Translate The Blog - Click Here / Traduza o Blog - Clique Aqui

sábado, 3 de julho de 2010

Controle Emocional: Fator Decisivo Para Uma Marca Forte







Por Maurício A Costa*


Os caracteres individuais que trazemos geneticamente, complementados pelas experiências pessoais, nos leva a construir um verdadeiro arsenal de regras de comportamentos, que definem nossa personalidade, visíveis pelas atitudes e posturas que esboçamos diante de cada nova situação com a qual nos defrontamos. (O Mentor Virtual – Pág. 90 – Ed. Komedi – Campinas-SP -2008).

__________________________________________________

Desde tempos imemoriais, o ser humano busca descobrir caminhos que o possam levar à condição de equilíbrio, ou mais especificamente, o senso de autodomínio que o ajude a desenvolver em si mesmo o verdadeiro poder para superar tempestades emocionais que costumam alterar-lhe o humor e controle emocional. Ao longo de milhares de anos, o homem tem sido escravo de suas mais desvairadas emoções, que lhe modificam a sorte e o destino de forma repentina. Esse agir movido pelo descontrole emocional é ao mesmo tempo a mais bela e pura expressão da vida que se manifesta dentro dele, mas poderá ser também o que irá promover significativas e até irreversíveis mudanças na história que pretende escrever. A emoção abafada ou controlada pode tornar-se um fardo muito pesado para ser carregado, sob a forma de uma paralisante depressão, ou numa ansiedade avassaladora, e transformar-se em arrependimento, o autoflagelo da culpa que atormenta para o resto da existência. Um insistente zumbido na mente a questionar para sempre o porquê de não haver feito isso ou aquilo. No entanto, em momentos cruciais, o controle emocional pode significar o sucesso de um empreendimento de longo prazo que foi sendo desenhado ao longo do caminho.

Esse descontrole momentâneo pode manifestar-se em nossas vidas sob as mais diversas maneiras, e vão da raiva impetuosa, à paixão incontida; visíveis na agitação dos comportamentos impulsivos e tempestuosos. Como nos ensina Erich Fromm, são nossas atitudes que definem nosso nível de maturidade, pois, esse estágio implica numa renúncia aos sonhos narcisistas de vaidade e até mesmo prepotência, uma vez que, aquele que desenvolve a verdadeira força interior saberá quase sempre atuar com cuidado, responsabilidade e respeito, uma atitude que reflete um elevado autoconhecimento. O estado de consciência, porém, é o grande inimigo da intempestiva alma, ávida pela emoção do novo que cria o pulsar da própria vida.

Quase sempre, esses estados emocionais são resultados de uma reação espontânea daquilo que representa a essência do ser humano, sintetizada na palavra alma. O propósito é romper com a solidão que apavora, e a faz sentir-se alienada, por agir como autômato em meio a um rebanho de aparentemente iguais, que lhe transmite falsa segurança, e gera insuportável comodismo atrofiando todos os mecanismos de sobrevivência no conceito de plenitude e eternidade que lhe é peculiar. O conceito de realidade, contudo, pode ser algo esmagador e fruto de construções mentais“O real é a ilusão à qual se apega nossa mente fria e racional, que aprisiona a vida a ponto de nos fazer ignorar caminhos alternativos com que acena o universo por meio da casualidade, da fantasia e do sonho; percebidos apenas por nossa mais profunda intuição, a infinita forma de saber da alma”. ('O Mentor Virtual II - O Elo Invisível - Livro em Gestação-  Campinas-SP).
Em meio a essa aparente contradição geramos nossos comportamentos. Parte deles movidos pela razão, através de atitudes planejadas e organizadas; outro tanto, porém, é acionado pela emoção, sob a forma de sentimentos, sensações e instintos de um fantástico espírito de liberdade inerentes à própria vida. Quando orientados por comportamentos racionais, o resultado é previsível. A vida, no entanto, parece depender de uma grande dose de imponderabilidade para realizar-se. Há um infinito de opções para cada mínima possibilidade de que o extraordinário aconteça. 

