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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Instinto versus Espírito: O Dilema da Construção da Marca Pessoal



Por Maurício A Costa*




..."A cadela sensualidade permanece à espreita e trai o desejo em tudo que fazem. Até nos cimos de sua virtude e nas zonas frígidas do espírito, a besta monstruosa os persegue e os inquieta. E com que gentilezas sabe mendigar a cadela sensualidade um pedaço de espírito quando se lhe nega um pedaço de carne!" (Nietzsche, Friedrich - em 'Assim Falava Zaratustra'** - Pág. 81 - Editora Vozes - Petrópolis-RJ - 2007).
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O assunto que escolhi para escrever traz um tema relativamente difícil por conta da delicadeza que o envolve. Os impulsos instintivos do ser humano são vistos quase sempre como um tabu, ou como uma abordagem que deva ser considerada apenas no âmbito íntimo. Incomoda os mais puritanos e perturba aqueles que costumam subestimar a força do animal de suas origens, que todos carregamos nas entranhas. O primeiro desafio começa na complexidade gerada pela semântica, a ciência que estuda o significado ou o sentido das palavras; ao observarmos como elas (as palavras), podem exercer um poder imensurável sobre as pessoas, conforme a interpretação de cada um. Para ajudar-me nessa abordagem, busquei algumas metáforas do 'Mentor Virtual', personagem que dá nome ao livro que lancei em 2008.


Vale a pena analisarmos por exemplo, a sensível diferença entre aquilo que definimos como prazer e o que chamamos realização. Costumamos confundir essas duas sensações com frequência sem nos apercebermos da tremenda disparidade entre ambas. Prazer pode ser entendido como a sensação ou emoção agradável, ligada à satisfação de uma necessidade, do exercício harmonioso das atividades vitais, o deleite sexual, a diversão frívola, ou um sentimento de satisfação diante da beleza. Realização, no entanto, com nos ensina Agostinho da Silva em seu 'Diário de Alcestes', diz respeito ao ‘esforço por esculpir uma alma com entusiasmo e paciência; um amor a que se chega como recompensa de tarefa cumprida’. A sutil diferença entre essas duas expressões está, portanto, na sua intensidade. Enquanto o prazer está relacionado a algo imediato, a realização diz respeito ao sentido eterno de nossas almas. “Ao contrário do prazer, a realização pessoal tem a natureza perene, pois está vinculada a metas cujos valores transcendem o aspecto meramente material por atender aos anseios de uma alma única, viajando através do tempo em busca de evolução e liberdade” (O Mentor Virtual - Editora Komedi – Campinas-SP – 2008). 

Ao longo de nossas vidas, quase sempre estamos divididos entre o imediatismo das sensações de prazer e a plenitude da realização interior, por não entendermos que “na compreensão da diferença entre o prazer, de caráter momentâneo, e a realização do sonho mais profundo, pode está o fator decisivo para o verdadeiro êxito, resultante de escolhas conscientes que revelam a liberdade e o controle sobre a própria vida” (Fragmento de 'O Mentor Virtual')

Não queremos aqui polemizar com qualquer preconceito ou dogmatismo entre o certo e o errado. Sabemos que isso é mera convenção ou fruto de paradigmas. A cada um compete decidir suas opções. O importante, todavia, é que cada um se sinta confortável com o caminho escolhido, pois, “a consciência ao operar suas escolhas gera um poder extraordinário que transcende qualquer aspecto meramente material. É ela que o leva a construir pensamentos, arquitetar idéias, planejar alternativas e definir caminhos. Isso faz de você senhor ou senhora do próprio destino” (Fragmento de 'O Mentor Virtual'), e serão essas escolhas que gradualmente vão construindo nossa marca.

