Translate The Blog - Click Here / Traduza o Blog - Clique Aqui

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sincronicidade – A Percepção de Conexões Significativas




 "Para detectar a sabedoria do universo, basta estar atento aos sinais à sua volta... Em alguns momentos você poderá encontrar respostas para suas inquietudes nos lugares mais improváveis". (O Mentor Virtual - Pág. 76 - Editora Komedi - Campinas-SP - 2008).
_____________________________________________

O ser humano desconhece seu potencial e a caminhada está apenas começando. Essa é uma verdade universal comprovada a cada dia em todas as áreas de atividades. Os avanços tecnológicos ocorrem a uma velocidade acima da própria capacidade de assimilação de uma vasta maioria, e não existem mais limites para o desenvolvimento e aplicação do conhecimento. Vivenciamos uma era  muito acima de todas as expectativas imagináveis há cem anos, e muito do que se conheceu há poucos meses já pode ser considerado obsoleto.


Muito da habilidade humana era totalmente desconhecida até pouco tempo. Da mesma maneira, não temos noção do nível de aptidões que ainda alcançaremos em um futuro próximo; e uma das áreas que com certeza temos grandes espaços por avançar é o da capacidade de percepção extrasensorial, que nos permita identificar informações não detectadas pelos sentidos convencionais, olfato, visão, audição, paladar e tato. Como sabemos várias espécies animais desenvolveram ao longo de sua evolução algumas habilidades perceptivas muito acima da capacidade humana no tocante a orientação e comunicação, por conta da necessidade de adequação a ambientes hostis ou em processo de mudança. Não havendo nada de sobrenatural ou mágico neste sentido, apenas uma extraordinária adaptabilidade da vida em seu processo evolutivo ou mera continuidade. Na qualidade de animais superiores temos muito por aprender, pois ignoramos os desafios da humanidade nos próximos séculos.

Como nos ensina a ciência, dispomos na região central do cérebro, de uma área chamada  hipotálamo, onde se encontra um conjunto de pequenas, mas poderosas glândulas, tais como a hipófise e pineal, que funcionam como centrais de comunicação com o mundo à nossa volta, e que processam toda informação armazenada no corpo, coordenada a partir da massa encefálica, por meio de descargas eletroquímicas através de neurônios, que desencadeiam a produção de hormônios e promovem todas as reações possíveis do organismo às informações recebidas do mundo exterior. Uma complexa cadeia de estímulos, a gerar respostas em tempo real ao ambiente onde atua o indivíduo, que irão definir atitudes e comportamentos, e influir diretamente na projeção do seu futuro.

Dentro dessa lógica, podemos comparar nosso corpo a um sistema de processamento de informações tal qual uma antena, que interligada a um processador ou um decodificador transforma sons e imagens em energia de efeito vibratório da mais alta frequência que resulta na formatação de um padrão de linguagem compreensível à maioria. A capacidade de recepção e transmissão dessa 'antena', todavia, pode variar de ser humano para ser humano, de acordo com suas habilidades intrínsecas, decorrente de características latentes ou desenvolvidas ao longo de sua existência. Para compreender isso, basta se observar a capacidade que tem algumas pessoas em lidar com operações matemáticas complexas, pintar e compor em sua fase infantil, ou lidar com informações totalmente acima da compreensão de uma maioria absoluta. Indivíduos considerados paranormais, xamãs, videntes, ou milagreiros, excluindo naturalmente deste conceito, aqueles que são na verdade autênticos charlatões, oportunistas e manipuladores da boa fé humana.

No início do século passado, o suíço Carl Gustav Jung, (1875-1961) menosprezado por uma preconceituosa e arrogante parcela da classe médica, mas, considerado por muitos como o pai da moderna psicologia analítica, empregou pela primeira vez a expressão sincronicidade, para designar acontecimentos que se relacionam por ‘coincidências significativas’, ou em outras palavras, por uma relação de significado, observadas no dia-a-dia, e que alguns podem perceber de maneira mais acentuada que outros sob a forma de poderosos ‘insights. Novamente aqui, nada de sobrenatural ou miraculoso, senão capacidade latente ou desenvolvida por uma minoria embora possa ser tomada por muitos como iluminação divina, ou místicas visões. Um potencial, que prefiro ver como fruto do desenvolvimento humano ao longo de gerações, que ainda é recusado pela ciência por razões de carência de comprovação, mas que vem sendo explorado de forma quase empírica por religiões e seitas do mundo inteiro, desde seus primórdios.