Seja em um simples jogo de futebol, uma reunião de negócios, ou no inesperado envolvimento entre duas pessoas, a emoção presente tenderá a sair do controle, e um questionamento inevitável surgirá: Qual o propósito do controle emocional? Quando é essencial estar no controle? Por que em alguns momentos ele é tão importante? – A resposta nos parece simples: Se estamos agindo de forma pessoal, unicamente em prol da própria felicidade não há outra alternativa senão abandonar toda ideia de controle e deixar que o universo à nossa volta se encarregue de alinhar forças convergentes que nem sempre percebemos para criar surpreendentes oportunidades; todavia, se estamos envolvidos ou comprometidos com um propósito coletivo que envolve outros seres humanos que juntos conosco se propuseram a uma meta comum, temos que necessariamente agir com maior racionalidade, pois não estamos a defender apenas o nosso estar bem individual e sim um objetivo com outros que em nós depositaram confiança e em função disso, geraram expectativas. Não podemos por isso, agir de forma compulsiva, aquela ação irresistível que nos leva a determinados comportamentos, ignorando compromissos coletivos.

A construção de uma marca exige uma análise ampliada desses desdobramentos comportamentais pelo fato de estarmos lidando com o inconsciente coletivo, ao mesmo tempo em que tratamos com emoções pessoais. O universo está interligado, e cada simples elemento carrega em si decisivos componentes que podem alterar de maneira significativa qualquer eventual tentativa de previsibilidade. A palavra mágica nessa análise vai além do equilíbrio, pois exige bom sensocoragem e determinação, porque a questão não permite situações intermediárias, mas decisões pontuais, específicas e ágeis.


Há que lembrar que esse controle emocional não é algo tão simples quanto possa parecer. Como diz Shakespeare, através de seu personagem Hamlet, em diálogo com seu amigo Horatio: “Tens sido um homem que as desgraças e recompensas da sorte aceitas com igual gratidão... Dá-me o homem que não é escravo da paixão, que eu o trarei no fundo do meu coração, sim, no coração do meu coração, como faço contigo...”– Não devemos nos deixar levar pela obsessão de um questionamento permanente, especialmente, como dissemos, quando se tratar da própria felicidade. Neste sentido, convém lembrar: “O excesso de questionamento costuma aumentar dúvidas quando deveria aclarar. Muita informação leva a mente a racionalizar, bloqueando todas as possibilidades do acaso. Há momentos em que é preciso sair do controle e deixar o universo conspirar. É bem provável que por aí a vida aconteça”. (‘O Mentor Virtual II’ – O Elo Invisível)

Quero concluir esta matéria com um belíssimo texto de uma quase desconhecida escritora americana, que diz: “Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração ela se torna uma grande e valiosa aliada”. (Kim McMillen, em ‘Quando Me Amei de Verdade’ – Editora Sextante).


_______________________________________________

*Maurício A CostaCampinas, São Paulo, Brazil:

Um obcecado por resultados, focado em pessoas, no pensamento estratégico e no valor agregado. Ex-Executivo/Diretor de empresas como a Kimberly Clark, Grupo Gerdau, Grupo Grendene/Vulcabrás e o Grupo Tecnol (Atual Luxottica). Disponível para participar de Empresas sérias, que estejam interessadas em melhorar resultados e aumentar rentabilidade. Em termos pessoais, o idealizador do Projeto Mentor Virtual; um empreendimento em fase de gestação, focado no despertar da consciência humana, visando encorajar transformações e valorizar a vida. Como autor e palestrante, disponível para, conferências e workshop que poderão mudar a sua visão do mundo, e alavancar o potencial de sua equipe. Disponível também para atuar como 'Coaching' de Empresários ou Executivos que buscam harmonia entre o ser humano que são, e o guerreiro que necessitam incorporar diariamente. 


9 comentários:

  1. Olá.
    Sempre leio e reflito sobre o que coloca no site.
    Você é uma espécie de meu psicô/guru/minha consciência/razão de ser/...
    Controlar emoções... ser ou não ser racional... muito complexo.
    Sua citação de Erich Fromm me levou há muitos anos atrás... quando o lia muito.
    Você é meio termometro nas minhas reflexões.
    Parabéns e que o SEnhor continue lhe iluminando sempre.
    Um excelente domingo !

    ResponderExcluir
  2. Mauricio, esta é a postagem mais apropriada, inteligente e sensata para meu momento atual.Ou quem sabe para todos nós?
    Nunca é demais lembrar, que necessitamos de pensar bem antes de decidirmos por esta ou aquela resposta a um determinado impasse que a vida sempre coloca a nossa frente.
    Há muito mais o que falar sobre este assunto e sobre inevitáveis perdas associadas a nossa impulsividade. Muito importante tentar aprender com excessos emocionais.Sem contudo ficar remoendo o passado.