Posso escolher em levar uma vida de emoções fortes, paixões desenfreadas, consumismo exacerbado, sexo desmedido e prazeres do comer e beber sem limites; ou posso optar por uma vida onde a serenidade e o equilíbrio definam a meta principal, por estar consciente de que, “a sensação de um impulso satisfeito cria temporariamente a ausência de querer porque a posse costuma sepultar o desejo”... pois, “todo prazer tem caráter momentâneo e, uma vez alcançado, gera um enorme vazio na alma”. (Fragmento de 'O Mentor Virtual'). 

Decisivamente importante é estarmos conscientes de nossas escolhas, uma vez que são elas irão formatar a nossa história, pois, “somos aquilo em que acreditamos, com audácia para sonhar, livres para tecer nosso destino e, ao viajar além de todas as expectativas, nos surpreender a cada instante”. (Fragmento de 'O Mentor Virtual'). 

A frase de Nietzsche no início desta matéria serve para nos alertar sobre os impulsos da sensualidade, uma das mais estimulantes sensações de prazer, mas também para nos fazer refletir sobre quaisquer outros impulsos provocados pelo desejo; que vão desde o ímpeto da atração física, até a sede de poder. O desejo entorpece o consciente e gera dependência; porque “os homens que vinculam prazer à liberdade se tornam na verdade, escravos daquilo que julgam lhes dar prazer. Iludem-se ao acreditar que podem ter controle sobre suas vidas” (Fragmento de 'O Mentor Virtual').

Não julguemos com leviandade esse controle sobre nossas ações ou pensamentos. Ele é delicado e difícil. Qualquer um de nós sente-se desafiado o tempo inteiro por todo tipo de ‘estimulação’ sensorial. Um olhar matreiro, um sorriso malicioso, uma postura provocante, um convite disfarçado, uma mensagem subliminar, uma mentira sem maldade, um ‘trambique’ legal, um ‘conchavo’ desleal, uma ‘saidinha’ rápida, um ‘casinho’ sem consequência, e por aí vai. Vivemos dessa forma, a todo o momento, um conflito íntimo, que nos divide entre o instinto (de ordem material; presente e estimulante) e a realização (de caráter espiritual; sereno, e atemporal). Sentimos todos, com maior ou menor intensidade esse desafio que testa sem tréguas nossas convicções mais íntimas em relação à marca que desejamos construir. 

Embora Sigmund Freud nos ensine que "a renúncia progressiva dos instintos parece ser um dos fundamentos do desenvolvimento da civilização humana", não é recomendável reprimir tais desejos instintivos, pois fazem parte da nossa natureza; afinal, na maior parte do tempo são tais instintos que nos propiciam alegria e satisfação. Entretanto, podemos sublimá-los, isto é, nos colocarmos acima da visão imediata dos sentidos, e de forma consciente, direcionar nossa energia interior para desenvolver os ‘valores’ que elegemos como referências para nossas vidas; e que se tornarão com o tempo, conceitos definidos de nossa marca pessoal.

“A realização pessoal é algo abstrato, que transcende meras reações instintivas ou animais. Ater-se exclusivamente a coisas concretas e palpáveis nada o difere em relação a outros seres vivos. O extraordinário consiste em construir algo que atravesse o tempo e o espaço convencionais”. (Fragmento de 'O Mentor Virtual').

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*Maurício A Costa é um inquieto obcecado por resultados, focado no pensamento estratégico e no valor agregado. (Numa linguagem moderna, um 'Design Thinker'). Foi Executivo/Diretor de empresas como a Kimberly Clark, Grupo Gerdau, Grupo Grendene/Vulcabrás e o Grupo Tecnol (Atual Luxottica). Está disponível para participar de Empresas sérias, que estejam em busca de melhores resultados e interessadas em alavancar a rentabilidade do negócio. Em termos pessoais, é o idealizador do Projeto Mentor Virtual; um empreendimento em fase de gestação, focado no despertar da consciência humana, visando encorajar transformações e valorizar a vida. É o autor da série 'O Mentor Virtual', e está disponível para palestras, conferências e workshop que poderão mudar a sua visão do mundo e alavancar o potencial de sua equipe. Contatos: mauriciocosta@uol.com.br

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Assim Falava Zaratustra é um livro que narra as andanças e ensinamentos de um filósofo, que se auto-nomeou Zaratustra, após a fundação do Zoroastrismo na antiga Pérsia. Para explorar muitas das idéias de Nietzsche, o livro usa uma forma poética e fictícia. O ponto central de Zaratustra é a noção de que os seres humanos são uma forma intermediária entre macacos e o que Nietzsche chamou literalmente "além-do-homem", normalmente traduzido como "super-homem".




