!
    Daqueles escritos que, na medida em que vamos percorrendo, cria-se um desejo imenso de ler a próxima linha, tamanha ansiedade.
    Obrigado!!!

    Warllem Silva
    www.warllemecris.com.br

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  14. Mauricio li sobre seu curso no facebook de uma amiga minha.Acho fantastico a ideia da marca pessoal se espalhar pelo Brasil.
    Hoje pela manha resolvi dar uma lida no livro de um amigo meu que por conhecidencia faz e escreve o mesmo que vc .Obra do acaso? Bem nao sei...Hurbert Hampersad e autor de diversos livros e vcs fazem um trabalho bem parecido.Se vc quiser entrar em contato com ele posso proporcionar a vcs esse link . Eu pessoalmente aredito ser um encontro fantastico e de um aprendizado valioso para vcs dois .Eu fiz o curso de Personal Branding com ele em Ansterdam ( na Personal Branding University) .Alem de ser amiga da familia do prof.,eu ja fiz e faco traducoes para ele ... Ele e Holandes e nao dominda o portugues muito bem portanto eu o ajudo . Eu sou brasileira professora de ciencias sociais e moro na Holanda a 20 anos. Mauricio e com um grande prazer, alegria e entusiasmo que vejo seu trabalho no Brasil.Katia Batelaan

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