    ResponderExcluir
  3. Maurício,todo trabalho seja ele de construir uma marca forte uma imagem, assim como, lidar com projetos, seja na implantação e manutenção, apesar do planejamento, conhecimento, amadurecimento que o profissional tenha, o imprevisível acontece, fugindo as regras de tudo que aprendemos, seja profissional, seja emocional,eu não quero ser assim, mas fui assim e isso me contraria, eu não deveria ter tomado decisão x, mas tomei pela minha impulsividade, mas se existe a oportunidade de executar e exercitar tudo aquilo que eu busquei eu iria ficar mais frustrado se impasse não ocorresse, e so vai melhor a partir do momento que exercitamos os nossos projetos, mas tudo é desafio, aprendizagem e oportunidade, dando graças, que existe oportunidades e possamos crescer com isso

    ResponderExcluir
  4. Simplesmente fantástico, sempre muito oportuno tudo o que escreve, e este texto não fugiu à regra. Parabéns continua por favor alimentando nossas almas com sua brilhantes construções. Obrigada amigo. Nalva

    ResponderExcluir
  5. A vida é feita de dificuldades,desafios,justamente para o nosso aprendizado,mas também de muitas oportunidades para crescermos.Não é facil vencer essas dificuldades,vai depender muito da nossa vontade firme em vencê-las, para isto estamos aqui.Obrigada,pela oportunidade de conhecer um pouco de sua alma e que Deus continue te inspirando e iluminando sempre! Sônia

    ResponderExcluir
  6. bia miziarajulho 08, 2010

    Adorei espero ler coias lindas assim mais vezes...voçê e realmente incrivel..obrigada por te conhecer...beijos...

    ResponderExcluir
  7. Um amigo recomentou e achou que fui feliz em ler. A nossa alma trilha caminhos dificeis, por isso, necessitamos de textos como estes para que possamos amealhar e concatenar nossos caminhos e fazer dele sum unico, almejando nosso objetivo.

    ResponderExcluir
  8. Maurício.Da amesma forma que nossa alma tem sede de palavras celestiais, eu posso dizer que sou uma privilegiada, por ler um conteúdo de tanta sensibilidade! Obrigada. Sei que sempre deixa fluir, o que vem das tuas entranhas, para todos nós aqui! lindo o conteúdo. Bianca S. Freire.

    ResponderExcluir
  9. Mauricio, lendo um 'artigo' seu assim tão antigo e ao mesmo tempo refletindo - "Porque não deixei um comentário? O que estaria fazendo no dia 03 de julho de 2010?"

    Eu bem sei o que estava fazendo; e, se você pensar um pouco também irá lembrar.
    Um dia antes você Mauricio pousou em minha casa, feito um "anjo", afastou todos os demônios que me assombravam, segurou minhas mãos até o amanhecer....
    No dia seguinte, metaforicamente falando eu estava numa viagem, numa estrada, procurando um retorno. Depois de muitas reflexões entendi que na jornada da vida não há retornos; mas, eu tinha um horizonte imenso à minha frente; e, de ambos os meus lados muitas paisagens; um universo todo ao meu redor; e, Eu fazendo parte desse Todo. Segui em frente... E você, escrevendo esse 'artigo'.

    Não vou dizer que hoje tenho o 'controle' de todas as minhas emoções. Nãooo.... Estaria mentindo; e, "mentir" não faz parte do meu vocabulário. Sou passional você sabe; já rasguei o verbo muitas vezes; quebrei a mesa; me machuquei; e, outras coisas desnecessárias comentar. Mas posso dizer, como uma 'Fênix', estou aprendendo a me reconstruir; a 'controlar' minhas emoções sem precisar estar medicada quimicamente; e, nem buscar um 'falso' controle no fundo de uma garrafa.

    "Controle Emocional: Fator Decisivo Para Uma Marca Forte - SE EU QUERO, EU POSSO!

    Abçs. carinhosos Mauricio.

    ResponderExcluir

Não esqueça de deixar aqui as marcas de sua passagem...
Seus comentários serão sempre bem vindos.