15 comentários:

  1. Mauricio:
    Este é um dos temas mais polêmicos e intrigantes que conheço. O real dilema da humanidade.
    A cultura anglo-saxônica enxerga com muito preconceito emoções vividas e demonstradas. Porém, dentro desta visão enxergo a experiência do viver bem mais sólida e equilibrada e sem a escravidão do desejo.
    De outro lado, vejo com um pouco de reserva o excessivo controle de nossas emoções.
    Concordo plenamente com o perene versus o efêmero. Mas acho que na verdade o ideal que buscamos está no equilíbrio desta duas forças.
    Amor x paixão.
    O texto está excelente e bem refletido.
    Bjos

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  2. Mauricio:
    È realmente um tema muito polemico e intrigante. Nossa perfeita ess texto! É verdade na maioria das vezes quem ganha é o Amor, porem sem a Paixão ele não nasce, a paixão é um sentimento gostoso, alussinante, e só vai ser duradouro se for muito intenso, ou seja, ja viro Amor. Resumindo o Amor não vive sem a Paixaõ e a Paixão não vive sem o Amor pois os dois iram se completar!!!!!!!!!

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  3. Nossa perfeita esse texto! É verdade na maioria das vezes quem ganha é o Amor, porem sem a Paixão ele não nasce, a paixão é um sentimento gostoso, alussinante, e só vai ser duradouro se for muito intenso, ou seja, ja viro Amor. Resumindo o Amor não vive sem a Paixaõ e a Paixão não vive sem o Amor pois os dois iram se completar!!!!!!!!!

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  4. Maurício, lí o teu blog tão logo me adicionaste como amigo. Acredito que a liberdade oportuniza prazer, mas o segredo esta em dosar o prazer para que ele não acabe por nos prejudicar e inclusive cerciar a liberdade. Um dos exemplos que usastes, abusar da comida, pode levar a obesidade mórbida, a diabete e a tantos outros males que nos tiram liberdade. Acredito que seria interessante abordares o senso comum tão manipulado pela mídia e que influencia tanto na concepção do que é "desejo" para uma pessoa.
    Estou extendendo-me demasiadamente. Fica aqui meu abraço e minha admiração por tua coragem em te expor e pelo teu belo trabalho.
    Cláudio

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  5. Como e dificil saber a medida do que se fazer em virtude do futuro e em benficio do presente? A morte esta ao nosso lado e adiar o prazer pode ser um pecadom em compensacao nao planejar com olhor no futuro pode ser um desastre... Vigiai e orai

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  6. Bom dia Mauricio! Achei essa matéria em particular, especial...acredito que a maioria das pessoas passa uma parte de suas vidas agindo por impulso..só que algumas "acordam" e com o tempo, discernimento e maturidade evoluem buscando de forma consciente,como você comenta no texto, focar seus objetivos acimas de sensações imediatas e fugazes...o que também não acontece com muitas outras e assim se perdem no vazio da alma...Te confesso que espero cada dia mais estar acima "da visão imediata dos sentidos". Bjs e obrigada pelo presente! bjs
    Cláudia

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  7. Rita Malufabril 19, 2010