Se juntarmos agora, a síntese das reflexões apresentadas nos comentários anteriores, isto é, potencial humano + habilidades desenvolvidas + linguagem compreensível, poderemos estimular uma singela análise sobre o tema proposto, a sincronicidade; que para alguns ainda é uma palavra carente de entendimento, e confundida com o termo 'sincronismo', que diz respeito à simultaneidade de dois ou mais fenômenos ou fatos ocorridos ao mesmo tempo. Para tanto, o que precisamos fazer é livrar nossas mentes de qualquer paradigma a fim de permitir uma visão quântica, ou seja, uma análise que permita substituir os padrões 'cartesianos' do ‘isso ou aquilo’ excludente, por um ‘isso e aquilo’ que inclui todas as possibilidades, considerando que algo possa ocorrer simultaneamente, em locais e tempos diferentes ou com nova roupagem. Uma mesma palavra ou frase, por exemplo, utilizada com entonação diferente ou em momentos distintos pode provocar efeitos diametralmente opostos ou desencadear situações imprevisíveis

sincronicidade, portanto, analisada por esse ângulo, pode ser vista como a capacidade de observarmos frequente e atentamente todos ‘os sinais à nossa volta’ para percebermos fatos ou acontecimentos que mesmo não estando relacionados entre si provocam aquela ‘idéia relâmpago’, que chamamos de ‘insight’, ao associarmos situações, pessoas, ou fatos, por conta de determinado significado que as conecta. Ou seja, não é a aparente coincidência em si que cria a sincronicidade, mas o seu conteúdo. Mais uma vez, nada de sobrenatural ou magia; apenas a percepção da alma, ou nosso 'Eu' mais profundo, essência do que somos, que ao viajar através de nossos ancestrais, vai identificando similaridades por meio de conexões de significativas

Para criarmos ou desenvolvermos essa percepção, no entanto, é decisivo abandonarmos o controle excessivo da mente repleta de comandos e regras de toda ordem, a invalidar tudo o que lhe parece estranho, e deixarmos que o nosso 'Eu' identifique aquilo com o que sente afinidade, para construir sua identidade, tal qual uma mandala com suas características peculiares.

Quando começamos a captar e entender o verdadeiro sentido da palavra sincronicidade, aprendemos a vivenciar a plenitude de 'ser', resumida na palavra alma, e viajar sem os bloqueios e parâmetros convencionais de tempo e espaço, em sintonia com a totalidade da qual somos parte. Isso nos permite 'sentir', ao invés de nos afligirmos o tempo inteiro em tentar compreender, racionalizar e conceituar, sob a ação de uma mente ruidosa. Não precisamos de muita imaginação para entendermos que a felicidade está diretamente relacionada com a realização pessoal, percebida quando detectamos algo que dá significado para nossas vidas. Quando deixamos que nossa alma, o nosso 'Eu' verdadeiro, que desconhece lógica, razão ou regras, aflore de maneira natural, abrimos espaço para que se estabeleçam decisivas conexões, ainda que sem qualquer sentido aparente, pois carregam forte significado para o 'ser', que irão implementar importantes mudanças dentro de nós mesmos, por consolidar algo em formação, e desencadear relevantes transformações no ambiente que nos rodeia.

Sem dúvida, muitas das experiências que vivenciamos, ou fatos observados, são resultados diretos da relação ‘causa-efeito’, ou 'ação-reação'; outras, entendemos como mera coincidência; entretanto, se analisarmos o que acontece à nossa volta com uma visão ampliada, ou holística, iremos perceber uma profusão de decisões e situações inusitadas, até mesmo aleatórias, decididas com aparente desconexão em relação às nossas expectativas originais. Porque as escolhas que incorporam significado, são 'caminhos virtuais', identificados pela alma, atenta à sincronicidades e não aqueles desenhados previamente pela mente.

A construção de uma marca forte, seja ela pessoal ou corporativa, passa necessariamente pela compreensão e aplicação do princípio da sincronicidade, elo que conecta fragmentos do processo evolutivo de um 'ser', a dar-lhe significado, e resulta na construção gradual daquilo que representa sua essência, e define para sempre o conceito e a força dessa marca.
__________________________________

*Mauricio A Costa, é Estrategista para alavancagem de receitas e rentabilidade. Sua experiência internacional está focada em assuntos ligados ao pensamento estratégico voltado à inovação, criação de valor agregado, e fortalecimento de marcas - comercial ou corporativa. Está disponível, sob consulta, para atuar como Executivo, Estrategista, ou Membro do Conselho de Empresas de qualquer porte.

É o idealizador do Projeto Mentor Virtual, organização comprometida com o despertar da consciência humana, a valorização da vida e o apoio à construção da marca pessoal. Suas palestras, seminários e workshop - presenciais, 'in-company', ou por vídeo conferência - estão disponíveis, sob consulta, para associações, universidades, escolas, ou empresas em qualquer região ou país.

Um comentário:

  1. Maurício, somos provas da sincronicidade.
    Como você mesmo cita em seu livro e nessa matéria - "Para detectar a sabedoria do universo, basta estar atento aos sinais à sua volta... Em alguns momentos você poderá encontrar respostas para suas inquietudes nos lugares mais improváveis". É a mais pura realidade.

    Abraços

    ResponderExcluir

Não esqueça de deixar aqui as marcas de sua passagem...
Seus comentários serão sempre bem vindos.