    Fantástica a sua análise.
    O tema prazer x realização é um dos conflitos mais atuais que conheço.
    Com a liberação,se assim podemos chamar, dos dias de hoje,com tantas informações das mídias e padrões pré estabelecidos,acho que a "ilusão" do que é se realizar,quem eu sou e como ser feliz, aumentaram,mas...
    Do que adianta se realizar se não tiver alguém para dividir??? A viagem é muito solitária para quem visa só o prazer e, o contato com o amor verdadeiro dá um novo sentido para essa ideia de prazer x realização.
    “somos aquilo em que acreditamos, com audácia para sonhar, livres para tecer nosso destino e, ao viajar além de todas as expectativas, nos surpreender a cada instante”.
    Concordo plenamente e se puder completar....
    "Surpreender ao outro com nossas realizações aumentará nossa sensação de prazer".
    Adorei e acho que ficaria aqui escrevendo milhões de linhas pois,você desperta e exercita a minha curiosidade.
    Você surpreende em cada tema que escolhe e explana.
    Abs carinhosos
    Rita Maluf

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  8. Hortencia Springabril 19, 2010

    Excelente Mauricio!
    Obrigada por partilhar. Importante sempre relembrar que somos responsáveis pelas nossa escolhas. Só assim poderemos construir, mudar, aceitar nossa trajetória por esta jornada tornando ( ou não) interessante e agradável nossa história.
    Abraço

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  9. thais mouraabril 21, 2010

    Estamos sempre em busca, seja de explicações, emoções, medidas, anseios, tentando sempre acertar, compartilhando experiências, informações, e uma mente maravilhosa como a sua para nos ajudar a refletir. Um tema polêmico, mas bárbaro, por isso polêmico...Um abraço!

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  10. Hélio Haddadmaio 07, 2010

    As mensagens aqui postadas são profundas e muito úteis para auxiliar no crescimento de todos que têm o privilégio de recebê-las.

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  11. Kethlyn Segalajulho 16, 2010

    falhas com sinceridade e ter o direto comprometimento de que algo precisa ser trabalhado, abandonado e aperfeiçoado para que mudanças comecem a ocorrer. É o processo lento e consciente de lapidação das virtudes. Olhar para dentro e enxergar-se, é doloroso. Encarar seus próprios defeitos e assumir que há muito que ser melhorado, também. Nada que uma boa dose de coragem e perseverança não o possam fazê-lo. Enquanto não ocorrer o despertar para essa realidade, de conhecer-se a si mesmo, de buscar no seu interior uma identificação com o que é puro, verdadeiro, de buscar uma íntima e indestrutível aliança com o DIVINO, o vazio e a infelicidade permanecerão. Do mesmo modo, será persistente a busca ao prazer, a insatisfação, a necessidade do uso de máscaras e de fugas que justifiquem e preencham este vácuo. As desculpas, serão intermináveis, a atenção será voltada ou para o trabalho, ou para um vício, ou para um hábito repetitivo, para a manifestação de doenças ou ainda para a procrastinação de decisões importantes. Tudo por possuirmos um ego teimoso que se nega a ver que a felicidade e a verdadeira realização são fáceis, acessíveis e estão aí para todos, nas coisas mais simples. Sofremos porque queremos. Porque somos teimosos. É da natureza humana, complicar os fatos para ocultar a existência de um vazio seja emocional, intelectual, físico, ou principalmente, de um vazio espiritual.

    (continua...)

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  12. Kethlyn Segalajulho 16, 2010

    (continuação)
    Quando sei o que se passa comigo, sou capaz de ser mais compassivo com os outros. Passo a ter mais cuidado e zelo pelo bem estar e respeito pelos sentimentos alheios. A saudação dos Indianos, o Namastê diz "o DEUS que habita em mim, saúda o DEUS que habita em você". Reconheço-me parte de Deus, identifico-me com Ele, somos Um em pensamento e sentimento. Estamos conectados. Eu, DEUS, e todos! O foco passa do meu "eu físico", que visa basicamente uma satisfação momentânea, corpórea, para um "eu sensível", sublimado, mais atento às questões à cerca dos sentimentos do meu próximo. Aí ocorre a verdadeira transformação, pois passo a domar meu instinto, a ter uma ação maior em minha vida do que a ação do meu ego, liberto-me dos sentimentos inferiores, raiva, ódio, luxúria, avareza, ganância, etc. E gradativamente, passo a me tornar um ser cada vez mais agradecido e realizado. As necessidades físicas continuam existindo, mas passam a ter menor relevância, pois o foco vai sendo mudado para uma constante e direta conexão cuja a fonte é geradora de todo o prazer. Identifico-me com uma fonte infinita, cujo amor é incondicional. Há então, a sensação de paz, serenidade, e absoluta certeza de que não estou só. Passo a ter uma indescritível sensação de plenitude que me fazem ver em cada ser vivo, uma parte do todo que nos une. Não há medo, insegurança, ou temor. Essa Presença domina nossa vida de modo a nos tornar conscientes de que temos um propósito maior na vida. Temos uma missão. Não estamos aqui a passeio, ou para a busca de distrações que nos satisfaçam e preencham. Nosso propósito é crescer, evoluir, ajudar, ser útil. A projeção do prazer é voltada mais para um âmbito coletivo no qual reconheço que se todos que me cercam estão bem, estou realizado. E deixa de ser aquela sensação egoística de um prazer meu, sentido por mim e para mim única e exclusivamente. A marca pessoal então se manifesta naqueles que tem coragem de ir em busca do seu eu, em busca da verdade. Esta verdade não está nas religiões ou no mundo externo. Está dentro de cada um de nós! A afirmação de Jesus, "EU SOU O CAMINHO A VERDADE E A VIDA NINGUÉM VEM AO PAI SENÃO POR MIM!", este é o caminho para os que buscam se conhecer, é identificar-se com o EU SOU, o DEUS manifestado em mim e em cada um de nós, através da pureza de coração e sentimentos!!

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  13. Olá, Maurício. Muito interessante esse assunto sobre a construção da Marca Pessoal. Acredito que é a falta de um direcionamento na vida que conduz à incessante busca pelo prazer. A maioria das pessoas não tem uma marca pessoal pois não se conhece! Não sabem o que querem, de onde vem ou pra onde vão. Não sabem se casam ou compram uma bicicleta. Vemos uma sociedade de perdidos! Buscando uma saída. Uma solução. Algo ou alguém que venha em seu socorro! Conhecer-se é a chave, é ter a certeza de que seus pensamentos, palavras e atos não são contraditórios e estão sempre em harmonia. Não podemos servir a dois senhores; ou ouvimos a intuição ou somos meros marionetes deste ego que insiste em nos tornar infelizes. A verdade é que evitamos olhar para dentro. Evitamos ouvir nosso coração. É o eterno duelo da razão (instinto) versus a emoção (espírito). Preferimos ficar com o que é aparentemente fácil, confortável e prazeroso, atendendo ao mais viceral apelo dos instintos. Porém, mais cedo ou mais tarde, será preciso encarar as falhas com sinceridade e ter o direto comprometimento de que algo precisa ser trabalhado, abandonado e aperfeiçoado para que mudanças comecem a ocorrer. É o processo lento e consciente de lapidação das virtudes. Olhar para dentro e enxergar-se, é doloroso. Encarar seus próprios defeitos e assumir que há muito que ser melhorado, também. Nada que uma boa dose de coragem e perseverança não o possam fazê-lo. Enquanto não ocorrer o despertar para essa realidade, de conhecer-se a si mesmo, de buscar no seu interior uma identificação com o que é puro, verdadeiro, de buscar uma íntima e indestrutível aliança com o DIVINO, o vazio e a infelicidade permanecerão. Do mesmo modo, será persistente a busca ao prazer, a insatisfação, a necessidade do uso de máscaras e de fugas que justifiquem e preencham este vácuo. As desculpas, serão intermináveis, a atenção será voltada ou para o trabalho, ou para um vício, ou para um hábito repetitivo, para a manifestação de doenças ou ainda para a procrastinação de decisões importantes. Tudo por possuirmos um ego teimoso que se nega a ver que a felicidade e a verdadeira realização são fáceis, acessíveis e estão aí para todos, nas coisas mais simples. Sofremos porque queremos. Porque somos teimosos. É da natureza humana, complicar os fatos para ocultar a existência de um vazio seja emocional, intelectual, físico, ou principalmente, de um vazio espiritual.

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  14. Quando sei o que se passa comigo, sou capaz de ser mais compassivo com os outros. Passo a ter mais cuidado e zelo pelo bem estar e respeito pelos sentimentos alheios. A saudação dos Indianos, o Namastê diz "o DEUS que habita em mim, saúda o DEUS que habita em você". Reconheço-me parte de Deus, identifico-me com Ele, somos Um em pensamento e sentimento. Estamos conectados. Eu, DEUS, e todos! O foco passa do meu "eu físico", que visa basicamente uma satisfação momentânea, corpórea, para um "eu sensível", sublimado, mais atento às questões à cerca dos sentimentos do meu próximo. Aí ocorre a verdadeira transformação, pois passo a domar meu instinto, a ter uma ação maior em minha vida do que a ação do meu ego, liberto-me dos sentimentos inferiores, raiva, ódio, luxúria, avareza, ganância, etc. E gradativamente, passo a me tornar um ser cada vez mais agradecido e realizado. As necessidades físicas continuam existindo, mas passam a ter menor relevância, pois o foco vai sendo mudado para uma constante e direta conexão cuja a fonte é geradora de todo o prazer. Identifico-me com uma fonte infinita, cujo amor é incondicional. Há então, a sensação de paz, serenidade, e absoluta certeza de que não estou só. Passo a ter uma indescritível sensação de plenitude que me fazem ver em cada ser vivo, uma parte do todo que nos une. Não há medo, insegurança, ou temor. Essa Presença domina nossa vida de modo a nos tornar conscientes de que temos um propósito maior na vida. Temos uma missão. Não estamos aqui a passeio, ou para a busca de distrações que nos satisfaçam e preencham. Nosso propósito é crescer, evoluir, ajudar, ser útil. A projeção do prazer é voltada mais para um âmbito coletivo no qual reconheço que se todos que me cercam estão bem, estou realizado. E deixa de ser aquela sensação egoística de um prazer meu, sentido por mim e para mim única e exclusivamente. A marca pessoal então se manifesta naqueles que tem coragem de ir em busca do seu eu, em busca da verdade. Esta verdade não está nas religiões ou no mundo externo. Está dentro de cada um de nós! A afirmação de Jesus, "EU SOU O CAMINHO A VERDADE E A VIDA. NINGUÉM VEM AO PAI SENÃO POR MIM!", este é o caminho para os que buscam se conhecer, é identificar-se com o EU SOU, o DEUS manifestado em mim e em cada um de nós, através da pureza de coração e sentimentos!!

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  15. Maurício,excelente demonstração das dificuldades do ser humano em encontrar os seus reais objetivos que venham nortear a sua vida, uma delas é nós conosco mesmo e aquilo que queremos, a outra encontrar a indentidade naquilo que buscamos e para finalizar a consciência de nos vermos realizando a nossas ações na prática e nos perguntando se realmente é isso que gostariamos de fazer, considerando que em tudo que se faz a presença do proprietário é muito importante, realizando o seu papel de administrador e conquistando os clientes potenciais. Situações inesperadas e não programadas, podem acontecer sendo analisadas com calma e critério, sem que isso seja o fim de um trabalho ou de uma realização e se houver uma queda circustâncial é possivel retornar e recomeçar com o mesmo esforço e determinação, independente do que possa ter acontecido...a esperança, o sonho e o conhecimento de um negócio para as nossas realizações de prosperidade e satisfação, complementam as variedades das diversas situações, que indenficamos em nosso abstrato.
    por-Pedro Rombola

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